Eu lavei o rosto com a ajuda da Carla, voltei a deitar na espuma e dormi.
Acordei com o Andrezinho agachado ao meu lado dizendo que era hora de levantar.
Eu vesti a minissaia e a blusinha, e o segui para fora, o sol estava alto e a claridade feriu meus olhos.
- Vou voltar para a casa do Vandão? – perguntei.
Ele não respondeu apenas seguiu descendo o morro e eu fui seguindo atrás, entramos por mais vielas e ruazinhas estreitas, os cheiros de cigarro, comida, os barulhos de sons, e conversas estavam por toda a parte.
Chegamos a uma rua um pouco mais espaçosa e em um beco que dava acesso a uma porta igualmente estreita. Andrezinho passava falando com geral. Eu seguia sem entender nada mas já estava me acostumando a não ser informada de porra nenhuma mesmo.
Ele entrou no prédio que era na esquina e eu segui atrás. Havia um silêncio como em um prédio residencial.
Andrezinho parou em frente a uma quarto de porta de alumínio, meteu a chave e abriu. Havia um box de vidro, transparente, um espelho de corpo inteiro, um guarda-roupas, uma cama e um criado mudo.
A cama, percebi, era um colchão grosso em cima de uma estrutura de concreto.
- Lar doce lar – Andrezinho avisou. – Teu ponto é aqui. A putaria começa treze horas da tarde, e vai até as três da madrugada.
Eu processei as informações de forma muito lenta, sem compreender direito, então pedi desculpas, e baixando a cabeça perguntei muito cheia de dedos com medo de levar uma tapa na cara:
- Vou ser prostituta?
- Vai ser não, já é, do Vandão mas quem vai te mandar por aqui sou eu. Setenta por cento é do chefe, e vinte por cento é meu. Tem água a vontade, comida lá embaixo as outras vão de mostrar, salão aos sábados.
Ele olhou o relógio no pulso e avisou que o turno começaria mais tarde para mim por causa da sova da madrugada passada.
- Vou deixar avisado para mandar o primeiro lá para umas três horas - E saiu.
Eu deitei de costas no colchão com cheiro de amaciante, e pensei, podia ser pior, além do mais, gosto mesmo de pau.
E de dormir...
Eram umas onze quando acordei, fui logo para o banheiro, ainda estava dolorida no corpo todo. O cabelo podre por causa da porra. A boca dolorida, não sabia se ia aguentar tão cedo.
- Safada – disse para mim mesmo.
Minha mala, aquela que eu tinha trazido, estava em cima da cama mas as roupas eram as do shopping. Só pedaços de panos! Tudo curtinho e mostrando bem o corpo.
Eu escovei os dentes, dei um jeito no cabeço, e sai para o corredor, estava tudo silencioso. Fui descendo pela escada por onde tinha chegado, e ouvindo alguns ruídos na parte de baixo.
- Ei, - ouvi vindo de uma porta entreaberta. – Aqui...
Uma mulher de lábios grossos, pele preta, cabelos alisados, apareceu na minha frente, mantendo a mão em uma batedeira.
- Oie... – falei. – Sou a...
- Gabinha né? Andrezinho avisou que tu chegava hoje mesmo, tá com fome? – ela apontou para umas frutas e pães. – Sou Vânia, as outras estão dormindo ainda.
Eu entrei na sala de olhos na janela do outro lado de onde vinha um barulho de movimento, havia uma bancada de madeira, uma pia cheia de louça lavada e muitos bancos de ferro por toda parte.
Era a cantina do lugar pelo que eu tinha entendido. Lá embaixo avistei uns moleques na esquina do outro lado, mais acima um ponto de venda e mais uns caras.
As avenidas ficavam na outra extremidade, quando a gente olhava via os prédios e arranha céus.
Eu sentei em um dos bancos.
- Estou cansada e faminta – eu disse atacando umas bananas.
Mas não me cansava de bananas era impressionante, pensei sorrindo para mim mesmo.
- Ah você é diferente – Vânia falou – isso é bom.
- O quê? – perguntei desatenta. – Não entendi.
Eu ainda sorrindo com a boca cheia de banana.
- Você, muita mulher depois do que tu passou ontem estaria na emergência – disse Vânia. – Mas você está aqui sorrindo.
Eu me inclinei sobre a bancada e ainda com a segunda banana na boca com a mão na terceira, falei animada:
- Foi muito duro, - gargalhei. – Mas quer saber? Eu adoro.
A porta a nosso lado abriu-se e as outras meninas começaram a entrar, de repente o lugar ficou cheio de vozes, perguntas, uma conversa bem animada sobre as maiores bobagens, nada de indecente, para meu espanto.
