A TRAIÇÃO QUE REVELOU TUDO. (3º PARTE)

Um conto erótico de Antonio
Categoria: Heterossexual
Contém 3677 palavras
Data: 18/03/2026 09:01:28

Apesar de saber que esse dia chegaria, não imaginava que estava próximo, muito menos que seria meu presente de aniversário de meus filhos. Minha alegria foi triplicada, comprimentos de todos, a festa não poderia ter ficado melhor.

Após chegarmos em casa do aniversário das crianças, eu e Juliana acabamos fazendo nossa própria festinha em nosso quarto assim que as crianças pegaram no sono. Vale lembrar que após o nascimento dos gêmeos, passado período necessário, voltamos a ter nossos momentos de sexo, claro com menor intensidade pois Juliana estava sempre atarefada com as crianças, ficando assim muito cansada, mas ela sempre estava disposta para nossos momentos, praticamente sempre partia para cima de mim tomando a iniciativa, algo que sempre gostei, para sacia-la, e porque eu iria recusar seus convites, não tinha porquê.

Na segunda chegando na empresa, meu pai me esperava na minha sala, a sala que eu usava a tempos, só achei estranho ele estar lá dentro com a porta aberta e minha secretaria não estar. Entrando ele me surpreendeu fazendo uma pergunta simples.

- O que você está fazendo aqui?

- Ora pai, esta é minha sala, lembra, eu trabalho aqui.

Ele me olhou sério.

- Era sua sala!! Me olhou rindo agora.

- Mas...., antes que eu terminasse minha frase, ele me interrompeu.

- Mas nada, essa sala vai ser reformada, a sua agora é outra, e já está devidamente pronta para você.

Foi então que a ficha caiu, vinham reformando a sala dele, mas não havia me dito por qual motivo.

- Quer dizer que vou ficar na sua sala de agora em diante?

- Claro você agora será nosso diretor presidente, então nada mais justo que ter uma sala de acordo com seu cargo. Sua secretária já está no novo posto dela te aguardando, inclusive ela já está a par de tudo.

Ele se levantou e me conduziu até minha nova sala. Antes de entrar cumprimentei minha secretária e fomos entrando. Para minha surpresa ela estava com um visual totalmente moderno, nada das coisas antiquadas que decoravam a sala quando era dele. A sala dele seria ao lado da minha, ele manteve nela tudo que antes ficava na minha, mas teve que se desfazer de algumas coisas, pois agora a nova sala dele era menor, e segundo ele, um conselheiro não precisava de uma sala grande. Manteve sua secretaria também, pois ela o acompanhava havia muitos anos.

Já dentro de minha sala, assumi meu local de trabalho e comecei chamando minha secretária para me passar recados, fazermos os despachos, etc. O dia foi produtivo, tive muitos afazeres e num pequeno instante que tive para avaliar tudo, pensei em tudo que tinha feito, aprendido e passado até aquele momento, e foi recompensador, todo esforço que tive, não por cobiça ou ambição, mas para assumir lugar de meu pai e fazer o meu melhor, para que ele pudesse a partir de agora ser uma pessoa mais livre para viver a vida com minha mãe. A vantagem que eles não eram tão velhos, estavam muito bem, pois sempre se cuidaram dentro do possível, tendo uns bons anos pela frente para fazerem tudo que quisessem.

Tudo parecia ter se ajeitado da melhor forma que poderia querer. Na empresa tinha minhas tarefas, reuniões, meu pai para me aconselhar, e fazer o que era melhor para empresa, e faze-la crescer. Em casa, minha esposa e filhos, me esperando para termos um jantar em família e poder curtir o crescimento deles, pois algo que defini é que jamais ficaria até tarde na empresa. Teria o horário para entrar e sair, mesmo tendo que resolver as coisas de forma mais rápida, pois minha prioridade era ser um pai sempre presente, isso era algo inegociável para mim.

Até que dias depois chegando em casa me deparo com o primo de Juliana, saindo com um sorriso no rosto, e Juliana o acompanhando seria, parecendo irritada. Então lembrei que a última vez que o vi foi justamente em nossa formatura, nas festas em casa ou alguma outra reunião na casa de algum dos parentes, ele nunca estava presente. Sempre disseram que estava fora fazendo algo, mas nunca ouvi dizer que estivesse trabalhando, nunca me foquei nessa ausência dele. O cumprimentei formalmente com um aperto de mão. Trocamos duas palavras e ele disse que tinha que ir, pois estava atrasado para alguma coisa que não dei importância.

