As semanas seguintes foram um exercício de tortura silenciosa.
Ana observava tudo de camarote, como se assistisse a um filme em que não tinha mais papel. Jonas e Maria se tornaram presença constante. Não uma presença invasiva, não algo que pudesse ser criticado – eles simplesmente se encaixaram. Como se sempre tivessem feito parte do grupo.
Maria vinha com ele para os jogos na kitnet. Trazia cerveja, petiscos, risadas. Conversava com André sobre fotografia, sobre filmes, sobre bandas que os dois descobriam ter em comum. Ajudava Ana na cozinha sem que ela pedisse, lavava a louça, perguntava como tinha sido o dia.
**Ela é perfeita. Perfeita demais. Por que ela tem que ser tão perfeita?**
E Jonas...
Jonas agia como se nada tivesse acontecido.
Não que ele fosse grosseiro. Muito pelo contrário. Ele era educado, cordial, até amigável. Perguntava como ela estava, respondia quando ela falava, ria das piadas que ela fazia. Mas era um riso distante, um olhar que não se fixava, uma presença que estava ali mas não estava.
Ele simplesmente... a ignorava.
E isso doía mais do que qualquer briga.
— O Jonas mudou, né? — André comentou numa noite, depois que os dois foram embora. — Tá mais calmo. Mais... maduro.
— É — ela respondeu, a voz o mais neutra possível. — A Maria faz bem pra ele.
— Faz mesmo. Tô feliz por ele.
**Eu também deveria estar. Por que não tô?**
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Na terça-feira, Jonas mandou mensagem no grupo.
"Vamos ver o jogo aqui em casa hoje? A Maria vai fazer uma comida."
André respondeu na hora. "Vamos sim! Tô levando cerveja."
Ana leu e demorou a responder. "Vou."
Chegaram lá no final da tarde. O apartamento de Jonas estava diferente. Mais arrumado. Tinha flores num vaso na mesa. Almofadas novas no sofá. Cheiro de comida caseira.
Maria veio recebê-los, um avental por cima da roupa, o cabelo preso de qualquer jeito, um sorriso enorme no rosto.
— Entrem, entrem! Tá quase pronto.
— Que cheiro bom! — André elogiou.
— É segredo de família — ela riu. — Mas vou contar: é a receita da minha avó.
Jonas apareceu atrás dela, passou o braço por cima do ombro de Maria, deu um beijo no cabelo dela.
Um gesto simples. Cotidiano. Natural.
Ana sentiu o estômago revirar.
— E aí, rabuda? — Jonas disse, olhando para ela. O apelido veio solto, mas o tom era diferente. Era o tom de sempre, o tom de amigo. Sem segundas intenções.
— E aí, pé de mesa — ela respondeu, forçando um sorriso. — Tá domesticado, hein?
— Tô tentando — ele riu, apertando Maria contra o corpo.
Ela riu também, um riso gostoso, solto.
— Ele é um bom aluno.
**Ela não sabe. Ela não faz ideia.**
Sentaram na sala. Maria serviu a comida – uma lasanha que parecia de restaurante. André elogiou cada garfada. Jonas olhava para Maria com um orgulho bobo no rosto.
— Tá uma delícia— ele disse.
— Muito obrigada xuxu — ela provocou.
André a olhou assustado, Ana olhava aquilo e sentia uma coisa estranha no peito. Uma mistura de raiva, ciúmes, e algo que ela não queria nomear.
— Já que vocês dois tem apelido um pro outro também vamos ter os nossos né André.
— KKKK vamos sim, nerdzinha.
— KKKK bobinho.
Depois da comida, foram para a sala jogar videogame. André e Jonas se empolgaram, como sempre. Maria sentou no chão, encostada no sofá, entre as pernas de Jonas. Ele passava a mão no cabelo dela distraidamente, enquanto jogava.
Ana sentou na ponta do sofá. Observava.
**Ela não sabe que ele já me viu pelada. Não sabe que ele já gozou na minha bunda. Não sabe que a ponta do pau dele já entrou em mim.**
O pensamento veio como um choque.
**O que eu tô fazendo? Por que eu tô pensando nisso?**
Ela tentou se concentrar no jogo. Não conseguiu.
— Ana, você tá muito quieta — Maria comentou em determinado momento. — Tudo bem?
— Tudo — ela respondeu rápido demais. — Só cansada. Semana puxada.
— Sei como é — Maria disse, com simpatia. — Se quiser deitar, tem cama ali.
— Não, tô bem.
Jonas nem olhou.
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Em casa, naquela noite, Ana não conseguiu dormir.
André dormia ao lado, a respiração calma. Ela olhava para ele e sentia amor. Amor de verdade. O companheiro de três anos. O homem com quem ela queria construir uma vida.
Mas o corpo...
O corpo não ouvia razão.
Ela lembrou do pau de Jonas. Do tamanho. Da grossura. Das veias. Das bolas pesadas. Do gosto. Do cheiro. Da sensação da ponta entrando.
**Só a ponta. Só um segundo. E eu não esqueço.**
A mão dela desceu.
Devagar, sem fazer barulho, ela começou a se tocar. Pensando nele. No pau dele. No que quase aconteceu.
