Alessandra e os campeões Part 5

Um conto erótico de Caio
Categoria: Heterossexual
Contém 1617 palavras
Data: 16/03/2026 12:31:59

O DESPERTAR DA RAZÃO

Ao acordarem do sono, ALESSANDRA estava deitada de lado, os olhos fixos em uma mancha na parede, sentindo o corpo latejar de uma forma que nunca havia sentido em décadas de casamento.O cabelo estava despenteado, o rosto marcado pelo cansaço e a pele ainda ardendo onde os tapas e puxões haviam deixado rastro. Ao seu lado, BARBARA encarava o teto, a respiração ainda pesada.

A Acusação

Ao recobrar a razão ALESSANDRA sentiu uma onda de amargura que subir pelo peito. Ela se virou devagar, sentindo cada músculo protestar, e olhou para a amiga com um olhar carregado de julgamento e dor.

— "Está satisfeita, BARBARA?" — a voz de ALESSANDRA saiu rouca, quase um sussurro para não ser ouvida fora do quarto. — "Olha para esse estado... olha o que a gente fez. Olha o que você me arrumou."

BARBARA tentou se ajeitar, mas a exaustão a tornava lenta. Ela não respondeu de imediato.

— "Tudo começou com as suas brincadeiras, BÁRBARA," — continuou ALESSANDRA, a voz ganhando um tom mais cortante. — "Aquele papo de dar beijinho no rosto para acalmar os meninos... Você sabia! Você sabia que eles não iam parar ali. Você entregou a gente de bandeja para esses moleques!"

BARBARA finalmente virou o rosto, e embora estivesse tão destruída fisicamente quanto ALESSANDRA, seus olhos ainda guardavam uma faísca do cinismo de antes.

​— "Culpa minha, ALESSANDRA? Agora é fácil apontar o dedo," — BARBARA rebateu, limpando o canto da boca com as costas da mão. — "Eu não obriguei ninguém a retribuir os beijos de língua. Eu não obriguei você a se trancar com o GUILHERME. Você gostou do poder, ALESSANDRA. Você gostou de saber que 17 campeões estavam babando por você. O seu corpo respondeu tão bem quanto o meu."

​— "Cala a boca! Eu não queria isso!" — ALESSANDRA disse de cabeça quente. — "Eu me senti encurralada. Eu fiz para que tudo acabasse logo, para que o Miguel não acordasse-- Ela disse jogando a culpa na amiga mas sabendo que no fundo não foi assim, ela havia gostado mas se chegasse ao ponto de alguém descobrir ela queria alguém para culpar... e agora? Como eu olho para o meu marido? Como eu encaro o Caio e o Willian sabendo que os amigos deles me usaram como se eu fosse um troféu de vestiário?"

A Realidade Dói

​BARBARA sentou-se na beira da cama, ignorando a dor.

​— "A verdade dói, ALESSANDRA, mas é essa: a gente não é mais a 'Dona ALESSANDRA' e a 'Dona BARBARA' para eles. Para aqueles meninos, a gente é o prêmio da final. Você pode me culpar o quanto quiser, mas o segredo agora é nosso... e deles. E se você acha que eles vão esquecer o gosto da 'MADRINHA' depois do que aconteceu hoje de manhã, você é mais ingênua do que eu pensava."

​ALESSANDRA cobriu o rosto com as 2 mãos, balançando a cabeça de um lado para o outro fazendo um "não". Ela se sentia suja, embora tivesse curtido cada momento único daquela experiência mas o pior era saber que, no fundo de sua consciência, o vigor e a brutalidade daqueles jovens haviam despertado algo que ela não sabia como enterrar novamente.

​A Limpeza

​— "Tá,Para de falar, ALESSANDRA! Me ajuda aqui!" — BARBARA sibilou, puxando os lençóis com mãos. Vamos limpar antes que alguém que não deveria ver as provas desse "crime" acabe entrando no quarto.

​Elas trabalharam rápido. Juntaram as camisinhas usadas, esconderam o que restava do vestido azul rasgado em uma sacola de lixo e esticaram a colcha de forma impecável. ALESSANDRA borrifou um pouco de desinfetante no ar para mascarar o cheiro dos rapazes. Ao passarem pela sala, viram Miguel; ele apenas mudou de posição no sofá, soltando um ronco profundo que as fez paralisar por um segundo antes de escaparem pela porta dos fundos.

O Retorno e a Confissão de BARBARA

Já na segurança da casa de ALESSANDRA, enquanto o chuveiro tirava o sêmen e o suor de seus corpos, a tensão começou a dar lugar ao processamento do que viveram. ALESSANDRA vestiu uma roupa limpa, mas sentia que sua pele ainda queimava onde as mãos dos jogadores a apertaram.

BARBARA, secando o cabelo com uma toalha, olhou para ALESSANDRA pelo espelho do banheiro. Ela não tinha a mesma expressão de culpa; seus olhos brilhavam com uma satisfação que ela não tentava esconder.

— "ALESSANDRA, olha pra mim," — BARBARA começou, com a voz firme. — "Para de se martirizar. O erro já foi feito, agora a gente tem que saber o que ganha com isso. Você passou a vida inteira sendo a 'esposa do Miguel'. Você só teve dois homens na sua vida inteira, mulher! Dois!"

ALESSANDRA baixou a cabeça, sentindo o peso daquela verdade.

