Doce Veneno – Cap. 01: O Segredo da Cabine

Da série Doce Veneno
Um conto erótico de Gustavo Prado Torres
Categoria: Heterossexual
Contém 3457 palavras
Data: 18/03/2026 16:36:07

O interfone tocou exatamente às sete da manhã.

No interior do seu flat, Nina correu descalça pelo piso de madeira para atender a porta. Quando abriu, Artur já estava lá, impecável. Ele vestia uma camisa polo de linho, os cabelos escuros perfeitamente alinhados com pomada e o cheiro de perfume importado exalando da pele recém-saída do banho.

Ele, no entanto, travou ao olhar para a namorada.

Nina estava apenas com um baby doll de seda preta curtíssimo. O tecido fino e escorregadio abraçava a cintura absurdamente fina dela e quase não dava conta de conter o volume farto dos seios sem sutiã. Os cabelos ruivos estavam bagunçados de sono, caindo em cascatas pelas costas, e o rosto salpicado de sardas tinha um sorriso preguiçoso e convidativo.

— Bom dia, amor — ela murmurou, encostando-se no batente da porta e cruzando os braços, o que fez os seios saltarem ainda mais no decote.

Artur engoliu em seco, ajeitando os óculos de armação cara no rosto simétrico. Ele olhou rapidamente para o relógio de pulso.

— Princesa, você ainda não se arrumou? A gente vai chegar atrasado no primeiro dia. A recepção dos calouros começa em quarenta minutos.

Nina deu de ombros, aproximando-se dele. Ela passou os braços ao redor do pescoço do namorado, sentindo o tecido engomado da camisa dele contra a própria pele quase nua.

— A gente tem tempo, amor — ela sussurrou perto do ouvido dele, a voz manhosa. — Vem tomar banho comigo. Prometo que vai ser rapidinho. A gente relaxa antes da aula...

Ela roçou o quadril de leve contra o dele, uma provocação clara. O corpo dela pedia por um contato físico de verdade, algo que a fizesse acordar. Mas Artur recuou um passo, gentilmente soltando os braços dela.

— Não dá, amor, sério — ele deu um beijo rápido e casto na testa dela, o tom de voz pragmático e um pouco ansioso. — O trânsito para o campus tá terrível a essa hora. Vai lá se vestir, eu te espero aqui na sala.

A frustração bateu no peito de Nina como um balde de água fria. Ela forçou um sorriso compreensivo, escondendo a decepção atrás da máscara de menina pura.

— Tá bom. Me dá quinze minutos.

Vinte minutos depois chegaram na universidade. Era o primeiro dia de aula. Artur estacionou perto do bloco de Tecnologia da Informação.

— Pronta para o primeiro dia, princesa? — ele perguntou.

Nina sorriu, as sardas salpicadas no nariz enrugando levemente.

A calça jeans de cintura alta e a blusinha branca pareciam recatadas, mas não conseguiam esconder o corpo escultural sob o disfarce de menina pura do interior. A cintura absurdamente fina fazia os seios fartos e redondos se destacarem a cada respiração, enquanto os longos cabelos ruivos caíam como uma cascata de fogo pelas costas.

— Um pouco nervosa, amor — ela confessou.

Eles caminharam de mãos dadas pelo pátio. Perto do prédio de TI, o grupo de amigos de Artur já o esperava. Eram garotos esguios e inofensivos, falando sobre placas de vídeo. Quando Nina se aproximou, o grupo inteiro pareceu prender a respiração, intimidados pela beleza da ruiva. Artur estufou o peito magro, sentindo-se o dono do troféu mais cobiçado. Ele se despediu dela com um selinho e a guiou para o bloco de Nutrição.

A primeira parte da manhã de Nina foi sufocante. A sala estava cheia de meninas ricas da capital conversando sobre dietas e viagens. Faltava sangue naquelas conversas. Quando o sinal do intervalo tocou, a ruiva decidiu fugir da aglomeração e procurar um banheiro mais afastado, no corredor dos fundos, perto das quadras esportivas, para jogar uma água no rosto.

O corredor parecia deserto. Nina empurrou a porta do banheiro feminino, mas paralisou no mesmo instante.

Ela não estava sozinha.

Um som úmido, ritmado e pesado — pele batendo contra pele com força bruta — vinha da última cabine, a de deficientes físicas, que estava com a porta entreaberta.

O instinto de Nina mandou que ela corresse, mas a curiosidade foi muito mais forte. O coração acelerou na garganta enquanto ela dava dois passos silenciosos para a frente, espiando pela fresta.

