A Secretária Capítulo 11 - O Confronto

Da série A Secretária
Um conto erótico de Raquel
Categoria: Heterossexual
Contém 3641 palavras
Data: 18/03/2026 00:11:26
Última revisão: 18/03/2026 01:57:17

Começamos a ginga no asfalto, ele de social a camisa com os botões abertos para ter mobilidade eu de moletom e camiseta, ambos com os pés apenas com meias no chão, rapidamente vem a primeira tentativa, meu pé sobe girando o calcanhar mirando seu rosto, ele dobra o corpo para trás e faz o mesmo eu dobro o corpo para trás, os pés passam próximos sem acertar, continuamos girando e levantando a perna, uma, duas, três quatro vezes as pernas se cruzando no ar.

Ambos mudamos de estratégia ao mesmo tempo o martelo baixo mirando as pernas um do outro, nossas canelas dessa vez se encontram no ar, sinto a dor aguda, mas engulo, acho que ele também sentiu, mas eu fui mais lenta, com o pé sem força, quando volta para o chão, uma distração e ele libera a benção a sola do seu pé me atinge nos gêmeos, me arrancando um grito e me jogando no chão de costas, abri os braços amorteço e evitei bater a cabeça, mas dói assim mesmo.

Ele tenta se aproximar condescendente eu impulsionou meu corpo para trás depois para a frente, minhas pernas se encaixam na dele, giro o corpo na tesoura, fazendo ele ir de boca no chão, o que ele impede ao colocar as mãos na frente, batendo a palma da mão no chão, mas dessa vez eu já esperava, já tinha dobrado o joelho a sola do meu pé atinge sua boca, que sangra na hora, ele se levanta e eu me levanto, rápidos, mas ele está furioso pelo seu olhar.

Os corpos machucados despertam nosso cérebro para a seriedade dessa dança, passamos um tempo gingando um de frente para o outro tentando mudar de posição, levando mais a sério o que o outro está disposto, arrisco um martelo girando no ar, só para ele sair para o lado girando, antes de tentar a tesoura em mim, que eu saio dando uma estrelinha para o outro lado.

Ele ameaça se afastar e volta com um martelo em cheio, seu peito do pé se encaixa na minha coxa uma fisgada, que eu percebo até perder a força da perna, dando um grito de dor, que me faz baixar a mão e apoiar de leve, ele aproveita para tentar uma queixada direito com o calcanhar no meu rosto, que eu saio da frente com uma cambalhota para o trás, mesmo com a perna dolorida.

Mas percebo que estou mancando, não vou conseguir manter isso por muito tempo, aproveito o sangue quente, e sua condescendência por me ver machucada, para fingir que ia em um martelo duplo, quando ele girou para o lado eu jogo meu corpo no ar em um parafuso certeiro o peito do meu pé atinge seu rosto e em seguida o calcanhar do outro pé atinge sua nuca, ele se tonteia, eu caio no chão e antes de me levantar já me jogo na direção dele com a tesoura dessa vez ele cai com tudo.

Percebendo que ele ficou lento com a combinação eu resolvo encerrar a luta um passo rápido na direção dele caído ele tenta rolar para longe, mas eu sou mais rápida, meu joelho atinge meu próprio ombro quando levanto a perna com força e baixo ela com mais força ainda atingindo sua cara, sentindo sua cabeça quicar entre o asfalto e a sola do meu pé.

Eu estava literalmente cega pela dor, adrenalina, ódio, quando sinto um braço forte me segurar pela barriga e puxar a garota de 1,58 de cima do Cleiton, gritando comigo, “SABRINA PARA! VOCÊ VAI MATAR ELE!!!”, eu olho para o Cleiton sendo ajudado pelos seus pais a se levantar, muito sangue no rosto, do nariz, boca, e sangue nos cabelos da pancada no asfalto, olho quem me segura é o Bruno, o outro amigo de adolescência.

Bruno me segura percebendo que já me acalmei, relaxo a postura, tremendo inteira,ainda um pouco em choque, ele me leva para a casa dos meus pais, estou mancando, bastante, os gêmeos doem, apoiada no Bruno quando chego na casa dos meus pais, ambos vêm correndo para mim, me abraçando e me ajudando a entrar em casa junto com o Bruno.