Gozou em silêncio, mordendo o braço.
Depois veio a culpa.
**Eu tenho o André. Eu amo o André. Por que isso não é suficiente?**
No dia seguinte, ela tentou compensar.
André chegou do trabalho e ela o puxou para o quarto. Beijou com mais vontade, guiou as mãos dele, pediu que fosse mais rápido, mais forte.
Ele correspondeu. Ela fechou os olhos e tentou se concentrar. Tentou pensar só nele. No corpo dele. No pau dele.
Mas a imagem que vinha não era a dele.
Ela gozou. Gozou alto. André ficou feliz, achando que era por ele.
— Hoje você tava com tudo — ele disse, beijando-a.
— É... tô precisando.
Na sexta, Jonas e Maria foram ao cinema com eles. Viram um filme de comédia. Riram juntos. Depois foram comer pizza.
Em algum momento, Maria foi ao banheiro. Ficaram os três na mesa.
André e Jonas conversavam sobre o jogo do fim de semana. Ana ficou em silêncio, olhando para Jonas.
Ele sentiu o olhar. Virou-se.
— Tudo bem?
— Tudo — ela respondeu.
— Tá quieta hoje.
— Cansada.
— Se cuida.
Foi só isso. E um olhar que durou um segundo. Depois ele voltou a conversar com André.
**Se cuida. Como se eu fosse qualquer uma. Como se nada tivesse acontecido.**
Maria voltou. Sentou, apoiou a cabeça no ombro de Jonas. Ele beijou o topo da cabeça dela.
Ana desviou o olhar.
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Naquela noite, em casa, ela não conseguiu dormir de novo.
André dormia ao lado. Ela se tocou mais uma vez. Pensando em Jonas. No pau dele, nas bolas gigantes, no tanto de porra que saia daquilo. Mas também sentia falta dele, das conversas longas, das brincadeiras, de estar junto de verdade.
Gozou muito e depois chorou em silêncio.
**O que eu tô fazendo? Por que não consigo parar?**
Na segunda-feira, Ana estava no trabalho quando o celular vibrou.
Uma mensagem de Jonas.
Ela abriu rápido, o coração disparando.
"Precisava te mostrar uma coisa, to olhando pra uma foto sua daquele dia e não paro de pensar em você."
**Uma foto? O que ele quis dizer com isso? Fica agindo igual um estranho por dias e a gora vem de mensagenzinha provocante.**
Ana pensou, naquele dia.
**Ele tirou sem eu saber. Ele guardou isso.**
O sangue subiu. A fúria tomou conta.
Ela respondeu na hora, os dedos tremendo de raiva.
"VOCÊ É UM FILHO DA PUTA, SABIA?"
"Ana, calma..."
"CALMA COISA NENHUMA. Você passa semanas me ignorando, me tratando como se eu fosse um nada, arranja uma puta qualquer pra namorar, finge que sou invisível, e AGORA vem com essa de foto? O que você quer, Jonas? Me provocar? Me mostrar que tem isso guardado?"
"Ana, não é isso..."
"NÃO É O QUÊ? Você acha que eu não vi? Você acha que eu não percebi? Fingindo que nada aconteceu, fingindo que a gente não quase... QUE A GENTE NÃO QUASE FEZ TUDO. E agora isso? Essa foto? Pra quê? Pra me chantagear?"
"Deixa eu explicar..."
"NÃO QUERO EXPLICAÇÃO. Você é um safado. Um cachorro. APAGA ESSA FOTO AGORA."
"Ana, pelo amor de Deus..."
"VOCÊ NÃO TINHA DIREITO DE TIRAR ESSA FOTO. Eu não permiti. Eu tava lá, com ele, e você me filmou escondido. Isso é uma prova do que a gente fez. Uma prova."
"É uma prova de outra coisa."
"Não me vem com conversa. APAGA."
Ela jogou o celular na mesa. Tremeu de raiva.
Cinco minutos depois, pegou de novo.
"Onde você tá?"
"Em casa."
"Espera aí."
Ela saiu do trabalho sem avisar. Pegou um Uber. O coração batia tão forte que parecia querer sair do peito.
**O que eu tô fazendo? Eu vou até a casa dele. Sozinha. Depois de tudo.**
Mas não conseguiu parar.
Chegou no prédio, subiu as escadas batendo os pés com força. Não esperou ele abrir – bateu na porta com o punho fechado.
Ele abriu. Camiseta velha, bermuda, descalço. Cabelo bagunçado.
— Ana...
Ela não deixou ele terminar. Entrou empurrando, os olhos marejados de lágrimas e raiva.
— SEU FILHO DA PUTA!
Os socos começaram a voar. Contra o peito dele. Contra os ombros. Inúteis. Ele era maior, mais forte, mais pesado. Ela batia e ele mal se mexia, apenas absorvia, os braços caídos ao lado do corpo.
— Você me ignorou! — soco. — Me tratou como lixo! — soco. — Arrumou uma namorada! — soco. — Fingiu que eu não existia! — soco. — E ainda tem foto minha? UMA FOTO MINHA DAQUELE JEITO?
Ele deixou. Deixou ela bater até cansar.
