Acordei naquele domingo de manhã com o sol forte invadindo o quarto, o corpo ainda quente e o pau latejando duro debaixo das cobertas, uma ereção insistente que não queria passar.
Meu peito apertava com aquele misto de ciúmes ardente e um tesão selvagem, tudo por causa da noite passada – eu tinha visto minha mãe, Paula, se masturbando de madrugada pela fresta da porta, gemendo sozinha e se tocando como se estivesse revivendo as fodas com Caio e aqueles dois primos. Só de lembrar dos dedos dela mergulhando na buceta molhada, circulando o clitóris inchado enquanto gemia, meu corpo reagia, o pau pulsando como se quisesse explodir.
Levantei da cama, tentando ignorar a rigidez entre as pernas, e decidi ir para a cozinha tomar um café, precisando de algo para me distrair. Passei pelo corredor devagar, o coração acelerando quando vi a porta do quarto dela entreaberta, como sempre. Olhei pela fresta , ela estava acordada, deitada na cama bagunçada, parecendo exausta e se recuperando da noite louca , os lençóis amassados e um cheiro leve de sexo ainda no ar. Vestia só uma calcinha fina de renda preta que mal cobria as curvas, e uma blusa velha e folgada que deixava os seios livres, os mamilos marcando o tecido fino. Ela mexia no celular distraída, rolando a tela com um sorriso preguiçoso no rosto, talvez trocando mensagens com eles, os cabelos desgrenhados e o corpo relaxado como se tivesse sido bem usada horas antes.
Fiquei ali parado, o tesão crescendo de novo, imaginando como ela devia ter gemido alto com eles no quarto , eu só ouvi os sons abafados , mas bastava para me deixar louco. Meu pau endureceu ainda mais, pressionando contra as calças, e o ciúme queimava: por que eles, e não eu? Saí dali rápido, indo para a cozinha com a mente girando, precisando de um café forte para não surtar.
Estava ali, servindo o café na xícara com as mãos tremendo levemente, quando ouvi passos suaves no corredor. Minha mãe entrou na cozinha, ainda vestida só com aquela calcinha preta que se moldava perfeitamente às curvas do quadril e da bunda, e a blusa folgada que balançava solta, revelando flashes da pele nua por baixo. Seus seios se moviam livres, os mamilos endurecidos roçando no tecido, e ela bocejou preguiçosamente, esticando os braços para cima, o que fez a blusa subir e expor a barriga lisa e a borda da calcinha.
"Bom dia, filho", disse ela com uma voz rouca de sono, vindo direto para mim e me dando um beijo estalado na bochecha, seu corpo roçando de leve no meu braço.
Ela me observou por alguns segundos antes de falar.
— Então era você que estava fazendo esse cheiro bom de café… acordaou muito cedo para um domingo , hein.
Peguei outra xícara e servi café para ela.
— Nem dormi.
Ela levantou os olhos da xícara.
— Não dormiu?
— Não.
Depois desviou o olhar e tomou um gole do café.
— Você ficou vendo filme a noite toda?
Dei de ombros.
— Mais ou menos.
Ela mexeu o café lentamente.
— Você deveria dormir mais.
Fiquei em silêncio.
Minha mãe então levantou os olhos novamente, percebendo o clima estranho na cozinha.
— O que foi? — perguntou.
Respirei fundo antes de responder.
— Nada.
Ela inclinou um pouco a cabeça.
— Você está estranho.
Cruzei os braços.
— Só não dormi.
Minha mãe me olhou por mais alguns segundos. Depois soltou um pequeno suspiro e tentou sorrir.
— Olha… se isso é por causa de ontem, você não precisa ficar assim. Os meninos só estavam tentando me ajudar com os serviços de casa.
— Posso te perguntar uma coisa? — falei.
Ela virou os olhos para mim.
— Vai, pergunta.
Cruzei os braços e me encostei na bancada.
— Por que você fumou maconha ontem e desde quando você fuma ?
Ela ficou me olhando por alguns segundos, como se estivesse avaliando a reação que eu esperava.
Depois deu de ombros.
— Não é grande coisa.
— Não é grande coisa?
— Era só maconha.
Balancei a cabeça, incomodado.
— Eu já fumava antes.
— Nunca comigo por perto.
Ela ficou em silêncio por um momento. Depois respondeu com mais naturalidade:
— Eu fumava com seu pai. E, para ser sincera, aquilo era a coisa mais leve que ele usava.
Ela deu de ombros novamente, mas dessa vez parecia um pouco menos confortável.
— Relaxa. Não é como se eu tivesse virado uma drogada da noite para o dia.
A cozinha ficou em silêncio depois daquilo. Minha mãe parecia mais concentrada no café do que na conversa, mexendo a colher devagar, como se estivesse tentando ganhar tempo.
Eu ainda estava encostado na bancada, olhando para ela.
— Posso perguntar outra coisa? — falei.
Ela levantou os olhos, já com um meio sorriso.
— Você hoje acordou curioso, hein.
— Só responde.
Ela suspirou, apoiando o queixo na mão.
— Tá… pergunta.