Após alguns minutos eu estava um pouco ok, um analgésico, um emplastro de salompas na coxa e muita água com açúcar, todos esperavam, com olhares ansiosos, esperando para saber porquê fiz algo assim? Porque quase matei uma pessoa?, bom eu não tinha como esconder, nada, então falei tudo, inclusive, sobre como a conversa com o Cleiton me deu certeza de coisas ainda piores, como por exemplo, tinha mais gente que iria abusar do meu corpo.

Sobre a discussão com o Marcos, “a pressa de ser o primeiro”, foi como ele tinha colocado no dia, eu vejo a reação de todos a minha volta, mudar de perplexidade pelo que eu fiz, para uma raiva de querer fazer o mesmo, meu pai passou as mãos nos cabelos alisando eles para trás, uma ação, que não vejo ele fazer desde quando eu era dolescente e geralmente precedia uma surra.

“Eu vou…”, meu pai já começa fazendo menção de sair, “Pai não!”, eu falo e todos olham para mim, “Mas Raquel…”, quem tenta é o Bruno, eu faço que não com a cabeça, “Ele nem conseguiu e eu mandei ele para o Hospital, isso não precisa ser pior do que já fiz.”, todos concordam e sentam na sala, ocupando todos os sofás, eu estou na poltrona do papai tentando conter a vontade de chorar e a dor.

Bruno se aproximou de mim e segurou minha mão, aparentemente escolhendo as palavras para não me contrariar, “Deixa a gente ao menos avisar seu namorado? Ele merece estar aqui com você.”, “Mas ele têm uma reunião importante hoje.”, eu falo, querendo chorar e segurando o choro, ele continua antes que meus pais digam algo, “O que você acha que ele ia preferir?”, eu faço que sim com a cabeça e começo a chorar, meus pai vai ligar para o Alê e minha mãe resolve que é melhor eu ir para um banho.

A campanhia toca, escuto vozes conversando do lado de fora da casa, estava terminando um banho, coloquei uma camiseta e um short jeans tênis, que o Bruno tinha ido buscar na rua para mim, quando chego na sala a mãe do Cleiton está sentada com a minha, Dna Rosa e minha mãe sempre foram amigas, ela me olha com a cara mais triste do mundo, eu respiro fundo não consigo olhar para a mãe dele depois de ter mandado o filho dela para o hospital.

Ela fala comigo com lágrimas nos olhos, “Desculpa Raquel, devo ter feito algo errado na criação dele, não criei ele para ser assim minha criança, você acredita em mim?”, ver a mulher que literalmente ajudou minha mãe a trocar minhas fraldas desse jeito me partiu o coração, “Não fica assim Rosa, foram escolhas dele, as consequências também são dele, não é nada que você fez.”, ela chora e se aproxima de mim.

“Raquel os meninos vão matar ele…”, é a lei da quebrada, ele tentou me estuprar, era exatamente o que iria acontecer, mas por ela… Eu seguro a mão dela entre as minhas, “Não vão Rosa, eu converso com o Bina, eu garanto que não vão, mas não quero ver ele nunca mais na minha frente e meus pais também não.”, ela concorda comigo, “não se preocupe vou falar para ele não vir mais aqui.”, “Obrigada tia Rosa.”, eu sorrio para ela, e a chamo de tia, para que saiba que ao contrário do filho sempre será bem vinda.

Ela chora ainda mais, mas minha mãe ampara ela e leva ela para a cozinha, eu olho para o Bruno que ainda estava na sala e chamo ele para falar com o Bina.

… … … … … … … … …

“Porra ruivinha aí você desmoraliza a firma cacete!”, Bina nunca teve jeito para falar comigo, além de me secar como se eu fosse um troféu… “Bina. A gente têm história, eu e o Cleiton temos história, a mãe dele é amiga da minha mãe…”, “Por isso mesmo caralho, nego filho da puta do inferno, não merece a mãe que têm.”, “Porra Bina eu sei, mas acabei de mandar o cara para o hospital e ele nem conseguiu fazer nada, só tentou.”, o Bina olha para mim, respira fundo, coça a cabeça.

Ele aponta o dedo para mim, eu estremeço imaginando qual vai ser a sentença do chefe da área… “Por ser você que é o orgulho da comunidade quem está pedindo, ele vive.”, eu respiro aliviada, “Mas olha. Eu vou mandar dar uma dura nele e se ele te olhar torto para você ou seus pais, ou tentar isso com qualquer outra mina, é caixão e vela preta sem pena, vou mandar cancelar o cpf mesmo.”, eu faço que sim com a cabeça aceitando que a comunidade têm suas regras.

