Os espasmos do orgasmo ainda reverberavam pelo corpo de Nina quando ela finalmente soltou o vibrador. A respiração estava pesada, o suor grudava os fios ruivos na testa e a imagem da tora do Betão na beira da piscina ainda queimava atrás das suas pálpebras.
Ela levantou-se com as pernas bambas, jogou o brinquedo na gaveta e caminhou até o banheiro para tomar um banho longo e frio. Ela era a namorada de Artur. A princesa do interior. Não podia se deixar levar pela grosseria de um ogro da Educação Física.
Quando saiu do banho, enrolada na toalha, pegou o celular na cama. O coração parou.
Havia uma nova mensagem na DM do Instagram.
@alberto.betao: Gostou?
Logo abaixo da mensagem, a foto dele de sunga branca marcando o volume absurdo brilhava na tela. Nina franziu a testa, sem entender como ele sabia que ela estava olhando justo para aquela foto antiga do feed dele.
Foi então que ela reparou. No canto inferior direito da foto, um pequeno coração vermelho brilhava.
O pânico a engoliu.
Na mistura de segurar o vibrador, o celular e o impacto do próprio orgasmo, o seu dedo havia esbarrado na tela. Ela tinha curtido a foto de sunga dele.
Desesperada, Nina desfez a curtida no mesmo milésimo de segundo e começou a digitar, as mãos tremendo.
@nina.mel: Foi sem querer! Meu celular escorregou da mão. Desculpa.
A resposta não demorou dez segundos. Ele estava online, apenas esperando a presa se debater.
@alberto.betao: Relaxa, ruivinha. Não precisa pedir desculpa por ter bom gosto. Mas confesso que seu perfil é meio decepcionante. Muito perfeitinho. Você quase não aparece, e quando aparece, tá com um almofadinha do seu lado.
Nina engoliu em seco. A audácia dele de ofender Artur de forma tão direta a irritou, mas não o suficiente para fazê-la bloquear a conversa.
@nina.mel: Aquele 'almofadinha' é meu namorado. E eu não gosto de ficar me exibindo na internet pra ganhar biscoito. Tem gente que se acha demais.
@alberto.betao: Pegou ar, ruivinha? Relaxa. Já que você passou no meu perfil pra dar uma secada, achei justo retribuir o favor e dar uma olhada no seu.
Uma notificação pulou no topo da tela. Betão havia curtido a única foto em que Nina mostrava um pouco mais de pele: ela usando um vestido longo fino, mas com um decote profundo que apertava e destacava os seus seios fartos.
@alberto.betao: Belo decote. Eu só deixaria o vestido mais curto e trocaria esse mané aí do seu lado por um homem de verdade. Como eu.
Ele era um babaca, arrogante e invasivo. Mas, por algum motivo que Nina se recusava a admitir, ele era muito bom de papo. A conversa que deveria ter terminado num bloqueio estendeu-se. Beto sabia misturar provocações sujas com perguntas banais sobre a cidade, mantendo-a presa na tela. Quando Nina finalmente olhou para o relógio na mesa de cabeceira, passava da uma da manhã.
@alberto.betao: Vou dormir que meu treino amanhã é pesado. Mas já que você viu uma foto minha de sunga... eu quero ver uma sua de biquíni. Fica o desafio.
@nina.mel: Vou pensar no seu caso. Boa noite.
@alberto.betao: Vou te ajudar a pensar.
A última mensagem dele foi uma foto.
Nina abriu.
Era uma foto tirada naquele exato momento, do pescoço para baixo. Betão estava deitado na cama, no escuro. O abdômen trincado e depilado descia até uma cueca boxer branca. O tecido elástico estava esticado ao limite, marcando um pau meia-bomba absurdamente grosso, que repousava pesado sobre a coxa grossa dele.
Ele estava excitado por ter conversado com ela. Ele estava excitado por causa dela!