A respiração de Nina falhou.

Uma garota de cabelos escuros e volumosos, estava de costas para a parede de azulejos, com o short jeans abaixada até os joelhos. As pernas grossas dela estavam abertas e presas ao redor da cintura de um cara gigantesco, que usava apenas uma regata de Educação Física. O gigante a segurava pelos fundos das coxas com uma facilidade impressionante.

Mas o que fez os olhos de Nina se arregalarem em puro choque foi a visão entre os dois.

O pau do cara era monstruoso. Uma tora grossa e intimidadora, que entrava e saía da garota com uma violência brutal. E havia um detalhe que o deixava ainda mais obsceno: era completamente depilado. A base lisa evidenciava cada centímetro do tamanho absurdo dele batendo contra a mulher. Nina nunca tinha visto nada parecido.

O choque misturou-se a uma onda de calor que encharcou a sua calcinha no mesmo instante.

De repente, a garota jogou a cabeça para trás, arfando... e abriu os olhos.

O olhar da desconhecida cruzou diretamente com o de Nina pela fresta da porta. A caloura congelou em pânico, esperando um grito de indignação. Mas a mulher não parou. Pelo contrário. Ela deu um sorriso de canto, incrivelmente sujo e letal, cravou as unhas com esmalte vermelho nas costas largas do gigante e gemeu mais alto, sustentando o contato visual com Nina enquanto era estocada sem piedade. O cara, de costas para a porta e completamente concentrado em foder, não fazia a menor ideia de que estava sendo assistido.

Nina recuou de supetão, tapou a boca com as mãos e correu para fora do banheiro, ofegante.

Quando o sinal bateu para o segundo tempo de aulas, Nina voltou para a sala, ainda sentindo as pernas bambas. Ela sentou-se na sua carteira, tentando focar no quadro, quando o cheiro de cigarro e perfume doce invadiu o ar.

Alguém puxou a cadeira vazia ao lado dela.

Nina virou o rosto e o estômago despencou. Era ela. A garota do banheiro. De perto, ela era ainda mais intimidadora: maquiagem marcante, batom vermelho e uma tatuagem aparecendo na linha da costela pelo cropped justo.

— Oi. Tem alguém aqui? — a voz da garota era aveludada e cheia de malícia. Sem esperar resposta, ela jogou a mochila na mesa e se sentou. — Sou a Bárbara. Mas pode me chamar de Babi. Tô no quarto semestre, mas perdi essa matéria maldita de introdução e vou ter que aturar vocês, calouras, de novo.

Nina engoliu em seco, as bochechas sardentas queimando de vergonha.

— Sou a Melina. Nina.

Babi deu aquele mesmo sorriso de canto que havia dado dentro da cabine. Ela se inclinou na direção de Nina, abaixando o tom de voz para que só as duas ouvissem.

— A gente já se esbarrou hoje, né, Nina? Assustei a princesinha?

Nina sentiu o rosto ferver.

— Eu... eu não queria... a porta estava aberta... — ela gaguejou.

Babi soltou uma risada deliciada, tocando o braço da ruiva.

— Relaxa, caloura. Foi o Betão que deixou a porta aberta. — Babi revirou os olhos, mas o sorriso malicioso continuava lá. — Aquele ogro é um babaca. Ele adora se exibir, sente tesão achando que alguém pode passar e ver o tamanho da ferramenta dele. E pelo visto, a tática funcionou e você gostou do show.

Nina arregalou os olhos, mas não conseguiu desviar o olhar. Babi piscou para ela, baixando ainda mais a voz.

— O bicho é um cavalo, né? Arromba a gente num nível absurdo.

A ruiva engoliu em seco, a respiração ainda descompassada pela imagem que se recusava a sair da sua mente.

— Ele... ele é o seu namorado? — Nina perguntou num sussurro, tentando entender como funcionava a vida daquela garota selvagem.

Babi jogou a cabeça para trás e soltou uma gargalhada genuína, chamando a atenção de alguns alunos nas fileiras da frente.

— O Betão? Deus me livre, Nina! — ela respondeu, ainda rindo. — Beto não namora com ninguém, não. E eu que não queria aquele ogro pra mim. Ele é só um bom pau. Um brinquedo ótimo pro intervalo das aulas.

