Eu tinha beijado o Júlio, ou melhor, eu tinha sido beijada por ele, um beijo diferente, um beijo carinhoso, os lábios se tocavam com carinho, as línguas trocavam o sabor da boca de um para o outro, as mãos buscavam conforto e não dominância e tesão como aconteceu com meu tio, eu não sabia que poderia ser assim, quando tudo acabou eu senti meu corpo amolecer de leve, olhando para ele, a boca entreaberta, tremendo de leve.
Como ele sabia e comentou, era minha primeira vez beijando, não era… A primeira vez foi com o meu tio… Ali eu aprendi uma valiosa lição para o resto da minha vida… Meninos são meninos…
Um garoto ou é trans ou é cis, um gay cisgênero, um bi cisgênero, ainda é um menino ainda é um homem e vai reagir a vida e esperar que ela reaja a ele como um homem, um “Veadinho Afeminado”, meninas trans, travestis, reagem a vida como mulheres e esperam que o mundo responda a elas como uma mulher, ali eu aprendia o que minha irmã quis dizer com, “Você é bem mais delicadinha do que se dá conta.”, porque eu não sabia.
Meu tio um homem bi cis, me tratou como um menino gay cis, carinho existe mas é meio bruto, toques, são movidos por tesão, entrega e dominância, mais parecido com dois amigos do futebol, amigávelmente se pegando em golpes de juijitsu do que com um casal de amantes delicados, as exceções existem, poderosas, quanto mais um cara gay rompe com o patriarcado e os papeis de gênero, mais ele vira uma exceção, mas existem aqueles que jamais fazem isso.
E ali na minha frente, estava Júlio, um cara que me viu e me entendeu como menina, independente do como nasci, do que meu corpo, um amontoado de células e hormônios, dizia, ali eu era a mulher que nasci para ser e essa conclusão, esse impacto, me fez chorar olhando nos olhos dele, ele sorriu, vendo minhas lágrimas e delicadamente as enxugou.
“Nossa tudo isso por um beijo? Vou ficar me achando.”, ele fala isso para descontrair em tom de piada e eu dou risada, toda vermelha, “Sem me deixar mais sem graça por favor.”, ele sinaliza com as mãos que parou, “Quer me falar porque está chorando?”, eu sorrio tímida, olho para a Lua Cheia, “Eu só… Eu só não esperava que fosse ser assim, que…”, “Fosse ser beijada como uma garota?”, ele completa meu raciocínio e eu faço que sim com a cabeça toda tímida.
Ele dá uma risadinha sapeca, olhando para mim e me puxando para ele de novo pela cintura, “Então acho que é meu dever tornar inesquecível né?”, eu faço que sim com a cabeça e imediatamente voltamos a nos beijar, um beijo toda tímida ao luar, ali eu me despia de toda a fantasia colocada sobre mim pela minha mãe e aceitei meu sonho de mulher, me descobrindo completamente e vivendo a emoção que ainda não tinha sentido…
Ali, eu entendi como era ser Priscilla…
Depois de vários minutos curtindo os beijos do Júlio, minha respiração toda acelerada, meu corpo quente, sorrindo, sentindo arrepios com o seu toque, resolvemos ir atrás dos outros, fomos juntinhos de mãos dadas, minha cabeça deitada sobre o seu ombro, eu estava me descobrindo mais e mais mulher com ele do meu lado, ele sabia que eu não nasci menina e isso me dava segurança para estar entregue na sensação completamente.
A questão é, até achamos os outros, mas estavam curtindo, tanto o show quanto os respectivos namoros, então nossa opção era curtir um ao outro, o que nem um de nós, se sentia incomodado de forma alguma, na verdade, após a experiência do beijo isso foi liberdade, no sentido mais incrível que essa palavra pode ter, liberdade para ser eu mesma, de ser menina, primeiro puxei ele para dançar.
Apesar de tímido e sem jeito, ele aceitou, foi divertido, mas guiar alguém que não sabe dançar é cansativo, só que foi muito muito divertido, principalmente, por ele me segurar firme e confiante, principalmente por ele me olhar de forma confiante, ou talvez, simplesmente por ele me beijar, seus beijos carinhosos e gentis, que eu estava completamente viciada.
Após um tempo os outros voltaram, foi como o show foi seguindo, às vezes em grupo, ou namorando em parezinhos separados, eu estava tão encantada, no final do show, estávamos os três casais juntos, sentados do lado de fora em um banco de praça, eu, Suelen e Valéria, dengosas com nossos namorados, eu estava no colo do Júlio, cansada, com a cabeça repousada no ombro dele.
