Continua dia saga
Marina voltou do trabalho diferente no dia seguinte.
Não era o vestido. Era o jeito. Ela andava mais devagar pelo apartamento, ajeitava o cabelo sem motivo, cantarolava baixo enquanto fazia o jantar. Coisas pequenas que eu não via há anos.
O celular dela vibrou na mesa. Ela olhou, o rosto ficou vermelho por meio segundo, e ela virou a tela pra baixo antes mesmo de ler.
"Ricardo", ela disse sem eu perguntar. "Sobre a apresentação de amanhã."
Eu assenti. Não perguntei mais nada. A palavra "Ricardo" já pesava no ar.
À noite, quando deitamos, ela se aproximou. Não com carinho comum. Com urgência. Me puxou pela camisa e me beijou como se estivesse tentando apagar alguma coisa da cabeça. Como se estivesse tentando provar algo pra si mesma.
Caiu de boca no meu pau chupando como se a minha piroca fosse a última do mundo,chega a se engasgar,nunca tinha visto Marina assim tão louca,não que nosso sexo fosse ruim nada disso era ótimo ,mas ela está descontrolada ,montou no meu pau sentou com força,senti meu caralho tocar no útero,ela quicou com força gritado.
"Mete nessa puta come a sua cachorra ,vai me rasga eu mereço ,me deixa louca,até que gritou gozando com corpo tremendo eu não resisti e enchi ela de leite.
Foi intenso. Foi como nos primeiros meses de casamento, quando a gente não conseguia ficar cinco minutos longe um do outro. Eu retribuí. Porque era a Marina. Porque era a minha mulher. Porque mesmo com tudo isso me corroendo por dentro, eu ainda a queria.
Depois, deitada no meu peito, ela ficou quieta por muito tempo. Respirando descompassada.
"Você está bem?", eu perguntei.
"Estou." A voz saiu baixa, quase trêmula. "Só estava com saudade."
Saudade. A palavra me cortou. Porque fazia tempo que a gente não tinha saudade um do outro. A rotina tinha matado isso.
Eu fechei os olhos e fingi acreditar.
Mas eu vi. Vi o jeito que ela hesitou antes de me olhar. Vi o reflexo dela no espelho enquanto se vestia de manhã — os olhos brilhando de um jeito que não era cansaço, nem felicidade. Era outra coisa. Uma coisa que eu não sabia o nome.
E eu fiquei com aquilo guardado. A desconfiança. O nó na garganta.
Porque eu conheço a Marina. Ela nunca trairia. Ela é incapaz disso. Mas o corpo mente às vezes. O desejo mente. E o pior é que eu não sei se o que eu vi hoje foi ela me procurando... ou ela tentando fugir do que algo,ou algo estaria mexendo com ela.
Eu não vou perguntar. Não vou confrontar (pelo menos por emquanto)
Então eu fico em silêncio. E durmo de costas pra ela. Com a mão ainda no lugar onde o corpo dela esteve há uma hora.
A semana começou com falhas.
Coisas que não eram comum na Rotina de Marina.
Falhas no horário. Marina chegou 40 minutos atrasada na terça. "Trânsito", ela disse, sem olhar no meu olho. Mas o trânsito às 18h na terça nunca foi esse. E o cheiro de café do prédio dela estava no casaco dela às 19h.
Falhas no celular. Ela antes deixava o aparelho na mesa, tela pra cima, sem segredo. Agora ela vira pra baixo toda vez que eu entro na sala. E quando a bateria acaba, ela corre pra carregar antes de dormir. Como se tivesse medo que eu visse alguma notificação de madrugada.
Falhas na voz. Quando eu pergunto de Ricardo, ela responde rápido demais. "Só trabalho, Lucas." Rápido demais é mentira. Eu aprendi isso em sete anos.
Na quinta-feira foi o pior.
Eu acordei às 3h com sede e vi a luz do corredor acesa. Marina estava na cozinha, encostada na bancada, falando baixo no celular. Sem som no viva-voz. Só um sussurro que eu não conseguia entender.
Quando eu pigarreei na porta, ela se assustou. Derrubou o copo. A água se espalhou no chão e o celular caiu junto.
"Você me assustou", ela disse, ofegante. Pegou o celular e desligou antes de olhar pra mim.
"Com quem você falava?"
"Com a Ana. Ela não está bem. Insônia."
Ana é amiga dela desde a faculdade. Ana mora em São Paulo. São 3h da manhã aqui.
Eu não rebati. Só peguei o pano e limpei a água. Mas minhas mãos estavam trêmulas.
Marina não voltou pra cama naquela hora. Ficou sentada no sofá, abraçando os joelhos, olhando pra parede. Eu deitei sozinho. E fiquei acordado ouvindo o silêncio dela.
Na manhã seguinte ela estava mais nervosa ainda. Queimou o café. Esqueceu a chave. Tremia enquanto passava batom.
"Você está bem mesmo?", eu perguntei na porta.
"Estou cansada, Lucas. Só isso."
Mas não era só cansaço. Era medo. Medo nos olhos. Medo no jeito que ela evitava me tocar.
Ela parou na porta antes de sair e ficou ali por três segundos. Como se fosse falar alguma coisa. Como se fosse confessar.
