Capítulo 4: O Terno Azul e o Ninho de Cobras

Um conto erótico de Bruno
Categoria: Heterossexual
Contém 2043 palavras
Data: 16/03/2026 10:53:27

O domingo nasceu com um peso diferente. Enquanto o sol do Recreio convidava para o excesso, o clima na minha casa era de "preparação para a guerra". Meu pai e Helena iam passar o dia na festa de um antigo desembargador, um desses eventos chatos onde o uísque é caro e as conversas são sobre reformas tributárias.

— "Certeza que não quer ir, Bruno? Vai estar a nata do Direito lá," — insistiu Otávio, já ajeitando o nó da gravata.

— "Vou passar, pai. Preciso dar uma descansada, amanhã o dia é longo," — menti, querendo apenas distância de qualquer coisa que lembrasse um tribunal.

Fui para a praia. Tentei surfar, mas o mar parecia não ter a mesma graça. Ao caminhar pelo calçadão, a cada dez metros alguém me parava. — "Fala, Bruninho! Vai ter lual hoje, brota lá!" — "Ídolo! As gringas estão perguntando de você no Posto 10!" O celular não parava. Kadu mandou uns dez áudios: "Irmão, as argentinas estão no vício! A Sol quer revanche e a Martina disse que seu beijo não sai da boca dela. Vamos repetir o loft?"

Eu recusei tudo. Uma melancolia estranha me consumia. Amanhã, a "vida de vagabundo" seria interrompida pelo terno e pela gravata. Eu fazia Direito apenas pela pressão do meu pai; no fundo, eu queria a vida do Kadu: sem horários, sem chefes, apenas o sal e o prazer. Mas a realidade estava ali, batendo na porta. As aulas voltariam à noite, e o estágio me prenderia o dia todo. O tédio era uma sentença de morte para o meu espírito livre.

Segunda-feira, 08:30h – Lacerda & Associados

Acordei com o estômago embrulhado. Vesti o terno azul-marinho que meu pai ajudara a escolher — uma peça de corte impecável que Helena, com olhos cheios de um desejo reprimido, terminara de passar no vapor minutos antes.

— "Lembre-se, Bruno: firmeza no aperto de mão, olhe nos olhos e procure pela Mariana. O João me confirmou que ela vai conduzir a entrevista," — orientou Otávio, orgulhoso, como se estivesse enviando um soldado para a fronteira.

Dirigi até a Barra da Tijuca. O prédio do Lacerda & Associados era um monólito espelhado que parecia tocar o céu. Ao entrar no hall, o mármore negro e o ar-condicionado gelado me deram um choque térmico. Na recepção monumental, uma parede de vidro exibia a foto dos três sócios-fundadores: João Vítor, Vitória e Ana Beatriz. Eles pareciam deuses intocáveis, vestindo o poder como se tivessem nascido com ele.

— "Bom dia. Sou Bruno Oliveira, tenho entrevista marcada com a Dra. Mariana," — anunciei na recepção.

Dez minutos depois, a porta se abriu. — "Bruno? Pode vir comigo, por favor."

Era ela. Mariana Lacerda. Aos 32 anos, a diretora de RH e psicóloga do escritório era um espetáculo à parte. Ela usava um conjunto de saia lápis cinza e uma blusa de seda branca que marcava a curva acentuada do seu corpo violão. O cabelo loiro-mel estava preso em um rabo de cavalo alto, expondo um pescoço longo e elegante. Os olhos dela eram de um azul cristalino, mas com uma malícia analítica que me fez sentir nu em segundos.

"Puta que pariu, que mulher gostosa", pensei, enquanto a seguia pelo corredor. A bunda dela balançava com uma cadência calculada a cada passo do salto agulha. Entramos em uma sala de vidro fosco, com vista para a orla da Barra. Ela se sentou, cruzou as pernas torneadas e abriu minha pasta.

— "Sente-se, Bruno," — ela disse, a voz sendo um veludo com autoridade. — "O João me falou muito bem do seu pai. Mas aqui dentro, o Dr. Otávio é apenas um nome em um arquivo. Quero saber quem é o Bruno. O que te motiva a estar aqui, além do desejo do seu pai?" — Mariana perguntou, inclinando o corpo para frente. O perfume dela era caro, uma mistura de baunilha e algo cítrico que preenchia o ambiente.

Eu relaxei na cadeira, cruzando as pernas com uma confiança que não condizia com um estagiário iniciante. Usei o meu melhor sorriso de lado.

