O que acontece quando uma viagem para revisitar o passado acaba revelando os segredos mais carnais de quem você achava que conhecia? Às vezes, a tranquilidade do campo esconde os desejos mais selvagens.
Este conto faz parte da nossa "Seleção Especial" para a Casa dos Contos, e é uma joia escrita pela nossa parceira, Silvia Holanda. Silvia tem o dom de narrar histórias que ouve em seu círculo de amigas – mulheres casadas, experientes, que não têm medo de confessar o que realmente acontece por trás das portas fechadas.
Aqui, ela nos leva para uma fazenda aparentemente pacata, onde um caseiro "exagerado" e sua esposa mantêm um arranjo que desafia qualquer convenção. Prepare-se para espiar pelo buraco da fechadura e descobrir um lado da vida rural que você jamais imaginou.
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Foram várias coincidências que me fizeram escolher visitar a fazenda onde meus pais viveram, naquela semana. Eu havia programado uma semana de folga no escritório e o plano era ir com o marido para São Paulo, mas ele teve um problema muito sério no trabalho e não pode ir. Os filhos já estavam encaminhados para a casa dos primos, e não quiseram mudar isso. E a secretária do meu marido, ao cancelar as passagens dele para São Paulo, cancelou as minhas também, que estavam na mesma reserva. Com o preço nas alturas para emitir outra em cima da hora e chateada com os acontecimentos, decidi passar uma semana longe de tudo e de todos.
Meu pai comprou essa fazenda na década de 70, para criar gado leiteiro. Ali criou os filhos e conheceu os netos. Com o avanço da soja na região, meu pai arrendou quase toda a área e manteve uma porção pequena, com poucas cabeças de gado, um belo pomar, a represa e a casa onde viveu até falecer, um ano depois de minha mãe.
A casa é enorme, com vários quartos, aquela coisa de fazenda mesmo. Toda a área continua arrendada e eu e meus irmãos dividimos a renda anual. Também decidimos manter a casa e a criação de gado, como meu pai gostava. Para cuidar de tudo, contávamos com o Seu Leôncio, o vaqueiro de confiança da família praticamente desde que nasceu - seu pai foi o primeiro vaqueiro que meu pai contratou e Leôncio nasceu ali, alguns anos antes de mim, a primogênita.
Seu Leôncio viu os irmãos irem para a cidade estudar, aprendeu o ofício com seu velho pai e assumiu o seu lugar quando ele faleceu, há mais de 30 anos. Casado com Dona Betinha, eles não tiveram filhos e moram numa casinha próxima da casa principal.
O casal sempre foi um exemplo de que a vida na roça é saudável. Dona Betinha mantém o mesmo corpo de quando era jovem: baixinha, magra, cabelos lisos e negros como a noite. No corpo pequeno, os seios grandes e as pernas grossas chamam a atenção. O rosto, judiado pelo sol, mostra os efeitos do tempo, mas ainda mostra resquícios da beleza da juventude.
Seu Leôncio é um moreno alto, de corpo esguio, com músculos desenvolvidos pela lida diária e com um rosto muito marcante, sempre enfeitado pela barba por fazer. Me lembro de minhas primas suspirando quando ele passava por nós nas nossas férias da adolescência. Eu achava graça, pois não tinha nenhum sentimento por ele, talvez por tê-lo quase como um irmão mais velho. Me chamava a atenção que ele sempre tomava banho antes do almoço e caprichava no perfume. Era uma colônia suave, que contrastava com sua rudeza e tomava conta da cozinha quando ele almoçava conosco.
Dona Betinha, assim como Seu Leôncio, já passara dos 50, e eu sempre me dei muito bem com ela, que ajudava minha mãe na lida diária, ouvia todas as nossas conversas e sempre tinha um comentário muito sábio a fazer.