“Acho melhor irmos dormir.”, quem fala é o Sidney, “Vocês têm para onde ir?”, quem pergunta é o Bruno namorado da Valéria, “Minha irmã…”, eu olho para a Suelen, “Ela só vai pegar a gente pela manhã.”, ela fala e beija o namorado, eu fico sem saber o que fazer, olho para ela, olho para os meninos, “O Hotel?”, eu pergunto inocente, “Nós alugamos quartos em um motel aqui perto.”, diz o Júlio, olho para ele, fico vermelha, escondo o rosto no ombro dele.
“Por mim ok.”, diz a Valéria, “E vocês.”, Suelen da risada, “Vamos.”, eu realmente tinha caído em uma armadilha, uma deliciosa armadilha que estava gostando desde o começo e Suelen que não sabia que eu tinha transado com o pai dela, estava orquestrando tudo para que eu perdesse a virgindade antes do ano novo, levanto o rosto e Júlio está olhando para mim, um pedido silencioso, faço que sim com a cabeça, “Vamos.”, e sorrio.
Nos levantamos e fomos andando para o motel, onde, obviamente, nem dos 6 tinha qualquer dúvida do que iria acontecer e dormir era a última das prioridades…
… … … … … … … … …
Chegamos no quarto e as coisas começaram a esquentar, um poderoso beijo que trocamos assim que entramos no quarto, eu toda entregue, ele dessa vez não ficou só nas minhas costas, explorando curvas, da minha cintura, da minha bunda, testando seu alcance enquanto o beijo acontecia, desci do salto enquanto ele arrancava o tênis pelo calcanhar em segundos já estávamos nos abraçando beijando e se acariciando na cama.
Deitados na cama, as mãos explorando, as bocas se reconhecendo, as pernas entrelaçadas, ele suspira no meu ouvido, morde minha orelha, me arrancando gemidinhos de prazer, ele tira a própria camiseta, eu olho para ele, um pouco tímida, removo a minha ele me olha fascinado com um sorriso que me faz sorrir de volta, “Você é linda…”, depois voltamos a nos beijar, agora os corpos nus só com as calças, nos deixava ainda mais elétrico, ainda mais ligados, ainda mais entregue.
Nem percebi quando um abriu a calça do outro, mas estavam abertas, quando ele puxou a minha, minha respiração acelerou e depois prendi a respiração, mordendo o lábio com força, imaginando, se ele vai dizer algo, quanto mais nua, mais insegura, ele olha para mim e sorri, sua confiança e olhar me fazem sorrir e se render, “Se acalma e relaxa, minha indiazinha linda.”, ele fala isso e começa me beijar, os pés, pernas, subindo de vagar, eu fecho os olhos e me entrego.
Relaxada, deitada na cama, de olhos fechados, as minhas mãos, alisavam meu peito, minha barriga, enquanto ele beija, minha coxa, minha virilha, ele me põe na boca e eu solto um gemido alto, me contorcendo, dobrando o abdômen e levantando a cabeça, sentindo meus olhos reviraram na órbita pela sensação repentina de prazer.
Eu relaxo inteira em seguida, segurando as cobertas ao lado da minha cabeça, gemendo entregue, deixando ele cuidar de mim, ele mover com a mão, usar a boca, me fazendo gemer de prazer, “Eu não… Eu não sei se… Eu…”, gemendo tremendo, não conseguindo conectar as palavras, não conseguindo falar nada, é minha primeira vez, com tal prazer, até que gozo, com um gritinho de prazer enchendo a boca dele.
“É educado avisar, sabia?”, eu fico toda vermelha e sem jeito, olhando para ele, toda perdida, o cérebro ainda confuso com o prazer… “Foi minha primeira vez..”, eu consigo dizer, ele dá risada e me abraça, me beija a boca, eu sinto meu gosto e estremeço dos pés a cabeça, “Então está totalmente perdoada minha princesa, você é incrível.”, eu fico vermelha e sorrio olhando para ele.
“Quero sua bundinha… Como você prefere?”, eu olho para ele confusa, sorrindo, sem jeito dando a entender que não sei, minha falta de experiência, fazendo ele sorrir, com doçura e prazer de me mostrar… “Então a primeira vai ser assim…”, ele segura minhas pernas e levanta elas em franguinho assado, “Quero ver essa sua carinha de prazer quando estiver sendo comida.”, eu fico toda vermelha, ia falar algo, mas aí sinto o lube friozinho e gostoso fecho os olhos.