— "Motivação é uma palavra forte, Dra. Mariana. Eu diria que o que me traz aqui é a curiosidade. O Direito, no papel, é estático. Mas aqui, no Lacerda & Associados, ele parece ser... plástico. Moldável. Eu gosto de desafios e sei que este é o lugar onde os grandes jogos acontecem. Eu não sou apenas mais um aluno com boas notas; sou alguém que sabe ler pessoas. E, no fim das contas, advocacia é sobre convencer pessoas, não é?"

Mariana arqueou uma sobrancelha, analisando meu rosto como se procurasse uma falha na minha armadura. — "Você tem uma lábia perigosa, Bruno Oliveira. Muita autoconfiança pode ser um trunfo ou uma corda para se enforcar. Mas admito, sua postura é diferente da dos outros candidatos que parecem estar prestes a desmaiar."

A entrevista seguiu por mais vinte minutos. Ela me testou com casos hipotéticos e perguntas psicológicas. Eu respondi tudo com uma calma calculada, sempre mantendo o contato visual. Ao final, ela fechou a pasta e se levantou.

— "Obrigada, Bruno. Entraremos em contato."

Saí da sala e caminhei pelo corredor de mármore. O silêncio era interrompido apenas pelo som de teclados e vozes baixas. Olhei ao redor e vi dezenas de advogados em seus ternos cinzas e pretos, rostos pálidos sob a luz fluorescente, todos parecendo engrenagens de uma máquina gigante. Aquilo me deu um calafrio. Saí do prédio sem ter a menor ideia se tinha passado ou não, mas sentindo o peso daquela seriedade esmagando o "espírito do Recreio".

Ao chegar em casa, meu pai já me esperava na porta. — "E aí? Como foi com a Mariana? Falou com o João?" — "Falei só com a Mariana, pai. Foi... normal. Agora é esperar," — respondi, querendo apenas tirar aquele terno que parecia uma armadura de chumbo.

Tive pouco tempo para respirar. À noite, a realidade bateu: a volta às aulas. No campus da faculdade, a sensação de popularidade voltou instantaneamente. — "Bruno! Onde tu tava, cara?" — "E aí, pegou muito tubo em Cabo Frio?" Eu era o centro das atenções, cercado por amigos e garotas querendo saber das festas, mas minha mente estava longe. Eu estava exausto. O contraste entre o silêncio fúnebre do Lacerda & Associados e a gritaria da faculdade estava me deixando tonto.

Cheguei em casa tarde, sentindo cada músculo latejar. Joguei a mochila no canto e me deitei, encarando o teto no escuro. Minutos depois, a porta abriu devagar. Helena entrou. Ela não disse nada, apenas sentou na beira da cama e me puxou para um abraço. Eu desabafei ali, no ombro dela, sobre o tédio, a pressão do meu pai e o medo de me tornar mais um daqueles robôs de terno que vi no escritório.

— "Shhh... relaxa, meu filho. Você é diferente deles," — ela sussurrou, acariciando meu cabelo. O toque dela era o único remédio capaz de baixar minha adrenalina.

— "Eu não sei se aguento, mãe," — confessei, fechando os olhos e sentindo o perfume dela me envolver. — "Aquele lugar é um necrotério de gente viva. Sinto falta do sol, daquela liberdade de Cabo Frio... Sinto saudade daquelas aventuras, da orgia com a Letícia e com a Valéria. Mas o que me mata de verdade é o que a gente tem aqui."

Ela se afastou um pouco para me olhar, o rosto iluminado apenas pela luz que vinha do corredor.

— "Possuir a senhora aqui, nessa casa, virou o meu maior vício," — continuei, a voz rouca. — "Eu tenho uma necessidade diária do seu corpo. Parece que nada mais me satisfaz se eu não sentir o seu gosto antes de dormir."

Helena suspirou, uma mistura de angústia e prazer. — "Eu também sinto, Bruno... Não consigo evitar. Eu olho para o seu pai e tento ser a esposa perfeita, mas na minha mente, você é meu amante 24 horas por dia. Eu sinto um medo constante do Otávio descobrir, de tudo isso desmoronar..."

— "Eu me sinto mal pelo meu pai às vezes," — admiti, sentindo o peso da traição.

— "Ele é um bom pai, sempre me deu tudo. Mas eu vejo como ele te trata. Ele é um marido ausente, negligente. Te deixou de lado por anos para cuidar de processos e tribunais. Ele te abandonou emocionalmente muito antes de eu te possuir."

