O tempo passou devagar naquela tarde e noite de terça - feira.
Eu fiquei na sala, TV ligada em volume baixo, rolando o celular sem ver nada de verdade. Cada hora que passava aumentava o peso no peito, imaginando onde ela estaria e pior com quem estaria.
Às 23h, nada.
À 1h da manhã, silêncio. Até que mandei uma mensagem no whatsapp dela. Somente um traço, estava sem internet. Liguei para conferir, nada de chamar, presumi que estava desligado, não tinha que fazer.
Às 2h, eu já estava deitado no sofá, luz apagada, olhos abertos no escuro, ouvindo o relógio da cozinha ticar como se fosse um coração acelerado.
Cochilei um pouco às 3:30 da manhã, ouvi o barulho na porta. Primeiro um arranhar desajeitado na fechadura , chave errada, chave caindo no chão. Depois um riso baixo, rouco, seguido de um “shhh” exagerado que ela deu pra si mesma. Depois um tropeço, um “ai, caralho” murmurado, e a porta finalmente abrindo com um empurrão.
Eu levantei rápido, coração na garganta. Ela entrou cambaleando, segurando a maçaneta pra não cair. Olhos vermelhos, pupilas dilatadas, maquiagem borrada nos cantos, batom borrado no canto da boca. O cabelo loiro bagunçado, mechas grudadas na testa suada. Cheiro forte veio antes dela: maconha fresca misturada com vodka barata, suor, cigarro e algo mais doce e azedo.
O short jeans estava torto, zíper meio aberto, uma marca vermelha na coxa interna visível mesmo na penumbra. A cropped estava levantada de um lado, expondo a lateral do seio esquerdo, e no pescoço tinha dois chupões roxos e inchados, um deles com mordida ao redor. No braço direito, marcas de dedos vermelhos na pele corada, como se alguém tivesse apertado forte.
Ela me viu, piscou devagar, tentou sorrir.
— Oi… filho… cheguei — arrastou, voz pastosa, tropeçando de novo no tapete da entrada.
Eu corri até ela antes que caísse. Segurei pela cintura, braço ao redor das costas. O corpo dela estava quente, mole, pesado contra o meu. O cheiro de álcool e maconha invadiu meu nariz, misturado com o perfume dela que ainda resistia. Ela riu baixo no meu ombro, cabeça pendendo.
— Desculpa… demorei… foi… divertido — murmurou, palavras emboladas.
Ajudei ela a entrar direito, fechei a porta com o pé. Ela tropeçou mais uma vez, quase derrubando nós dois. Segurei firme pela cintura a pele nua da barriga quente sob meus dedos , guiei ela pelo corredor até o quarto. Ela se apoiava em mim, seios pressionados contra meu braço, respiração pesada e irregular.
— Cama… quero cama… — sussurrou ela, voz rouca.
Deitei ela devagar no colchão. Ela caiu de lado, short subindo ainda mais, expondo metade da bunda enorme e uma calcinha preta fio dental enfiada no rego. Marcas vermelhas nas coxas dedos, unhas, talvez tapas. No pescoço, os chupões pareciam frescos, brilhando de saliva seca. Ela tentou se virar de costas, gemeu baixo de dor ou prazer residual, mão indo instintivamente pro meio das pernas, como se ainda sentisse algo ali.
— Tá tudo bem… — murmurou ela, olhos semicerrados. — Foi bom… muito bom…
Fiquei sentado ao lado dela na cama. Ela murmurou algo incompreensível, mãos indo instintivamente pra cintura do short curtíssimo que usava. Com movimentos lentos e descoordenados, desabotoou o botão, abriu o zíper torto e começou a puxar o tecido pra baixo. O short desceu pelas coxas grossas, revelando a calcinha preta de rendal que estava encharcada e grudada na pele. O tecido fino estava escuro de umidade, quase transparente na virilha, marcando perfeitamente os lábios grandes da buceta inchados e vermelhos. Algo brilhava ali um filete grosso e perolado escorrendo pela dobra interna da coxa, misturado com o mel dela e algo mais viscoso, branco-leitoso, que grudava na renda como sêmen seco recente.