@alberto.betao: Como você gostou da outra, tô mandando uma mais atual tirada agora. Bons sonhos. PS: Guarda com cuidado pro namoradinho não ver.
Nina sentiu a calcinha molhar instantaneamente. “Eu deixei ele assim.” Nina sentia-se poderosa. Mas precisava marcar uma posição.
@nina.mel: Seu idiota! Vou apagar isso agora!
Ela fechou o aplicativo, mas não apagou a foto.
Na manhã seguinte, o campus estava movimentado. Nina caminhava de mãos dadas com Artur, que segurava uma pasta de couro e falava sobre os horários das aulas. Ela usava uma saia na altura do joelho que escondia suas coxas delicadas e firmes e uma blusinha com um decote maior que o do dia anterior.
Por mais que Nina não confessasse nem pra si mesma, a escolha do decote tinha relação com a foto curtida por Beto.
Perto do refeitório central, Nina avistou o grupo caótico de Babi, que ria alto perto de uma das mesas. Betão estava lá, de braços cruzados, a regata estourando nos ombros.
— Amor, vem cá. Aquela é a Bárbara, a menina que te falei ontem — Nina puxou o namorado pela mão, guiando-o até a roda. Ela queria parecer natural, mas o coração batia na garganta.
Babi abriu um sorriso felino ao vê-los se aproximar. Betão apenas fixou os olhos escuros em Nina, um sorriso cínico rasgando o rosto.
— Oi, Babi. Oi, pessoal — Nina cumprimentou, a voz doce. — Esse é o Artur, meu namorado.
Artur, sempre educado e um pouco tímido, estendeu a mão direita para os rapazes.
— Prazer, Artur — ele disse, ajeitando os óculos.
Betão foi o primeiro a aceitar o cumprimento. A mão gigantesca e calosa dele engoliu os dedos finos de Artur num aperto firme. Betão mediu o garoto magro de cima a baixo, avaliando a camisa de botão impecável e a postura inofensiva.
— Fala aí, Tutu. Beleza? — Beto soltou a palavra com naturalidade, largando a mão do garoto.
O apelido caiu como uma âncora no meio da roda. Os amigos de Beto trocaram olhares e deram risinhos curtos e abafados.
Não havia explicação. Era apenas o macho alfa rebaixando o beta com um apelido infantil e ridículo logo no primeiro contato.
Artur forçou um sorriso, desconfortável. — É Artur...
Betão ignorou a correção completamente e virou os olhos para Nina, a voz engrossando de malícia.
— E você, ruivinha? Acordou bem?
Nina sentiu o rosto queimar. — Acordei normal.
— Sua namorada é dura na queda, viu, Tutu? — Betão voltou a olhar para Artur, encostando-se na mesa com ar de superioridade. — Fiquei trocando ideia com ela ontem até uma da manhã. Ela é cheia de marra.
Artur arregalou os olhos, confuso, e virou o rosto para Nina.
— Vocês conversaram até a uma da manhã?
O estômago de Nina despencou. O desgraçado ia contar tudo na frente de todo mundo. Mas Beto deu de ombros, assumindo o papel de salvador com uma ironia perversa.
— Pois é, tirando dúvida da faculdade. A ruivinha é muito estudiosa. Sorte a sua, Tutu. Tem que cuidar bem pra não roubarem. — E se virou embalando uma conversa com o resto do grupo.
Babi, que não sabia da conversa da madrugada, arqueou a sobrancelha e olhou de Nina para Beto, um sorriso malicioso tomando conta dos lábios pintados de vermelho.
Minutos depois, longe da roda, Artur suspirou pesado.
— Eu não gostei daquele cara, princesa. E eu odeio aquele apelido que ele me deu.
Nina passou o braço pela cintura do namorado, usando a sua melhor máscara de pureza.
— Eu avisei, amor. Ele é um babaca. Não liga pra ele.
— Você não me falou da conversa com ele na madrugada. — Questionou Artur.
