Amigo Pauzudo de Namorado meu, pra mim, é Homem! Capítulo 2

Um conto erótico de Drjack66
Categoria: Heterossexual
Contém 4447 palavras
Data: 13/03/2026 12:51:18

Os dias depois daquela noite foram um inferno.

Ana não conseguia olhar para o sofá sem sentir o estômago revirar. Cada vez que passava pela sala, a imagem voltava – ele nu, ela nua, os jatos quentes cobrindo seu corpo, a poça no chão. Como deixei isso acontecer? Ela parava em frente àquele pedaço do tapete onde tudo tinha acontecido e sentia um misto de vergonha e excitação que a deixava tonta.

André continuava o mesmo. Carinhoso, atento, completamente alheio ao que tinha acontecido a poucos metros dele enquanto dormia. Ele a abraçava por trás enquanto ela fazia café, beijava seu pescoço, fazia planos para o fim de semana – e ela correspondia, mas com uma culpa enorme apertando o peito.

— Tudo bem, amor? — ele perguntou numa manhã, vendo-a parada na frente da geladeira sem motivo.

Ela virou, forçando um sorriso.

— Tudo, só estou distraída.

— Semana puxada?

— Isso, isso mesmo, semana puxada.

Ele aceitou, como sempre. André confiava nela cegamente. Era tão fácil enganar quem confiava na gente.

No trabalho, não conseguia se concentrar. Passava horas olhando para a tela do computador sem ver nada. À noite, revia a cena na cabeça antes de dormir. E pior: se tocava pensando nela, os dedos encontrando o clitóris inchado enquanto lembrava do pau dele, dos jatos, da quantidade absurda que tinha coberto seu corpo.

Por que não consigo parar?

No terceiro dia, o celular vibrou com uma mensagem dele.

"Ana, preciso falar com você."

Ela leu e guardou o celular. Não respondeu.

Duas horas depois, outra.

"Por favor. Só uns minutos. Tô muito mal aqui."

Não respondeu, o sentimento de vergonha a corroía por dentro.

À noite, quando André foi tomar banho, veio mais uma.

"Tô sem dormir direito. Não como direito. Precisamos conversar. Foi tudo culpa minha."

Ela respirou fundo. Os dedos pairaram sobre o teclado. Responder ou não? A razão dizia para bloquear, esquecer, seguir em frente. Mas o resto...

"Foi culpa dos dois, Jonas. Não só sua."

Os três pontinhos apareceram na tela imediatamente, como se ele estivesse esperando.

"Você respondeu. Tava achando que ia me ignorar pra sempre. Passei três dias olhando pro celular."

"Queria ignorar, mas não consigo. Também não tô bem."

"Posso te ligar? Só pra ouvir sua voz?"

"O André tá em casa. Acordado."

"Só mensagem então. Preciso dizer umas coisas. Me deixa?"

Ela hesitou, mas respondeu.

"Pode falar."

"Primeiro: me desculpa. Eu passei do limite naquela noite. Eu tava bêbado, devia ter ido embora quando ele dormiu, devia ter parado no primeiro desafio."

"Você não foi o único. Eu também fiquei e levei a situação pra frente."

"Mas eu provoquei. Eu que inventei o jogo, eu que pedi pra você tirar a roupa, eu que não consegui me controlar."

"E quem foi que tirou a roupa primeiro, Jonas? Quem foi que continuou dançando mesmo sabendo onde aquilo ia dar? Quem sentou no chão e abriu as pernas na sua frente como se fosse a coisa mais natural do mundo? Quem moveu a mão e gemeu seu nome enquanto você me olhava? Fui eu. Tudo isso fui eu. Então não vem com esse papo de que a culpa é só sua, porque eu tava lá, querendo tanto quanto você, essa culpa vou levar pro resto da vida, você me entende?"

O silêncio virtual durou alguns segundos.

"Você tá brava comigo?"

"Brava? Não sei. Tô confusa. Tô com raiva de mim, isso eu sei. Olho pro meu reflexo no espelho e não reconheço quem eu fui naquela noite. A minha mão não parece minha quando lembro dela se movendo. Minha boca não parece minha quando lembro dos sons que saíram. Então, brava com você? Talvez. Mas comigo? Muito mais.''