“Obrigada Bina.”, ele coloca a mão na testa pensativo, olha para mim, da uma puta de uma encarada na verdade, “De nada Ruiva, vida que segue.”, sorri contente, que ele me entendeu,vale a pena aqui uma questão… Quando o Bina era moleque, ele trabalhou muito com o meu pai de ajudante de pedreiro por uns trocados, sempre foi tratado de forma justa e como um irmão mais velho para mim.

Isso antes de se envolver com o crime, mas mesmo depois, ele nunca esqueceu nossa família, então eu sempre tive uma certa proteção na comunidade, tanto que tive liberdade de aprender capoeira e fazer uma faculdade pública contando que ninguém ia mexer comigo chegando tarde em casa.

… … … … … … … … …

Quando volto para casa, o Alê está lá, ele me vê entrando mancando, do lado do Bruno apoiada e vem correndo na minha direção, “Amor… Como? Porquê?”, eu sorrio, “Você precisa ver como ele ficou.”, o Bruno deu risada, meu pai também, Alê só me abraçou o mais apertado que pode e me levou para o sofá, “Eu não deveria ter deixado você vir sozinha.”, “Não? Pelo contrário, Alê. Isso começou comigo sozinha e terminou comigo sozinha, mas ele confirmou que recebeu dinheiro da Camila.”, ele parece muito ferido com isso.

Os outros saíram para deixar a gente conversar, eu expliquei a discussão com o Cleiton, aí segurei o rosto dele para olhar nos meus olhos, “Ele não conseguiu tirar minha roupa… Eu nunca fui de ninguém depois de você.”, eu falo isso com as lágrimas já escorrendo dos meu olhos, ele me beija a boca com força, me abraçando, “Raquel eu nunca me importei com isso, você é uma vítima, mesmo se tivesse acontecido não seria culpa sua.”...

Eu choro nos braços dele até adormecer… Acordo no meu quarto na casa dos meus pais, na minha cama onde dormi a adolescência inteira, é uma cama de solteiro, mas maior, um pouco maior que a de solteiro comum, estou só de camiseta e calcinha, debaixo das cobertas, eu me levanto, acho meu short, minha coxa dói, ainda estou mancando e um roxo está se formando.

Os gêmeos também doem assim como a canela, saio mancando me apoiando pelas paredes, escuto conversas na sala e vou até lá, Alê e meus pais estão conversando, todos tomando cerveja uma música calma tocando, eu ainda escuto meu pai e meu namorado falando antes de entrar na sala, “Poxa Alê, você deixou ela indefesa e eu falei para cuidar dela.”, “Perdão Sr. Alberto, mas eu prometo que nunca mais vai acontecer.”.

Meu pai ia dizer mais alguma coisa, mas aí me viram chegando, todos vieram me abraçar e mimar, o que me fez sorrir me achando o máximo… kkkk… Eu me viro para meus pais, “Eu preciso ir gente, tenho que trabalhar amanhã.”, “Não senhora.”, quem diz é o Alê eu olho para ele confusa, “Mas Amor.”, “Você está machucada, vai ficar em casa.”, “Alê a empresa precisa de mim!”, ele responde sem precisar pensar, “E seu namorado precisa de você bem!”, eu olho para ele e fico vermelha, baixo os olhos.

Ele olha para mim, “Eu vou dar uns telefonemas, falar com o meu pai, explicar a situação para ele e ver qual caminho tomaremos, não quero ir para a empresa sem você, não quero que você vá machucada. Você entende?”, faço que sim com a cabeça, entendendo que se ele vai falar com o Jiang Cheng é para colocar um ponto final nessa história toda e talvez, seja melhor que isso aconteça, mesmo que eu tenha mais trabalho semana que vêm.

“Você sabe que vou ter que fazer um montão de horas extras por isso né?”, ele sorri olhando nos meus olhos, “Sim e eu sei que isso significa que vou ter que te dar um monte de carinho no fim de semana, ou encarar uma greve.”, meu pai dá uma gargalhada, “APRENDEU COM A MÃE?”, minha mãe dá uma encarada nele que faz ele engolir em seco e aí somos nós duas que rimos.

Enquanto está esse clima descontraído, eu sinto a mão do alê, segurando meu dedo.. 1, 2, 3… E correspondo.

Fiquei na casa dos meus pais inclusive no fim de semana, meu pai me informou que o Cleiton voltou para casa só no sábado dois dias depois da surra e que ainda estava ferido, mesmo assim, ele deixou claro que ele o Bina e o Bruno deram uma dura nele e um aviso do que aconteceria se ele fosse pego fazendo algo parecido de novo, além de terem mandado ele ficar longe de mim para sempre.