Quando os socos pararam, ela estava ofegante, o rosto vermelho, as lágrimas escorrendo.
— Apaga — ela disse, a voz falhando. — Apaga essa foto. Você não tinha direito. Eu não permiti. Aquilo... aquilo é uma prova. Uma prova do que a gente fez. Do que a gente quase fez.
Ele a olhou por um longo tempo.
— Vem cá.
Virou-se e foi para o quarto. Ela seguiu, sem saber por quê.
Ele pegou o celular na cama. Abriu a galeria. Mostrou a tela para ela.
A foto.
Ela olhou.
Não era ela chupando, nem dançando, nem dela toda gozada.
Era os três. André, ela e Jonas. Abraçados. Rindo. Ela no meio. A foto que a Jéssica tinha tirado no começo da festa, antes de tudo acontecer.
Ana ficou paralisada.
— É a única foto que eu tenho de nós três — ele disse, a voz baixa. — A única em que todo mundo tá feliz.
Ela olhou para a tela. Para os sorrisos. Para o abraço.
— Eu fiquei olhando pra ela todas as noites — ele continuou. — Todas as noites desde aquele dia. Tentando lembrar como era antes. Tentando entender onde a gente se perdeu.
— Jonas...
Ela sentiu as pernas fraquejarem.
— O que você tá dizendo?
Ele se aproximou. Um passo. Depois outro.
— Eu sempre amei você, Ana.
O silêncio caiu entre eles.
— Desde a primeira vez que te vi, naquele churrasco, com aquele vestido branco molhado grudado no corpo, eu soube. Naquele instante, com você rindo e a cerveja escorrendo, eu soube que você era a mulher da minha vida. Mas ao mesmo tempo a namorada do meu melhor amigo.
— Jonas, não...
— Eu passei anos vendo você com ele. Anos torcendo, de verdade, pra que desse certo. Porque se você fosse feliz, eu poderia seguir em frente. Mas aquela noite... aquela noite você foi real. Você ficou perto. Você foi minha. E agora não tem mais como desfazer isso.
— A gente quase...
— Quase. Mas quase foi o suficiente pra eu saber. Pra eu ter certeza. Eu amo você, Ana. E não consigo mais fingir.
Ela olhou para ele. Para os olhos marejados. Para o rosto que ela conhecia há tanto tempo.
— Jonas...
— Eu sei. Eu sei que é errado. Eu sei que ele é meu amigo. Eu sei que a gente não pode. Mas eu não consigo mais viver assim. Fingindo que não sinto nada.
Ela não respondeu. Não conseguia.
Ele deu mais um passo. Tão perto agora.
— Você sente alguma coisa por mim?
Ela abriu a boca para mentir. Para dizer não. Para sair correndo.
Mas não conseguiu.
— Sinto — a voz saiu num fio. — Sinto. E isso me mata todos os dias.
Ele levantou a mão. Tocou o rosto dela com uma leveza que doía.
— Ana...
Ela fechou os olhos.
E quando abriu, os lábios dele estavam nos dela.
O beijo veio lento no início, como se os dois estivessem testando a realidade. Depois mais forte. Mais urgente. Mais desesperado.
Ela agarrou a camiseta dele. Puxou para perto. Mordeu o lábio dele. Sentiu as mãos dele na cintura, puxando, apertando.
O mundo lá fora deixou de existir.
O André. A Maria. O certo e o errado.
Só existiam eles.
Quando se separaram, ofegantes, ela olhou para ele.
— O que a gente vai fazer?
Ele a puxou para perto de novo.
— Não sei. Mas não quero mais fingir.
Ela apoiou a cabeça no peito dele. Sentiu o coração acelerado.
**Agora não tem mais volta.**
Ele a puxou para o quarto. Dessa vez sem pressa. Sem culpa. Sem nada além dos dois.
— Tem certeza? — ele perguntou.
Ela virou para ele.
— Não. Mas não quero mais pensar.
Ele a beijou de novo, mas agora era diferente. Não tinha mais aquela delicadeza de antes, não tinha mais espaço para hesitação. Era um beijo feroz, possessivo, como se ele quisesse devorar cada pedaço dela. As mãos dele agarraram a cintura dela com força, puxaram o corpo dela contra o dele, e antes que ela pudesse respirar, ele já tinha puxado a blusa dela para cima.
Ela levantou os braços sem pensar, deixando que ele arrancasse a roupa. A blusa voou para algum canto, esquecida. Depois foi a vez dele — ela puxou a camiseta com raiva, com pressa, com uma fome que não cabia mais dentro do peito. A camiseta foi parar no chão, irrelevante.
O corpo dele.
Ela já tinha visto, sim. Nas fotos, nos encontros escondidos, na memória que não a deixava dormir. Mas nunca assim. Nunca com a luz quente do quarto revelando cada detalhe, nunca com a certeza de que podia tocar, morder, arranhar, possuir.
Os músculos definidos, duros, cobertos por uma pele morena que brilhava de suor. Os pelos escuros desciam do peito até a barriga, uma trilha que levava exatamente aonde ela queria chegar. Ela passou a mão, sentiu a textura, o calor, a vida pulsando.