Entrando beijei Juliana e a recepção que tive dela foi fria, nem um abraço, nem uma palavra de boas-vindas. Perguntei se estava tudo bem, ela apenas balançou a cabeça, mas não consegui saber se esse movimento era um “sim” ou “não” ou mesmo um “talvez”. Durante o jantar ela estava mais calada do que o normal, tentei puxar conversa e ela apenas me respondia com monossílabas. Perguntei ainda o que o primo dela queria, enfim ele me respondeu com mais do que uma mera palavra, disse que ele estava com saudades e que como estava na cidade, resolveu passar para vê-la e as crianças, disse que conversaram pouco pois o tempo dele estava corrido.

Naquela mesma noite na cama, ela estava sentada apoiando o corpo na cabeceira da cama, o celular em mãos digitando alguma coisa, e em seguida sendo respondida. Quando eu perguntei quem era, me respondeu que era sua mãe querendo terminar um assunto qualquer, completando que era apenas fofoca. Mesmo durante o sexo naquela noite ela me parecia não estar ali comigo, não sei explicar exatamente, mas com certeza não era a mesma mulher que tempos atrás esgotava todas as minhas energias, tamanha sua fome sexual.

Nos dias seguintes o comportamento dela não mudou, apenas diminui um pouco, mas percebia que algo à estava incomodando, mas não sabia como ajuda-la, pois não se abria, apesar da minha insistência em perguntar se estava tudo bem, e se eu podia ajudar, disse ainda que as vezes um problema compartilhado, o interlocutor pode ver uma alternativa que não se tenha visto antes, mas ela ainda assim não quis dizer. A resposta era sempre que estava tudo bem.

No jantar, por várias vezes eu tentava puxar assuntos para saber como tinha sido o dia dela, sobre as crianças, se tinham aprontado algo, e ela me parecia distraída, apenas o corpo presente, e a mente em algum lugar que eu sequer imaginava, sem contar a irritação, que passou a fazer parte do dia a dia, sem nenhum motivo aparente.

Uma manhã quando acordei ela já não estava na cama, tomei meu banho me vesti e quando cheguei na cozinha ela já estava preparando o café, me disse que iria sair a tarde para fazer alguma coisa que voltaria logo. Perguntei de forma casual onde ela ia, e a resposta foi que tinha algumas coisas para fazer e que sua mãe iria ficar com as crianças e a baba, até ela retornar. Como não estava com vontade de dirigi me disse que eu não me preocupasse que iria usar um carro de aplicativo, coisa comum que ela já fazia com frequência.

Neste dia, acabei tendo que ficar até mais tarde, pois tinha um assunto urgente para resolver, então enviei uma mensagem para ela dizendo que chegaria mais tarde. Ela visualizou, mas não respondeu. Não achei estranho pois podia facilmente está ocupada com as crianças.

Quando cheguei por volta das 21:30, não a encontrei na sala, olhei as crianças que já dormiam em seu quarto, então segui então para nosso. Presumi que ela estava no banho, pois ouvi o barulho do chuveiro, quando entrei no banheiro a chamei perguntando se estava tudo bem e acabei a assustando, tanto que ela estava de costas e se virou rápido ficando de frene a mim tentando cobrir o corpo, mas consegui ver de relance umas marcas roxas em seu quadril. Me disse que estava acabando e que já sairia.

Depois do meu banho, fui para a cozinha para comer alguma coisa, então a encontrei sentada, olhando perdida para a parede. Quando notou minha presença me perguntou se queira que ela preparasse algo para comer, respondi que não que faria um lanche mesmo, algo rápido pois queria um descanso. Mesmo sabendo qual seria a resposta pergunte, despretensiosamente.

- O que está acontecendo com você? Parece perdida em seus pensamentos, ela me olhou por um momento como se tentasse escolher as palavras, mas nada disse.

- Juliana, você está estranha ultimamente, posso saber o que está acontecendo?

Ela apenas me encarava. Então percebi algo em seus olhos, mas logo ela já passou as costas das mãos, retirando o que quer que fosse, mas minha impressão é que uma lagrima rolaria rosto abaixo se ela não a impedisse com sua mão.

- Há dias você anda estranha, desde o dia que seu primo esteve aqui, aconteceu algo?

Ela continuava em silencio sem demonstrar qualquer expressão, parecia que seu corpo estava ali, mas sua alma não.

Me aproximei dela, puxando uma cadeira para sentar ao seu lado, a envolvi com meus braços, aproximando meu rosto dela. Perguntei novamente, agora de uma forma que minha voz saiu mais baixa, para que ela entendesse que eu estava ali, que ela podia se abrir, dizer o que a estava deixando daquela forma, mas mais uma vez não tive sucesso, ela parecia não querer se abrir.