Ela chutou o short pra longe do pé da cama, ficou só de calcinha e cropped. Depois, com um suspiro pesado, levou as mãos pra trás e abriu o fecho da cropped. Jogou a peça pro lado, seios livres caindo pesados, mamilos duros e escuros, rodeados de marcas vermelhas de chupões e mordidas que desciam até a barriga. O cheiro subiu forte na hora um odor pesado, cru, de buceta excitada misturada com suor, vodka, maconha e sêmen. Era intenso, quase sufocante: o aroma almiscarado da excitação dela, o cheiro salgado de porra seca grudada na pele e na calcinha, o álcool azedo no hálito que ela soltava ao respirar fundo.
Eu fiquei parado na beira da cama, olhando tudo. O pau latejou forte dentro da calça, endurecendo contra a vontade. Ela rolou de bruços, bunda empinada sem querer, pernas ligeiramente abertas. A calcinha subiu mais ainda, expondo metade das nádegas, e entre as coxas dava pra ver a buceta inchada pressionando o tecido, lábios grandes se abrindo um pouco, o brilho úmido refletindo a luz do abajur. O cheiro ficou mais forte , buceta molhada, porra fresca misturada com o dela, um odor de sexo cru que enchia o quarto inteiro.
Olhei pra ela , olhos semicerrados, boca entreaberta, seios livres subindo e descendo devagar, chupões roxos marcando o pescoço e o colo como troféus. Ela estava destruída, satisfeita, bêbada e chpada demais pra reagir direito.
Chamei baixo, voz rouca:
— Mãe… Paula…
Nada. Só um suspiro longo, mão ainda roçando devagar a calcinha.
Chamei de novo, mais perto, inclinando o corpo sobre a cama:
— Paula… acorda…
Ela murmurou algo incompreensível, rolou um pouco mais de bruços, bunda subindo mais, pernas se abrindo ligeiramente. A calcinha esticada mostrava tudo: lábios grandes vermelhos e inchados pressionando o tecido fino, um filete grosso e branco escorrendo pela borda da renda, pingando no lençol.
Meu pau pulsou forte. Eu não pensava mais. Só sentia o calor subindo, o ódio e o tesão embolados numa coisa só que me empurrava pra frente.
Estendi a mão devagar, dedos tremendo. Afastei a calcinha de lado com o indicador e o médio o tecido grudou na pele úmida antes de ceder, revelando a buceta inteira: aberta, vermelha, brilhando de umidade grossa. Os lábios grandes estavam inchados, o clitóris protuberante e latejando, entrada dilatada como se tivesse sido usada com força recente. Um misto de mel dela e sêmen branco-leitoso escorria devagar pela dobra interna, pingando no colchão. O cheiro era mais forte ali almiscarado, salgado, cru, de sexo.
Coloquei o dedo médio na entrada, só a ponta. Estava quente, molhado, escorregadio. Entrei devagar um centímetro, dois. Ela gemeu rouco, quadril se mexendo instintivamente pra trás, como se o corpo respondesse mesmo dormindo. A parede interna pulsava ao redor do meu dedo, apertando e soltando, ainda sensível. Mais sêmen escorreu, grudando no meu dedo, viscoso e quente.
— Paula… — chamei de novo, voz baixa, quase gemido.
Ela não acordou. Só gemeu mais fundo, mão apertando o lençol, coxas tremendo. Meu pau latejava tanto que eu sentia cada batida do coração ali embaixo. Tirei o dedo devagar, brilhando de umidade e sêmen misturados. Levei à boca sem pensar provei o gosto salgado, azedo. O tesão explodiu.
Fechei os olhos por um segundo, mão indo pra calça, abrindo o zíper. Tirei o pau pra fora, duro, veias pulsando, cabeça vermelha e brilhante de pré-gozo. Bati devagar, olhando pra buceta dela ainda aberta, calcinha afastada, brilhando na luz fraca do abajur. Cada movimento fazia mais sêmen escorrer, pingar, manchar o lençol.
