Meus 3 Enteados Capítulo 17

Da série Madrastra
Um conto erótico de Fernanda Escritora
Categoria: Heterossexual
Contém 741 palavras
Data: 22/04/2026 22:14:40

Carlos marcou a data do casamento com Júlia.

Foi anunciado numa noite de domingo, durante o jantar em família. Ricardo levantou a taça de vinho, sorrindo orgulhoso, e disse:

— No dia 18 de dezembro, vamos ter um casamento na família! Carlos e Júlia vão se casar.

Júlia estava radiante, mostrando o anel de noivado. Rodrigo e Eduardo deram parabéns, rindo e fazendo piadas. Eu forcei um sorriso, mas por dentro algo se quebrou. O ciúme que eu já sentia virou uma bola quente e dolorosa no peito. Carlos ia se casar. Ia ter uma esposa de verdade. Uma vida oficial. E eu continuaria sendo apenas a vadia secreta da casa.

Naquela noite, depois que todos foram dormir, eu não aguentei. Subi até o quarto de Carlos sem avisar e entrei sem bater.

Ele estava sentado na cama, olhando o celular. Quando me viu, franziu a testa.

— Fernanda… o que você quer? Tá tarde.

Eu fechei a porta e fiquei parada, tremendo de raiva e dor.

— Você vai mesmo se casar com ela? — perguntei, voz baixa mas carregada. — Marcou a data, anunciou pra todo mundo… e eu aqui, fingindo que estou feliz. Eu sou só a puta que você usa quando quer, né? A vadia que engole mijo, que come sucrilhos com leite da própria bunda, que é fodida pelos seus irmãos enquanto você planeja o casamento perfeito com a Júlia.

Carlos suspirou, colocou o celular de lado e me olhou sério. Pela primeira vez, não havia sorriso sádico nem ordem imediata. Era uma conversa de verdade.

— Vem cá — disse ele, batendo na cama ao lado dele.

Eu me aproximei e sentei, ainda nua como eles exigiam quando Ricardo não estava. Carlos segurou minha mão — um gesto raro, quase carinhoso.

— Fernanda… eu gosto muito de você. De verdade. Você é especial pra mim. Ninguém me excita como você. Ninguém me obedece, ninguém aguenta o que você aguenta. Você é a minha vadia perfeita. Mas a Júlia… ela é outra coisa. Ela é a mulher que eu posso apresentar pros outros, que o meu pai aprova, que vai me dar uma família “normal”. Eu preciso disso. Entende?

Eu senti as lágrimas subirem.

— Eu sei… mas dói pra caralho, Carlos. Eu gosto muito de você. Mais do que deveria. Quando você transa com ela, quando você dorme abraçado com ela, quando você planeja o casamento… eu fico louca de ciúmes. Eu queria ser eu. Queria ser a que você escolhe pra casar. Mesmo sabendo que sou suja, que sou a puta da casa… eu gosto tanto de você que às vezes acho que vou explodir.

Carlos ficou em silêncio por um momento. Depois puxou meu rosto e me beijou. Não foi o beijo bruto de sempre. Foi lento, profundo, quase romântico. O tipo de beijo que ele provavelmente dava na Júlia.

— Vem aqui — sussurrou ele contra meus lábios.

Ele me deitou na cama com cuidado, como se eu fosse frágil. Tirou a própria roupa devagar e se posicionou sobre mim. Não havia tapas, não havia cuspe, não havia ordens humilhantes. Só ele e eu.

Carlos entrou em mim devagar, olhando nos meus olhos o tempo todo. Metia com calma, profundo, girando os quadris de um jeito que me fazia sentir cada centímetro. Suas mãos acariciavam meu rosto, meu cabelo, meus seios — não apertavam, não beliscavam. Acariciavam.

— Você é linda — murmurou ele, beijando meu pescoço. — Tão linda… tão minha.

Eu chorei enquanto gozava. Não foi um orgasmo violento. Foi um orgasmo doce, longo, que me deixou tremendo nos braços dele. Carlos gozou dentro de mim pouco depois, gemendo baixo no meu ouvido, abraçando meu corpo com força.

Ficamos abraçados depois, suados, ofegantes. Ele não saiu de dentro de mim imediatamente. Ficou ali, acariciando minhas costas, beijando minha testa.

— Eu nunca vou deixar de te querer, Fernanda — disse ele baixinho. — Mesmo casado, mesmo com a Júlia morando aqui um dia… você vai continuar sendo minha vadia secreta. Mas momentos como esse… esses são só nossos. Entendeu?

Eu assenti, ainda com lágrimas nos olhos.

— Entendi… mas continua doendo.

Carlos me apertou mais contra o peito.

— Eu sei. Mas é assim que tem que ser.

Naquela noite, pela primeira e única vez, Carlos me tratou exatamente como tratava a Júlia: com carinho, com beijos suaves, com sexo romântico e lento. Sem degradação. Sem humilhação.

E isso, estranhamente, doeu mais do que qualquer tapa ou banho de mijo.

Porque me mostrou o que eu nunca poderia ser para ele.

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