— Não foi conversa, amor. Na Educação Física ele tem umas matérias que precisam de biologia. E você sabe que eu sou fera em biologia. Ele é metidão assim, mas é bem burrinho. — Nina forçou uma risada.
Era a primeira mentira que contava ao namorado. E foi mais fácil e confortável do que ela imaginava.
Na hora do almoço, Artur ficou na universidade. Teria grupo de estudos à tarde.
Nina e Babi foram juntas para o flat da ruiva com o pretexto de estudar.
A veterana ficou boquiaberta com o luxo do apartamento, os móveis planejados e a varanda de vidro.
— Caralho, ruivinha, mas teus pais têm grana, hein? — Babi comentou, jogando a mochila no sofá.
Elas pediram comida e Babi começou a falar sobre a própria vida. Explicou que tinha um namorado mais velho, um "coroa" dono de uma rede de postos de gasolina.
— Ele paga meu aluguel, me dá presentes... é o meu porto seguro, sabe? — Babi riu, acendendo um cigarro na sacada. — Mas conforto não dá tesão. Dinheiro não fode gostoso. Por isso eu tenho os meus esquemas por fora. O Betão, o Lucas da odonto... a gente tem que ter o seguro e o perigoso, Nina. A vida é curta.
Continuou. — O seu namoradinho, por exemplo. Parece bonzinho. Combina com o apelido que o Betão deu… Tutu. — falou entre risos. — Mas às vezes precisamos de uma loucura.
Ambas riram.
— Não fala assim. Artur é meu grande amor. Estamos juntos desde o segundo ano. Eu fui a primeira e única mulher dele. Eu também tive poucas experiências antes. Ele é um príncipe. — Nina era sincera em suas palavras. — Ah, e ele não gostou deste apelido.
— Não gostou, mas não reclamou na hora, né… isso diz muito sobre ele. E não estou falando de amor, Nina, estou falando de tesão! — Gargalhou alto. — Aposto que o Tutu deve ser um Tutuzinho. Já o Betão… você viu como é!
As meninas gargalharam. Nina mantinha uma pontinha de pena de expor o namorado desse jeito. Mas ela concordava com a amiga.
— E cuidado com o Beto, viu? Ele quer te comer. E ele, quando quer… consegue… Mas eu, no seu lugar, eu dava.
A filosofia distorcida de Babi ecoou na cabeça de Nina. Manter o Artur certinho e viver o perigo por fora. A fórmula estava ali.
O dia estava quente. Nina sugeriu que descessem para a piscina do flat.
Babi invadiu o closet espaçoso da ruiva para escolher um biquíni emprestado. Ela fuçou as gavetas, revirando as peças com uma careta de desaprovação.
— Puta merda, ruivinha. Tudo seu é muito comportado — Babi reclamou, puxando um conjunto vermelho com a lateral mais larga. — Tudo com cara de menina que vai à missa de domingo.
A veterana tirou a roupa ali mesmo, sem nenhum pudor, e vestiu a peça de Nina. Como Babi tinha uma estrutura física maior, com coxas grossas e quadril bem mais largo, o biquíni que seria bem-comportado na ruiva acabou esticando no corpo volumoso da amiga. O tecido afundou na carne, deixando o conjunto bem menor e muito mais provocante.
Babi deu uma ajeitada na calcinha cavada diante do espelho de corpo inteiro e virou-se para Nina.
— Suas roupas precisam de uma atualizada urgente agora que você tá na faculdade, princesa — Babi decretou, arrumando os cabelos pretos e volumosos. — Amanhã à tarde a gente vai bater perna no shopping. Vou te ensinar a escolher umas roupas de verdade.
Nina apenas sorriu, concordando com a ideia.
O veneno de Babi era contagiante.
Em seguida, Nina vestiu o seu próprio biquíni preto, de cintura mais alta e bojo firme. Era comportado o suficiente para a "princesinha", mas as tiras abraçavam a cintura fina, e o bojo empurrava os seios fartos para cima.