Coloquei o dedo médio de novo na entrada da buceta dela, devagar, sentindo o calor úmido envolver a ponta novamente. Estava ainda mais escorregadio agora o sêmen misturado com o mel dela escorrendo pelos lados do dedo, grudando na pele. Eu estava batento uma, lento, olhando fixo pra a buceta dela com meu dedo enfiado até a metade: calcinha afastada pro lado, lábios grandes abertos, clitóris inchado latejando, entrada dilatada deixando escapar mais um filete branco.
Ela gemeu rouco, quadril se mexendo instintivamente pra trás, como se o corpo soubesse o que queria mesmo dormindo. Empinei a bunda enorme dela com a mão livre, levantando um pouco as coxas, posicionando ela de quatro parcial joelhos dobrados, rosto afundado no travesseiro, nádegas separadas, rego exposto, calcinha torta revelando tudo.
De repente ela acordou.
O corpo inteiro se contraiu como se tivesse levado um choque. Os olhos se abriram arregalados, vermelhos e vidrados, pupilas dilatadas de maconha e álcool. Um gemido virou um engasgo. Antes que eu pudesse recuar, ela se curvou pra frente, mão na boca, e vomitou.
Um jato grosso e azedo saiu da garganta dela, caindo direto no chão do quarto mistura de vodka, bile, pedaços de comida mal digerida e um cheiro forte de álcool azedo que encheu o ar inteiro. Ela vomitou de novo, mais fraco, tossindo, corpo tremendo violento. O vômito espirrou no piso de madeira, respingando na perna da cama, no tapete ao lado, no meu pé descalço.
Eu pulei pra trás, pau ainda duro na mão, coração disparado. Ela caiu de lado na cama, tossindo, gemendo de dor, mão na barriga. O vômito escorria pelo canto da boca, pingando no lençol, misturando-se ao que já estava ali de sêmen e lubrificação. Os olhos dela piscavam rápido, tentando focar, mas ainda bêbada demais, chapada demais pra entender direito o que estava acontecendo.
— Filho…? — murmurou ela, voz rouca, confusa, antes de virar de lado e vomitar mais uma vez, mais fraco, só bile agora.
Eu fiquei parado,guardei meu pau, sensação de nojo e culpa subindo pela garganta. O quarto cheirava a vômito, álcool, maconha e sexo. O chão sujo, ela tremendo na cama, calcinha ainda torta, buceta exposta, corpo marcado.
Corri pro banheiro, peguei uma toalha molhada e um balde. Voltei, limpei o que dava do chão, segurei a cabeça dela pro lado pra ela não engasgar de novo. Ela murmurou algo incoerente, olhos fechando devagar, apagando outra vez.
Limpei ela o melhor que pude rosto, boca, lençol ao redor, ajeitei a calcinha de volta no lugar, cobri com o cobertor. O vômito ainda estava no chão, fedendo forte. Eu sentei na beira da cama, mãos tremendo, olhando pra ela dormindo de novo, respiração pesada.
O tesão tinha sumido. Sobrou só nojo, culpa e uma raiva fria que queimava baixo. Ela tinha chegado assim bêbada, marcada, fodida por sabe-se lá quem. E eu… eu tinha ido longe demais.
Fechei os olhos, respirei fundo. O cheiro do vômito misturado com o resto enchia tudo. A madrugada seguiu. Ela dormia. Eu fiquei ali, vigiando, odiando cada segundo do que tinha acontecido. E do que quase aconteceu.
Às 5 da manhã, o céu lá fora começava a clarear num cinza sujo, e eu ainda não tinha pregado o olho. O quarto dela estava escuro, só o abajur fraco do corredor jogando uma luz amarelada pela porta entreaberta. O cheiro de vômito seco misturado com álcool e sexo ainda pairava pesado no ar, grudado nas cortinas, no lençol, na minha pele. Minha mãe dormia de lado, cobertor embolado na cintura, calcinha torta de novo, bunda enorme exposta, coxas marcadas de vermelho. Respirava pesado, ronco leve interrompido por suspiros esporádicos, como se o corpo ainda estivesse processando a noite.
