Amor do passado, dor do presente. Parte 8

Um conto erótico de Guilherrme
Categoria: Heterossexual
Contém 2156 palavras
Data: 22/04/2026 18:59:57

Dirigi de volta para o meu apartamento no automático. Minhas mãos agarravam o volante de couro com tanta força que meus dedos doíam, mas eu mal sentia. Eu precisava, antes de mais nada, chegar em casa sem causar um acidente. Minha visão parecia turva, a mente completamente nublada por um ódio surdo e uma tristeza esmagadora.

Assim que destranquei a porta e entrei, a falsa segurança da minha sala me atingiu. Fechei a porta atrás de mim e simplesmente desabei. Caí pesado no sofá, afundando no estofado, e joguei a cabeça para trás, encarando o teto branco. O silêncio do apartamento era ensurdecedor. Comecei a repassar a minha vida inteira na cabeça, perguntando-me onde foi que eu errei tanto. O que eu fiz da minha vida até hoje? Nada parecia dar certo. Eu nunca consegui encontrar aquela garota do meu passado, uma sombra que sempre me assombrou; deixei a Fernanda, a mulher que eu amava, escapar pelos meus dedos por causa de uma mentira imunda; e, como se não bastasse, estava sendo traído pela Raquel. E não era só uma traição qualquer, era da forma mais cruel e sádica possível, pelas minhas costas, enquanto ela sorria na minha cara. De repente, passei a pensar em Fernanda.

— Porque as coisas tinham que acabar desse jeito pra gente, Fernanda?

Falei ali, enquanto segurei o suéter que aquela baixinha loira havia feito com tanto amor. Eu deveria ter esperado que uma linda daquelas não iria me trair, mas minha insegurança foi maior do que o meu senso de proporção e análise. Me julgava pronto para ser um advogado, mas não notei na minha cara detalhes, que só agora me passaram na cabeça.

Olhei o rosto dela em pânico ao ver Roger do lado dela, como se ela realmente não acreditasse que era ele ali. Ela tentou me explicar, e eu, burro, não ouvi. Fui-me uma vítima da minha própria ingenuidade — E Ignorância, claro.

Fui arrancado desse abismo pelo toque estridente do meu celular. Era Raquel. Respirei fundo, tentando engolir o nó na garganta, e atendi.

— Oi, amor! — a voz dela soou alegre, doce, intocada por qualquer culpa.

— Oi... amor... — respondi, e por mais que eu tentasse disfarçar, minha voz saiu arrastada, pesada, impregnada de um desânimo que eu não consegui esconder.

Ela percebeu na mesma hora. O tom dela mudou para uma falsa preocupação, perguntando o que eu tinha, por que eu estava daquele jeito. Minha mente trabalhou rápido. Eu precisava de uma desculpa, algo que ela não pudesse questionar.

— Estou triste porque... eu nunca conheci meus pais — menti, usando a minha própria ferida antiga como escudo. — E hoje nós vamos anunciar o nosso noivado no jantar. Eu vou estar lá com os seus pais, e os meus não.

— Ah, meu bem... Você sabe que os meus pais sempre serão os seus também — ela respondeu com uma ternura que me deu ânsia de vômito.

— Que horas vai ser o jantar? — perguntei, mudando de assunto antes que eu perdesse o controle.

— Sabe, amor, eu pensei em sairmos para comer fora, mas meus pais querem fazer um jantar íntimo lá em casa mesmo. Então já estamos arrumando tudo por aqui. Liguei só para te avisar para vir direto para cá.

— Tudo bem. Irei me arrumar e vou mesmo.

Desliguei o telefone e joguei o aparelho no sofá. Fechei os olhos e ri sozinho. Uma risada seca e sem humor. Mais essa agora, pensei. Eu tinha que ir a um jantar de noivado. Com a mulher que desenhou a destruição do meu relacionamento anterior e que estava, sabe-se lá com quem, num motel horas atrás. Eu teria que me sentar à mesa com a família dela, sorrir, erguer taças e manter as aparências. Pelo menos por enquanto. Até eu descobrir algo que estava, desde o escritório, martelando na minha cabeça.

Fui para o quarto me arrumar. Coloquei um traje social impecável. Vesti a camisa, ajustei o paletó, dei o nó na gravata de frente para o espelho, encarando meus próprios olhos. Estava bonito, bem apresentado, mas por dentro, completamente destruído, e sem saber exatamente o que eu estava querendo fazer ali.

Dirigi até o endereço dela. Era um condomínio de luxo absurdamente imponente, num dos bairros mais nobres da cidade. Assim que me identifiquei na recepção, os portões imensos se abriram para mim. Estacionei e caminhei até a porta da casa. Fui recebido quase imediatamente pela mãe de Raquel. Ela abriu um sorriso largo e me deu um abraço apertado e afetuoso. Eu sabia que ela gostava muito de mim, o que tornava tudo ainda mais triste, devido a iminente separação.

