​Capítulo XIII: O Santuário Vazio (e a Promessa de Invasão)

Um conto erótico de Entre Fogo e água
Categoria: Heterossexual
Contém 966 palavras
Data: 02/03/2026 14:54:21

Segunda-feira. O despertador tocou às 6h30, um som irritante que cortou o silêncio do meu quarto.

​Abri os olhos esperando encontrar a luz dourada de Limeira e a pele quente de Ayandara ao meu lado. Encontrei apenas o teto branco do meu apartamento e o lençol frio do lado vazio da cama. A solidão bateu forte, física.

​Mas meu corpo não entendia a distância. Acordei duro, latejando, com uma ereção dolorosa que parecia gritar o nome dela. Fechei os olhos e deixei a memória me invadir: a pele dela brilhando sob o sol da manhã, o cheiro de manteiga de karité, o som molhado da nossa foda de despedida.

​Minha mão desceu instintivamente, buscando alívio, mas parou no meio do caminho.

​Olhei para o criado-mudo.

​Lá estava ela. A calcinha de renda preta, minúscula e delicada, repousando como uma relíquia sagrada. Peguei o tecido fino entre os dedos. Não tinha cheiro de uso, mas tinha cheiro de promessa. Ayandara não a vestiu para mim lá, mas vestiria aqui.

​O tesão me atropelou. Coloquei a peça sobre o meu pau, sentindo a renda áspera roçar na cabeça sensível e inchada.

​Peguei o celular. Abri a câmera. Tirei uma foto do meu pau, teso e impaciente, com a calcinha dela pendurada na cabeça dele como uma bandeira de rendição. O contraste da renda preta na minha pele escura era obsceno.

​Enviei.

​Malik:

— Bom dia, Rainha.

— Olha o estado que eu acordei. Latejando de saudade.

— Essa renda tá me queimando... Minha mão não resolve o que você estragou, Ayandara. Eu preciso da sua boca pra acalmar esse bicho.

​A resposta não demorou. O "digitando..." apareceu e sumiu várias vezes, como se ela estivesse escolhendo as palavras certas para me torturar.

​Ayandara:

— Porra, Malik... que visão.

— Gostoso ver meu presente servindo de coleira pro seu pau.

— Ele parece tão inchado... dá pra ver as veias pulsando daqui. Imagina essa cabeça roxa, brilhando, esfregando nessa renda até rasgar?

​Li a mensagem e meu pau deu um solavanco, vazando uma gota de pré-gozo que manchou o tecido preto. Tirei outra foto, agora com a evidência do meu desejo molhando a calcinha dela.

​Malik:

— Você gosta de me ver sofrer, né? Olha isso. Já tá chorando por você.

​Dessa vez, ela mandou um áudio. A voz estava rouca, arrastada, aquele tom de "Mommy" que me deixava de joelhos.

​— "Hummm... que desperdício, Malik. Não gasta esse leite com a mão. Guarda tudo. Eu quero que você fique assim... na beira... sentindo dor de tanto tesão. Porque sexta-feira, eu vou ordenhar cada gota disso aí. Aguenta firme, garoto."

​Respirei fundo, jogando o celular na cama e indo para o banho antes que eu perdesse o controle e desobedecesse a ordem dela.

​A água quente bateu nas minhas costas e ardeu. Olhei no espelho embaçado.

​Lá estavam elas. As marcas.

​Os arranhões nas costas, vermelhos e definidos, e a mordida no pescoço, roxa e pulsante. Sorri, um sorriso bobo e satisfeito. Como eu ia explicar aquilo no escritório? "Caí da escada"? "Alergia"? Dane-se. Eram medalhas de guerra. Eram a prova de que uma mulher selvagem me dominou e me marcou como território dela.

​O dia no trabalho foi um borrão. Respondi e-mails, participei de reuniões, mas minha mente estava em outro lugar. A cada vibração do celular no bolso, meu coração disparava, lembrando do áudio dela.

​Na volta para casa, parei no mercado.

​Eu não era um homem de fazer compras elaboradas, mas naquela noite, eu estava numa missão. Percorri os corredores com a atenção de um caçador. Comprei uvas verdes sem semente (ela comentou que gostava), chocolates amargos, um vinho tinto encorpado. E, claro, pão francês e mortadela Ceratti. O clássico não podia faltar.

​Cheguei em casa e comecei a arrumar o "ninho". Troquei os lençóis por uns de algodão egípcio que eu guardava para ocasiões especiais. Limpei o chão, borrifei um aromatizador suave. Eu queria que o meu apartamento deixasse de ser um espaço de solteiro e virasse um templo digno de receber uma deusa.

​Às 22h, o telefone tocou. Chamada de vídeo.

​Atendi.

​A tela do celular se encheu com o rosto de Ayandara. Ela estava na cama dela, com uma regata simples de dormir, o cabelo preso num coque despojado e aquele sorriso de quem sabe exatamente o efeito que causa.

​— Oi, estranho — ela disse, a voz macia.

​— Oi, minha mulher — respondi, sem medo da posse.

​Ela riu, desviando o olhar, mas gostou.

​— Me mostra a casa. Quero ver onde eu vou pisar.

​Levantei e fiz um tour virtual. Mostrei a sala arrumada, a cozinha limpa com as compras em cima do balcão (ela riu ao ver a mortadela), e finalmente, o quarto.

​A câmera focou na cama, com os lençóis esticados e a calcinha preta ainda no criado-mudo, agora seca, esperando a dona.

​Ayandara ficou em silêncio por um segundo, analisando o território.

​— Hum... espaçoso — ela comentou, mordendo a ponta da haste dos óculos que ela usava para ler. — Naquele balcão da cozinha... a altura é boa. Dá pra te encostar ali, abrir suas pernas e chupar você enquanto você corta as uvas.

​Engoli em seco, imaginando a cena.

​— E aquele sofá... — ela continuou, a voz ficando mais baixa, os olhos semicerrados. — Parece confortável. Mas acho que você vai preferir o tapete. Eu gosto de ficar por cima, olhando você de baixo.

​Eu estava duro de novo. A provocação visual, a distância, a voz dela descrevendo cenas que ainda não aconteceram... era uma tortura deliciosa.

​— Vem logo, Ayandara... — pedi, virando a câmera para o meu rosto, mostrando o desespero nos meus olhos. — A casa tá pronta. Só falta a Rainha.

​Ela sorriu, aproximando o rosto da tela como se pudesse me beijar através dos pixels.

​— Faltam três dias, Malik. Aguenta firme. Porque quando eu chegar aí... a gente não vai dormir.

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