Eu me levantei do sofá, corpo dolorido de ficar sentado ali a noite inteira, e entrei no quarto dela devagar. O celular dela estava na jogado na mesinha cabeceira, tela virada pra baixo, descarregado. Peguei o aparelho coloquei para carregar e liguei. Meu coração acelerou só de olhar praquilo. Eu sabia que não devia. Sabia que era invasão, que era errado em todos os níveis. Mas o ciúme era maior que qualquer razão. Maior que a culpa que ainda queimava depois do que eu tinha feito horas antes.
Peguei o celular com cuidado. Não tinha senha ela nunca colocava, dizia que era chato toda hora ficar bloqueando. Desbloqueei. Abri o WhatsApp. A conversa com Caio estava no topo, sem nome salvo, só o número com foto de perfil dele: uma selfie sem camisa na praia pele negra escura,magro, daqueles magros que parecem feitos de arame e ossos salientes, sorriso torto, olhos vermelhos, cabelo curto rapasdo nas laterais.
Rolei pra cima. Mensagens da noite anterior.
13:25 – Caio:
Foi mal por hoje mais cedo. Eu estou passando por alguns problemas pessoais e as vezes me deixo me levar pelo momento, tlgd?
Paula:
Tudo bem, só não tire ousadia comigo em público porque não gosto de confundir as coisas, ainda mais na frente do meu filho.
13:27 – Caio:
Foi mal vacilei mesmo, só faço merda e estrago tudo em minha volta.
Paula:
Você não estragou nada, somente quero não se repita mais, somente isso.
13:28: Caio:
Então a gente pode continuar o que estamos tendo?
Paula:
Claro rsrsrs.
13:29 Caio:
Safada! Gosto quando você esbarra no meu pau "sem querer" fico louco de tesão e você sabe como fica marcando no shorts meu pauzão depois.
Paula:
Fico só de olho depois toda molhada rsrsrs.
13:30 Caio:
Tô com os primos aqui na casa do tio arrrumando umas coisas. Tem vodka, baseado, umas coisinhas mais pesadas. Vem, professora. Vai ser como sábado, só que melhor. Rafael e Davi tão loucos pra te ver de novo.
Paula:
Não, Caio. Hoje não. Tô cansada, e meu filho tá em casa. Não dá.
13:35 – Caio:
Relaxa, gata. É só uma saída rápida. E sei que você tá morrendo de tesão já. Chega aqui, bebe um pouco, fuma, depois vai embora. Ninguém vai saber. Ou você quer que eu vá aí te buscar? Tô com saudade daquela buceta toda arrombada.
Ela demorou uns minutos pra responder.
Paula:
Para com isso. Eu disse não.
13:55 – Caio:
Você disse não no começo do sábado também. E depois gemeu meu nome a tarde inteira. Vem. Rafael trouxe pó, Davi tá com o bagulho bom. Vai ser foda. Te pego e te levo de volta antes de anoitecer.
Mais silêncio.
Paula:
… quanto tempo?
14:15 – Caio:
Chega aqui em 20 min. Eu mando localização. Te espero na porta.
Paula:
Ok. Mas é a última vez. E sigilo total, Caio. Ninguém da escola. E meu filho não pode desconfiar.
14:25 – Caio:
Sigilo de cem por cento, professora. Só nós quatro. Coloca uma roupinha bem de putinha e vem logo que eu tô louco pra te foder de novo. Vem, professora. Vai ser como sábado, só que melhor.
Depois disso, mais mensagens curtas: localização enviada, ela respondendo “tô saindo”, ele mandando “tô esperando com saudade dessa bunda”.
E a resposta dele 3:30 da manhã:
Volta quando quiser mais. A casa do tio é sua casa. Beijo na buceta.
Eu larguei o celular na mesinha como se queimasse. O peito apertou tanto que doeu pra respirar. Olhei pra ela dormindo, marcada, cheirando a tudo que eu tinha lido. Ela tinha recusado primeiro. Depois cedeu. Pediu sigilo. Porque não queria que eu soubesse. Porque queria continuar sendo a mãe perfeita de dia e a puta deles de noite.
O relógio marcava 5:30. Meu ônibus passava às 5:20h. Levantei, lavei o rosto no banheiro, vesti a roupa da escola sem fazer barulho. Antes de sair, voltei pro quarto dela uma última vez. Ela ainda dormia, rosto inchado de bebida, chupões roxos no pescoço brilhando na luz fraca. Cobri ela melhor com o cobertor, como se isso apagasse alguma coisa.