— Você é lindo, porra — ela disse, a voz rouca.
— Você mais. Muito mais.
Ela sorriu, um sorriso sujo, e desceu.
Ajoelhou na frente dele como quem se prepara para adorar um deus. Ergueu os olhos primeiro, encontrando os dele, escuros, intensos, queimando. Depois baixou o olhar.
O pau estava lá. Duro. Enorme. Pulsando como se tivesse vida própria. As veias saltavam sob a pele, grossas, marcadas. A cabeça, rosada e lisa, brilhava com o líquido que já escorria, uma gota cristalina que escorria pela ponta. As bolas, abaixo, pesadas, cheias, tensas — duas esferas de desejo que ela queria sentir na boca.
— Meu Deus — ela sussurrou, a voz falhando. — Que pau lindo. Que pau perfeito. É meu. Só meu.
— Teu — ele gemeu. — Sempre foi teu. Agorra chupa.
Ela não hesitou. Inclinou o rosto e passou a língua devagar pela lateral, sentindo o gosto salgado, a textura macia sobre a dureza. Subiu até a cabeça, circulou com a língua, sentindo o líquido escorrer, provando, se lambuzando. Depois abriu a boca e envolveu tudo, chupando com vontade, com fome, com ódio e amor misturados.
— Porra — ele gemeu alto, as mãos apertando os cabelos dela com força, puxando, guiando. — Assim. Assim, sua putinha. Chupa esse pau gostoso. Chupa como se fosse a última porra da tua vida.
Ela obedeceu. A boca subia e descia, a língua dançava, a saliva escorria pelo queixo, pelos peitos, pelo chão. Ela queria mais. Queria tudo. Queria sentir ele se perder, se afogar, se acabar dentro dela.
A boca dela deslizava sem piedade, cada vez mais fundo, mais rápido, mais puta. A mão apertava a base com força, sentindo as veias pulsando como se quisessem explodir. A outra mão desceu e agarrou as bolas dele com avidez, apertando, sentindo o peso, o volume daqueles sacos cheios de porra.
— Porra, que delícia — ela murmurou com a boca entupida de pau, a saliva escorrendo pelos cantos. — Tão pesadas, tão cheias. Parece que nunca vão esvaziar.
Ela tirou o pau da boca por um instante, só para ouvir o som do gemido de frustração dele. Olhou para cima, os olhos marejados, a baba escorrendo pelo queixo, e sorriu com um deboche molhado.
— Calma, amor. Ainda não quero que você goze. Quero sentir você aqui dentro por mais tempo.
Ela voltou a descer, mas agora mais devagar, mais cruel. A língua passeava pela lateral do pau, lambendo cada veia, cada centímetro, sentindo o gosto salgado da pele, o cheiro forte de tesão. Depois desceu ainda mais, levando a boca até as bolas.
Abriu os lábios e envolveu uma delas, chupando com vontade, sentindo a textura enrugada, o peso, a tensão. A saliva escorria, escorria, escorria — formando fios grossos que pendiam do queixo dela até as bolas dele, pingando no chão.
— Tão gostosa essa porra — ela murmurava com a boca cheia. — Parece que vai estourar. Quero chupar até você implorar.
Alternava entre as duas bolas, lambendo, sugando, mordendo de leve. Depois voltava ao pau, lambia da base à cabeça, babava, babava, babava sem parar. O pau dele brilhava inteiro, lambuzado, encharcado da saliva dela.
— Assim, sua putinha — ele gemeu, puxando os cabelos dela com força. — Tá uma delícia.
— Delícia é você — ela respondeu, sem tirar a boca. — Quero você assim a noite inteira. Quero sentir você duro, pulsando, enquanto eu babo nesse pau gostoso.
Ela continuou, lenta, gostosa, interminável. A mão apertava as bolas, a boca lambia o pau, a saliva escorria pelo corpo dele, pelo chão, formando poças. Ela não queria que ele gozasse. Não ainda. Queria sentir. Queria saborear. Queria provar cada segundo daquele pau dentro da boca dela.
Jonas não aguentou mais. A mão dele agarrou o braço dela com força, os olhos queimando de tesão.
— Agora você. Deita. Agora.
Ele não pediu. Mandou.
Ela deitou na cama, o corpo ainda tremendo de antecipação. Ele não teve paciência para delicadezas — abriu as pernas dela com violência, afastou os joelhos e ficou ali, olhando para a buceta molhada, escorrendo, pulsando na frente dele.
— Porra — ele rosnou, a voz grossa. — Olha isso. Toda molhada. Toda minha.
A língua dele atacou sem aviso. Não foi devagar, não foi explorando — foi direto, fundo, brutal. Ela gemeu alto, as mãos agarrando os cabelos dele com força, puxando, apertando.
— Assim — ela gritou. — Assim, porra. Chupa essa buceta gostoso.
— Cala a boca e goza — ele respondeu, a boca ainda enterrada nela.
A língua lambia, chupava, mordia. Os dedos entraram sem cerimônia, dois de uma vez, sentindo o calor, a umidade, a putaria escorrendo. Ela arqueou as costas, os olhos revirando.
— Tô perto — ela avisou, a voz falhando.
