O Primeiro Beijo

Um conto erótico de SrtaAllegra
Categoria: Heterossexual
Contém 1246 palavras
Data: 02/03/2026 12:39:44

Praça da Igreja de Santo Antônio, Pavuna, um dos bairros do estado do Rio de Janeiro. Em uma das mesas, inclinei minha cabeça para trás e fiquei olhando para o céu escuro daquela noite, as estrelas brilhando, nem parecendo que estão a bilhões de quilômetros de distância e já mortas. Um suspiro saiu dos meus lábios pelos milhares de pensamentos em minha mente. Abri um meio sorriso e falei sem focar meus olhos naquele homem.

— Não estou desapontada. Nem todos têm memória fotográfica para detalhes.

Ajeitei meus cachos acobreados atrás da orelha e depois foquei meus olhos nos seus, com um sorriso sereno, mostrando um prazer íntimo, quase como quando estou prestes a gozar.

— Eu amo os detalhes! Sabe quando você está criando algo? Na minha mente, cada detalhe criado fica guardado até não ser mais lembrado.

Puxei o ar, tentando criar coragem para a próxima pergunta.

— Você lembra em que momento pediu para me beijar?

Já sabendo a resposta que ouviria, inclinei a cabeça para o lado direito, olhando para aqueles lábios carnudos. Instintivamente, a ponta da minha língua umedeceu meu lábio inferior, tornando-os úmidos. Nem tinha percebido que estavam ressecados pela minha respiração curta, demonstrando minha insegurança. Voltei meus olhos castanhos diretamente para os seus quando o escutei responder um “não”.

Abaixei a cabeça e fiquei olhando para os dedos dos meus pés, tentando controlar o rubor que cobriu minhas bochechas, analisando as emoções causadas por aquela resposta. Um sorriso maroto nasceu na boca do meu estômago, subindo em forma de arrepio pela pele quando estou pronta para aprontar, sabendo que eu poderia me queimar, como o famoso “fogo amigo” que acontece nos filmes de guerra que tanto amo assistir.

Ajeitei meus cachos, levantei os ombros e um sorriso diabólico surgiu em meu rosto. Sem me importar com as pessoas à volta, num vestido curto, modulando meus fartos seios e solto nos quadris, sentei em cima daquela mesa, sem tirar os olhos de você. Pressionei um joelho contra o outro, ajeitei minhas coxas grossas contra o concreto frio e abri um sorriso sereno. Chamei com o dedo indicador.

Para minha surpresa, você compreendeu o comando e veio na minha direção. Abri minhas pernas e me ajeitei na ponta da borda da mesa, fazendo minha xota ficar próxima à sua coxa. Levantei a cabeça, percebendo nossa diferença de altura, sentindo minha vagina apertar de excitação. Dei um pequeno riso e o fiz sentar na cadeira que ali havia. Coloquei cada perna ao seu redor e abaixei minha boca até seu ouvido direito, falando numa voz levemente modulada:

— Eu lembro de cada detalhe…

Enquanto falava, passava a ponta do meu nariz na sua orelha. Olhei na sua direção pelo canto das pálpebras semicerradas e continuei:

— Gostaria de saber como foi?

Não esperei sua resposta. Fui até sua orelha esquerda, fazendo com que meus seios escapassem pelo decote, ficando volumosos aos seus olhos. Passei a ponta do meu nariz na sua bochecha esquerda, sentindo sua barba, e dei um pequeno suspiro de prazer. Com a ponta da língua, encostei no lóbulo da sua orelha, brincando suavemente, voltando a suspirar, fazendo minhas tetas grandes balançarem suavemente diante do seu olhar.

Tirei meu pé direito do lado da sua coxa e desci até onde estava encaixado seu saco, pressionando levemente com a ponta dos dedos enquanto falava em seu ouvido:

— Você me pediu o beijo quando eu estava pegando minha bolsa no armário… até reclamou por eu estar indo embora.