''Também tô confuso. A gente sempre foi só amigos, sempre teve essa química de brincadeira, mas nunca... isso. Foi como se o chão tivesse sumido debaixo dos meus pés.''

''Aconteceu. Foi uma noite, um momento, uma combinação de álcool e estupidez. Só isso. Não pode ser mais do que isso.''

Ficaram em silêncio por um longo tempo, apenas a respiração de cada um preenchendo o vazio da ligação.

''Jonas?''

''Fala.''

''A gente precisa parar. Essa conversa, esse contato, essa ligação invisível que ainda existe entre a gente — tudo precisa parar. Porque enquanto a gente mantiver isso vivo, a gente não vai conseguir enterrar o que aconteceu.''

''Eu sei. Prometo que vou tentar. Mas você também precisa prometer.''

''Prometo o quê?''

''Que não vai se culpar pra sempre. Que vai tentar ser feliz com ele. Que vai deixar essa noite no passado.''

Ela respirou fundo.

''Prometo.''

Ana então continuou.

"Então... a gente vai ficar nessa neura pra sempre ou vamos voltar a se falar como gente normal?"

"Como é que a gente volta a ser gente normal depois daquilo? Não tem manual pra isso, não tem fórmula mágica. A gente passou de um ponto que não devia ter passado e agora tudo parece diferente."

"Sei lá. Começando devagar. Dando risada das nossas próprias escolhas ruins. Talvez a gente precise lembrar que, antes de tudo aquilo, a gente era só dois amigos que gostavam de se zoar. Talvez a gente precise voltar pra esse lugar."

Ela soltou um riso baixo, ainda hesitante, como quem testa a própria capacidade de rir depois de tanto peso.

"Idiotas é pouco. Mas... de tudo que aconteceu, a parte que mais me dói é pensar que vou perder sua amizade. Porque, no fundo, é a única coisa que realmente importava antes disso tudo virar essa bagunça."

Ele respirou fundo, o som preenchendo o silêncio da ligação.

"Também penso nisso. Você é importante pra mim, Ana. Mesmo depois de tudo. Então vamos tentar. Não precisa ser perfeito, não precisa ser agora. Mas a gente tenta."

"Tá bom."

Houve uma pausa, daquelas que pesam mas também aliviam, como se os dois estivessem processando o que acabaram de construir juntos.

"Mas vou ter que arrumar um jeito de te zoar de novo. Não sei se vou conseguir te olhar sério depois de tudo. Você vai ter que me aturar de volta." - Disse Ana.

Ele riu, e respondeu digitando mais solto.

"Pode zoar à vontade. Depois do que a gente passou, acho que nada mais vai me ofender."

"Sabe o que eu tô pensando? Que você merece um apelido novo. Um que realmente combine com você. Pé de mesa."

"Pé de mesa? Por quê?"

"Ué. Aquilo não é um pau, é um móvel planejado. Você é uma aberração da natureza, Jonas. Sério, devia trabalhar num circo. Cobrava ingresso pras mulheres verem de perto, virava atração principal."

Ele gargalhou, um riso gostoso, quase esquecido depois de tantos dias pesados.

"E você, hein? A rabuda oficial. Também não fica atrás. Se eu sou aberração, você é uma mutante. A gente podia montar uma turnê juntos."

"Justo. Pé de mesa e rabuda. Uma dupla de fenômenos ambulantes. Quem diria que a gente ia descobrir isso tudo depois de três anos de amizade."

"Pois é. A vida é cheia de surpresas."

"Vamos fazer as pazes?"

Ele sorriu, e mesmo sem ver, ela sentiu.

"Vamos, rabuda."

"Boa noite, Jonas."

"Boa noite, Ana."

---

Os dias seguintes foram estranhamente normais.

Na quinta-feira, Jonas apareceu na kitnet para ver um jogo com André, como sempre fazia. Ana abriu a porta e lá estava ele – jeans preto, camiseta cinza, cabelo meio bagunçado. O coração dela deu um salto, mas ela segurou.

— E aí — ele disse, simples.