Na borda da piscina, ela pediu para Babi tirar uma foto. Nina conferiu a tela: o corpo escultural brilhando sob o sol, o rosto sardento meio escondido pelos óculos escuros.
Ela postou nos stories.
Não era para as amigas do interior. Era a resposta silenciosa ao desafio de Alberto.
Em segundos, uma curtida. Era ele.
Quando voltaram para o flat para "estudar", Babi mandou um áudio no celular.
— Ruivinha, chamei um esquema meu aqui da faculdade pra dar um oi. Problema pra você? Rapidinho, juro. Lá na minha república não dá pra ficar levando meus rolos.
Nina, pega de surpresa, apenas assentiu.
Dez minutos depois, o interfone tocou. Era um garoto alto, tatuado, do curso de Engenharia. Ele entrou no apartamento luxuoso de Nina e, sem cerimônias, puxou Babi para um beijo agressivo. Nina, incomodada com a invasão, murmurou que ia pegar água na cozinha.
Mas ela não voltou para a sala.
Escondida no corredor escuro, Nina espiou pela fresta. A cena na sua sala de estar a deixou paralisada. O garoto estava sentado no seu sofá branco de linho caro. Babi estava ajoelhada no tapete, no meio das pernas dele, chupando o pau do cara com uma ferocidade absurda. O barulho úmido de sucção ecoava pelo apartamento perfeito.
Ela lambia o saco dele e deslisava a língua até a cabeça. Voltava a descer engolindo o máximo que ela conseguia. Os olhos lacrimejavam. E ela seguia babando e encarando o garoto nos olhos.
O tesão começou a se acumular entre as pernas de Nina.
A sua sala.
O seu sofá seguro.
Sendo profanados daquela forma.
De repente, o celular de Babi, jogado no tapete, começou a tocar.
Babi soltou o pau do cara, pegou o aparelho e atendeu.
— Oi, amor... — a voz dela soou doce e inofensiva. Era o namorado coroa. — Tudo bem... tô na casa de uma amiga estudando... aham...
Nina prendeu a respiração. Enquanto Babi falava no telefone com o homem que bancava a sua vida, ela se inclinou para frente, abriu a boca e voltou a engolir o pau do garoto da Engenharia. Ela chupava o cara olhando para o teto, balançando a cabeça no ritmo da estocada dele na sua garganta, enquanto respondia ao telefone em breves pausas para respirar:
— Também tô com saudades, amor... beijo.
Ela desligou, jogou o celular de lado e sentou de frente ao garoto.
Começou uma sequência de reboladas e quicadas violentas, guiada pela própria Babi. Ela levantava até quase retirar o pau de dentro e voltava soltando o peso do seu corpo. Em alguns minutos os dois gozaram.
Assim que saiu de cima do menino, Babi dispensou o rapaz.
— Vaza da casa da minha amiga. — Foi o tempo dele vestir o short e sair pela porta.
O domínio de Babi sobre ele encantou Nina.
Quando a noite caiu, Babi se despediu e seguiu para sua república.
Artur chegou por volta das oito.
Eles pediram uma pizza. Artur queria ir pro quarto. Nina preferiu ficar no sofá.
O roteiro se repetiu. Artur a beijou com carinho, deitou-a nas almofadas do sofá e começou os movimentos precisos e inofensivos. Nina correspondeu, a mente girando a mil por hora.
Quando Artur gozou no preservativo e se jogou de lado, afundando no estofado e respirando fundo, Nina sabia exatamente o que precisava fazer.
— Amor... — ela murmurou, a voz falsamente escandalizada, deitando a cabeça no peitoral dele. — Você não vai acreditar no que a Babi fez aqui hoje à tarde.
Artur virou o rosto, já fisgado pela fofoca suja. — O que foi?