Voltei a pressionar meus dedos no seu saco, não com força, mas como se fosse uma massagem íntima. Desci meus olhos e percebi que sua piroca começava a dar sinais de uma bela ereção, mostrando o quanto estava gostando do meu toque. Sorri traquinamente, como uma criança prestes a aprontar, mesmo sabendo que depois poderia apanhar.

Meus olhos focaram seus lábios carnudos. Pela primeira vez, meus lábios liberaram um gemido rouco de desejo. Subi meu olhar e o que vi fez escorrer mel pelos meus lábios íntimos, fazendo meu grelo endurecer e pulsar: você estava com os olhos fechados, os lábios semiabertos e pequenas gotas de suor na fronte, evidenciando o aumento de temperatura da sua pele. Joguei a cabeça para trás e ri de prazer. Voltei ao seu ouvido direito, passando a ponta da língua na veia pulsante do seu pescoço, enquanto os dedos do meu pé direito subiam até seu membro, sentindo-o totalmente endurecido, mostrando o grande volume da sua rola, o que fez minha boca encher d’água ao imaginar o momento em que você iria jorrar sua porra dentro da minha garganta.

— Você disse que ainda estava cedo para ir embora e que eu nem o tinha beijado…

Falei numa voz rouca, evidenciando meu desejo. Parei de falar. Peguei seu dedo indicador e o levei até minha boca. Passei minha língua nele, deslizando-o pelo meu lábio inferior, pescoço, colo, entre meus seios e barriga. Ali, puxei meu vestido, evidenciando que estava sem calcinha. Passei a ponta do seu dedo em minha virilha até chegar ao meu grelo duro e molhado pelo meu mel quente e transparente. Forcei seu dedo a pressioná-lo, deixando-o ainda mais úmido. Retirei seu dedo e o levei até seus lábios, passando meu mel neles como se fosse um batom feminino, quase o transformando na “minha putinha favorita”, com aqueles lábios grossos e molhados pela minha “porra transparente”.

Segurei seu queixo como fiz naquele fim de festa, deixando as pontas das minhas unhas marcarem ao redor da sua barba por fazer.

— Quer me beijar? — perguntei, sem tirar meus olhos dos seus.

Você disse que sim. Ali, não me segurei, pois era o que eu queria fazer há muito tempo. Trouxe seu rosto até o meu, segurando-o para que seguisse meu ritmo no beijo. Introduzi minha língua na sua boca com fome, como naquela festa, fazendo-a encontrar a sua. Levei a outra mão até a sua piroca e a segurei levemente, enquanto minha boca se movia de um lado para o outro, sem parar, mantendo firme a ereção que criei entre suas pernas.

Não sei por quanto tempo ficamos nos beijando, nem naquela praça nem naquela festa, mas minha xota se molhou, meus mamilos endureceram, minha pele se arrepiou como naquela festa. Suspirei fortemente, parando o beijo. Abri um sorriso levemente triste e saí de cima de você, descendo daquela mesa, ajeitando meu vestido e sentindo meu mel escorrer pela minha coxa. Calcei o que estava usando, pois nem lembrava mais o que era, e falei sem olhar para você, enquanto ajeitava meu cabelo e tentava normalizar minha respiração:

— Que beijo bom…

— Pena que foi no final da festa, mas quem sabe haverá uma próxima.

Você respondeu:

— Com certeza haverá uma próxima!

Saí de perto de ti, andando de costas, movendo minha raba de uma maneira que seus olhos não desgrudassem dela, pois sei o quanto você quer me devorar. Falei sem parar para ver se estava olhando:

— Então, moço… até a próxima!

Virei para ti, dei uma piscadela e soltei um beijo debochado nas pontas dos dedos. Segui meu caminho até sumir da sua vista, deixando-o trêmulo por um desejo não finalizado e orgulhosa por ter provocado aquele homem que adora um jogo de gato e rato.

Abri um sorriso devastador, imaginando qual será a próxima jogada e quem será o gato — ou a gata dengosa. Minha língua tocou o céu da boca e comecei a imitar o ronronar de uma gata satisfeita, imaginando-me a própria deusa Bastet em sua caça noturna.

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