— Então goza. Goza na minha boca, sua putinha. Agora.
Ela gozou. O corpo tremeu, os gritos saíram soltos, as unhas cravaram no couro cabeludo dele. Ele não parou — continuou chupando, lambendo, sugando, bebendo cada gota como se fosse a última.
Quando ela finalmente parou de tremer, ele subiu. O corpo dele cobriu o dela, o pau enorme pressionando a entrada. Mas ela não deixou.
— Não — ela ordenou, empurrando o peito dele. — Agora é minha vez. Deita.
— O quê?
— Deita, porra. Agora é minha vez de te dar o que eu quase te dei naquele dia.
Ele deitou de costas, os olhos fixos nela, o peito subindo e descendo. Ela subiu, montou nele com uma pose de quem mandava agora. Segurou o pau dele com força, guiou até a entrada, os olhos nos olhos dele.
— Lembra? Naquele dia, a ponta quase entrou.
— Lembro.
— Pois agora vai entrar tudo. E você não vai reclamar.
Ela desceu devagar, cruel, sentindo a cabeça abrir caminho. Prendeu a respiração por um segundo — depois mais um pouco, a haste entrando, preenchendo, esticando.
— Meu Deus — ela gemeu, a voz trêmula. — É tão grosso. Tão cheio. Cabe, porra. Cabe tudo.
— Devagar — ele pediu, os dedos apertando as coxas dela.
— Não quero devagar. Quero tudo. Quero sentir você todo.
Ela sentou de uma vez. O pau entrou até o fundo, bateu, preencheu cada espaço. Ela gemeu alto, as unhas cravadas no peito dele, a cabeça jogada para trás.
— Porra, Ana — ele gemeu, os olhos fechados.
— Tá doendo?
— Tá uma porra de uma delícia.
Ela ficou imóvel por um instante, sentindo cada centímetro dentro dela. A respiração ofegante, o coração disparado, o suor escorrendo.
— É tão bom — ela sussurrou. — Tão perfeito. Cabe inteiro, seu pauzudo.
— Cabe. Você aguenta tudo. Aguenta mais?
— Aguento. Quero mais.
Ela começou a se mover. Devagar no início, subindo e descendo, sentindo o pau deslizar, entrar, sair. Depois acelerou.
— Assim — ela dizia, a voz cada vez mais rouca. — Assim que eu queria. Assim, seu pauzudo.
— Monta gostoso, rabuda. Monta nesse pau.
— Gosta de ver?
— Adoro. Toda essa bunda rebolando em cima de mim.
Ela acelerou mais. As mãos dele agarravam a bunda dela com força, amassavam, puxavam, batiam. Os tapas começaram — leves, depois mais fortes, mais violentos.
— Bate mais — ela pedia. — Mais forte, porra.
Ele obedecia. Os tapas ecoavam no quarto, a bunda ficava vermelha, marcada. Ela gemia, pedia mais, xingava.
— Que pau gostoso — ela gritava. — Que pau perfeito. Olha ele entrando em mim.
— E essa bunda? A mais linda do mundo. A minha bunda.
— É sua. Toda sua. Ague, porra.
Ela cavalgava sem parar, o corpo suado, os peitos balançando, os gemidos cada vez mais altos.
— Vira — ele ordenou.
Ela desceu, virou de bruços. Ele puxou pelos quadris com força, empinou a bunda. Entrou de novo. Mais fundo. Mais forte. Mais violento.
— Meu Deus — ela gritou.
— Gostou, putinha?
— Gosto. Muito. Bate mais. Arromba essa buceta.
Os tapas continuaram, cada vez mais fortes. Ele acelerava, cada vez mais fundo. O som dos corpos, os gemidos, a respiração ofegante.
— Quero de quatro — ela pediu.
Ele obedeceu. Ela apoiou as mãos na cama, ele por trás. Entrou de novo, com tudo. O ângulo era perfeito — ela sentia cada centímetro, cada veia, cada pulsação rasgando por dentro.
— Assim — ela gemia. — Assim, amor.
Ele parou por um segundo.
— Amor?
Ela olhou para trás.
— É. Amor. O que foi?
Ele sorriu.
— Nada. Continua.
Ele voltou a meter. Mais rápido. Mais forte. Mais violento. As mãos dele apertavam a bunda dela com força, puxavam para perto a cada estocada, como se quisesse arrancar ela do lugar. O som dos tapas ecoava no quarto, os gemidos, a cama rangendo, tudo misturado numa sinfonia suja.
— Tô perto — ele rosnou entre dentes.
— Goza. Goza dentro, porra. Enche essa puta.
— Tem certeza?
— TENHO, SEU IDIOTA. GOZA LOGO.
Ele gemeu alto, um som gutural, animalesco. O corpo tremeu inteiro, as pernas enrijeceram, e os jatos vieram.
O primeiro foi tão violento que ela sentiu cada pulso rasgando por dentro. Quente. Espesso. Forte. O segundo veio logo atrás, ainda mais grosso, ainda mais quente. O terceiro, o quarto, o quinto — uma enxurrada interminável de porra enchendo ela, escorrendo pelas pernas, pingando na cama, formando poças no lençol.
