Casada Evangélica Parte 02

Da série Casada Santinha
Um conto erótico de Casa certinha
Categoria: Heterossexual
Contém 1095 palavras
Data: 19/03/2026 17:01:05

No dia seguinte, sexta-feira, o sol estava castigando. Eu tinha passado a noite inteira acordada, rolando na cama, tentando apagar da cabeça a imagem dele se masturbando, mas quanto mais eu tentava, mais nítida ela ficava. Cada vez que fechava os olhos, via a mão dele subindo e descendo, o pau grosso pulsando, o jato branco caindo na terra. E meu corpo traidor respondia de novo: os bicos dos seios duros, a calcinha úmida mesmo sem eu tocar.

Rogério ainda estava em São Paulo. A casa vazia parecia maior, mais silenciosa, mais perigosa.

Eu precisava sair pra comprar pão. Podia ter pedido delivery, mas alguma coisa em mim — talvez teimosia, talvez curiosidade mórbida — me fez vestir a saia jeans justa que eu quase nunca usava (porque “não era decente”), uma blusinha de algodão branca de alcinha fina e chinelo. Nada demais, mas diferente do meu uniforme de saia longa e blusa abotoada até o pescoço.

Quando abri o portão, ele estava lá. Sozinho de novo, terminando de rebocar uma parede. Camiseta regata grudada no corpo de suor, calça de brim baixa na cintura, mostrando a borda da cueca boxer preta. Ele me viu e parou o que estava fazendo. Encostou a colher de pedreiro na parede e veio andando devagar na minha direção, como se tivesse todo o tempo do mundo.

— Bom dia, vizinha — disse, voz baixa, rouca de poeira e sol.

— Bom dia — respondi, tentando passar direto, mas a calçada estava estreita por causa dos sacos de cimento empilhados.

Ele se moveu um passo pro lado, exatamente no meu caminho. Nossos corpos quase se tocaram. Eu parei, coração disparado.

— Tá com pressa? — perguntou, sorrindo daquele jeito torto.

— Preciso ir na padaria — murmurei, olhando pro chão.

Ele deu mais um passo. Agora estávamos colados. O calor do corpo dele me envolveu como uma onda. Senti o cheiro dele: suor limpo, cimento, um resto de sabonete barato. Ele encostou o peito nas minhas costas devagar, como se fosse acidente, mas não era. A ereção dele — dura, quente, evidente — pressionou contra a minha bunda por cima da saia.

Eu prendi a respiração.

— Ontem à noite… — ele sussurrou no meu ouvido, boca roçando a minha orelha — …você gostou do que viu, né?

Meu corpo inteiro arrepiou. Tentei negar com a cabeça, mas saiu fraco.

— Eu… eu não vi nada — menti, voz tremendo.

Ele riu baixo, um som grave que vibrou no meu peito.

— Mentirinha… Eu vi você na janela. Vi você olhando. Vi sua mão na boca, os olhos grudados em mim enquanto eu batia uma pensando em você.

Ele empurrou o quadril de leve, só o suficiente pra eu sentir cada centímetro dele roçando entre minhas nádegas. Minha saia subiu um pouquinho na coxa. Eu fechei os olhos, mordi o lábio.

— Não… por favor… — sussurrei, mas minha voz não tinha força. Minhas pernas tremiam.

— Não o quê, vizinha? Não quer que eu pare? Ou não quer admitir que tá molhadinha desde ontem?

Ele deslizou uma mão grande e áspera pela minha cintura, subindo devagar até quase tocar o lado do meu seio. Não apertou, só roçou. Meu mamilo latejou sob o tecido fino da blusa.

— Me solta… alguém pode ver — falei, mas não me mexi pra me afastar.

— Ninguém vai ver. O pessoal só volta às duas. E você… você não quer que eu pare de verdade.

Ele apertou o corpo contra o meu com mais força. Senti a cabeça do pau dele pulsar contra mim, mesmo através das roupas. Minha calcinha estava encharcada; dava pra sentir o tecido colando na pele.

— Confessa, Clara… — ele murmurou meu nome pela primeira vez, como se fosse uma carícia suja. — Confessa que ficou com tesão vendo eu gozar pensando em você. Que ficou se tocando depois, imaginando que era minha mão no lugar da sua.

Eu neguei com a cabeça de novo, mas um gemido baixo escapou da minha garganta. Traidora.

Ele riu de novo, beijou de leve a lateral do meu pescoço. A barba rala arranhou gostoso.

— Tá bom… não precisa falar. Seu corpo já tá falando por você.

A mão dele desceu devagar pela minha barriga, parou na altura do cós da saia. Dedos grossos roçaram a borda da calcinha por cima do tecido. Eu arfei.

— Quer que eu pare agora? — perguntou, voz mais grave. — Só fala que não quer, que eu solto você e volto pro trabalho. Mas se não falar… eu vou descobrir o quanto você tá molhada pra mim.

Silêncio. Meu peito subia e descia rápido. Eu não disse nada.

Ele entendeu.

Os dedos dele entraram por baixo da saia, roçaram a parte interna da coxa, subiram até a calcinha. Quando tocaram o tecido encharcado, ele soltou um gemido baixo no meu ouvido.

— Caralho, vizinha… tá pingando.

Ele afastou o elástico da calcinha de lado e passou dois dedos devagar pela minha entrada, espalhando a umidade. Eu joguei a cabeça pra trás, encostando no ombro dele, gemendo baixinho.

— Isso… isso… — ele sussurrou. — Deixa eu te fazer gozar, Clara. Deixa eu te mostrar o que você tá precisando há muito tempo.

Seus dedos entraram devagar, dois de uma vez, preenchendo o vazio que eu nem sabia que tinha. Curvei as costas, empinei a bunda contra ele sem querer. Ele começou a mexer devagar, o polegar roçando meu clitóris em círculos lentos.

— Olha como você aperta… — murmurou. — Tá morrendo de vontade de um pau de verdade, né? Do meu pau.

Eu não respondi com palavras. Só gemi mais alto, as mãos apertando os braços dele pra me apoiar. Ele acelerou o ritmo, os dedos entrando e saindo com mais força, o polegar pressionando meu ponto mais sensível.

— Goza pra mim, vizinha. Goza pensando no que você viu ontem. Goza sabendo que eu vou te foder bem gostoso assim que você pedir.

Foi demais. Meu corpo inteiro travou. Um orgasmo violento me atravessou, pernas tremendo, visão embaçada. Eu mordi o próprio braço pra não gritar alto demais. Ele me segurou firme enquanto eu convulsionava contra a mão dele, os dedos ainda dentro de mim, sentindo cada espasmo.

Quando as ondas diminuíram, ele tirou a mão devagar, levou os dedos à boca e chupou, me olhando nos olhos.

— Gostoso… — disse, lambendo os lábios. — Mas isso foi só o começo.

Ele me virou de frente pra ele, encostou a testa na minha.

— Agora me diz, Clara… quer mais?

Eu olhei pra ele, ofegante, rosto quente, corpo mole.

E, pela primeira vez, não menti.

— Quero… — sussurrei.

Ele sorriu, aquele sorriso safado que me levou até ali.

— Então vem comigo. A gente tem o terreno todo só pra nós até as duas.

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