Naquela noite até fizemos amor, algo calmo, tranquilo, com muita troca de carinho entre nós, pois ela me procurou. Por varia vezes ela interrompia nossos beijos e dizia me amar, que eu tinha sido a melhor coisa que aconteceu em sua vida, mas pediu que fizemos amor no escuro, assim caso dormíssemos, não precisaríamos levantar e apagar as luzes.

No dia seguinte, já na empresa, liguei para sua mãe para saber se ela sabia de algo, se sabia se algo havia acontecido desde que seu primo esteve em nossa casa, mas não tive sucesso, embora sua mãe também a achasse muito estranha. Mas algo me chamou a atenção, pois assim que toque no assunto da visita do primo, minha sogra do nada ficou muda por alguns instantes, mas depois nem comentou sobre isso, me deixando ainda mais pensativo.

Alguma coisa estava acontecendo, existia alguma coisa que tinha deixado Juliana daquele jeito, e eu tinha certeza que era algo a ver com a presença do primo dela. Algo tinha acontecido desde a que ele apareceu em nossa casa.

Depois da conversa que tive com a mãe dela, resolvi descobrir o endereço dos pais do primo dela e falar com ele. Tinha que ter uma conversa frente a frente com ele.

Mas para minha surpresa esse seu primo parecia um fantasma, não tinha residência fixa em nossa cidade, ele apenas aparecia esporadicamente, ficava um ou dois dias na casa dos pais e depois simplesmente sumia, nem seus pais sabiam algo dele. A única alternativa era tentar novamente uma conversa com Juliana e tentar descobrir e entender o que estava acontecendo. Essa forma dela agir estava acabando comigo, precisava fazer algo.

Para me deixar ainda para confuso, no final daquele mês, recebi uma mensagem de nossa baba, ela estava me mandando as horas que tinha trabalhado a mais, nos dias em que minha esposa tinha saído e voltado após o horário dela sais, foi algo que combinei diretamente com ela quando a contratamos, que qualquer hora a mais, que fosse preciso fazer, era para me enviar o dia e as horas que fizera a mais, que eu acertaria com ela na data do pagamento.

Eram quatro dias ao todo, e coincidência ou não foram justamente os dias que eu tinha avisado que chegaria mais tarde por conta de reuniões ou algum problema que tinha que resolver após o horário normal.

Fiz as contas mentalmente e todos eles bateram com ela chegando em casa meia hora antes da minha chegada, o que era mais estranho ainda, pois parecia que sabia exatamente o horário que eu saia e o tempo exato da minha chegada em casa.

Mas após várias tentativas de saber o que aconteceu, acabei me dando por vencido. Chegando em casa após tomar meu banho e comer algo, peguei algumas coisas em nosso quarto e me dirigi para o quarto de hospedes. Não briguei, não discuti, não era minha forma de agir, sempre fui uma pessoa que gostava de resolver as coisas através de uma conversa, então daria o tempo que ela precisasse para me procurar e quisesse se abrir, até lá ela sabia que eu estaria em outro quarto.

Ela me pediu para não sair, mas fui muito claro com ela, enquanto ela não se abrisse comigo, eu não voltaria a dormir com ela, e que aquilo só chegou até aquele ponto por causa dela. Estava nas mãos dela, me ter novamente de todas as formas ou não.

Juliana, apesar de tudo não disse nada, até percebi ela tentar dizer algo abrindo a boca, mas foi como se algo a impedisse e nada disse, apenas deixou uma lagrima escorrer pelo seu rosto.

Posso até parecer duro na minha forma de agir, não foi uma atitude que quisesse tomar, mas era necessária, apesar de também de sentir o coração apertar, mas a mente neste momento estava se sobrepondo aos sentimentos, por mais fortes que fossem em relação a ela.

Assim passamos a ter uma vida como duas pessoas que não eram felizes e viviam apenas sobre o mesmo teto. Com isso passei a chegar mais tarde em casa. No início ficava até mais tarde no trabalho, depois comecei a ir para algum lugar, beber, não estava à procura de nenhuma aventura, só queria ficar fora de casa, algo que até as crianças, apesar de serem pequenas perceberam e sentiram com minha ausência.

Pode até parecer que eu estava entregando os pontos, mas se tem algo muito sério que aprendi com meu pai sendo empresário, era saber tudo sobre seus clientes e seus concorrentes, e justamente era isso que já estava fazendo. Tinha conversado com uma pessoa que já fizera muitos serviços para meu pai, e desde que assumi a empresa, já havia feito alguns para mim. Mas nunca imaginei que precisaria usar seus serviços para descobrir coisas sobre a pessoa mais importante em minha vida, depois de meus pais.