Alê veio ficar comigo no fim de semana, ficamos juntos, conversamos com meus pais, comemos comidinha da mamãe e dormimos juntos abraçadinhos na cama de solteiro, sem fazer nada, afinal, respeitamos a casa dos meus pais, mas dormi nua mesmo assim, algo que sempre tive o costume, desde que ganhei a privacidade de ter um quarto que a porta tinha chave.

… … … … … … … … …

Segunda feira eu estava me preparando para ir para a empresa, quando recebi uma mensagem do Alê me pedindo para encontrar ele e o Alam em uma clínica particular, eu senti minha barriga gelada, mas também fiquei feliz, fecharíamos de vez essa página aberta, então me preparei para o que viria o Alê mandou um carro com motorista me buscar, algo que ele havia prometido.

Encontrei os três, Alam, Alê e Beta na porta de um hospital particular, sorri ao ver os três, abracei e dei beijinhos no rosto do meu cunhado e cunhada, e dei um beijo no Alê, foi quando Beta segurou minha mão chamando minha atenção, “Está pronta?”, eu faço que sim com a cabeça, “Eles provavelmente vão fazer perguntas, só para garantir, já que você foi trazida por terceiros, mas não se intimida, está tudo bem e eu estou com você.”, eu sorri e começamos a entrar.

Na hora que estávamos entrando eu percebi que Alê e Alam ficaram para trás, estavam conversando e pareciam tensos, a Beta percebe meu olhar, “O que aconteceu?”, eu pergunto e já ia ir na direção deles, quando ela me segurou, “Se acalma garota, você está machucada, deixa os meninos resolverem o que é a parte deles.”, eu olhei para ela um pouco sem entender, mas entendi que era melhor, então acompanhei ela.

“Você sabe o que eles estão conversando?”, eu pergunto curiosa, entendendo que ela sabe, deixei assunto de homens para trás, mas não queria ficar no escuro, ela faz que sim com a cabeça, “As investigações que o Alam estava fazendo através de detetives, ficaram prontas.”, eu olho para ela, sinto meu corpo estremecer de leve, “Laura.”, sussurro o nome da mãe deles, “Exato.”, agora entendi, porque precisava ser conversado entre os dois irmãos.

Eu estava muito nervosa na retirada dos documentos, porque minha cabeça estava na conversa dos meninos, mesmo assim respondi todas as perguntas, se eu conhecia as pessoas que me trouxeram, onde eu estava, se eu tenho uma ideia de como fui drogada, se desconfio de alguém, etc… Claro que após as respostas para um relatório me entregaram os exames que confirmava que eu fui dopada na festa, agora eu tinha o documento.

Mas meu coração estava bastante pesado sobre o que fazer com ele, principalmente porque com ele, eu poderia atingir o Cleiton, mas não a Laura, ou o Marcos, ou mesmo a Camila, pessoas endinheiradas não são tão fáceis de atingir, por isso a Camila sempre debochou das minhas ameaças de polícia, mas mesmo assim, talvez, eu conseguisse um processo pessoal contra elas, ou só ameaçar isso para tirá-las do meu pé.

Após nos despedirmos da Beta e do Alam e entramos no carro, a verdade é que não precisava ser namorada para sentir a tensão do Alê, eu sabia muito bem o que foi falado pelo que a Beta me disse, a Laura, estava junto com a Camila em cada passo para tentar me destruir e pelo carro do Cleiton, não é pouco dinheiro que elas investiram no projeto.

“Sinto muito amor.”, consigo dizer enquanto ele liga o carro, ele está bem abalado, olhando para frente, me olha e sorri, um sorriso magoado, “A culpa não é sua de ser tão amável.”, eu sorrio, suas mãos deslizam pela minha coxa e ele aperta de leve, eu sorrio, “Também te amo.”, falo com palavras ao invés de corresponder não verbal, me pareceu melhor que as palavras preenchessem aquele espaço tenso do carro.

“Eu só quero acabar com eles Raquel, todos eles.”, “Tudo bem amor, eu estou bem, você está bem, nós estamos juntos, é o que importa.”, ele sorri olhando para mim, “Mas fizeram você sofrer tanto.”, eu sorrio magoada, olho para a janela, para fora, “Mas não aconteceu nada, estou tão feliz por isso, que já nem, nem me importo tanto.”, eu falo algo do coração, para ver se isso faz ele se sentir um pouco melhor, ele sorri olhando para mim e acaricia meu rosto.