O pai de Raquel ainda não havia chegado. Mas logo ela desceu as escadas. Raquel estava deslumbrante. O vestido caía perfeitamente, o cabelo estava impecável, o perfume era inebriante. Ela veio até mim com um sorriso radiante. Ao olhar para ela, meu estômago embrulhou. Senti um misto de nojo absoluto, lembrando-me do carro e do motel, mas, ao mesmo tempo, fiquei aterrorizado e intrigado. Como ela conseguia? Como ela podia parecer tão natural, tão puramente feliz e apaixonada, guardando tanta podridão por dentro?

Sentei-me no sofá espaçoso da sala de estar e passei os próximos minutos falando aleatoriedades com a mãe dela, enquanto Raquel, sentada ao meu lado, exibia o anel de noivado para a mãe com gritinhos de empolgação.

Não demorou muito para o pai dela passar pela porta. Ele estava visivelmente "alto", com o rosto avermelhado e aquele sorriso solto de quem já tinha bebido algumas doses a mais antes de chegar em casa.

— Desculpem a demora, família, hoje teve happy hour com a diretoria. Mas eu deixei um espaço reservado para o jantar de hoje!

Ele veio na minha direção, apertou minha mão com força e me deu tapinhas nas costas.

— Meu futuro filho aqui, que beleza. Porra, a Raquel é luz desde que começou a namorar com você. Antes, essa danada não parava quieta.

— Pai! — Disse Raquel ali. — Por isso não gosto quando chega alto assim, o Guilherme tá aqui, sabia?

— Que isso, não precisa ficar emcabulada. — Respondi. — Eu gosto de sinceridade.

Depois disso, olhei o mais profundo dos olhos dela, como se eu quisesse dizer algo. Logo em seguida, fomos todos chamados para a sala de jantar.

A cozinheira da família havia preparado macarrão à carbonara. A mesa estava farta e o cheiro era forte. Era o prato favorito de todos eles. Eu, particularmente, não era fã, a textura e o sabor forte nunca me agradaram muito, mas forcei cada garfada goela abaixo. Eu não iria fazer desfeita.

— Você vem pouco nos visitar, filho. — Comentou o pai de raquel. — Poderia vir mais vezes, não sabe o quanto gosto de você.

Eu sabia, pois ele sempre se ofereceu para me ajudar, para alavancar minha carreira, me tratou sempre com carinho e respeito. Talvez, essa seria a parte mais triste de me separar de Raquel. Pois gostava dos pais dela.

Enquanto as taças de vinho eram servidas, o pai de Raquel me olhou do outro lado da mesa.

— E então, como você está lá no escritório, futuro genro?

— Estou bem — respondi, limpando a boca com o guardanapo. — Ainda pegando casos menores, questões mais simples, mas é assim mesmo na carreira de advogado. Estou focado em ganhar experiência no momento.

Ele balançou a cabeça, gesticulando com o garfo.

— Você sabe que as portas estarão sempre abertas para você, caso precise de um empurrãozinho para alavancar essa carreira, não sabe? Eu tenho muitos contatos por aí. Você não precisa ficar preso e ralando numa empresa de advocacia comum. Você pode alcançar voos muito mais altos com a indicação certa.

Forcei um sorriso educado.

— Eu agradeço muito, de verdade. Mas prefiro subir com o meu próprio esforço. Já disse isso para a Raquel uma vez. Eu gosto da sensação de conquistar as coisas com o meu suor.

Ele sorriu largo e levantou a taça na minha direção.

— Admiro isso em você, rapaz. Admiro mesmo. — Ele tomou um gole generoso de vinho e, em seguida, franziu a testa, como se lembrasse de um detalhe solto.

— Raquel também recusa a minha ajuda no hospital. Ela ainda é assistente. Quer aprender, quer crescer por meritocracia. Você mudou muito ela. — Ela comentou, e eu olhei pra Raquel, sem acreditar em tudo que estava ouvindo ali, e ainda tentando decifrar ainda mais o que ela realmente queria, o que era ela.

— Eui mudei, em que sentido? — Perguntei, curioso.

— Minha filha sempre foi muito impetuosa, ela sempre se achou maior do que ela é.

— Mentira isso, pai! — Ela comentou, dando uma gargalhada.

— É verdade, e você sabe disso. Mas a culpa é minha! Eu sempre fui um pai muito babão pra você.

Ele então me encarou, e então com a taça em mãos, comentou.

— Mas me diga uma coisa... por que os seus pais não vieram hoje?