— E aí — ela respondeu.

Ele entrou, cumprimentou André com um abraço, sentou no sofá. Ana serviu cerveja, colocou a pizza no forno para esquentar. Durante o jogo, ele fez piadas, reclamou do juiz, zoou o time do André. Tudo normal. Tudo igual.

Quando foi embora, deu um beijo no rosto dela, rápido, seco.

— Até mais — disse.

— Até mais.

A porta fechou. Ana ficou parada, ouvindo os passos dele descendo a escada.

Talvez a gente consiga.

---

No sábado, André sugeriu irem até a casa de Jonas.

— Ele comprou um videogame novo. Um negócio de realidade virtual. Falou que a gente tem que testar.

Ana hesitou por um segundo, mas a hesitação já era diferente. Não era medo. Era só... adaptação.

— Hoje? Tô meio cansada.

— Vamos, amor. Faz tempo que a gente não faz nada. Fica só uma hora, duas no máximo. Depois a gente pede um delivery e volta.

Ela olhou para ele. O jeito como pedia, como queria agradar.

— Tá bom. Vamos.

O apartamento de Jonas estava bagunçado, como sempre. Roupa espalhada na cadeira, louça na pia, controle no chão. Ele abriu a porta de bermuda e camiseta, descalço, o cabelo ainda molhado.

— E aí, casal mais chato do mundo — ele disse, sorrindo. — Demoraram. A cerveja já tá quente.

— Culpa dela — André disse, apontando para Ana. — Tava cansada.

— Cansada? Eu que trabalho a semana inteira — ela rebateu.

— Trabalha? Você passa o dia sentada reclamando da vida — Jonas provocou.

— E você passa o dia pensando em como sustentar móvel pesado.

André riu, sem entender a piada.

— Que móvel?

— Nada — eles responderam juntos, e riram.

Ana sentou no sofá enquanto os dois ligavam o videogame. Ficou mexendo no celular, mas agora os olhos não escapavam mais com medo. Quando escapavam, ela encontrava os dele, e os dois trocavam um sorriso rápido, quase imperceptível. Um sorriso que dizia: **a gente tá bem.**

No intervalo do jogo, André foi ao banheiro. Ficaram os dois na sala.

— Tudo bem? — ele perguntou, sem desviar o olhar da televisão.

— Tudo. E você?

— Tô bem. Tô até achando que a gente vai sobreviver a isso.

— A gente sempre foi bom em sobreviver.

— É. Mas agora com manual de instruções.

Ela riu.

— Você e esse manual. Vai me dizer que aprendeu a ler?

— Aprendi só pra entender como lidar com rabuda profissional.

— Rabuda profissional? Sou amadora ainda. Tô começando agora.

— Começando? Você é veterana. Tem currículo e tudo.

André voltou do banheiro.

— Tão rindo do quê?

— Do pé de mesa aqui — Ana respondeu. — Achando que é engraçado.

— Sou sim — Jonas rebateu.

— É nada. É só um móvel com pretensão.

Mais tarde, enquanto bebiam cerveja e comiam pizza, a conversa foi ficando mais solta. André já estava na terceira lata, a voz mais pastosa, o riso mais fácil.

— Cara, uma coisa que sempre me pergunto — ele disse, virando a lata. — Esse negócio de tamanho ser documento. Cê acha que mulher liga mesmo?

Jonas quase engasgou com a cerveja.

— Que pergunta, cara. De onde veio isso?

— Sei lá. Tava pensando outro dia. A gente vive ouvindo que pau grande é melhor, que faz diferença. Mas será que é verdade?

Jonas olhou de relance para Ana, os olhos pedindo ajuda.

— Pergunta pra ela. É mulher, tá ali.

Ana sentiu o rosto queimar, mas segurou o riso.

— Por que eu? Por que não pergunta pra alguma das suas ex?

— Porque elas tão longe e você tá aqui — André riu, sem maldade. — É, amor. Dá seu parecer. Tô curioso.

Ana respirou fundo, os olhos encontrando os de Jonas por uma fração de segundo.

— Olha, cada mulher é de um jeito — ela começou, escolhendo as palavras com cuidado. — Tem umas que gostam, outras que preferem médio, outras que nem ligam. Mas no geral, não é o mais importante.