— Porra, que delícia — ele grunhiu, ainda metendo, ainda gozando. — Toma. Toma tudo, sua putinha. Vou encher essa buceta.
Ela gozou junto. O corpo vibrou, os olhos reviraram, a boca se abriu num gemido longo, alto, sem vergonha. Ela sentiu o gozo dele escorrendo, escorrendo, escorrendo — quente, grosso, infinito.
Quando finalmente pararam, ficaram imóveis, a respiração pesada, os corpos colados pelo suor e pela porra. Ela sentia escorrendo pelas coxas, pingando no colchão, formando uma poça debaixo deles.
Depois caíram na cama, abraçados, o suor misturado, o cheiro de sexo pesado no ar. O corpo dela estava marcado — a bunda vermelha dos tapas, as costas arranhadas, os seios molhados. O gozo escorria sem parar, escorria, escorria.
— Meu Deus — ela sussurrou, a voz falhando.
— O quê?
— Você gozou tanto. TANTA porra. Parece que não vai acabar nunca.
— Gozei. Gozei tudo em você.
— Eu senti. Senti cada gota. Cada pulso.
Ele beijou a testa dela, suada, quente.
— Eu também.
Ficaram em silêncio por um tempo, apenas existindo, sentindo o gozo escorrer, a respiração voltar, o mundo girar de novo.
— Era isso — ela sussurrou. — Era isso que eu queria desde aquele dia.
— Eu sei. Eu também.
Ela sorriu, cansada, molhada, satisfeita.
— Seu pauzudo.
— Sua rabuda.
Ficaram ali, no silêncio, no suor, na porra.
Depois ele falou.
— A gente tem que terminar com eles.
Ela sentiu o corpo gelar.
— O quê?
— A Maria e o André. A gente tem que terminar.
Ela sentou na cama, puxou o lençol.
— Jonas, o André... ele vai ficar arrasado. Ele não merece isso.
— Eu sei.
— E mesmo que a gente termine, a gente não pode ficar junto. Isso mataria ele. Você sabe disso.
Ele suspirou. Sentou também, passou a mão no rosto.
— Eu sei.
— Então como? Como a gente faz?
Ele olhou para ela. Os olhos estavam diferentes. Determinados.
— Eu tenho um plano.
— Que plano?
Ele demorou a responder.
— Desde o começo. Desde que eu entendi que a gente não ia conseguir se afastar, eu comecei a pensar. E aí veio a ideia.
— Que ideia, Jonas?
— A Maria.
Ela franziu a testa.
— A Maria? O que ela tem a ver com isso?
— Tudo.
Ele levantou, pegou uma camiseta no chão, vestiu. Ela ficou olhando, confusa.
— Eu conheço o André desde criança. Desde os oito anos. Eu sei tudo sobre ele. Os gostos, as manias, o tipo de pessoa que ele admira, o tipo de mulher que ele gosta.
— E?
— E a Maria é exatamente isso. Eu ja conhecia ela de uns outros rolês. Eu já sabia que os dois tinham os mesmos interesses, o mesmo humor, a mesma energia. Alguém que ele pudesse ter química.
Ela arregalou os olhos.
— Você tá dizendo que... que escolheu a Maria pra ele?
— Escolhi. Me aproximei dela com esse objetivo. Fingi que queria namorar, mas desde o começo era pra aproximar ela do André.
Ela ficou em silêncio, processando. A mente girava, tentando entender a magnitude daquilo.
— Isso é loucura — ela disse.
— É. Mas funciona. Você viu. Eles têm química. Eles combinam. Eles já são melhores amigos sem saber. Todas aquelas conversas sobre filmes, sobre fotografia, sobre bandas... Eu sabia que ela gostava daquelas coisas. Eu sabia que ele também.
— Você manipulou tudo?
— Manipulei. Pelo bem de todos.
— Pelo bem de todos? Ou pelo seu bem?
Ele a olhou.
— Pelo nosso bem.
Ela ficou em silêncio.
— Então o plano é...
— Eu termino com a Maria. Depois de um tempo, você termina com o André. Eu incentivo ele a chamar a Maria pra sair. Eles já se conhecem, já se gostam. Vai dar certo.
— E a gente?
— A gente fica junto.
Ela sentiu raiva e felicidade ao mesmo tempo. Raiva pela frieza do plano. Felicidade pela possibilidade.
— Isso é maquiavélico, você nunca pensou que eu também amo o André? E se eu não quiser ficar contigo? — ela disse.
— Era um risco que estava disposto a correr, hoje eu vi Ana, eu vi que você sente muito mais por mim.
— Eu.. você.. você não sabe de nada...
Ela olhou para ele. Para o homem que tinha planejado tudo aquilo. Ela estava perdida mas ele tinha razão, não iam conseguir se desgrudar até alguém se machucar de verdade. Ela não era nenhuma santa, tudo que fez também não mostrava que era uma pessoa boa. No fundo o plano não era tão ruim.
— Você é louco.
— Louco por você.
Ela riu. Um riso nervoso, solto, quase animalesco — daqueles que escapam quando o tesão já tomou conta e não tem mais volta. Depois se levantou e andou até ele devagar, feito predadora, os quadris balançando de propósito, provocando.