Enquanto não tinha nenhuma resposta essa pessoa sobre o que eu pedira, minha vida caminhava a paços lentos, trabalho, algum local a noite para beber algo com algum amigo, até que um dia durante o trabalho meu celular vibra, vi que era uma mensagem de um numero desconhecido, resolvi ler a mensagem.

- Olá Antônio!

Fiquei entre ignorar e responder, mas só tinha um jeito de saber quem era e o que queria, e mais importante como tinha conseguido meu número. Então resolvi responder e entrar no jogo.

- Quem é?

- Alguém que quer te conhecer mais profundamente.

- E esse “alguém” tem um nome?

- Sim, tenho, mas tudo a seu tempo.

Aprendi com meu pai a forma de me impor com alguns fornecedores, e acho que ali seria uma oportunidade de fazer essa pessoa jogar dentro das minhas regras.

- Então acho que vamos ter que encerrar por aqui esta conversa.

- Não precisa ser assim.

- Se não me disser seu nome, e o que quer, é assim que vai ser, você decide, afinal você está em vantagem, por saber meu nome, e também deve saber mais coisas sobre mim. Uma forma de diminuir essa sua vantagem é pelo menos me dizer seu nome e o que quer.

Alguns minutos se passaram e nada da resposta, quando percebo que ela estava digitando.

- Você é muito decidido, muito duro, não precisa ser assim.

- Sim, como disse antes, você sabre coisas sobre mim, enquanto não sei nada, ainda, sobre você, então nada mais justo que começar me dizendo seu nome, só para começar, afinal, acredito que seja parte do jogo.

Mais alguns minutos, e por fim mais uma mensagem, agora com um nome.

- Helena.

- Helena!!!, viu não foi tão difícil, se for realmente seu nome? Mas já temos um começo, agora podemos começar da forma certa.

- Forma certa?

- Sim. Olá Helena, meu nome é Antônio, prazer em te conhecer.

- O Prazer é todo meu, Antônio.

Dali em diante, foram mais algumas trocas de mensagens, coisas banais. Não me alonguei muito pois tinha minhas prioridades na empresa, então sem ser grosso encerrei a conversa e me concentrei nos meus afazeres.

Nos dias seguintes, praticamente todos, Helena me mandava mensagem e conversamos, nada direto, somente curiosidades da parte dela, e algumas coisas que sabia sobre mim, então suas perguntas me fizeram saber tudo que ela sabia sobre mim, mas no meu caso, por mais que tentasse ela sempre desconversava, nem mesmo me disse como ela era, nem mesmo uma foto sua ela me enviou depois que pedi. Da minha parte, algumas coisas eu também omitia, não via necessidade de me expor para uma estranha.

Eu seguia jogando o jogo dela, até que um dia ela quis saber se eu não tinha curiosidade de conversar com ela através de uma ligação. Minha resposta foi que estava esperando isso partir dela, afinal, foi ela quem me procurou primeiro, mas o que ela não sabia era que eu estava sim, curioso por saber como ela era e até onde esse joguinho iria dar.

Até que partindo dela recebi sua ligação, e como já suspeitava, ela tinha uma voz sexy, ou pelo menos tentava passar essa impressão. Conversamos por algum tempo, mas o assunto continuava o mesmo que trocávamos por mensagem.

Quase um mês se passou desde que ela me mandou a primeira mensagem, e então me propôs encontra-la em algum lugar. Nem foi preciso que eu escolhesse o lugar, ela já tinha tudo arranjado, local, horário e até o tempo que eu levaria do trabalho até lá.

Percebi que ela tinha muito mais informação sobre mim do que eu supunha, mas ela não perdia por esperar, pois em breve eu também saberia muito mais do que ela imaginava, era só uma questão de tempo, e tempo era o que eu tinha de sobra.

Tudo combinado, no dia e hora marcado, me encaminhei até o local, era um restaurante em um bairro não muito distante de minha empresa.

Cheguei e entrando disse ao metre que tinha uma mesa reservada para dois, fui encaminhado para a mesa, que ficava num canto onde se podia ver todo o local. Pedi uma água para aguardar a chegada de Helena. Como não a conhecia ainda, pois não tinha visto nenhuma foto ou mesmo alguma descrição dela, minha única forma de presumir que ela tinha chegado era por provavelmente chegar sozinha e não acompanhada.