Hesitei por um instante, mas acabei falando:
— O que aconteceu lá no quarto ontem?
— Você está falando sério?
— Estou.
Ela me observou por alguns segundos, claramente tentando decidir o que dizer. Depois desviou o olhar para a xícara.
— Nada demais.
Balancei a cabeça.
Ela soltou um pequeno suspiro.
— Nossa… você realmente ficou pensando nisso a noite toda, não foi?
— Eu só quero entender.
Ela me encarou por alguns segundos. Depois falou com um tom mais suave
— Eles estavam me ajudando com umas coisas no quarto.
Fiquei olhando para ela por alguns segundos, esperando que ela mesma percebesse o quanto aquilo soava estranho.
— Reparos? — perguntei.
— É.
— Que reparos?
Ela deu de ombros.
— Umas coisas… a prateleira estava meio solta… a luminária também estava ruim.
Minha mãe pegou a xícara de café novamente e tomou um gole antes de continuar.
— E, sinceramente… eu não te devo explicação de cada coisa que faço.
O tom dela não era agressivo, mas era bem claro.
— Eu sou adulta — acrescentou. — E não preciso ficar prestando contas de quem entra ou sai do meu quarto.
A cozinha voltou a ficar em silêncio.
Ela apoiou a xícara na mesa e me olhou por alguns segundos, como se quisesse ter certeza de que aquilo tinha ficado claro.
— Então vamos só… tomar café em paz, tá?
Depois disso, a conversa simplesmente morreu.
Minha mãe terminou o café em silêncio, olhando pela janela como se estivesse concentrada em qualquer coisa lá fora. Eu lavei a cafeteira e as xícaras na pia, mais por hábito do que por necessidade.
O som da água correndo foi praticamente a única coisa que se ouviu na cozinha por alguns minutos.
Quando terminei, sequei as mãos no pano de prato e passei por ela em direção ao corredor.
— Vou tomar um banho — falei.
— Tá — respondeu ela, sem olhar.
Domingo sempre tinha sido um dia meio preguiçoso na casa. Cada um fazia suas próprias coisas, sem muita pressa.
Depois do banho, vesti uma camiseta e voltei para a sala. Abri as janelas para entrar um pouco de ar e comecei a organizar algumas coisas que tinham ficado espalhadas pela mesa de centro: controle remoto, copos da noite anterior, uma revista velha.
Da cozinha ainda vinha o barulho de minha mãe lavando a xícara.
Alguns minutos depois ela passou pela sala, já mais acordada. Tinha trocado a camiseta larga por um short e outra blusa mais leve, e prendia o cabelo num coque rápido enquanto caminhava.
— Vou dar uma arrumada no meu quarto — disse, passando.
— Certo.
Ela seguiu pelo corredor e a porta do quarto se fechou logo depois.
O domingo continuou daquele jeito calmo.
Coloquei uma música baixa no celular e comecei a fazer algumas coisas simples da rotina: dobrar roupas que estavam no cesto, tirar o lixo da cozinha, passar um pano rápido na mesa da sala.
Era estranho como a casa parecia normal por fora.
O domingo foi passando sem muita pressa.
Depois do almoço, cada um ficou no próprio ritmo. Minha mãe passou boa parte da tarde no quarto com a porta fechada, às vezes saindo para pegar alguma coisa na cozinha ou andando pela casa com o celular na mão. Eu fiquei na sala, alternando entre televisão, celular e algumas pequenas tarefas que sempre acabam aparecendo num domingo.
O tempo foi escorrendo devagar até o começo da noite.
A sala já estava mais escura quando meu celular começou a tocar sobre o hack recém montado.
Era Allan.
Atendi.
— Fala.
— E aí, cara — ele respondeu animado. — O que você está fazendo?
Olhei ao redor da sala.
— Nada demais. Só em casa.
— Perfeito então — disse ele rapidamente. — Eu estava pensando em passar aí.
Franzi a testa.
— Passar aqui?
— É. Estou perto, inclusive. A gente podia tomar uma cerveja, trocar ideia.
Passei a mão no rosto, cansado.
— Hoje não é um bom dia.
— Ah, qual é — Allan riu do outro lado. — Domingo à noite é justamente o melhor dia pra isso.
— Sério, cara… não estou muito no clima.
— Você está sozinho aí?
Olhei rapidamente para o corredor que levava aos quartos.
— Estou com minha mãe só.
— Então pronto. Daqui a pouco eu apareço.
— Allan…
Ele riu de novo.
— Relaxa, não vou ficar muito tempo.
— Não vem hoje.
Do outro lado da linha houve um pequeno silêncio.
— Ué… por quê?
Demorei um segundo para responder.
— Só quero ficar quieto hoje.
Allan pareceu surpreso.
— Tá… isso foi estranho.
— Nada pessoal.
Ele suspirou.
— Beleza então. Se mudar de ideia, me avisa.
— Pode deixar.
Desliguei o telefone e deixei o celular novamente na mesa.
Lá fora, a noite já tinha tomado conta da rua.
E eu ainda não tinha vontade nenhuma de ver mais ninguém naquele dia.