O clima na mesa pesou por um segundo.

— Pai! — Raquel repreendeu imediatamente, arregalando os olhos. — O Guilherme não tem pais, ele é órfão. Eu já te expliquei isso várias vezes!

O homem piscou, um pouco confuso pela bebida, e deu de ombros.

— Minha nossa, me desculpe, eu me esqueci completamente. — Ele deu uma risadinha meio sem jeito, soltando as palavras de forma arrastada. — Eu peço desculpas por isso. Eu realmente tinha me esquecido, Agora entendo porque vocês se dão bem. Afinal de contas, a nossa Raquel...

— Querido! — a mãe de Raquel cortou o marido num tom alto e agudo, quase desesperado. O sobressalto dela foi tão antinatural que me fez congelar. — Por que você não fala para o Guilherme o que nós planejamos dar a eles de presente de casamento?

A mudança brusca de assunto foi um golpe de mestre em termos de distração, mas o estrago estava feito. Minha mente travou na frase interrompida dele. Afinal de contas, a nossa Raquel... o quê? Fiquei roendo aquela frase em silêncio, mas tive que voltar minha atenção para o velho, que já havia sido fisgado pela esposa.

— É verdade! — ele exclamou, batendo na mesa e recuperando a postura. Olhou para mim com uma expressão solene. — Olha aqui, meu amigo. A Raquel é a minha única filha. E ela veio em um momento muito especial, muito delicado nas nossas vidas. Por isso, ela merece sempre o melhor do mundo. Eu sempre dei tudo para ela, sempre fiz ela se sentir uma verdadeira rainha. E eu espero que você faça exatamente o mesmo. Para provar que eu desejo apenas o melhor para vocês dois, eu encomendei o presente hoje. Uma viagem de lua de mel. Um mês inteiro, com um tour completo por toda a Europa, tudo pago por mim.

— Sério isso, papai?! — Raquel deu um grito agudo de alegria.

— Sim, meu amor — ele respondeu com os olhos brilhando.

Ela pulou da cadeira, correu até a cabeceira da mesa e deu um abraço esmagador no pai, enchendo o couro cabeludo dele — já com sinais evidentes de calvície — de beijos estalados. O homem ria, satisfeito. Depois do show de afeto, ela voltou para o meu lado, agarrando minhas mãos com força por cima da mesa.

— Você viu, meu amor?! — ela dizia, com os olhos brilhando de excitação. — Nós vamos ficar juntos por um mês inteiro! Uma viagem deliciosa pela Europa!

Eu olhei para ela e sorri, o sorriso mais falso e doloroso que já dei na vida. Eu concordei com a cabeça, apertando as mãos dela de volta, sentindo que toda aquela farsa estava indo longe demais. Observando a cena toda, consegui entender perfeitamente o motivo de Raquel ser tão dissimulada e mimada: os pais faziam de tudo por ela, moldavam o mundo às vontades dela, principalmente aquele pai que parecia venerá-la.

Mas, apesar do presente milionário, da comemoração e do barulho na mesa, a minha cabeça não estava na Europa. Minha mente não saía do momento exato em que a mãe dela entrou em pânico. Havia algo muito errado ali. Aquela frase incompleta e o desespero da mulher para calar o marido embriagado deixaram uma pulga gigantesca atrás da minha orelha.

Afinal de contas, a nossa Raquel... o que eles estavam escondendo?

Depois do jantar, acabei me despedindo dela, e ela me chamou num canto, e me mostrou uma coisa. O Depoimento dela havia sido cancelado. Um Juiz arquivou todo o processo que Fernanda, supostamente tinha movido contra ela.

— Eu não disse, amor? A Justiça foi feita, aquela lambisgoia só apareceu pra trazer desgraça pra nossas vidas, mas ela se ferrou!

— Verdade, não é? — Sorri com um sorriso amarelado.

— Enfim, adorei a noite hoje. — Ela disse, selando-me com um beijo. Raquel queria ir comigo até a minha casa, possivelmente transar, mas eu não estava afim, Me despedi, e disse que amanhã tinha que acordar muito cedo.

No caminho, fiquei pensando no que aconteceu, na fala do pai dela, e ainda agora o tal processo que foi arquivado, do nada. Como que isso aconteceu? Possivelmente foi o pai dela, mas a verdade é que eu estava errado e logo eu iria descobrir a verdade.

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Comentários

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Outro mistério que não está sendo muito considerado e discutido seria de quem mandou a foto da Raquel com o Roger?

Seria a mesma pessoa que mandou a foto da Fernanda com o Roger?

Qual seria a intenção dessa pessoa que mandou as fotos, se for a mesma pessoa?

Se são pessoas diferentes, qual a intenção da segunda foto?