Sinto ele entrando, duro, frio, gostoso, ao contrário do que aconteceu com saliva, quando meu tio, me arrebentou o rabo, entrou lisinho, até o fundo, me fazendo revirar os olhos e abrir a boca em um gemidinho baixinho e manhoso e soltando o ar dos pulmões, ele percebeu minha entrega e prazer, também percebeu meu cuzinho aceitando o pau dele, sem dificuldades e sem dor e começou a me foder com mais vontade, se deitando em cima de mim e me beijando a boca enquanto me fode.
Tremendo sobre seu peso e seus braços, tremendo inteira, revirando os olhos, respiração acelerada, ele se senta sinto o pau ir mais fundo e me arrancar um gritinho com a surpresa, ele goza dentro de mim e eu explodo, gozo como da outra vez, me contorcendo toda, tremendo, meu cérebro entrando em pane, um orgasmo, físico, emocional, mental ao mesmo tempo… Ele olha para mim, sorrindo, inesperado e fascinado.
Ele solta um, “Uau…”, e eu sorrio vermelha, ele sai de dentro de mim e eu ganho um beijo, logo já estamos nos beijando, eu subo sobre ele toda empolgada, toda sorriso, me encaixo no pau dele começo a sentar, aí ele me ensina a cavalgar, lentinho, gostoso, tremendo, gemendo, suspirando no pau dele, sentindo entrar fundo e voltar, me fazendo revirar os olhos, me fazendo olhar para o teto, tremendo até que gozo mais uma vez nesse pau, antes de sentir mais uma camisinha sendo preenchida dentro de mim.
Me debruço e beijo a boca dele…
Depois de quatro, ele me comeu com bastante força, até me ver derreter gozando, tremendo inteira, me contorcendo, tendo que me segurar com força pelo quadril para eu não escapar e me contorcer inteira na cama socando o pau até gozar pouco depois. Por fim, terminamos isso no banho, onde finalmente, eu chupei ele, foi… Difícil… kkkk… Eu errei muito até acertar, ele precisou me guiar e ensinar até eu acertar, quando por fim acertei, o movimento, a pressão, o jogo com a língua, a profundida, velocidade, ele gozou rápido na minha boca após avisar.
Eu senti o gosto e quase vomitei pega de surpresa por um gosto que eu não esperava, mas fiz caretinha e engoli… Eu jamais cuspiria algo na minha boca, minha mãe me batia quando eu comia algo que eu não gostava e ameaçava cuspir ou vomitar, então só engoli, depois percebi que fiz o correto, porque ele pareceu ter gostado e nos beijamos, uma última vez antes de ir para a cama, onde dormi abraçada com ele, a cabeça repousada em seu peito.
Algumas horas depois acordei de conchinha o celular tocando, sinto os beijinhos no meu ombro, na minha nuca, estremeço inteira manhosa, rebolando no pau dele, sentindo mais e mais duro. Em segundos as respirações já estão alteradas, eu quero tanto gozar de novo, eu quero tanto tudo isso e é nosso último minuto, não quero perder a chance, ele coloca a mão pela minha frente me masturbando devagar o que me faz gemer.
Eu coloco a mão para trás, masturbando ele bem devagarinho de encontro ao meu bumbum, sentindo ficar duro como uma pedra pulsando na minha mão, eu encaixo na portinha e empurro, sinto me alargar, zero lubrificação, mas estou tão… … … Arrombada de ontem por falta de termo melhor… Que entra sem mesmo, me fazendo dar um gemido manhoso de dor e prazer.
Ele morde meu ombro, ainda com mão em mim, parou o movimento mas está segurando, manipulando, me dando prazer a outra, apoiada nas minhas costas, minha mão uma está segurando o pau dele, fazendo um vai e vem na entradinha, com a cabeça já dentro mantendo ele duro para me invadir, a outra, puxa o travesseiro para mim, eu mordo o travesseiro, ele morde meu ombro, eu empurro o quadril engolindo o caralho todo em um movimento, lento, delicado, mas sem parar até sentir a virilha dele na minha bunda.
Tremendo toda, suspirando a respiração acelerada, com um pau no meu cu, a outra mão agora abraça o travesseiro apertado, dobro meus joelhos para facilitar ele se mover… “Que delícia de bom dia.”, ele sussurra em suspiros e gemidos no meu ouvido e se move me arrancando um gemido alto, meu corpo todo esfolado por dentro de ter levado bastante no cuzinho ontem, dói, bastante, impossível de explicar a ardência de estar nessa situação… Mas também é impossível de explicar o prazer que eu estou sentindo.