“Você é de ouro sabia.”, sorrio sapeca, “Meu namorado ficou de me provar esse fim de semana, espero poder ver.”, ele sorri mais descontraído, depois voltando a ficar sombrio, “Eu não…”, ele começa e eu termino, “E eu não quero.”, ele olha para mim, abismado, “Eu sei que você não vai fazer algo contra a sua mãe, só peço que me proteja.”, eu falo de uma vez, ele sorri e faz que sim com a cabeça.

Fazer algo contra a mãe dele iria contra a sua criação chinesa, eu sabia disso, o máximo que ele poderia me dar seria cortar os laços, significa avisar a mãe dele, que na próxima ele fará e que dessa vez ele já não a considera mais mãe, isso é um jeito tradicional de fazer, as coisas, eu não cobraria do meu futuro marido, que me fez uma proposta de casamento tradicional algo diferente… Mas também não sabia o que o Alam descobriu.

Ele respirou fundo e me contou o que eu ainda não sabia… “Trezentos Mil Reais foram distribuídos para quatro pessoas abusarem de você na festa, setenta e cinco mil cada.”, eu sinto o sangue gelar nas veias, sem dúvida o carro do Cleiton veio disso, mas… Quatro, era um número que eu não esperava, apesar de já saber que haveria mais de um. “Quando o plano original falhou, elas já tinham pago, elas cobraram do Marcos e do Cleiton que fizessem você pedir demissão.”.

“Mas eu não pedi e você assumiu o cargo, então Camila resolveu pegar uma vaga para ela pessoalmente ajudar a me expulsar.”, ele fez que sim com a cabeça, “Exatamente.”, eu olho para ele, olho para o caminho, “Mas agora todo o plano delas ruiu então elas estão desarmadas.”, ele olha para mim e acaricia minha mão de leve quando foi trocar a marcha.

“Basicamente sim, mas pretendo acabar com isso amanhã, meu pai pediu uma reunião da mesa de acionistas, então eu preciso que você prepare a sala 5 para reunião com o kit multimídia para uma teleconferência com o Sr. Jiang Cheng”, eu olho para ele, “Jiang Zixuan…”, tão abismada que usei até o nome chinês dele, “Isso é muito muito difícil.”, ele sorri, “Eu confio na minha secretária.”, eu me afundo na cadeira olhei para ele, olho para o caminho.

“É bom você ter planos muito maravilhosos para esse fim de semana.”... Ele dá risada, “Eu prometo ser um excelente fim de semana minha submissa safada.”, ele fala isso e eu sinto minha postura mudar, relaxo inteira de terninho no banco do carro, mordo o lábio safada pensativa, percebendo que ele está reparando em cada gesto.

“Acho que ao invés de greve, vou fazer algo bem cruel.”, eu falo como se fosse um pequeno devaneio, “Já está pensando em como me dar motivos para te punir é?”, “Porque eu faria isso meu amor?”, eu falo no meu tom mais sem a mínima vergonha na cara ele dá risada, o clima ficando bem leve entre nós dois., quando já estávamos chegando na empresa.

“Vai ficar tudo bem minha ruivinha…”, ele estacionou e eu desci do carro quando estávamos entrando na empresa, passamos pelo Marcos que olhou para mim, com um olhar de quem sabia de algo, Cleiton já deveria ter avisado os outros, eu respirei fundo e o ignorei, esse foi meu erro…

=== === === … … … FIM … … … === === ===

É isso povo, esse é o penúltimo capítulo da saga, Raquel e Jiang Zixuan para usar o nome chinês do Alê pela primeira vez... kkkkkk... Agora sabem de tudo e têm todas as provas, no próximo capítulo encerramos nossa saga, afinal como a Raquel disse, as provas de drogas e etc, pode colocar o Cleiton atrás das grades, mas difícil vai sequer arranhar os grandes ricos da história, como Camila, Marcos e Laura...

Espero que estejam curtindo até aqui, as coisas se encaminham para um grande final e eu agradeço muito muito todos os que acompanharam essa saga.

Muito obrigada a todos vocês.

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Foto de perfil de GizGizContos: 67Seguidores: 245Seguindo: 38Mensagem Eu sou uma escritora, não escrevo profissionalmente ainda, mas me vejo como uma, já fui incentivada a publicar, mas ainda não escrevi nada que eu ache que mereça isso.

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