Casada Evangélica Parte 1

Um conto erótico de Casada Santinha
Categoria: Heterossexual
Contém 868 palavras
Data: 19/03/2026 16:16:08

Meu nome é Clara. Tenho 32 anos, casada com o Rogério desde os 24. Igreja todo domingo de manhã e quarta à noite, grupo de casais, leitura devocional antes de dormir. Eu era — sou — aquela mulher que todo mundo aponta como exemplo. “A Clara é tão certinha, tão dedicada”. Eu gostava de ouvir isso. Me dava segurança.

A obra começou em fevereiro. Estavam levantando o sobrado do vizinho, mas a entrada de materiais e o andaime ocupavam metade da nossa calçada. Rogério reclamava todo dia, mas eu… eu comecei a reparar no pedreiro.

Ele se chamava Marcinho. Uns 28, 29 anos, pele morena queimada de sol, cabelo curto quase raspado, sempre de regata regata cinza ou preta, calça de brim suja de cimento, braços grossos marcados por veias e cicatrizes antigas de trabalho pesado. Ele falava pouco com os outros operários, mas comigo… comigo ele falava diferente.

No começo era só “Bom dia, dona Clara”, com aquele sorriso de canto de boca. Depois virou “Tá calor hoje, né, dona Clara?”, enquanto limpava o suor do pescoço com a barra da regata, deixando a barriga definida à mostra por dois segundos. Eu respondia seco, “É mesmo”, e entrava rápido em casa. Mas meu coração batia mais forte. Eu dizia pra mim mesma que era só vergonha, que eu não estava acostumada com homem falando comigo daquele jeito.

Uma tarde ele pediu um copo d’água. Eu levei. Quando fui entregar, nossos dedos se tocaram. Ele segurou o copo um segundo a mais do que precisava, olhando nos meus olhos.

— A senhora é casada, né? — perguntou, voz baixa, quase rouca.

— Sou — respondi rápido, já virando as costas.

— Que pena… — ele murmurou, baixo o suficiente pra eu fingir que não ouvi.

Mas eu ouvi. E aquela frase ficou ecoando na minha cabeça a noite inteira. Enquanto o Rogério roncava do meu lado, eu fiquei olhando pro teto imaginando o que ele quis dizer com “que pena”. E odiei meu corpo por ter reagido. Senti um calor subindo entre as pernas, uma umidade que eu não sentia há muito tempo. Fechei os olhos com força, pedi perdão a Deus em silêncio e virei pro lado.

Os dias seguintes foram piores. Ele começou a me chamar de “vizinha” em vez de “dona Clara”. Às vezes passava perto da janela da cozinha enquanto eu lavava louça e dizia coisas tipo:

— Cuidado pra não se sujar de massa, vizinha… ou se sujar, me chama que eu limpo.

Eu ficava vermelha, respondia “Deus me livre” ou “Vai trabalhar, Marcinho”, mas minha voz saía fraca. E eu percebia que estava olhando pros músculos dele se mexendo quando levantava um saco de cimento, pro jeito que a calça marcava as coxas, pro volume que às vezes aparecia quando ele se ajeitava sem vergonha nenhuma.

Então veio aquele dia.

Era quinta-feira, fim de tarde. Rogério tinha viajado pra uma auditoria em São Paulo, voltaria só no sábado. Eu estava sozinha em casa. Fui fechar as cortinas da sala quando vi movimento no terreno ao lado. O pessoal já tinha ido embora, só restava o Marcinho arrumando as ferramentas.

Ele estava de costas pra mim, encostado numa pilastra inacabada. A calça de brim estava aberta. A mão direita mexia devagar, pra cima e pra baixo. Não dava pra ver tudo por causa do ângulo, mas dava pra ver o suficiente: o pau grosso, escuro, a cabeça brilhando de umidade, a forma como ele apertava a base e deslizava até a ponta com calma, como se estivesse aproveitando cada segundo.

Eu congelei. Deveria ter virado as costas na hora. Deveria ter fechado a cortina com força e ido rezar. Mas não fiz nada disso.

Fiquei olhando.

Ele virou um pouco o rosto, como se sentisse que estava sendo observado. Nossos olhares se cruzaram por um instante. Ele não parou. Pelo contrário: sorriu daquele jeito torto, continuou o movimento mais devagar, quase exibindo. Depois fechou os olhos e jogou a cabeça pra trás, o peito subindo e descendo rápido.

Eu senti meu corpo inteiro queimar. Meus mamilos endureceram contra o sutiã de algodão simples que eu usava. Entre as pernas ficou quente, molhado, latejando. Coloquei a mão na boca pra não gemer. Minhas coxas se apertaram uma contra a outra sem eu mandar.

Ele gozou. Vi o jato branco sair forte, cair no chão de terra batida. Ele respirou fundo, limpou a mão na calça, guardou tudo de volta e olhou de novo pra janela. Pra mim.

Eu fechei a cortina rápido, coração na garganta. Corri pro quarto, tranquei a porta, me joguei na cama de bruços e enterrei o rosto no travesseiro.

Mas não chorei. Não pedi perdão.

Minha mão desceu sozinha por dentro da saia. Eu estava encharcada. Dois dedos entraram fácil. Fechei os olhos e vi ele de novo: a mão grande segurando o pau grosso, o sorriso safado, o jeito que ele gozou olhando pra mim.

Eu gozei em menos de um minuto. Mordi o travesseiro pra não gritar o nome dele.

Depois fiquei lá, ofegante, com culpa e tesão brigando dentro de mim.

E o pior: eu sabia que, na próxima vez que ele me chamasse de “vizinha”, eu não ia conseguir fingir que não queria mais.

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