Não me esqueço de quando, enfrentando minha primeira crise no casamento, busquei o conforto daquela casa e os conselhos de minha mãe. Ouvindo a história da traição de meu marido, Dona Betinha disparou:
-Espingarda descarregada não machuca ninguém, Silvinha. Tire as balas antes dele sair de casa, sempre.
Eu ri muito daquilo e ela tinha razão: eu estava dando menos atenção ao marido e ele aproveitou o primeiro rabo de saia que viu. É claro que o safado era ele, mas guardei o conselho de Dona Betinha.
Cheguei logo cedo à fazenda e Seu Leôncio veio me receber e ajudar com a mala. Logo depois veio Dona Betinha, brava por eu não ter avisado e ela não ter feito nada eu eu gostava para o café da manhã. Enquanto eu abria as janelas do casarão e colocava uma roupa mais confortável, Dona Betinha aprontou a mesa com “o que tinha” e eu me fartei com o café forte e o bolo caseiro com sabor de infância.
Sentadas na mesa na cozinha, ao lado do fogão a lenha, eu colocava o papo em dia com Dona Betinha quando uma moça entrou.
-Silvinha, essa é a Janice, minha prima de Minas Gerais. Seu marido faleceu em um acidente de caminhão e a trouxe pra morar comigo.
Janice tinha uns 30 anos e aparentava muito mais, com o rosto já marcado pelo tempo. De baixa estatura, como Dona Betinha, tinha os cabelos longos e um sorriso tímido no rosto. Ela se sentou conosco e tomou o café sem dizer uma palavra. Percebi que Janice se sentou de lado e fez uma cara de dor ao se levantar. Quando ela saiu, comentei com Dona Betinha, que disse:
-Ah, Silvinha, não é nada não. Ela vai se acostumar. Só tem três semanas que ela está conosco.
-Se acostumar com o quê, Dona Betinha?
-Com o Leôncio. Ele é exagerado.
Espantada, fiz Dona Betinha explicar aquilo e fiquei estarrecida com a história.
Para resumir, Janice e Dona Betinha estavam dividindo a cama com o Seu Leôncio, com a anuência de todos. E o desconforto de Janice tinha a ver com as dimensões avantajadas do Seu Leôncio. Mesmo horrorizada, eu ri muito ouvindo aquela história. Quando perguntei porque ela aceitava aquela situação, Dona Betinha me deu mais uma aula de sabedoria:
-Foi melhor assim, Silvinha. Ou era isso, ou eu teria que colocar minha prima pra correr. O Leôncio não ia resistir à tentação. E eu ainda ganho uma folga daquele negócio enorme.
Ela me contava isso com a maior naturalidade e percebi que eu tinha uma imagem quase que assexuada dela e de Seu Leôncio, mas na verdade eles eram um casal muito fogoso.
Ri muito com aquela conversa e depois fui passear pela fazenda. Meu pedacinho predileto ali é o pomar, que meu pai cuidava com muito zelo. Fui até o pé de manga que ficava ao fundo do pomar, próximo da represa. Não resisti e subi nele, como fazia quando criança. Sentada no alto de um galho, eu olhava a paisagem ao redor: a represa, boa para nadar e onde fazíamos a festa quando os primos vinham nos visitar; logo depois, o curral onde eu ia pedir a benção ao meu pai, depois de acordar, e ganhava um pouco de leite ainda quente, recém ordenhado - não deixei de pensar se viria dali meu apreço pelo leite quente masculino. Mais ao longe, os campos de soja, que dominaram a região. E abaixo da represa, ao lado da roda d’água que ainda funcionava, a casa onde Seu Leôncio, dona Betinha e agora também Janice, moravam.
Me peguei pensando na expressão que Dona Betinha usou para descrever Seu Leôncio: exagerado! Quão exagerado? Era o que eu queria perguntar, e não tive coragem. Lembrei da minha experiência com homens avantajados. Meu marido não é exagerado, mas é bem servido, o maior que eu tive até me casar. E olhe que eu tinha alguma bagagem quando nos casamos. Depois, conheci dois maiores do que ele. Um deles, meu professor de Direito, ocupava o topo da lista e eu lembrava bem de como era doloroso recebê-lo na bunda. Gostoso, claro, mas doloroso. Parece que Dona Betinha, e agora Janice, experimentam isso rotineiramente.