Saí de casa sem acordar ela. A rua estava vazia, o sol nascendo devagar. Caminhei pro ponto de ônibus as mensagens queimando na memória. Ela pediu sigilo. Mas eu já sabia de tudo. E o pior: eu não sabia o que fazer com isso. Confrontar? Fingir? Continuar olhando, odiando, desejando?
O ônibus chegou. Entrei vazio. Sentei no fundo, encostei a cabeça no vidro frio.
Cheguei no prédio do escola às 8:20, atrasado. Entrei pelo portão lateral, corredor vazio, só o eco dos meus passos e o barulho distante de portas abrindo nas salas.
Allan e Diogo já estavam na entrada da sala 112, a nossa primeira aula do dia de história, apresentação de trabalho. Allan encostado na parede, latinha de energético na mão, Diogo ao lado dele mexendo no celular. Quando me viram, Allan ergueu o queixo.
— E aí, filhinho? Se atrasaram hoje? — perguntou Allan, voz alta demais pro horário, sorriso ansioso. — Tava esperando vocês, mas não passaram até agora.
Diogo guardou o celular no bolso, franziu a testa.
— É, mano. Hoje ela dá aula pra galera do pré-vestibular, né? Tava contando com ela pra começar o dia direito.
Eu parei na frente deles, respirei fundo, tentando manter a voz firme.
— Ela não veio hoje. Tá passando mal. Acordou com dor de cabeça forte, febre baixa. Disse que não ia conseguir dar aula. Me pediu pra avisar se alguém perguntasse.
Allan baixou a latinha devagar, cara caindo.
— Sério? Puta merda…Dor de cabeça? Tipo, forte mesmo?
Acenti com a cabeça.
Allan deu um tapa leve no meu ombro, tentando animar.
— Relaxa, filhinho. Diz pra ela melhorar logo.
Entramos na sala. A aula começou com o professor, chamando cada grupo para apresentar um tema específico. Eu sentei na terceira fileira, Allan do meu lado e Diogo do lado dele. Os dois cochichavam de vez em quando, desapontados, olhando pra porta como se ela pudesse aparecer a qualquer momento.
Meio da aula, por volta das 9:30, a coordenadora Marli apareceu na porta. Mulher de uns 50 anos, óculos grandes, cabelo curto tingido de castanho, cara de quem não dorme direito. Ela bateu na porta aberta, apontou para mim e chamou baixo:
— Pode vir aqui um minuto?
Levantei, saí pro corredor. Ela fechou a porta atrás de nós, voz baixa mas firme.
— Sua mãe não veio hoje. Não avisou nada, nem ligou, nem mandou mensagem. A turma tá sem professor. Você sabe se ela tá bem? Aconteceu alguma coisa?
Eu engoli em seco, mantive o olhar firme.
— Ela tá passando mal desde ontem à noite. Dor de cabeça forte, enjoo, febre baixa. Acordou pior hoje cedo. Me pediu pra avisar se alguém perguntasse, mas eu esqueci de mandar mensagem pra coordenação. Desculpa. Ela tá de repouso em casa, tomando remédio. Acho que amanhã já volta.
Marli franziu a testa, mas assentiu devagar se despeduiu e saiu.
Eu entrei na sala de novo, sentei. Allan virou pra lado, sussurrando:
— O que foi? A coordenadora?
— Perguntando da Minha mãe. Disse que ela tá doente.
Allan suspirou fundo, encostou na cadeira.
— Caralho… dia perdido mesmo.
Por um momento percebi qu etava ali, inventando desculpas pra proteger ela e protegendo também o segredo que me matava por dentro. A aula seguiu. Mas o dia inteiro pareceu uma eternidade vazia.
A aula seguiu arrastada, como se o tempo tivesse ficado mais lento . O professor falava da importancia sobre trabalho em grupos, mas minha cabeça estava em outro lugar. Quando o sinal do intervalo tocou, por volta das 10:30, saímos pro corredor. O prédio estava movimentado: alunos indo pra copa, pra escada de emergência fumar escondido, pra máquina de café. Allan e Diogo vieram comigo, latas de refrigerante na mão.