Passou a mão no peito dele, sentindo os músculos tensos, o coração disparado sob a pele. Desceu pela barriga, arranhando de leve com as unhas, traçando caminhos, prometendo o que vinha depois.
— Sabe o que eu tô pensando? — ela perguntou, a voz baixa, quase um sussurro, os olhos fixos nos olhos dele.
— O quê? — a voz dele já saía rouca, falhando.
— Que ainda tô com tesão. Muito tesão. Daquele que não passa com uma gozada só. Daquele que fica aqui, ó — ela levou a mão dela ao próprio ventre, pressionando — latejando. Pedindo mais.
Ele riu, surpreso.
— Já?
— Já. Aquele pau não sai da minha cabeça. Não sai da minha boca. Não sai de dentro de mim. Fica aqui — ela tocou a própria buceta, ainda molhada, ainda escorrendo — latejando. Lembrando. Querendo mais.
— Mais?
— Mais. Muito mais. Quero sentir de novo. Quero mais porra. Quero tudo. Quero você me fodendo até eu esquecer meu próprio nome. Até eu não saber mais onde termino eu e começa você.
Ela ajoelhou na frente dele sem esperar resposta. Pegou o pau dele na mão com uma voracidade que fez ele gemer antes mesmo do toque. Já estava ficando duro de novo — respondendo ao cheiro dela, ao calor dela, à putaria no ar. Ela sentiu a pele macia, as veias pulsando, o volume crescendo na mão dela.
— Olha só — ela provocou, passando a língua devagar na cabeça, sentindo o gosto, o cheiro, a textura. — Já tá acordando. Guloso. Mal pode esperar, né?
— Culpa sua. Desse corpo. Dessa boca. Dessa bunda. Desse jeito que você me olha.
— Minha mesmo. E você vai aguentar tudo. Vai aguentar até o fim.
Ela começou a masturbar devagar, cruel, provocando. A mão subia e descia com calma, sentindo cada centímetro, cada veia, cada pulsação. A outra mão apertava as bolas, sentia o peso, o volume.
— Quer mais, seu pauzudo? Quer que eu monte de novo e esgote essa porra toda?
— Quero, sua putinha. Quero você em cima de mim até não aguentar mais.
— Então deita seu puto que vou dar uma sentada que nunca vai esquecer filho da puta.
Ela não esperou. Não teve tempo para devagar, para sentir, para provocar. O tesão já tinha tomado conta de tudo — não existia mais paciência, não existia mais calma. Só existia fome.
Ela subiu, montou nele, e sentou.
Uma vez. Só uma. Mas que sentada.
O pau entrou como uma punhalada — violento, bruto, profundo. Ela não poupou nada, não mediu nada. Foi com tudo, com raiva, com desespero, com uma voracidade que fez os olhos dele arregalarem e a boca dele se abrir num gemido que parecia não ter fim.
— CARALHO — ele gritou, as mãos agarrando os quadris dela com força, as unhas quase furando a pele.
Ela não parou. Nem pensou em parar. Começou a cavalgar como se quisesse arrancar a alma dele. Subia e descia sem dó, sem piedade, sem um segundo de respiração. A bunda batia nas coxas dele com uma violência que ecoava pelo quarto inteiro. Cada descida era uma punhalada, cada subida era um arranco, cada repetição era um soco no fundo da alma.
— Assim — ela gritava, a voz rouca, os olhos vidrados. — Assim que eu quero. Assim, porra.
— Devagar — ele pedia, a voz falhando, as pernas tremendo.
— NÃO. Não quero devagar. Quero tudo. Quero você todo.
Ela acelerou. Mais rápido. Mais forte. Mais fundo. O pau entrava e saía num ritmo frenético, insano, impossível de acompanhar. A cama rangia, os travesseiros voavam, o quarto inteiro parecia tremer.
Ela não sentia mais as pernas. Não sentia mais o corpo. Só sentia o pau dentro dela, só sentia o tesão queimando, só sentia a necessidade de ir mais fundo, mais rápido, mais forte.
— Isso — ele gemia, a cabeça jogada para trás, os olhos revirando. — Isso, sua putinha. Monta gostoso.
— Amo montar você seu cavalo. Amo seu pau. Amo tudo em você seu gostoso. Senti muito sua falta sabia.
Ela cavalgava sem parar. Os peitos balançavam, os cabelos voavam, o suor escorria pelo corpo inteiro. A bunda dela subia e descia num ritmo alucinante, batendo, batendo, batendo sem dó.
— Bate na minha bunda — ela ordenou.
Ele bateu. Um tapa seco, violento. A carne tremeu.
— Mais forte.
Ele bateu mais forte. A bunda ficou vermelha, marcada.
— MAIS.
Ele bateu com tudo. O som ecoou. Ela gemeu alto.
— Isso. Assim. Seu pau é tão gostoso. Tão dentro de mim.
Ela continuou. Minutos. Uma eternidade. Perdeu a noção do tempo. Só sabia que precisava continuar, que não podia parar, que se parasse ia morrer.
— Tô perto — ele avisou, a voz falhando, o corpo tremendo.