Quando desci do pé de manga, já sentia o cheiro do almoço que elas preparavam no fogão à lenha. Me juntei a elas na cozinha e logo depois Seu Leôncio chegou para o almoço. Como sempre, de banho tomado e o cheiro da colônia tomou conta do ambiente. Era a primeira vez que eu o olhava depois das revelações de Dona Betinha e me peguei olhando para seu pinto. Eu estava curiosa. Disfarcei, mas acho que Dona Betinha percebeu. Ela me conhecia muito bem.
O almoço estava divino, como sempre, e depois do café com um pedacinho de goiabada, Seu Leôncio pediu licença para fazer sua sesta. Quando ele saiu em direção à casa, Dona Betinha fez um sinal para Janice que se levantou rapidamente e também tomou o rumo da casa. Como que adivinhando a minha curiosidade, Dona Betinha me contou:
-O Leôncio gosta de trepar antes de dormir depois do almoço, Silvinha.
E sorriu.
Terminei o café e me levantei. Disse que iria passear mais um pouco. Saí caminhando na direção oposta, mas não resisti: dei a volta na represa, passei por baixo da bica e logo estava do lado de fora da casa deles. Eu estava morta de curiosidade e precisava ver aquilo. A janela do quarto estava quase fechada, com uma pequena abertura. Encostei ao lado e tentei ouvir. Silêncio. Atrevi, olhei pela abertura e lá estava Seu Leôncio em pé, de costas para a janela, e Janice sentada na cama aparentemente lhe chupando.
Rapidamente ele a empurrou para a cama, levantou sua saia e subiu em cima dela. Então eu vi de relance o seu cacete! Monstruoso! Aquilo não parecia de gente! Ele se ajeitou e foi enfiando aquilo na xana da Janice que se mexia, tentando se ajeitar para receber aquele pedaço enorme de carne. Seu Leôncio enfiava com cuidado, devagar, mas com firmeza, sem parar. Em pouco tempo, já estava bombando com força. O barulho da cama rangendo e o cheiro de sexo tomaram conta do ambiente.
Aquela cena me excitou e um fogo subiu pela meu corpo. Minha vontade era me masturbar ali, olhando aquilo e senti minha boceta molhada. Eu me tocava lentamente por cima da calça, quando Seu Leôncio saiu de cima da Janice e mandou ela se virar. Ela reclamou:
-Ainda está doendo de ontem.
-Vire-se. Senão você não se acostuma.
Eu me arrepiei. Será que ele ia fazer o que eu estava pensando? Ia meter aquilo tudo na bunda dela? Coitada!!!
Ele logo matou a minha curiosidade. Apontou o pinto enorme para a bunda dela e enfiou. Janice gemeu alto e deve ter começado a chorar. Eu não acreditava que ele ia enfiar tudo. Ledo engano. Ele foi cuidadoso, mas impiedoso: meteu tudo! Janice gemia baixinho, soluçando. Certamente doía muito, mas Seu Leônico não parecia se importar. Começou o vai e vêm e logo bombava com força no rabo de Janice. A cama rangia mais forte, parecendo gritar de dor também. Eu assistia aquilo com olhos vidrados e estava muito excitada. Dar a bunda é muito bom, mas agasalhar um negócio daqueles não é fácil. A Janice, imagino, estava sofrendo muito.
Poucos minutos depois, Seu Leônico segurou as ancas dela com mais força, deu um gemido mais forte e gozou dentro da bunda dela. Vi quando ele tirou o pinto que saiu já meio mole, mas ainda enorme. Janice se jogou na cama e Seu Leôncio saiu em direção ao banheiro. Janice não demorou a se levantar, arrumou a cama e saiu. Logo depois Seu Leôncio voltou e se deitou. Ia tirar sua soneca, certamente saciado.