Ele começa a me foder e eu estou gritando de prazer, abafando meus gritos no travesseiro, com medo dos outros ouvirem, abraçando o travesseiro com os braços cruzados no peito, ele me percebe toda entregue tremendo inteira de prazer, toda sensível, “Eu quero uma coisa, vem aqui.”, ele me puxa para a lateral da cama, só uma perna minha em cima da cama de joelhos dobrados, a outra esticada, ele se encaixa atrás de mim, “Pronta?”, “Pra você sim.”, eu respondo abraçando o travesseiro.
Ele soca e eu grito enterrando a cara no travesseiro, tomando no cu toda sensível, sentindo a ardência me dando, dor e prazer e fazendo meu cérebro entrar em pane de prazer, revirando os olhos, babando no travesseiro, chorando, gemendo alto, me contorcendo, meu pau molha o colchão inteiro embaixo de mim, mas ele continua socando, eu sinto ele gozar, sem camisinha enchendo meu cu e eu estremeço inteira, me contorcendo em um espasmo violento de prazer, fico até fora do ar por vários segundos.
Quando volto estou deitadinha ganhando carinho, “Você é definitivamente uma princesa sabia.”, faço que não com a cabeça, sorrindo, escondo meu rosto no peito dele.
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Algum tempo depois estávamos nos despedindo dos meninos do lado do seu carro, o motorista era o próprio Júlio, um último beijinho, os meninos estavam com cara de quem ganhou na loteria, as três meninas com caras e sorrisinhos cúmplices, todos nós sabíamos o que todos fizeram, não era mistério, não era escondido nem nada, só era divertido, no final, nos juntamos nós três, quando o carro saiu e a primeira coisa, foi uma olhar para a outra e cairmos em uma gargalhada.
“E aí?”, a Suelen que pergunta eu dou risada e fico toda vermelha, olhando para ela, nós duas sabemos sobre o que ela está falando, então resolvi dizer o que vinha escondendo, “Terei que mudar meu desejo de fim de ano.”, novas risadas, claro depois disso, as três ficaram conversando um tempo sobre os namorados, sobre sexo, até com algum nível de detalhe, mas não exageradamente, antes de irmos comer algo, porque só engolir porra não sustenta.
Estávamos em uma lanchonete grande, as três meninas, a moreninha, a loirinha e a indiazinha, sentadas, conversando animadamente sobre a noite os meninos e etc, só tínhamos parado de falar sobre sexo, esse é um assunto que demanda lugares mais isolados e momentos mais íntimos, eu estava sentada com a perna cruzada apoiada sobre o joelho deixando parte do bumbum levantadinho.
Como aprendi que funciona no carro do meu tio, um jeito de deixar o bumbum de lado, sem sentar de lado chamando atenção, quando percebi que a Suelen estava fazendo o mesmo, nossos olhos se encontraram o sorriso cúmplice e timidez nas bochechas das duas deve ter sido irresistível, porque um carinha colou na gente.
“Nossa uma mesa com três gatinhas logo de manhã meu dia de sorte. Pô vocês não estavam no show? São as meninas que dançaram não são?”, eu olho para as duas, buscando uma forma de dispensar o cara meio alto, eu lembro dele, foi um dos meninos que a Suelen e deu um beliscão, porque ele estava olhando a gente e eu olhei de volta, sem saber que isso podia ser entendido como dando situação.
“A gente só quer conversar um pouco sozinha.”, ele olha para mim e sorri, “Claro indiazinha me dá só o seu telefone.”, ele estende a mão e apoia na cadeira do lado do meu ombro, quando vejo uma mão segurar o pulso dele. “Que tal você deixar minha irmãzinha e suas amigas em paz?”, minha irmã fala, com o meu cunhado atrás dela com cara de mal, o cara pede desculpas e sai.