— Ah, tá — André provocou. — Então se eu tivesse 10cm tava bom?

— Se soubesse usar, tava. O problema não é tamanho, é saber o que fazer. Conheço mulher que já sofreu com pau grande, que machuca, que não encaixa. Conheço outras que amam. Depende.

— E você? — André insistiu. — O que prefere?

Ela sentiu o suor gelado na nuca, mas segurou a onda.

— Eu? Eu tenho você. Tô satisfeita. E olha que você não é nenhum pé de mesa.

Jonas riu baixo, disfarçando com a lata de cerveja.

— Resposta política — André riu. — Não respondeu.

— Respondi sim.

Jonas a observava com um sorriso de canto, os olhos brilhando.

— E você, Jonas? — André continuou. — Já perdeu mulher por causa do tamanho? Ou já ganhou?

Jonas pensou antes de responder, o olhar escapando para Ana por um segundo.

— Perder, não. Mas já tive mina que ficou com medo.

— Medo?

— Medo de não aguentar. De doer. De ser demais. Teve uma que olhou e falou: "Isso não vai caber nunca".

André assobiou.

— Caralho. Deve ser foda.

— Tem suas vantagens. E suas desvantagens.

— Tipo o quê?

— Tipo ter que ir devagar. Tipo não poder meter com vontade de cara. Tipo ter que preparar a mina antes. É quase um ritual.

Ana desviou o olhar, mas um sorriso escapou.

A noite seguiu. Mais cerveja, mais conversa. André, já mais solto, resolveu puxar um assunto aleatório.

— Sabia que tem um submersível que sumiu perto do Titanic? Os cara tão procurando até agora.

Jonas arqueou a sobrancelha.

— Sério? Que loucura.

— Pois é. Gente rica pagando fortuna pra ver os restos do navio e acaba virando peça de museu também.

— Ironia do destino — Ana comentou. — Vai ver eles tão em paz agora com os fantasmas do Titanic.

— Ou tão sendo devorados por peixes — Jonas completou.

André riu.

— Que imagem bonita, Jonas. Parabéns.

— Sou um poeta.

— Poeta de araque — Ana provocou. — Poeta mesmo é o pé de mesa? Nunca.

— Olha a língua, rabuda. Meu tamanho não define minha sensibilidade artística.

— Sensibilidade? Você?

André arregalou os olhos.

— Espera, que história é essa?

Jonas tossiu, tentando disfarçar.

— É brincadeira, cara. Ela vive me zoando.

— Vocês são doidos. Mas pelo menos tão se divertindo.

— Tamo sim — Ana confirmou. — O pé de mesa aqui até que é gente boa. Quando quer.

— E a rabuda também. Quando não tá reclamando.

— Rabuda? — André estranhou.

— Apelido carinhoso — Jonas explicou, rindo. — Ela me chama de pé de mesa, eu chamo ela de rabuda. Justo.

— Justíssimo — Ana concordou. — Cada um com sua cruz.

André riu, balançando a cabeça.

— Vocês são uns idiotas. Mas são meus idiotas.

— Lindo — Ana provocou. — Vamos abraçar agora?

— Vamos — André disse, abrindo os braços.

Os três riram, num abraço torto e sem jeito. E por um momento, tudo pareceu exatamente como deveria ser.

A noite seguiu, já bêbados de cerveja. Em determinado momento, André levantou para pegar mais gelo na cozinha. Ficaram os dois na sala novamente.

— Você não foi honesta hoje Ana rabuda.

— Você não acredita em mim? — ela disse, baixo.

— Acredito no que você fala. Não no que você pensa.

— E o que eu penso?

— Você sabe.

André voltou com o gelo e o momento passou.

Mas Ana não conseguia parar de pensar naquilo. Durante o resto da noite, sentia os olhos dele nela. E, sem querer, os dela nele. Na bermuda. No volume. No pé de mesa.

---

Em casa, já deitada, com André dormindo ao lado, o celular vibrou.

"Não pense que vai fugir de mim, você não foi honesta hoje Aninha rabuda."