— Ela chamou um cara aqui pro flat. Um aluno da Engenharia. Eu fui pra cozinha pegar água... e quando eu olhei pro corredor, eles estavam no sofá. No nosso sofá da sala. Bem onde a gente tá agora.
Os olhos de Artur se arregalaram. A indignação moral era clara, mas a respiração dele mudou de ritmo.
— E... e o que eles estavam fazendo?
Nina deslizou a mão por dentro da calça do namorado.
Como ela previa, o pau dele, que há dois minutos estava inútil, já estava despertando, ganhando volume e pulsando contra a sua palma.
— Ela tava ajoelhada no chão, amor... chupando ele com muita força. Ela engolia e babava no pau dele. Chegava a engasgar. Mas o pior não foi isso. O namorado dela ligou. O coroa.
— E ela parou? — Artur ofegou, os quadris empurrando levemente contra a mão da ruiva.
— Não — Nina sorriu na meia-luz. — Ela atendeu o telefone, chamou o namorado de amor e continuou chupando o cara da faculdade ao mesmo tempo. Eu vi tudo. A saliva dela escorrendo, o cara segurando o cabelo dela enquanto o namorado oficial achava que ela estava estudando.
Artur gemeu rouco. A ideia da traição descarada e da humilhação do outro homem quebrou os últimos resquícios de puritanismo dele. O pau dele estava duro como pedra sob os dedos de Nina.
— E... princesa... — Artur engoliu em seco, a voz tremendo pela luxúria. — Esse cara da Engenharia... ele era tão grande quanto o Beto?
Nina paralisou por um segundo. A obsessão pela submissão do namorado era assustadora.
Ela usou as duas mãos, fechando os dedos ao redor da ereção latejante do Artur, medindo-o como se ele fosse apenas uma régua insignificante.
— Não, amor — ela sussurrou, ajeitando-se sobre os joelhos, ficando por cima dele no sofá. — Era menor que a monstruosidade do Betão. Mas ainda era grande. Mais ou menos... assim.
Ela esticou as mãos ao redor do pau do Artur, marcando um palmo e meio de distância imaginária acima da glande dele, e desenhou no ar uma grossura com os dedos muito superior à que ela segurava.
Artur fechou os olhos com força, o rosto contraído numa máscara de humilhação absoluta e tesão desenfreado.
Aproveitando o estado de transe dele, Nina guiou a ereção rígida e afundou o quadril de uma vez.
— Depois de babar bastante nele ela sentou nele assim. Bem aqui. — Nina começou rebolando devagar. Ela sempre se controlava para não fazer o namorado gozar tão rápido.
Em um momento de empolgação ela começou a quicar no colo de Artur.
Porém, a cada subida o pau dele escapava.
— A Bárbara sentava assim no pau do garoto. — Sussurrou no ouvido do namorado. — Só que o pau dele não escapava de dentro, porque era grande de verdade. — Provocou, trocando a quicada por uma rebolada.
Nina sentiu o pau de Artur endurecer como nunca. Seu corpo tremia. Ela sabia que ele já estava chegando ao limite mais uma vez.
— O que foi Tutu, já vai gozar novamente?
E ele goza.
Dentro de Nina.
Sem camisinha dessa vez.
Uma pequena quantidade de porra rala.
Nina desceu do colo dele e deitou-se de lado no sofá, apoiando a cabeça na própria mão para observá-lo de cima.
Artur estava sentado, os pulmões buscando ar enquanto ele ajeitava, de forma desajeitada, os óculos tortos no rosto.
— Por que você me chamou de Tutu? — ele questionou, a voz fraca e confusa, quebrando o silêncio da sala à meia-luz.
Nina deu de ombros, não tirando os olhos do peito dele.
— Ah, eu gostei desse apelido que o Betão te deu. Achei fofinho. É bem a sua cara.
— É ridículo, princesa. Eu não gosto.