“E aí como as princesas passaram a noite?”, nós três nos olhamos com sorrisinhos e risadinhas cúmplices, “Melhor eu não saber.”, ela completa e aí as quatro rimos, meu cunhado também riu e se sentou com a gente ao lado da minha irmã. Onde finalmente, pudemos comer com paciência, conversando sobre outra coisa que nao fossem garotos e sexo…
Foi divertido no final, voltamos para o hotel, desmontar o que me deixou triste por um lado, mas eu estava tão feliz por outro lado que não me importei de verdade, porque sabia que teria mais e isso já era a semana de Natal…
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Voltamos para casa e eu estava nas nuvens, meio que literalmente nas nuvens, eu estava contente em níveis extraordinários, eu estava toda alegrinha, olhando para o celular o tempo todo até chegar a mensagem do Júlio de que chegou em casa, eu fiquei tão feliz dele ter chegado em casa, que sorri na hora da mensagem, mandei vários coraçõezinhos de resposta.
Estávamos falando pelo Discord, minha mãe nem sabe que tenho a conta então é fácil de esconder, claro que estávamos as três nesse clima de paixonite e o pior é… Minha irmã tinha razão, eu realmente me apaixonei pelo primeiro que me comeu a questão é que precisava ter me comido direito…
No domingo nem uma das três teve muita energia, os meninos tinham cansado bem a gente de noite, então ficamos vendo filme, conversando, ouvindo música mas sem querer dançar e etc, mas os sorrisinhos cúmplices estavam nos acompanhando, risadinhas, eu estava exalando feminilidade, só reparei quando um “Senta que nem homem Paulinho!!!” do Padre me pegou de surpresa, logo vieram as broncas da minha mãe que conseguiu falar por hora e meia, sobre minha má postura, por não ter um homem como o meu tio em casa.
“O que não é um problema mana, deixa ele um tempo lá em casa que ele começa a ter mais postura de macho.”, eu olho para ele, ele olha para mim, e o padre intervem “Acho que nem uma solução drástica iria ajudar é um bom garoto, ele precisa mais de conselhos não vejo porque ele ficar na sua casa.”, não que o Padre estivesse do meu lado, ele só queria evitar que o Luiz transasse comigo de novo.
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Chegou segunda feira e o ritmo todo da casa estava mudando, era dia 22/12, o Natal estava as portas, tudo precisa ser perfeito, uma casa com 4 famílias, minha irmã e cunhado, meu primo e esposa, meu tio e tia, minha mãe, mais filhos e agregados, no meu caso, o do Padre Tadeu e da Valéria. Fazer compras para a ceia, garantir que ia ter para o churrasco, garantir bebida, meu tio estava na correria com o André.
Embora meu tio quisesse me puxa para a ‘correria’ dele como desculpa, para um momento sozinho, minha irmã e cunhado não deixaram, minha irmã começou a dar missões para o meu cunhado que obviamente me levava, logo eles não estavam deixando meu tio ficar sozinho comigo, tanto quanto ninguém da família deixa ele sozinho com a Valéria, para minha irmã era uma questão óbvia, que eu estava realmente a favor, não queria uma reprise do que houve.
Na mesma noite, minha mãe resolveu, falar comigo, “Filho senta aqui…”, eu desconfiada, resolvi sentar para ver o que ela quer, “Filho seu tio está se sentindo substituído que você só escolhe seu cunhado.”, eu fico olhando, como falar para ela, que o que o tio quer é me arrebentar o reto? “Mãe, está todo mundo ocupado.”, “Mas não é só isso filho, você têm evitado o seu tio.”, “Não tenho mãe.”, “Eu sei filho eu vejo, amanhã quero que você dê um pouco mais de atenção para o seu tio.”, eu tento abrir a boca, mas ela se levanta e sai…
Minha mãe é um tanto quanto pragmática, quando ela pede algo assim… Bom eu falei lá no primeiro conto, a expectativa da minha família é obediência aos pais enquanto eles forem vivos, se minha mãe pediu assim, significava que ela ia brigar, se meu cunhado ou minha irmã dissessem qualquer coisa, eu precisava avisar os dois, então depois que ela saiu avisei minha irmã por Whats e apaguei a mensagem só para mim, para a minha mãe não saber o que eu falei.
Na noite, eu Suelen e Valéria, voltamos a dançar e nos divertir até tarde, falar de garotos era proibitivo na casa, se a família da Suelen, ou minha mãe escutassem, ou pior ainda o Padre, seria um verdadeiro pandemônio, então, só ficamos na nossa e deixávamos essa conversa para o Discord.
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É isso povo, não têm mais volta, literalmente Priscila, está se deliciando em ser uma menina e as coisas tendem a ficar mais confusas na cabecinha dela, mas ao mesmo tempo ela tende a se encontrar mais, principalmente com a ajuda da irmã.
Por favor, votem e comentem se gostaram.