As meninas tinham uma forma de falar e se comportar que lembrava muito mais uma turma de sétimo ano numa rodinha no fundo da sala, falando sobre o novo gloss tendência no momento.
Elas me explicaram como funcionava a casa, uma chamada Kelly a mais faladeira:
- Na sala ao lado, os machos ficam esperando as vezes a gente pode entrar também mas é Mana Veia que direciona conforme o que eles querem. Os quartos são numerados.
Eu nem tinha reparado isso mas de fato, o meu era o 14, pouco a pouco depois de todas encherem o rabo de comida, foram saindo, eu inclusive, aproveitei para dormir mais um pouco.
As meninas avisaram que em dia de “expediente” como elas diziam, as portas ficavam destrancadas e só eram trancadas quando havia cliente no quarto.
Eu dormi arrumada, esperando o primeiro cliente entrar, não sabia o que esperar e por isso fiquei tentada a roer minhas unhas mas contive a tempo.
A maçaneta girou. Um sujeito de vestindo camisa de botão, cinto, calça social e sapato envernizado, entrou, cheirava a desodorante masculino barato, aparentava os sessenta anos, cabelo ralo, uma barriguinha empurrando os botões da camisa.
- Tu é mais linda pessoalmente – disse ele. – Perfeita...
Ele alisou meu rosto, sentou na cama e pediu para eu levantar e dar uma voltinha na sua frente. Rebolei entre as pernas dele, sentindo suas mãos alisando minha bunda e apertando minhas coxas. O homem foi puxando minha roupa, eu ajudei.
Nua em pelo ele abaixou as calças de forma desajeitada.
- Calma amor, - falei doce. – Assim oh...
Fui abrindo botão por botão, e tirei a calça delicadamente, manhosa, sempre olhando para ele com carinha de safada.
- Cachorra, tu tem idade pra ser minha neta, né não? – perguntou.
Ele bateu na minha cara de leve quando terminei de tirar suas meias e de joelhos passei o rosto contra o volume em sua cueca de cheiro ardido. A barriga era grande e dura e seu pau já estava em ponto de pedra babando o tecido.
- Ai vovó, - falei. – Vai castigar a sua netinha hoje? Vai?
O homem ficou louco, eu o empurrei mais contra o colchão, abaixei a cueca e engoli seu cacete quase de uma vez só, era grosso na base e fino na ponta a pele parecia um couro de tão seca e dura mas consegui babar bem.
- Isso, isso chupa meu pau – dizia me olhando.
Eu arregacei a pele e chupei a cabeça ainda com gosto de mijo mas toda melecada daquele líquido gostoso, desci até as bolas peludas, mamando cabelos junto mas eu não ligava gostava da putaria mesmo.
O coroa pediu para eu encapar seu cacete, fiz isso pela primeira vez e com certa dificuldade mas ele nem percebeu, achou que era manha de putinha safada. O coroa apoiou a cabeça em um travesseiro dobrado, eu segurei seu pau para cima e o encaixei na minha boceta.
Fui descendo aos poucos porque ainda doía, estava muito sensível ali meus olhos encheram de lágrimas mas assim que a ardência e dor da cabeça passou, ficou gostoso.
O coroa arfava embaixo de mim, enquanto eu apoiada nos joelhos, subia e descia no cacete dele, gemendo bem gostoso e fininho. Sentindo ele deslizar as mãos grossas pelas laterais do meu corpo até meus seios e os apertar.
A barriga não impedia muita coisa não, conseguia montar gostoso sentindo o pau dele deslizando para dentro e para fora bem molhadinha.
- Ah safada! Safada!
O colchão rangia. O coroa reverteu a situação e me derrubou no colchão, ergueu minhas pernas e as juntou, abraçando elas, fodeu minha boceta de uma vez e eu vi estrelas porque ele tirou tudo e entrou de novo.
Como seu cacete era grosso acho que doía mais ainda, o velho estocou engatado em cima de mim, fui parar na parede do quarto de tão em cima de mim que ele estava apoiado em seus punhos no colchão, as bochechas e testa vermelhas, suando litros.
- Ai, ai, ai, ai... tá me arrobando vovó... – gemi fazendo biquinho.
- Toma piroca sua cadela! Toma arrombada! Guenta, guenta, guenta!
E gozou, ele se inclinou para frente arfando alto, me beijando o rosto e o queixo, os peitos, ficamos assim engatados por uns minutos. Até seu pau amolecer na camisinha.
O coroa se limpou no box, disse que me daria um agrado por ter sido uma netinha tão safada, e me deu cem reais. Tomei um banho, quando ele saiu, apesar da felação minha vagina estava menos ardida e dolorida.
Em dez minutos entrava o segundo cliente.
OBS: Quem quiser entender melhor, leiam os contos "Iniciação de Putinha".