— Deixa de bobeira, amor — ela rebateu, com um sorriso de canto que ele não conseguiu decifrar, descartando a indignação do garoto como se não fosse nada. — Você é o meu Tutu. Relaxa.
Nina olhou para baixo. O pau dele já havia encolhido rapidamente, descansando mole e inofensivo no meio dos pelos escuros e volumosos. Movida pela audácia recém-descoberta, ela não resistiu a soltar mais uma gota de veneno.
— Sabe, amor... — ela murmurou, a voz aveludada, enquanto roçava as unhas de leve nos pelos grossos dele. — Você bem que podia se depilar um pouco, né? Essa moita faz o seu pau parecer ainda menor do que ele já é. Principalmente agora, assim, todo encolhido.
Artur travou. O rosto dele corou de vergonha imediata na penumbra.
— O Beto era completamente liso. Parece que ficava ainda maior. Você devia tentar...
A humilhação verbal bateu com força nos dois.
Em Artur, fez o pequeno pau recuar ainda mais.
Em Nina, fez sua buceta latejar e pingar.
— Tutu, eu ainda não gozei… você podia me ajudar. — Nina esticou o braço até a sua bolsa jogada na outra ponta do sofá, pegou seu pequeno vibrador e entregou na mão dele, já ligado.
Os olhos de Artur arregalaram-se em choque genuíno. — Princesa... como você tem isso e eu nunca soube?
A adrenalina da mentira bateu no sangue de Nina como uma injeção de energia pura. Ela sentiu o próprio clitóris latejar, excitada com a facilidade de criar uma nova realidade ali mesmo.
— Foi presente da minha irmã mais velha quando ela voltou pro interior — ela respondeu prontamente, a voz carregada de uma inocência calculada. — Eu fiquei com vergonha de te mostrar... nunca usei. Mas queria que a primeira vez que eu o ligasse fosse com você, segurando ele.
Era a segunda mentira.
Ela empurrou o ombro de Artur delicadamente para trás e guiou o rosto dele em direção aos seus seios volumosos, e sua mão carregando o vibrador até seu clítoris.
Artur obedeceu, devoto, mas completamente desajeitado em suas tentativas de acompanhar o ritmo que a mente insaciável dela exigia.
— Sabe, amor... — Artur murmurou, afastando o bico do peito de Nina da boca por um momento. — Em uma semana de faculdade, você já viu dois caras pelados transando.
Nina deu de ombros, disfarçando o sorriso.
— Bobeira, amor. E admita... essas histórias deixaram você bem animado, não foi? Além disso, você tá esquecendo que eu já vi outro homem nu antes...Meu ex do interior.
Artur travou. — Você quase nunca fala dele. Como ele era? O que vocês faziam?
Nina o olhou nos olhos, ciente de que tinha o controle total do jogo. — Quer saber os detalhes? Amanhã eu te conto tudo. Mas agora... — Nina empurrou a cabeça dele para o meio das suas pernas. Ele sabia o que fazer.
Ciente da sua incapacidade de atender todas as necessidades de Nina, Artur se tornou um especialista em chupar sua buceta até ela gozar.
Ela estava de olhos fechados, lembrando da forma que Beto segurava Babi.
Ela goza na boca do Tutu.
Pensando no pau do Betão.
Quando os tremores do orgasmo passaram, Nina soltou os cabelos de Artur e abriu os olhos, observando o namorado ofegar em seu colo, submisso e devoto, com os lábios sujos pelos fluidos dela.
Um sorriso lento e perverso desenhou-se no rosto sardento da ruiva.
A princesa inocente do interior havia morrido de vez naquela noite. Ela agora entendia o jogo. E amanhã, o tabuleiro mudaria de novo. Amanhã ela destruiria o resto da sanidade de Artur com a história do seu ex-namorado, e à tarde, Babi a levaria ao shopping para comprar a sua nova armadura.
A calourada de sexta-feira seria um banho de sangue.