Hoje, quando revisito certas memórias, me enxergo com uma nitidez quase incômoda. Tinha 27 anos, moreno, estudante de doutorado, 1,72 de altura, 79 quilos. Um corpo comum, mas carregado de uma confiança silenciosa — e de uma curiosidade que, naquela fase, falava alto demais para ser ignorada. Morava sozinho em Goiânia, onde sempre que possível aproveitava para faturar umas boas transas com as mulheres da cidade.
Sempre gostei de mulheres, mas havia algo além disso. Um desejo de explorar, de atravessar limites, de entender até onde o prazer podia ir quando não se colocavam tantas barreiras. Não era sobre definição — era sobre sensação. E nisso me via fascinado com o corpo Trans, que já não era algo novo para quem já estava há 5 anos na cidade e frequentava ambientes de festas universitários. Mas apesar disso ainda parecia um tabu ter qualquer relação com alguma.
Era 2023, em Goiânia. Minha casa. Meu espaço. E, naquela noite, também o meu tédio.
Um tédio inquieto, misturado com tesão e curiosidade — uma combinação perigosa. Foi assim que acabei entrando em um chat de aplicativo, mais por impulso do que por expectativa e expandindo mais que de comum um filtros. Mas não demorou para algo diferente surgir.
Ela apareceu. Inicialmente como novinha do leste universitário, e depois se apresentando como Victórya, um jovem de 20 anos.
A conversa começou direta, com uma energia que dispensava formalidades. Havia ali uma confiança provocante, um jogo de palavras que rapidamente saiu do casual e mergulhou no insinuado. Em poucos minutos, já trocávamos fotos, olhares traduzidos em mensagens, promessas não ditas — mas perfeitamente entendidas.
Ela disse que podia ir até mim, e eu mandei a localização para que pedisse o Uber.
Quando a porta se abriu, não houve surpresa — houve impacto.
Ela já era exatamente o que mostrava ser. Uma mulher trans de presença marcante: cabelos curtos, cacheados, pretos, cortados com personalidade, atravessados por uma mecha rosa que chamava atenção na medida certa. Tinha cerca de 1,70, corpo magro, mas com curvas que quebravam qualquer expectativa — uma bundinha arrebitada que parecia desenhada para provocar, lábios carnudos, e um olhar que sustentava tudo aquilo sem esforço. Veio de top preto e short jeans curto, além de bastante cheirosa.
A voz era mansa. A postura… segura, entregue, quase predatória na sua própria forma. Havia nela uma feminilidade intensa, sem hesitação — como alguém que sabia exatamente o efeito que causava.
O ambiente mudou no instante em que ela entrou.
A conversa foi breve, quase um detalhe. O clima já estava ali, pronto. Crescia nos silêncios, nos olhares que se demoravam mais do que o necessário, na forma como ela se aproximava sem pedir espaço — apenas ocupando.
Quando finalmente nos tocamos, foi como se aquilo já estivesse decidido muito antes.
O encontro seguiu sem freios, guiado por impulso, desejo e aquela curiosidade que já vinha sendo construída desde o primeiro contato. Havia intensidade em cada gesto, uma troca que não precisava de explicação — só de presença. A beijei bastante e logo nos desvencilhamos das roupas. Me fez um oral muito babado, ao qual tive que me segurar para não explodir logo em um orgasmo. Lhe retribui o carinho pedindo que ficasse de quatro e abrisse a bundinha, onde ficou exposto aquele botãozinho fechado e rosado, ao qual não resisti e caí de boca. Linguei e babei o máximo que pude, não queria abandonar aquele sabor.
O tempo deixou de importar.
O que existia era a experiência — crua, direta, envolvente. A sensação de estar vivendo algo fora da rotina, fora do esperado… mas exatamente onde eu queria estar. Ela então me implorou com uma voz manhosa entre gemidos que precisava de mim dentro dela. Então com muito carinho introduzi meu membro, que tem 18,5 cm (nada fora da curva), mas bem grosso e com a cabeça rosada bastante destacada, além de uma curvatura para a direita que já foi muito elogiada. Assim que estava todo dentro, comecei devagar e fui acelerando. Transamos a noite toda. Fomos de papai e mamãe, a cavalgada e frango assado. Com consentimento dela cheguei até a registrar um vídeo curto dela cavalgando de costas deliciosamente. A dei leite no cuzinho (me senti na missão de inseminar-la rs), no rosto e na boquinha. Foi uma noite inesquecível, e ao fim mesmo com o dia quase amanhecendo pedi que dormíssemos de conchinha, algo atendido por ela.
E não ficou só naquela noite.
Os dias seguintes trouxeram novos encontros, cada vez mais naturais, mais íntimos. O que começou como impulso virou hábito temporário, quase um refúgio onde tudo era permitido — sem questionamentos, sem definições.
Quando terminou, não houve grandes palavras. Ela queria um relacionamento sério e eu não era maduro o bastante para isso na época.
Ficou a lembrança. Intensa. Marcante. Daquelas que não pedem explicação, apenas permanecem.
Hoje, olhando para trás, entendo melhor aquele momento. Não como exceção — mas como parte de um processo. Um recorte de quem eu era: curioso, intenso… e disposto a ir além do óbvio.