Fomos pra copa. Peguei um copo de água quente, fingi interesse na máquina enquanto eles falavam sobre o fim de semana, sobre um jogo que ia rolar no sábado. Eu olhava pros lados o tempo inteiro, procurando o Caio: o gingado lento, os olhos vermelhos, o sorriso torto. Nada. Nenhum sinal dele no corredor, na escada, na área externa. Sumido. Provalvemente de ressaca também.
O intervalo acabou rápido. Voltamos pra sala, aula seguiu. O relógio arrastava. Eu não anotava nada. Só pensava nela em casa.
O sinal final tocou às 12:00. A turma saiu em ondas. Allan e Diogo se levantaram, mochilas no ombro, mas o clima era diferente sem a expectativa do abraço de despedida, sem a despedida demorada na porta. Eles pararam na saída da sala, olharam um pro outro, depois pra mim.
Allan deu um soquinho rápido no meu braço.
— E aí, filhinho. Diz pra professora Paulamelhorar logo.
Diogo assentiu, mão no bolso.
— É. Amanhã a gente vê ela, né? Abraço pra ela. E se cuida.
Eles saíram rápido, sem esperar resposta, sem demora. Caminhei as duas quadras até o ponto de ônibus. O sol já estava alto, quente demais pra manhã. O ônibus chegou quase vazio. Sentei no fundo, encostei a cabeça no vidro. O trajeto foi longo, silencioso. Desci no nosso ponto às 13:00h em ponto.
A rua estava quieta, casas fechadas, um cachorro latindo ao longe. Cheguei na porta de casa, girei a chave devagar. O cheiro de vômito seco ainda pairava no corredor, misturado com o perfume dela que grudava em tudo. Fechei a porta atrás de mim.O silêncio da casa me recebeu como um soco. Minha mãe ainda dormia ou pelo menos não tinha saído do quarto. Ouvi um ronco leve vindo de lá. O celular dela devia estar na mesinha, com mais mensagens talvez. Eu não fui ver.
Joguei a mochila no sofá, sentei, olhei pro teto. O dia mal tinha começado de verdade, e já parecia exaustivo. Ela ia acordar em breve, fingir que estava tudo bem, talvez inventar uma gripe pra justificar a falta. Eu ia fingir que não sabia de nada. Como sempre .Mas o sigilo que ela pediu pro Caio… agora era meu também.
Fiz um almoço simples mas caprichado: arroz branco soltinho, feijão carioca bem temperado, bife acebolado e uma salada de alface com tomate que eu sabia que ela gostava. Coloquei tudo na mesa da sala de jantar, arrumei os pratos, talheres e até um copo de água gelada com limão. Meu pau ainda latejava de leve só de lembrar da noite anterior o jeito que ela estava toda aberta, molhada de porra alheia, o cheiro de maconha misturado com o perfume dela. Mas eu me controlei. Ciúmes e tesão brigando dentro de mim.
Quando terminei de arrumar, ouvi um gemido rouco vindo do quarto. Ela estava acordando.
Entrei devagar. Minha mãe estava deitada de lado na cama, o lençol cobrindo até o pescoço. O cabelo bagunçado, maquiagem borrada, lábios inchados. Ela piscou os olhos vermelhos, a cabeça claramente latejando.
— Filho… que horas são? — murmurou com a voz rouca, passando a mão no rosto. — Meu Deus, eu apaguei feio…
— Já passa das uma, mãe. Eu voltei do colégio agora. Inventei que você tava com enxaqueca pra coordenadora Marli.
Ela se sentou devagar, cobrindo os peitos grandes e pesados com o lençol. Meu olhar desceu sozinho pro meio das coxas dela, ainda com resquícios da noite. Ela percebeu, mas não disse nada.
— Você… me ajudou ontem, né? Eu lembro vagamente chegando em casa e você me colocando na cama… e depois… só branco, que vergonha. Eu vomitei tudo.Faltei ao trabalho.
— É, mãe. Limpei o que deu. Mas ainda tá um caos aqui. O carpete do quarto tá nojento.