Me afastei e fiquei próxima da bica, de onde vi Janice saindo da casa e voltando para ajudar Dona Betinha. Era visível que ela caminhava com algum desconforto. Eu sentia um fogo dentro de mim e comecei a pensar em encurtar minha estada ali. Estimulada pela cena que vi, pensava em voltar à cidade e procurar meu antigo professor. Há anos não tinha mais contato com ele. Como será que reagiria a um “-oi, sumido”? Pensava nisso enquanto caminhava ao lado da represa. Quando entrei na casa, Janice e Dona Betinha estavam terminando de arrumar a cozinha. Dona Betinha me olhou firme e disparou:
-Tudo bem no passeio, Silvinha?
Gaguejei:
-Si.. sim, Dona Betinha. Tu.. tudo bem.
Ela não disse mais nada. Minha intuição me dizia que ela sabia, ou pelo menos desconfiava, o que eu tinha visto no quarto dela há pouco. Um tanto sem jeito, entrei para meu quarto e peguei um livro para ler. Eu lia, mas as palavras não faziam sentido algum e eu não saia da primeira página. Meus pensamentos estavam dominados por aquela cena. Não resisti e me masturbei, pensando no cacete de Seu Leôncio. Logo depois, acabei adormecendo.
Acordei já no final da tarde e senti o cheiro do bolinho de chuva e do chá de erva cidreira. Levantei e fui ao encontro daquelas gostosuras que Dona Betinha fazia com perfeição. Na cozinha, Dona Betinha me esperava com a mesa posta:
-Estava cansada, né, Silvinha?!
-Estava sim, Dona Betinha. E acordei com esse cheiro delicioso. Obrigada!
Me fartei com aquelas guloseimas e lá fora o sol já se punha. Dona Betinha perguntou o que eu queria para jantar e eu disse que aquilo já era minha janta. Dona Betinha sorriu, esperou eu terminar o lanche e recolheu a mesa. Ela então disse que ia para casa e que se eu precisasse de alguma coisa, era só chamá-la.
Fui tomar um banho. Abri o chuveiro, ajustei a temperatura da água e deixei o jato forte bater em minhas costas. Eu gosto muito de banho quente e fiquei ali alguns minutos. A cena com Seu Leônico e Janice voltaram à minha mente e logo aquele fogo subia pelo meu corpo de novo. Resisti e terminei o banho. Me enxuguei, passei um creme no corpo e me preparei para me recolher. No quarto, certamente eu iria me masturbar novamente.
Quando estava a caminho do quarto, com os cabelos ainda molhados, ouvi palmas na cozinha. Fui atender e lá estava Seu Leôncio, de banho tomado, com a colônia característica, barba aparada e um tanto nervoso.
-Silvinha, a Betinha me mandou aqui para ver se você está precisando de alguma coisa.
Eu olhei firme para ele, depois para o meio de suas pernas e disse:
-Entre, Seu Leônico. Preciso, sim, de sua ajuda.
Entrei rebolando na frente dele e pensando que no dia seguinte seria eu com dificuldades para sentar.
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“...e pensando que no dia seguinte seria eu com dificuldades para sentar.” Que final. Silvia não só descobriu o segredo da fazenda, como decidiu se tornar parte dele, com uma coragem e um tesão que validam toda a tensão da história.
Histórias como essa, da nossa parceira Silvia, são o tipo de relato que adoramos compartilhar, um vislumbre do universo que construímos. Mas a nossa história, o diário completo das minhas aventuras com a Martha, está guardada em nosso site. Lá você não encontra apenas um capítulo, mas a crônica inteira, com centenas de contos em ordem, revelando cada passo da nossa jornada liberal. Por uma questão de intimidade, é lá que nosso acervo completo vive.
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