Ouvir aquilo com todas as letras fez a intimidade de Nina latejar. O tabu tinha sido quebrado com uma facilidade assustadora. Babi não a julgou; ela a incluiu no segredo instantaneamente e tratou o homem mais intimidador que Nina já vira como um mero objeto de prazer.

Quando a aula acabou, Babi puxou Nina pelo braço.

— Vem conhecer a minha galera. O pessoal da Nutrição é muito chato.

Elas caminharam até uma mesa de cimento no pátio dos fundos. O grupo de Babi era caótico, falava palavrões e ria alto. Nina sentou-se, encolhida, mas secretamente fascinada com a liberdade da nova amiga.

Dez minutos depois, a voz grave cortou o ar.

— E aí, cambada!

O cara gigantesco do banheiro aproximou-se da mesa. Ele usava a mesma regata, agora encharcada de suor grudada nos ombros absurdamente largos. As veias saltavam nos braços grossos.

— Chegou o ogro — Babi revirou os olhos. — Nina, esse é o Alberto. O Betão.

Betão apoiou as mãos na mesa, inclinando-se perto de Nina. O cheiro de testosterona a atingiu em cheio. Ele não fazia a menor ideia de que ela sabia exatamente o que ele escondia dentro da calça de moletom. Ele analisou o rosto salpicado de sardas e desceu os olhos rapidamente para os seios dela, antes de abrir um sorriso largo e cafajeste.

— De onde você tirou essa ruivinha com cara de santa, Babi? — a voz dele era grave, carregada de uma malícia divertida. Ele piscou para Nina.

— Se controla Beto. Ela é caloura de nutrição.

— Sabe, ruivinha, já que você é da Nutrição e eu da Educação Física, a gente bem que podia fazer uma parceria. Você cuida da minha dieta, e eu te ensino umas posições novas... pra queimar caloria, claro. Te garanto que no meu treino você vai suar bastante.

Nina sentiu o rosto ferver. A cantada barata e cheia de duplo sentido bateu direto no seu desejo reprimido, lembrando-a imediatamente do fôlego dele na cabine do banheiro. Ela tentou segurar um sorriso nervoso e apenas abaixou os olhos, o coração martelando, enquanto Babi soltava uma risada ao lado dela.

Betão sorriu, satisfeito com o efeito que causou. Ele bateu de leve com a mão pesada na mesa de pedra, chamando a atenção do grupo inteiro.

— Seguinte, quem vai colar na calourada sexta-feira? — ele perguntou em voz alta.

A roda de amigos vibrou na mesma hora. Os garotos levantaram os copos de plástico, assobiando e gritando palavrões de empolgação.

Babi virou-se para Nina, os olhos escuros brilhando de pura malícia.

— É a primeira e a melhor festa do semestre, ruivinha — a veterana explicou, a voz aveludada cheia de promessas. — Uma república gigantesca, bebida liberada a noite toda e a galera sem regra nenhuma. Você tem que ir com a gente.

— Legal! Vou falar com meu namorado. — Nina falou animada.

Betão riu. — Bem, se quiser ir sem ele aposto que vai se divertir mais.

Nina riu e se despediu de seu novo grupo. Artur lhe esperava na porta da faculdade.

Ele levou Nina até em casa. Um flat moderno e luxuoso no bairro nobre da cidade. Até o final da graduação Nina dividia com a irmã. Quando terminou o colégio a irmã voltou para o interior deixando Nina livre em seu refúgio.

Artur subiu com Nina. Depois do jantar, acabaram na cama.

O quarto estava à meia-luz. Artur movia-se sobre Nina com a delicadeza de sempre. As mãos macias e limpas dele seguravam a cintura fina dela com extremo cuidado. Ele a olhava nos olhos, sussurrando declarações enquanto a penetrava no ritmo clássico e inofensivo do "papai e mamãe".

Era simples, cuidadoso, sem fogo. Nina retribuiu os beijos e os sorrisos, aceitando o ritmo morno. Era o preço que pagava para manter o teatro de namorada perfeita.

— Eu te amo tanto, princesa... — ele ofegou, acelerando levemente antes de gozar dentro do preservativo e desabar ao lado dela.

Ele retirou a proteção, jogou no lixo ao lado da cama e voltou a se deitar, puxando-a para um abraço carinhoso. Ficaram alguns minutos em silêncio, apenas sentindo o ar-condicionado gelar o quarto.

— Os meninos da minha turma são muito legais, amor — Artur comentou, quebrando o silêncio com um sorriso satisfeito. — A gente já até montou um grupo de estudos de programação. Acho que a faculdade vai ser tranquila. E você? O que achou do seu pessoal?