— "E agora?" — continuou BARBARA, aproximando-se. — "Agora você tem o sabor de 6 paus enormes, vigorosos, garotos que ganharam um campeonato e vieram se derramar em você. Você sentiu o que é ser desejada por um time inteiro embora só aproveitamos com 6 né kkk! Admite: foi assustador, mas foi gostoso. A gente renasceu naquela cama, ALESSANDRA."

ALESSANDRA não respondeu. Ela lembrava da pressão de GUILHERME, da força de XAVIER, e de como PAULO a fez tremer. A lógica de BÁRBARA era perversa, mas encontrava eco em um lugar sombrio da mente de ALESSANDRA. Ela se sentia, de fato, diferente. Mais "viva", embora estivesse quebrada por dentro.

Elas voltaram para a granja a tempo. Entraram na cozinha, colocaram o café para passar e o cheiro do grão fresco preencheu a casa, mascarando qualquer vestígio da luxúria da madrugada.

O Encontro com Miguel

Minutos depois, Miguel apareceu na porta da cozinha, coçando a cabeça e com o cabelo bagunçado.

— "Bom dia, minhas flores... Nossa, eu apaguei. A festa foi boa, né?" — ele disse, dando um beijo carinhoso na testa de ALESSANDRA. — "Aqueles meninos são maneiros kkkk, jogaram muito e depois ficaram aí comemorando de boa."

ALESSANDRA sentiu um frio na espinha ao ouvir o marido elogiar a "educação" dos rapazes que, horas antes, a estavam tratando como uma posse coletiva. Ela forçou um sorriso, servindo o café com a mão que ainda guardava a memória do toque de GUILHERME.

— "É, Miguel... foram muito educados," — mentiu ela, trocando um olhar cúmplice e perigoso com BARBARA.

O Vestiário do time

A vida parece ter voltado ao normal, mas o segredo agora é uma bomba relógio.

A segunda-feira amanheceu com um silêncio cúmplice que pairava sobre todo o bairro. Nos vestiários, nas esquinas e nos grupos de mensagens restritos apenas aos jogadores, o clima não era de deboche, mas de uma satisfação profunda e quase solene.

​O Pacto de Cavaleiros

​GUILHERME, como capitão e líder natural do grupo, reuniu os rapazes antes do treino regenerativo na academia. O semblante era sério, de quem sabia o peso do segredo que carregavam.

​— "Atenção aqui, todo mundo," — GUILHERME começou, baixando o tom de voz. — "O que aconteceu naquela granja foi histórico. A Dona ALESSANDRA e a BARBARA foram além do que qualquer um de nós imaginou. Mas agora, a gente prova que é homem de verdade. Ninguém abre o bico. Nem pros amigos de fora, nem pra namorada, nem pra ninguém. Elas são mulheres casadas, são as MADRINHAS do time. Se uma palavra sair daqui, a gente destrói a vida delas e a nossa honra.Sei que nem todo mundo aqui conseguiu transar com elas mas quem sabe possa se repetir se elas quiserem? Mostramos que pegamos forte, transamos gostoso e elas gostaram, mas fica aqui tudo entre nós e nossa palavra de homens.Estamos acertados?"

​Um murmúrio de concordância percorreu o grupo. PAULO, XAVIER, CAIO e todos os outros assentiram. Eles tinham uma admiração renovada; ALESSANDRA não era mais apenas uma figura materna ou distante, ela era a mulher que havia aguentado o vigor dos garotos de um time campeão com uma entrega que os deixou maravilhados. E ela era mãe de seus 2 amigos e sempre fora muito Gentil com todos.

A Mensagem de Gratidão

​Ainda pela manhã, ALESSANDRA estava em sua cozinha, os movimentos lentos pela dor que ainda sentia no corpo como se tivesse malhando por umas 5 horas, quando o celular vibrou. Era uma mensagem coletiva, enviada por um número que ela sabia representar o sentimento de todos:

​"Dona ALESSANDRA, a gente queria agradecer por ontem. Sabemos que a senhora estava em dúvida no início e que a gente foi intenso, mas queremos que a senhora saiba de uma coisa: a nossa admiração pela senhora só aumentou. A senhora é um mulherão, em todos os sentidos da palavra. Sinta-se orgulhosa, porque o que a senhora fez pelo moral desse time nenhum troféu faria. O nosso respeito continua o mesmo, e o nosso segredo está guardado a sete chaves. Assinado: Seus Campeões."

O Sentimento de ALESSANDRA

Ao ler aquelas palavras, ALESSANDRA sentiu um calor estranho subir pelo rosto. A culpa, que antes a esmagava, começou a dar lugar a um tipo de vaidade secreta e perigosa. Ela olhou para o próprio reflexo no vidro do forno e, pela primeira vez em anos, não viu apenas uma dona de casa de 50 anos. Viu a mulher que deixou 6 jovens atletas realizados.

BARBARA, que estava passando para tomar um café, leu a mensagem por cima do ombro da amiga e sorriu, vitoriosa.

— "Viu só? Eu te disse. Eles não te veem como uma qualquer, ALESSANDRA. Eles te veem como uma rainha. Agora você tem um exército de homens aos seus pés, prontos para te proteger e, quem sabe, para a próxima final."

ALESSANDRA guardou o celular no bolso do avental, sentindo o peso daquela nova realidade. O pacto estava selado. O respeito público continuava intacto, mas, por baixo dos panos, a hierarquia daquela granja havia mudado para sempre.

CONTINUA

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Ficam as perguntas.

Quais seriam os sentimentos dela se ela fosse o marido?

O que o marido pensa importa oara ela?

Se ele descobrir?

Será que ela é capaz de pensar nisso tudo e se for, qual vai ser a atitude dela na proxima vez?

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