Por que a pessoa que teria enviado a segunda foto, não se revelou ainda?

Qual seria o intuito do Guilherme em ficar noivo da Raquel mesmo sabendo da traição dela?

Se fosse para ganhar tempo para descobrir toda a verdade, não precisaria ficar noivo ou precisaria?

Ficar noivo foi mais uma das burradas inexplicáveis do Gui ou faz parte de um plano de contra ataque, arquitetado por quem mandou a segunda foto?

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Para mim está bem claro que quem mandou as fotos foi a Fernanda Dessa vez assim como ela mandou a mensagem de que ele Estava sendo traído , Inclusive Eu Acredito que ela procurou justamente aquele escritório de advocacia onde ele estava trabalhando justamente para que ele soubesse que ela estava lá e que ela estava movendo uma ação contra Rachel pra aguçar a curiosidade dele Agora o porquê ela não se apresentou a ele ainda Eu não sei

Mas Eu Acredito que Ela se preparou bem nesses últimos 2 anos E está com sangue nos olhos , A gente tem que se lembrar que a Fernanda tem um padrasto e esse padrasto é Juiz, então ela tem respaldo jurídico e esse assunto ainda não morreu...

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"Ali estava a intimação com algumas acusações, como calúnia, difamação, fraude, corrupção ativa e falsidade ideologica."

Falsidade ideológica? Os outros crimes já estão claros desde os primeiros capítulos.

Ela não se aproximou de Guilherme por acaso e tramou tudo para separá-lo da Fernanda, com o Roger de bucha de canhão na história.

Mas a "falsidade ideológica" é intrigante. E, se ela não é a Raquel, mas se passa por Raquel perante os pais, então eles são cúmplices.

Então, quem é a Raquel? Seria ela a Melissa, a "irmã", assim mesmo, com haspas, como no dito por Guilherme no primeiro capítulo?

Qual o propósito de toda essa armação? Tem mais por trás da infidelidade de Raquel ou ela é só uma quenga safada?

Uau!

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Pela lei é considerado falsidade ideológica quando você utiliza de inteligência artificial para editar alguma foto e tentar validar ela como se fosse lícita e verdadeira

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Porque para a justiça você está falsificando 2 pessoas dentro da mesma foto criando uma situação que não existe então isso é considerado falsidade ideológica

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Esse jantar foi revelador, levantou ai um caráter bem duvidoso da raquel mas principalmente que os pais e o pai sabe, e a culpa é dele possivelmente, essa raquel é uma pessoa que nao gosta de perder e que não mede esforços pra conseguir o que quer, é triste ver que ela tem melhorado em alguns aspectos mas em outros ela é podre, eu fico com pena do guilherme, que tem se mostrado homem em alguns momentos e bem burro e imaturo em outros

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Conto 3 estrelas e saga nota 10 .

Oque fizeram pro processo ser extinto?

O protagonista nao esta com cara q vai deixar queto a armação da Raquel.

E a Fernanda ? Sera q vai ficar quieta. ?

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a raquel disse que ia dar um jeito e deu, literalmente, eu to achando que ela devia ter caso com alguem la do forum ou sla kkk

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o pai dela que deu jeito nisso

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Mulher é braba intocavel

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um dia a casa cai meu amigo, e nessa hora não adianta chorar, tem de colher o que planta, a vida é assim

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Cara, muito misterio isso meu amigo, será que ela também é adotada e é a menina que ele tratava como irmã?

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Ta falando da menina la do cap 1???

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Cara... Tá tudo muito estranho nessa história...

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Rapaz, levantaram a questão da irmã dele no capítulo passado, essa frase do pai me leva a crer que a Raquel seja a irmã dele 😦😧

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"Irmã" entre aspas, que pode ser interpretado como uma irmã por afinidade, em orfanatos esse tipo de vínculo é formado frequentemente e que as vezes, é tão forte quanto um vínculo cosanguineo, então a Raquel pode ser sim, a "Irmã" perdida também, apesar de achar que não é ela, mas eles se conhecem dessa época.

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Eu também acho que a Raquel veio desse orfanato também , e digo mais, Percebam que ela se mudou para a faculdade e uma das primeiras coisas que ela fez foi ir atrás do Guilherme e tentar conquistar ele de todas as formas mesmo sabendo que ele tinha um relacionamento...

Depois disso ela não só apenas conquistou ele como também tentou amarrar ele com ela de todas as formas desde oferecendo que a sua família faça ele crescer , como ela também tenta amarrar ele fisicamente e emocionalmente eu não duvido que logo ela apareça Grávida Dele

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Concordo, mas a pergunta que não quer calar e Por Que???????

Temos que esperar, mesmo com a ansiedade em alta RsRsRs

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