— AINDA NÃO. Não ainda. Aguenta.
— Não vou aguentar.
— VAI SIM. Vai aguentar até eu gozar.
Ela acelerou mais. O ritmo era insano, impossível, sobre-humano. Ela sentia o pau pulsando dentro dela, sentia ele perdendo o controle, sentia o gozo subindo.
— AGORA — ela gritou. — GOZA AGORA.
Ele gemeu alto. O corpo tremeu. Os jatos vieram — violentos, quentes, grossos, uma enxurrada interminável de porra dentro dela, escorrendo, jorrando, inundando.
— ISSO, TO GOZANDO JUNTO CARALHO, EU ACEITO, ACEITO SEU PLANO... SEU GOSTOSO... VOU SER SUA PRA SEMPRE CARALHO...
Ela gozou junto. O corpo vibrou, os olhos reviraram, a boca se abriu num gemido longo, alto, sem vergonha.
Quando acabou, ela caiu sobre ele, exausta, destruída, morta. O corpo tremia, a respiração não voltava, o gozo escorria pelas pernas, pingava na cama, parecia uma cascata de porra saindo da sua buceta.
— Meu Deus — ela sussurrou, a voz apagada, os olhos fechados.
— O quê?
— Eu podia ficar aqui pra sempre. Montada em você. Sentindo você dentro de mim. Sentindo essa porra escorrer.
Ele beijou ela — um beijo molhado, preguiçoso, satisfeito. Depois outro. Depois mais outro.
— E vai ficar?
— Vou...
Ficaram em silêncio, o corpo colado, o suor misturado, o cheiro de sexo pesado no ar. O gozo ainda escorria, quente, lento, formando poças no lençol. A respiração voltando aos poucos. O coração desacelerando.
Nada mais importava. O mundo lá fora podia desabar. Eles tinham o agora. Tinham aquele momento. Tinham um ao outro.
De repente, ouviram um barulho.
A porta do apartamento abrindo.
— Jonas? — a voz de Maria. — Trouxe um bolo de cenoura que fiz hoje. Tava com saudade.
Os dois congelaram.
Ana olhou para Jonas. O pânico nos olhos dele.
— Meu Deus — ela sussurrou.
— Fica aqui — ele disse, levantando rápido. — Não sai daqui.
Ele vestiu a bermuda às pressas, saiu do quarto fechando a porta atrás de si.
Ana ficou ali, nua, suada, tremendo. Ouviu vozes abafadas.
— Amor, que surpresa — a voz de Jonas, tensa.
— Tava com saudade. E olha o bolo que fiz. De cenoura com cobertura de chocolate, do jeito que você gosta.
— Que lindo. Vem, deixa na cozinha.
— Você tá estranho. Tudo bem? Sua voz tá diferente.
— Tudo. Só tava descansando. Acordei agora.
— Posso ir no banheiro? Tô apertada.
— Não! Quer dizer... o banheiro tá desarrumado. Melhor não.
— Jonas, o que tá acontecendo? Desde quando você não deixa eu ir no banheiro?
— É que... eu tava arrumando umas coisas. Tá uma bagunça.
— Que coisas? Você nunca arruma nada.
Silêncio.
Depois, passos. Lentos. Decididos.
A porta do quarto abriu.
Olhou para Ana, nua na cama. Para as roupas espalhadas. Para o cheiro de sexo no ar. Para os lençóis encharcados. Para o gozo escorrendo pelas pernas dela.
O bolo caiu no chão. O vidro quebrou. A cobertura de chocolate espalhou pelo chão.
— Maria, deixa eu explicar — Jonas começou.
Mas ela não deixou. Ficou olhando, os olhos marejados, a boca aberta.
— Você... vocês... — a voz falhou.
— Maria, por favor...
— Não. Não chega mais perto.
Ela deu um passo para trás. Depois outro. As lágrimas começaram a escorrer.
— Eu confiei em você. Eu achei que... achei que a gente tinha algo especial.
— A gente tem. Mas é complicado.
— Complicado? Você tá me traindo com a namorada do seu melhor amigo e chama isso de complicado?
Ana puxou o lençol, tentou cobrir o corpo.
— Maria, eu sinto muito — ela disse.
Maria virou o rosto para ela. O olhar era de pura dor.
— Você também? Você e ele? Enquanto eu e o André... enquanto a gente confiava em vocês?
— Não foi assim...
— Foi sim. Eu vi. Eu vi tudo.
Ela virou as costas.
— Maria, espera — Jonas chamou.
Ela parou na porta. Não virou.
— Nunca mais chega perto de mim. Nunca mais.
Ela saiu.
A vida deles desmoronou e junto foi o plano de Jonas.
NOTA DO AUTOR:
QUEM QUISER DAR UMA CONVERSADA E/OU VER FOTOS DOS PERSONAGENS NAS SITUAÇÕES DOS CONTOS, MINHAS REDES ABAIXO. SÓ ME MANDAR MENSAGEM QUE TAMBÉM FAÇO IMAGENS PERSONALIZADAS DOS PERSONAGENS NAS SITUAÇÕES DESCRITAS NOS CONTOS.
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