Sob o mesmo teto capítulo 5

Um conto erótico de VI007
Categoria: Lésbicas
Contém 898 palavras
Data: 03/03/2026 00:52:28
Assuntos: Lésbicas

Capítulo 05: Sussurros na Madrugada

Por Alice

O quarto de hóspedes da mansão Albuquerque era impecável, decorado com tons de bege e madeira clara, mas para mim, parecia uma cela de luxo. Stefano já dormia profundamente ao meu lado, o braço pesado sobre a minha cintura. Ele estava exausto da viagem, mas eu... eu sentia cada nervo do meu corpo vibrar.

As palavras de Fernanda na varanda ecoavam como um mantra cruel: "Tente não gritar o meu nome no escuro".

Tirei o braço de Stefano de cima de mim com cuidado. Meus lábios ainda formigavam. Eu precisava de água, ou talvez apenas de espaço para respirar sem sentir o cheiro do perfume de Stefano, que subitamente parecia enjoativo. Levantei-me, vestindo um robe de seda curto, e saí para o corredor silencioso.

A casa estava na penumbra, iluminada apenas pelas luzes balizadoras no rodapé. Caminhei em direção à cozinha, mas parei abruptamente quando vi uma fresta de luz vindo de uma porta entreaberta. O estúdio de design de Fernanda.

Por Fernanda

Eu sabia que ela viria. Ômegas — ou melhor, garotas como Alice — têm um instinto para o perigo. Eu estava sentada no chão do meu estúdio, cercada por amostras de tecidos e plantas arquitetônicas, mas minha mente estava no quarto ao lado.

Ouvi o leve roçar da seda contra o chão.

— Beber água no meio da noite é um hábito saudável, Alice — eu disse, sem levantar os olhos do desenho que eu fingia estar fazendo. — Mas o caminho para a cozinha não é por aqui.

Ela parou na porta. A luz fraca do estúdio contornava sua silhueta através do robe fino. Ela parecia um anjo prestes a cair em tentação.

— Por que você faz isso? — ela perguntou, a voz num sussurro carregado de mágoa e desejo. — Por que não pode simplesmente me deixar em paz e aceitar que somos uma família agora?

Larguei o lápis e me levantei. Caminhei lentamente até ela, sentindo o ar entre nós carregar.

— Porque eu não quero ser sua irmã, Alice. E você sabe muito bem que "paz" é a última coisa que você sente quando eu estou por perto.

Por Alice

Ela parou a centímetros de mim. Fernanda era mais alta, e eu precisava inclinar a cabeça para encará-la. O cheiro dela — uma mistura de tabaco doce e baunilha — invadiu meus sentidos, nublando qualquer resquício de bom senso.

— O Stefano está lá dentro — eu disse, tentando lembrar a mim mesma daquela barreira.

— O Stefano está dormindo o sono dos ignorantes — Fernanda rebateu, sua mão subindo para tocar o meu pescoço, o polegar deslizando pela minha mandíbula.

— Enquanto você está aqui, no escuro, procurando por mim.

Ela me puxou para dentro do estúdio e chutou a porta, fechando-a com um clique seco. O som pareceu um tiro de largada. Fernanda me prensou contra a mesa de desenho, derrubando alguns papéis no chão.

— Fernanda... — Meu protesto morreu quando ela selou nossos lábios.

Desta vez, não havia álcool para culpar. Era o desejo puro, cru e incontrolável que tínhamos tentado sufocar o dia todo. O beijo era faminto, uma disputa de línguas e dentes. Minhas mãos, que deveriam empurrá-la, subiram para os seus cabelos curtos, puxando-a para mais perto.

Por Fernanda

Ela era tão macia, tão quente. Senti o corpo de Alice ceder contra o meu enquanto eu explorava a curva do seu pescoço com lábios e mordidas leves. Ela soltou um gemido abafado contra o meu ombro, um som que me fez perder completamente o controle.

Minha mão deslizou por baixo da seda do seu robe, encontrando a pele sedosa da sua coxa. Eu queria marcá-la, queria que ela levasse a lembrança do meu toque para aquela cama de casal onde o italiano a esperava.

— Diga que quer que eu pare — desafiei, a voz rouca, subindo minha mão perigosamente. — Diga agora, Alice, e eu te deixo ir.

Ela me olhou, os olhos loiros nublados pela luxúria, os lábios inchados.

— Eu odeio você — ela sussurrou, antes de me puxar para outro beijo devastador. — Eu odeio o quanto eu quero você.

Nós nos perdemos ali, entre rolos de papel e mesas de madeira, em uma dança de mãos urgentes e suspiros contidos para não acordar a casa. Foi rápido, intenso e proibido. Quando finalmente nos afastamos, ofegantes, o silêncio da casa parecia nos julgar.

Por Alice

Eu estava trêmula, tentando recompor meu robe. Fernanda me observava com um brilho de vitória nos olhos, mas também com algo que parecia... fome insaciada.

— Agora você pode ir — ela disse, a voz suave, mas cortante. — Volte para o seu namorado. Mas lembre-se: toda vez que ele te tocar, você vai sentir o lugar onde as minhas mãos estiveram.

Saí do estúdio sem olhar para trás, meu coração batendo tão forte que eu achei que ele fosse quebrar minhas costelas. Entrei no quarto e deitei ao lado de Stefano. Ele se mexeu no sono e murmurou meu nome.

Fechei os olhos, mas não vi o rosto dele. Vi o sorriso predatório de Fernanda. O pacto de esquecimento tinha sido rasgado. Agora, não éramos mais apenas "família". Éramos cúmplices de um crime que estava apenas começando.

Continua…

Notas da Autora:

O que acharam desse capítulo intenso?

Alice cedeu à tentação, e agora a culpa vai pesar ainda mais. No próximo capítulo, um evento social em Florianópolis vai colocar as duas sob os olhos de todos, incluindo um Stefano cada vez mais desconfiado.

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