Eu esperei. O coração bateu forte. Eu queria que ela falasse. E ao mesmo tempo rezava pra que ela não falasse.
Ela saiu sem dizer nada. A porta fechou com um baque seco.
Agora eu fico aqui, olhando pro celular dela em cima do balcão. Ela esqueceu. Pela primeira vez em meses.
Eu poderia pegar. Poderia abrir. Acabar com a dúvida de uma vez.
Mas não pego. Porque se eu vir o que eu acho que vou ver, não tem volta. E eu ainda quero acreditar na Marina que eu casei. Na Marina que nunca traiu. Na Marina que está apenas confusa, nervosa, sendo puxada pra algo que ela não pediu.
Indecisa. É isso que ela está. Entre mim e o que quer que seja aquilo com o Ricardo,ou isso tudo seria paranóia ou coisa da minha cabeça.
E eu fico no meio. Guardando a desconfiança. Guardando a dor.
Minha esposa e uma loira de 1,70 estoteante de olhos azuis e lábios carnudos ,com um sorriso leve e rosto inocente de menina em corpo de mulher,uma bunda de enlouquecer ,sempre bem vestida e com roupas de executiva ,Jacque trabalho exege é impossível alguém não reparar.
A Dúvida estava me destruindo por dentro.
Os dia seguiam até que no que meio da semana .
Marina chegou às 22h47.
Eu vi pela câmera do interfone. O relógio do corredor marcou a hora e eu fiquei parado ali, contando os segundos até a chave girar na fechadura.
Quando ela entrou, a primeira coisa que senti não foi o perfume dela. Era outro. Mais doce. Mais masculino. Um cheiro que não era do sabonete que a gente usa.
O segundo foi o silêncio. Ela não falou "cheguei". Não me beijou na bochecha como fazia mesmo nos dias ruins. Só passou por mim direto pro quarto e jogou a bolsa na cama com força.
"Dia difícil?", eu perguntei.
"Dia exaustivo", ela respondeu sem parar. "Reunião que não acaba mais."
Ela foi pro banheiro. Trancou a porta. Dois minutos depois o chuveiro ligou.
Eu fiquei na sala com a TV ligada mas sem ver nada. Só ouvindo. E foi aí que eu ouvi.
O choro. Abafado. Misturado com o som da água. Não era soluço alto. Era aquele choro contido, de quem não quer ser ouvido. De quem está se quebrando por dentro mas tenta manter as peças no lugar.
Meu estômago gelou.
Vinte minutos depois ela saiu. Cabelo molhado, rosto inchado, olhos vermelhos que ela tentou disfarçar com água fria. O gosto. Eu vi quando ela foi beber água na cozinha. Ela lambeu os lábios rápido, como se estivesse tentando tirar algo de lá.
"Você está bem?", eu perguntei de novo. Pela terceira vez no dia.
"Estou ótima, Lucas. Só quero dormir."
Ela passou por mim e o cheiro ficou no ar. Não era perfume. Era outra coisa. Um cheiro que eu não conseguia colocar nome, mas que me virou o estômago.
Na mesa estava o celular dela. A tela acendeu com uma notificação.
Eu não ia olhar. Juro que não ia. Mas a frase apareceu sozinha no preview:
_Ricardo: Hoje foi maravilhoso. Precisamos repetir._
Maravilhoso. A palavra ficou piscando na minha cabeça.
Quando ela voltou do banheiro, eu segurei o celular na mão. A tela ainda acesa.
"Marina."
Ela parou. O sangue sumiu do rosto dela.
"O que é isso?"
Ela demorou pra responder. Quando falou, a voz saiu fraca, quebrada.
"É trabalho, Lucas. Só trabalho. A apresentação deu certo. Ele estava feliz. Eu também."
"Maravilhoso é palavra pra apresentação de trabalho?"
"É sim. Se você se dedicou por semanas."
Ela arrancou o celular da minha mão. Não com raiva. Com desespero.
"Você não confia em mim?"
"Eu confio em você. Eu não confio no que está acontecendo."
Ela recuou um passo. Como se eu tivesse batido nela.
"Então não confia em mim. É isso que você está dizendo?"
Eu não respondi. Porque a verdade é que eu não sei mais.
Marina olhou pra mim por um tempo longo. Os olhos cheios de lágrima de novo.
"Eu não fiz nada de errado, Lucas. Nada."
"Então por que você está chorando no banheiro?"
Ela não teve resposta. Só virou e foi pra cama. De costas pra mim. Como sempre.
Eu fiquei na cozinha até de madrugada. O cheiro dela ainda estava na minha camisa. Misturado com esse cheiro estranho que eu não reconheço.
E na minha cabeça só repetia: _Hoje foi maravilhoso._
Maravilhoso pra quem, Marina? Pra você? Pra ele? Ou pra culpa que está te comendo viva?
Eu não sei. E é isso que está me matando.
Mais eu iria descobrir ..
Pessoal as críticas e elogios são bem vindos desde que vc critique com educação,por que sei que nenhum conto agrada a todos ,e a parti do momento, que eu publico um conto estou sujeito a críticas e elogios ,e aceito a todos desde que a crítica seja com respeitos ou palavras ofensivas a mim.
Desculpem os erros de português.