— "É errado... a gente sabe que é o maior erro de nossas vidas," — Helena murmurou, aproximando os lábios dos meus. — "Mas o prazer que eu sinto com você... é maior que qualquer moral, maior que tudo."

Não houve mais palavras. O pacto estava selado no beijo profundo que calou o resto do mundo. Eu a puxei para cima de mim, livrando-a da camisola de seda. Helena estava nua por baixo, o corpo de atleta vibrando sob o meu toque.

Virei-a de costas na cama, fazendo-a ficar de quatro. A visão daquela bunda monumental, firme e dourada, era o meu altar. Comecei explorando-a devagar, mas a urgência do dia estressante me fez querer mais. Passei a língua pelo rastro proibido entre suas nádegas, sentindo-a arquear as costas e soltar um gemido abafado.

— "Bruno... aí não... o seu pai..." — ela tentou protestar, mas as mãos dela já agarravam o travesseiro com força.

— "O Otávio está dormindo o sono dos justos, mãe. Hoje você é só minha," — sentenciei.

Preparei-a com paciência, usando a lubrificação natural dela até sentir que o caminho estava pronto. Inundi o rabo da minha mãe com a minha vontade, entrando milímetro por milímetro. Helena enterrou o rosto no colchão para abafar o grito de choque e prazer. Quando finalmente preenchi o cu dela por completo, o aperto foi tão surreal que precisei parar por alguns segundos para não gozar de imediato.

Comecei o movimento, estocadas lentas e profundas que faziam a cama ranger de leve. Helena gemia em um transe, movendo o quadril para trás, buscando mais de mim. Eu a possuía com a fúria de quem queria esquecer o escritório, o terno e o mundo lá fora. O som da carne batendo era a única trilha sonora daquela traição sombria.

Depois de esfolar o cu dela por longos minutos, eu a virei de frente. Helena estava com o rosto ruborizado, os olhos brancos de tanto prazer. Peguei suas pernas e as coloquei sobre meus ombros, entrando na sua boceta encharcada com uma força animal. No ápice da adrenalina, quando senti que o leite ia transbordar, eu me retirei.

— "Olha pra mim," — ordenei.

Ela obedeceu, ofegante. Comecei a me masturbar rápido diante dela, vendo os seios fartos subindo e descendo com a respiração curta. Descarreguei jatos quentes e espessos de porra diretamente sobre o peito dela, sujando a pele bronzeada e o colo que o meu pai julgava ser apenas dele.

Helena ficou ali, trêmula, olhando para o próprio corpo marcado pelo meu sêmen. Ela usou os dedos para espalhar o líquido quente pela pele, antes de se inclinar e limpar o resto do meu pau com a língua, garantindo que nenhum vestígio sobrasse.

Dormi abraçado a ela por alguns minutos antes de Helena se esgueirar de volta para o quarto do marido. O vício estava alimentado.

A terça-feira passou num borrão de ansiedade e ondas médias no Recreio. Eu tentava não pensar no telefone, mas cada vez que o visor acendia, um frio na espinha me lembrava que a conta da minha liberdade estava chegando.

Na quarta-feira, exatamente às 11:00h, o número da Barra brilhou na tela. Era a voz aveludada da Mariana.

— "Bruno Oliveira? Parabéns. Você foi aprovado. O João deu o ok final. Segunda-feira, às nove, na recepção. Esteja impecável."

Desliguei o celular e fiquei encarando o mar da varanda por um longo tempo. Não havia comemoração no meu peito, apenas um tédio profundo e uma preguiça monumental. Eu não tinha planos de "conquistar" nada ou me infiltrar em lugar algum; eu só queria que aquele estágio fosse um erro, uma fase que passasse rápido para eu voltar a ser apenas o cara da prancha sob o braço.

Olhei para o terno azul-marinho pendurado na porta do armário, parecendo uma farda de prisioneiro de luxo. Segunda-feira eu teria que fingir que me importava com prazos, leis e a hierarquia de um escritório que parecia um templo de mármore. Eu não sabia o que me esperava por trás daquelas portas automáticas da Barra da Tijuca, mas tinha certeza de uma coisa: o choque de realidade ia ser brutal.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive Contos_do_Lobo a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.
Foto de perfil de Contos_do_LoboContos_do_LoboContos: 38Seguidores: 43Seguindo: 0Mensagem Onde o instinto encontra a escrita. Aqui, as fantasias mais profundas ganham vida em forma de contos. Entre e perca-se nas histórias de quem observa o desejo de perto.

Comentários