De todos os três, Carlos era o que eu mais gostava.
Não era porque ele era o mais bonito, nem o que tinha o pau mais grosso, nem o que me fodia mais forte. Era porque, mesmo sendo o mais dominante e o mais cruel quando queria, Carlos tinha algo que os outros não tinham: ele era criativo. Ele inventava. Ele transformava cada encontro em algo novo, em uma fantasia, em uma humilhação diferente. Com ele, eu nunca sabia o que ia acontecer. E isso me deixava completamente viciada.
Mas era também o que menos transava comigo.
Desde que Júlia tinha virado noiva oficial, Carlos passava cada vez mais tempo com ela. Anel no dedo, planos de casamento, jantares românticos, viagens curtas a dois. Ele ainda morava em casa, ainda me chamava de vez em quando, mas os encontros tinham ficado raros. E isso me deixava furiosa.
Eu odiava quando ele chegava em casa cheirando ao perfume dela. Odiava quando ele me fodia rápido, quase por obrigação, porque “precisava aliviar”. Odiava mais ainda quando ele me contava, com um sorriso sádico, que tinha fodido a noiva na noite anterior.
— Ela é apertadinha, sabe? Mas não é como você… — dizia ele, enquanto me usava. — Você é a vadia criativa. Ela é só a esposa.
Mesmo assim, quando Carlos me chamava, eu corria. Porque com ele era sempre diferente.
Carlos era o mais inventivo dos três. Ele criava situações, fantasias e humilhações que os irmãos nunca pensariam.
Uma das coisas que eu mais amava (e ao mesmo tempo mais odiava) era a criatividade dele.
Por exemplo, teve a noite em que ele me mandou fazer um enema com leite.
Ele me chamou para o quarto dele por volta das onze da noite. Mandou eu me preparar: tomar um enema de leite morno, segurar o máximo que conseguisse e depois ir até a cozinha. Quando cheguei, ele estava sentado na bancada, só de cueca, com uma tigela de sucrilhos e leite normal ao lado.
— Senta aqui — ordenou, apontando para o balcão.
Eu subi, nua, ainda sentindo o leite do enema dentro de mim, pressionando meu intestino. Carlos abriu minhas pernas, pegou a tigela de sucrilhos e colocou entre minhas coxas.
— Agora solta. Quero que você encha a tigela com o leite que tá dentro da sua bunda.
Eu corei violentamente, mas obedeci. Soltei o enema devagar. O leite morno, misturado com meus fluidos, escorreu da minha bunda direto para dentro da tigela, molhando os sucrilhos.
Carlos sorriu, satisfeito.
— Boa vadia. Agora come.
Ele pegou uma colher, misturou tudo e me deu na boca. Eu comi os sucrilhos encharcados com o leite que tinha saído da minha própria bunda, enquanto ele assistia, pau duro na mão. Ele me fazia comer devagar, olhando nos meus olhos, e de vez em quando cuspia na tigela para “temperar”.
— Come tudo. Não deixa sobrar. Você é a puta que come merda de leite da própria bunda pra agradar o enteado.
Outra coisa que eu amava nele era como ele criava situações arriscadas.
Teve a vez que ele me fez ficar nua debaixo da mesa da sala de jantar enquanto Júlia e Ricardo jantavam logo acima. Eu chupava o pau dele devagar, em silêncio, enquanto ele conversava normalmente com o pai e com a noiva. Cada vez que eu fazia um barulhinho, ele pisava no meu cabelo ou apertava minha cabeça contra a coxa.
Carlos também adorava me transformar em objeto.
Uma noite ele me fez vestir só um avental de cozinha, me colocou de quatro na mesa da cozinha e usou meu corpo como apoio para comer um lanche. Comia, bebia cerveja e de vez em quando metia o pau na minha boca ou no meu cu, como se eu fosse apenas um móvel com buracos.
Ele era criativo até nas humilhações mais simples.
Quando me fodia, gostava de inventar regras novas: “hoje você só pode gozar se eu cuspir na sua boca três vezes”, “hoje você vai contar quantas vezes eu te chamo de vadia enquanto eu como seu cu”, “hoje você vai implorar em voz alta para eu te tratar pior que a Júlia”.
E eu implorava. Sempre.
Mesmo furiosa por ele transar cada vez menos comigo por causa da noiva, quando Carlos me chamava, eu me entregava completamente. Porque com ele não era só sexo. Era teatro. Era fantasia. Era humilhação elevada ao nível de arte.
No fundo, eu sabia que Carlos era o meu favorito.
E ele sabia disso também.
Por isso, quando ele me chamava, mesmo que fosse rápido, mesmo que fosse só para me usar como objeto ou para me fazer comer algo nojento, eu ia correndo.
Porque, para mim, Carlos era o mais perigoso dos três.
Ele não só me fodia o corpo.
Ele fodia minha cabeça.