Quinze minutos depois, vejo uma garota de uns 27 a 30 anos entrando, morena de cabelos encaracolados caídos abaixo dos ombros, trajando um vestido preto até o meio das coxas e com um decote não muito revelador, deixando a imaginação correr solta, de salto alto, e um par de seios de médios para grandes, nos lábios um batom vermelho, brincos de argola e um, o nariz afilado, e um sorriso lindo. Ela lembrava muito uma passista de escola de samba.

O metre a acompanhou até minha mesa, em seguida puxando a cadeira para que ela sentasse. Nos apresentamos novamente, afinal só nos conhecíamos pelo aplicativo de mensagens, e perguntei se ela queria alguma coisa para beber e disse que iria a princípio me acompanhar no que eu bebia, então pedi para ela uma água, só perguntei se ela preferia com ou sem gás, o que ela confirmou preferir sem gás. Fiz o pedido ao metre e ele se afastou para informar um garçom para buscar.

A beleza daquela mulher era algo que chamava a atenção, aja visto que desde que ela entrou e andou até nossa mesa, percebi vários pescoços se virando e acompanhando o andar daquela mulher e mesmo depois de estar ali sentada à minha frente, os olhares indiscretos continuavam. Devo acrescentar que não só pela beleza do rosto, mas seu corpo até onde podia ser visto era perfeito, com suas curvas, pernas torneadas, que acredito cultivadas em alguma academia, e um jeito de se impor sem esforço algum.

Ela, então me encarou e sorrindo disse:

- Você é mais bonito e charmoso do que eu imaginava,

- Obrigado! Devo dizer o mesmo a você. No que ela também agradeceu fazendo um movimento de confirmação com a cabeça.

Nossa conversa fluiu naturalmente, a princípio nada muito revelador de ambas as partes, mas percebi que era uma pessoa que além de linda era muito inteligente. Depois que o garçom trouxe sua água e se retirou, Helena, começou a revelar que tinha um certo conhecimento sobre mim. Sabia da empresa, do meu cargo, da minha família. Ela tinha feito a lição de casa e isso me dizia que existia algo além, nas entrelinhas, não apenas de uma mulher interessada e conquistar um homem apenas pelo interesse sexual.

Depois que fizemos o pedido de nosso jantar, enquanto comíamos ela me olhava como se estivesse me estudando. Por várias vezes naquela noite, ela de forma natural quase sem querer, tocou minhas mãos, como que tentando quebrar uma barreira invisível, que tinha sido erguida.

Durante o tempo que estivemos ali conversando, não consegui descobrir muita coisa sobre ela, mas isso até não me surpreendeu, mas muito em breve eu sabia que muito me seria revelado sobre aquela mulher misteriosa sentada a minha frente.

Ao final de nosso jantar e após pagar a conta, ela me perguntou se poderíamos ir para um lugar mais reservado, esticar um pouco mais a noite, pois tinha adorado minha companhia, eu agradeci ao convite e também a elogiei pela companhia, mas disse que tinha algo para o dia seguinte e que teria que levantar cedo. Isso não era totalmente verdade, mas como queria saber mais sobre aquela pessoa e sabendo que até na semana seguinte teria tudo que precisava, o ideal seria terminar por ali aquele encontro, e ai sim, quem sabe poderia leva-la para algum lugar mais reservado e então continuar aquela conversa que ali começamos.

Continua.....

ESSE TEXTO SE TRATA DE UMA FICÇÃO, QUALQUER SEMELHANÇA COM NOMES, SITUAÇÕES OU LOCAIS É MERAMENTE COINCIDIDENCIA.

FICA PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESSE TEXTO, EM QUALQUER MEIO SEM A PREVIA AUTORIZAÇÃO DO AUTOR.

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Comentários

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Estranho a aparição dessa mulher,de onde ela saiu??? Isso deixa um molho a mais na história,que precisa dar uma engrenada,tá muito emperrada.

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E preciso criar um contesto, caso contrário perde a graça e afinal tem uma história por trás de tudo.

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Estranho esse comportamento da esposa, mas como existe traição no meio vamos aguardar o próximo capítulo. Than than than

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Armaram um grande de uma arapuca pra ele, agora quem e por que e se ele vai cair já são outros 500

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No decorrer dos proximos capitulos tudo vai fazer sentido, ele de certa forma esta usando os ensinamentos do pai para usar na vida pessoal, é como num jogo de xadrez, cada jogada ou movimento tem um motivo.

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Muito bom. Mas ele deveria ter saído de casa e dado um prazo máximo de 1 semana pra ela explicar o q está acontecendo, caso não cumprisse, pediria o divórcio. Deixaria ela sem nada, pois os bens são de seus pais e herança não comunica.

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