Nina apoiou o queixo no peitoral nu do namorado, os dedos desenhando círculos preguiçosos na barriga dele.

— Fiz algumas amizades... — ela começou, a voz mansa. — Tem uma veterana, a Bárbara. Ela é bem legal, me ajudou bastante hoje, mas é meio maluquinha. Conheci o grupo de amigos dela.

E tem um cara que anda com ela, um tal de Alberto. O pessoal chama de Beto.

Artur franziu a testa, mexendo nos cabelos ruivos dela. — E ele é legal também?

— Ele é um boçal metido, amor — Nina revirou os olhos, adotando o tom de garota recatada. — Um daqueles caras da Educação Física que se acham o dono do mundo, sabe? Insuportável.

Mas... amor, você não tem noção da bomba que eu descobri hoje.

Artur ajeitou-se na cama, a curiosidade despertando na mesma hora.

— O que foi?

— Eu fui usar o banheiro feminino do corredor dos fundos no intervalo — Nina baixou o tom de voz, adotando um ar de fofoca escandalizada. — O lugar estava vazio. Mas a porta da cabine de deficientes estava encostada. Amor... a Bárbara estava lá dentro, transando com esse tal de Beto. No meio da manhã.

Os olhos de Artur se arregalaram. O tom dele era de puro julgamento moral, mas a respiração dele ficou subitamente mais curta.

— Na faculdade? Que absurdo, princesa... Como assim? E você viu?

— Vi sem querer, pela fresta da porta — Nina sussurrou. — Eles pareciam dois animais, amor... A calça dela estava abaixada, e ele segurava as pernas dela no ar.

Nina percebeu eu o lençol que cobria o namorado mexer. A mão dela, que antes desenhava círculos na barriga dele, escorregou para baixo, por baixo do lençol, e sentiu um pau ganhando vida.

Nina piscou, surpresa. Artur raramente conseguia manter uma segunda ereção, muito menos tão rápido após ter gozado.

Ele estava excitado com a história. Muito excitado.

Percebendo a brecha, Nina encostou a orelha no peito dele, ouvindo o coração do namorado acelerar, e fechou os dedos ao redor da ereção, começando a masturbá-lo num ritmo lento e firme.

— E ela me viu! Sorriu e continuou dando pra ele.

— Bem safada sua amiga viu. — comentou Artur em tom de reprovação, mas seu pau pulou na mão de Nina. — E ele viu você também?

— Não. Ele estava de costas. — Ela pensou duas vezes se continuava falando. — Mas teve uma hora que eu consegui ver bem ele…

— Como assim? — perguntou Artur ofegante.

— Teve uma hora que ele saiu de dentro dela e virou de lado. Aí eu vi ele todo. Ele é... diferente. — Melina falou apertando suavemente o pau do namorado sentindo até onde podia ir.

— Diferente como? — perguntou, curioso.

— Ele era grande… muito grande. Não sei como aquilo cabia dentro dela. — Por um segundo Nina esqueceu do namorado e pensou em voz alta. — Acho que na caberia em mim.

Nina voltou a si quando sentiu o pau de Artur vibrar é um pré-gozo melar sua mão.

Ela retomou o relato.

— Ele batia nela com tanta força contra o azulejo que os gemidos dela ecoavam no banheiro todo. Dava pra ver o suor escorrendo nas costas dele. E ela gostava.

Artur engoliu em seco. Ele não pediu para ela parar. Pelo contrário, os quadris dele começaram a acompanhar o movimento da mão de Nina, os olhos vidrados no teto escuro do quarto.

— E... ele é tão grande, princesa? — Artur perguntou num fio de voz, a moralidade completamente atropelada pelo tesão. — Você estava de longe, pode não ter visto direito.

— Eu vi bem. Era monstruoso — Nina cravou a palavra, apertando a base do pau dele. — mais ou menos assim…

Marina esticou o máximo que pode a mão em um palmo a partir da cabeça do pau de Artur. — Acho que era maior que isso amor. E muito grosso. — Melina precisou usar as duas mãos em volta em círculo em volta do pau de Artur para simular a grossura do pau do Betão. — Mais ou menos assim…

O gemido que escapou dos lábios de Artur foi rouco e carregado de uma luxúria que Nina raramente via. Aproveitando o estado dele, ela apoiou a mão livre no colchão e fez menção de subir no colo do namorado para sentar nele, querendo aproveitar aquela ereção rígida de verdade.