Ela olhou pro chão e fez uma cara de nojo, cobrindo a boca.
— Meu Deus… eu vou arrumar isso agora. Me dá um minuto.
Ela se levantou cambaleando. O corpo dela era uma delícia mesmo de ressaca: bunda larga, coxas grossas, cintura larga. A calcinha entrou no meio da bunda quando ela se inclinou pra pegar o balde e o pano que eu tinha deixado no canto. Eu fiquei parado na porta, fingindo que ajudava a arrumar o quarto, mas na verdade só olhando. Meu pau começou a inchar dentro da calça do uniforme.
Enquanto ela se ajoelhava no chão pra limpar o vômito seco, a bunda ficou empinada na minha direção. A calcinha fina de renda mal cobria a boceta inchada. Eu via os lábios marcados, ainda vermelhos de tanto uso. Ela esfregava o pano com força, o corpo suando um pouco, e soltava uns gemidinhos de esforço.
— Filho, me passa o desinfetante ali em cima da cômoda e um sutiã para mim ? — pediu, virando o rosto pra mim.
Eu me aproximei, entreguei o frasco e peguei a primeira peça de sutiã que vi no armario. Quando ela pego, ela demorou um segundo a mais que o necessário.
— Obrigada, amor… você é tão bom pra mim. Mesmo eu chegando nesse estado… — Ela mordeu o lábio inferior. — Você deve ter ficado com raiva, né? Eu menti pra você ontem. Falei que ia no cartório…
Eu me aproximei mais um passo, o coração martelando no peito. Ela voltou a senta na cama, o pano sujo na mão. O cheiro de vômito misturado com o perfume dela e aquele resquício de maconha me deixava zonzo. Meu pau latejava dentro da calça do uniforme, mas eu tentava manter a voz firme.
— Mãe… — comecei, baixinho. — Ontem, quando eu te coloquei na cama… você tava toda… marcada. Tipo, vermelha nas coxas, no pescoço.
Ela sentanda mesmo colocando o sutiã desajustado no seu corpo, deu uma risadinha rouca, nervosa, e balançou a cabeça devagar.
— Filho, você tá imaginando coisas. Eu bebi demais, caí da escada … deve ter sido isso, a patrícia minha amiga de faculdade me chamou para ir na inaguração da casa dela recém reformada — Ela rapidamente se levantou com calcinha e sutiã e voltou a esfregar, mais rápido agora, como se quisesse acabar logo com o assunto.
Eu engoli em seco. Dei mais um passo, ficando bem atrás dela. Via a calcinha de renda esticada entre as nádegas, os lábios da buceta inchados marcando o tecido e uma mancha branca.
— Mas eu vi as mensagens no seu celular. O Caio marcando com você falando de um jeito errado contigo.
Ela congelou. Virou o rosto devagar, os olhos vermelhos encontrando os meus. Por um instante, pareceu que ia desabar em choro ou raiva. Mas aí ela sorriu de canto, daquele jeito que ela usava na sala de aula quando um aluno tentava enrolar.
— Ah, amor… você fuçou meu celular? — A voz saiu doce, quase maternal. — Isso não é bonito, viu? Eu tenho direito à minha privacidade. E o Caio… ele é exagerado, manda mensagem zoando. Você sabe como ele é, né? Aquele moleque folgado da escola.
— Mas você foi pra a casa do tio dele com aqueles caras que tiveram aqui, os primos dele?
Ela riu de novo, dessa vez mais alto, jogando o pano no balde com um splash.
— Eu disse isso? Meu Deus, eu tava delirando de cachaça, eu estava na casa da minha amiga. Eu bebi tanto lá que nem lembro direito o que falei. — Ela se levantou devagar, o corpo roçando de leve no meu enquanto passava por mim pra pegar o desinfetante na cômoda. O peito dela encostou no meu braço por um segundo. — Vamos esquecer isso, tá? Eu errei em mentir sobre o cartório, mas foi só uma saída com uma amiga. Nada demais não se precupa comigo.
Eu fiquei parado, sentindo o calor do corpo dela ainda no ar. Meu pau doía de tão duro.
— Amiga??… Aposto que você estava com o Caio, o Rafael e o Davi? Aqueles que tiveram aqui e ficaram no seu quarto fazendo uns barulhos suspeitos.
Ela virou de costas pra mim, abrindo o frasco de desinfetante e jogando no chão. O cheiro forte subiu.
— Filho, para com isso. Você tá parecendo ciumento. — Ela olhou por cima do ombro, os olhos semicerrados. — Ciúme de mãe? Que graça é essa?
— Não é ciúme. É que… eu te ajudei ontem. Te vi daquele jeito, toda… usada. E você chegou cheirando a eles.
Ela parou de novo. Respirou fundo, como se estivesse se controlando.
— Usada? Que palavra feia. Eu sou adulta, faço o que eu quero. E ontem eu só… me diverti um pouco. Bebi, fumei, dancei. Se fiquei com marca, foi porque caí, já disse. — Ela se abaixou de novo pra esfregar, a bunda rebolando devagar enquanto limpava. — Agora me ajuda aqui, vai. Pega o outro pano na cozinha. Depois a gente almoça e esquece essa bobagem.
Eu não me mexi. Fiquei olhando pra ela na porta do quarto. Ela passou por mim de novo, roçando o quadril de propósito dessa vez. Foi até o banheiro pegar uma toalha, deixando a porta aberta. Eu ouvi a água correndo, ela lavando o rosto.
— Vem almoçar comigo? — gritou de lá, voz mais leve. — Tô morrendo de fome.
Eu fiquei ali, parado no quarto bagunçado, o pau latejando, o ciúme queimando no peito. Ela desconversava como se fosse fácil. Como se eu fosse bobo o suficiente pra engolir aquilo tudo.
Ela se levantou por fim, jogou o pano sujo no balde e passou a mão na testa.
— Pronto, o pior já foi. Agora vou tomar um banho rápido e almoçar com você. — Ela me deu um beijo rápido na bochecha, o hálito ainda azedo de álcool e vômito, mas o cheiro da pele dela por baixo era doce. — Vai na frente, amor. Não deixa o almoço esfriar mais.
Eu assenti, sem dizer nada. Fui pra sala, sentei na cadeira e comecei a comer devagar, o garfo mexendo no arroz sem vontade. Meu pau ainda estava meio duro, mas o ciúme tinha virado uma bola pesada no estômago. Ela apareceu uns minutos depois, enrolada numa toalha curta que mal cobria a bunda, molhada pingando água nas costas, os peitos apertados pela toalha, os mamilos marcando o tecido felpudo.
— Tô me sentindo humana de novo — disse ela, sentando do outro lado da mesa. Pegou o prato e comeu com fome, como se nada tivesse acontecido. — Obrigada pelo almoço, filho. Tá uma delícia.
Conversamos sobre coisas banais: a aula que eu tive hoje, que a coordenadora Marli que quase me pegou na mentira,eu ter chegado atrasado. Ela ria, desconversava qualquer tentativa minha de voltar no assunto da noite anterior. Quando eu tentava cutucar, ela mudava de assunto com uma habilidade de professora: “Ah, mas me conta do Allan e do Diogo, eles ainda ficam te enchendo na saída?” ou “Você viu que o time de futebol da escola vai jogar sábado?”. Eu desistia.
À tarde ela saiu pra resolver umas coisas na escola , disse que precisava pegar umas provas pra corrigir e conversar com a coordenadora. Voltou no fim da tarde, suada, com a calça jens de costume preta. Tomou outro banho, dessa vez demorado. Eu ouvi o chuveiro e imaginei ela passando sabonete naquela bunda grande, as mãos escorregando entre as nádegas, lavando o que sobrou da noite anterior.
Jantamos cedo. Sentamos na mesa pequena da cozinha. Ela estava de camisola leve, sem sutiã, os peitos balançando a cada movimento. Falamos pouco. Ela bocejou várias vezes, disse que tava exausta da ressaca.
— Vou deitar cedo hoje, filho. Tô morta. — Ela se levantou, me deu um beijo na testa. A camisola subiu um pouco quando ela se inclinou, mostrando a curva da bunda sem calcinha por baixo.
— Boa noite, amor. Dorme bem.
— Boa noite, mãe.