Mas ela não teve tempo.

A imagem mental do gigante suado arrombando a amiga de Nina no banheiro foi demais para o cérebro superestimulado do nerd. Antes que Nina conseguisse encaixar os joelhos ao lado do quadril dele, Artur ofegou alto, cravou as unhas no lençol e gozou de forma descontrolada, sujando a palma da mão e a barriga dela com jatos quentes.

Ele desabou no travesseiro, os pulmões buscando ar como se tivesse corrido uma maratona, o rosto vermelho de pura vergonha e choque pelo que havia acabado de acontecer.

Nina olhou para a própria mão suja, escondendo um sorriso malicioso. Ela agora tinha a chave da mente dele.

Meia hora depois, com os dois já limpos, Artur vestiu a sua roupa impecável.

— Preciso ir pra casa, amor. Minha mãe mandou mensagem, e eu tenho a primeira aula amanhã bem cedo — ele deu um último selinho apressado nela na porta do flat, ainda evitando encará-la muito nos olhos pelo "deslize" na cama. — Tranca tudo, tá?

Assim que a fechadura estalou, confirmando que estava sozinha, a postura de Nina mudou. A princesa sumiu. Ela caminhou de volta para o quarto, trancou a porta por instinto e abriu a última gaveta da cômoda, puxando o seu pequeno vibrador de silicone roxo.

Ela deitou-se na cama ainda desarrumada, abriu as pernas e ligou o aparelho no máximo, encostando-o diretamente no clitóris. Ela fechou os olhos, buscando a rota de fuga de sempre.

Apesar de viver uma vida sexual morna com Artur, o corpo de Nina conhecia o fogo. A sua mente viajou anos no passado, de volta à sua cidade natal, recordando os curtos e intensos dois meses em que namorou escondido um homem mais velho. Foram semanas febris. Lembrava-se do peso dele sobre ela, de como perdeu a virgindade de forma crua, do gosto quente na boca quando o chupava até engolir sua porra, e da sensação molhada e desesperada de ser chupada por ele no banco de trás do carro.

Era sujo, agressivo e maravilhoso.

E era exatamente a essa memória que ela sempre recorria quando se tocava, tentando resgatar o que lhe foi arrancado quando seus pais descobriram o romance, castigaram-na e a obrigaram a terminar tudo.

Mas, desta vez, o transe foi interrompido.

O celular apitou na mesa de cabeceira, iluminando o quarto escuro.

Nina esticou a mão livre, sem parar o movimento constante do vibrador. A tela mostrava uma notificação do Instagram.

betao começou a seguir você.

Ela abriu a DM. Betão havia respondido a um story inofensivo que ela postara mais cedo, mostrando os cadernos novos da faculdade.

"Caderno arrumadinho igual a dona. Será que a ruivinha é tão comportada assim quando ninguém tá olhando?"

A petulância do gigante cruzando a linha do respeito invadiu o quarto dela. Nina não recuou. Movida por uma curiosidade perigosa e pelo calor que o vibrador gerava, ela aceitou a solicitação de mensagem e apertou em "seguir de volta".

O dedo dela deslizou pela tela, abrindo o perfil dele. Eram dezenas de fotos. Betão em regatas cavadas no espelho da academia. Betão suado em quadras m de areia. Os braços absurdamente grossos, as veias saltadas, o sorriso arrogante e predatório em todas as imagens.

Enquanto olhava para as fotos, a memória do seu ex-namorado do interior deu lugar a imagem brutal e nítida da tora grossa e depilada do Betão. Ela fechou os olhos, imaginando aquelas mãos pesadas e suadas das fotos apertando as suas coxas, imaginando aquele pau monstruoso do banheiro rasgando-a contra o azulejo frio.

Ela estava se colocando no lugar da Babi.

Quando ela abriu os olhos e voltou a si, a foto que estava na tela foi o gatilho perfeito.

Betão na beira da piscina. Tronco nu. Molhado. Apenas uma sunga branca desenhando perfeitamente sua rola que, mesmo mole, era facilmente o dobro do pinto duro de seu namorado.

Nina apertou o vibrador contra si com violência, arqueou as costas, cravou as unhas no lençol e gozou num espasmo longo, ruidoso e incontrolável, sem tirar os olhos da tela do celular.

O doce veneno havia acabado de entrar na sua corrente sanguínea.

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Comentários

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Essa putinha vai fuder muito nessa faculdade.

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