Ela leu e sentiu o coração acelerar. Respondeu no escuro, a luz da tela iluminando seu rosto.

"Fui sim idiota."

"Não foi. Você mesma viu que faz diferença. Naquela noite, você viu."

"O que você quer, Jonas?"

"Quero saber a verdade. Só isso. A gente passou dias fingindo, tentando esquecer. Não deu certo. Então pelo menos seja honesta comigo."

"Que verdade?"

"Que pau grande excita. Que você sentiu tesão naquela noite. Que não consegue parar de pensar. Que ficou me olhando hoje."

Ela demorou a responder. Os dedos tremiam.

"Você jurou que ia parar. A gente combinou."

"Não tô provocando. Tô sendo sincero. A gente combinou de ser honesto, não foi isso que você disse? Então tô sendo e aquela conversa me excitou muito, confesso."

Ela ficou olhando para a tela. A respiração de André era calma, ritmada. Ele não sabia de nada.

"Sabe o que eu acho, Jonas?"

"O quê?"

"Que você devia se tratar."

"Como assim?"

"Ué, se tratar. Procurar um médico. Um psicólogo, sei lá."

Ela esperou. Os três pontinhos apareceram e sumiram, apareceram e sumiram de novo.

"Por que você tá falando isso?"

"Porque aquilo ali não é normal."

"O quê não é normal?"

"Você sabe. A quantidade. Parecia uma baleia. Nunca vi tanto na minha vida."

Os pontinhos demoraram.

"Ana..."

"Tô falando sério, Jonas. Olha a quantidade. Parecia um extintor."

"Você tá exagerando."

"Tô nada. Eu fiquei toda suja. Tava escorrendo de tudo quanto é lugar. Até no cabelo foi. Passei uma hora no chuveiro e ainda saía."

"E você não gostou?"

Ela demorou a responder.

"Não tô falando de gostar ou não. Tô falando de saúde."

"Mas gostou?"

"Jonas..."

"Só responde."

Ela mordeu o lábio. O tesão estava a dominando novamente.

"Foi diferente, nunca vi aquilo na minha vida, e sim foi uma sensação diferente mas boa. Pronto, idiota. Tá feliz?"

"Agora sim, sendo honesta."

"Mas isso não muda nada. Ainda acho que você devia se tratar. Aquilo não é normal."

Ele mandou um "kkkkkk".

"Você é doida."

"Sou não. Só tô preocupada."

"Preocupada com o quê?"

"Com as pobres coitadas que ficam contigo. Elas devem sair de lá toda molhada que nem eu. Parecendo um boneco de cera."

"Elas não reclamam."

"Claro que não. Tão anestesiadas."

"Anestesiadas?"

"De tanta porra que toma. Ficam em estado de choque."

Ele mandou uma carinha de risada.

"Você é uma sem vergonha."

"Eu? Você que manda foto no grupo dos amigos."

"Foi sem querer."

"Foi sim. Quer saber, vou dormir. Boa noite."

"Ana..."

"O quê?"

"Você lembra?"

Ela sabia o que ele perguntava.

"Lembrar do quê?"

"Daquela noite. De como eu sou."

Ela pensou antes de responder.

"Na verdade, não muito."

"Como assim não?"

"Tô falando que não lembro direito. Foi tudo muito rápido. Muita emoção. A memória ficou meio... embaralhada."

"Embaralhada como?"

"Sei lá. Lembro de você nu, lembro de ter visto, mas os detalhes... meio apagados. Deve ser o estresse."

Os pontinhos demoraram.

"Você não lembra do tamanho?"

"Lembro que era grande. Muito grande. Mas o formato, as veias, a cabeça... essas coisas mais específicas, não. Tudo meio borrado."

"E você percebeu o tamanho das bolas?"

"Bolas? Não lembro de ter visto elas"

"Então se lembrasse ia saber o por que de sair tanta porra"

"Jonas, vai dormir, ta feio pra você, aquilo lá não existe não é comum."

Ela suspirou.

"Se quiser te mostro pra provar pra ti"

"Mostrar o que seu idiota?"

"Tô perguntando se você tem curiosidade de ver tamanho das bolas, pra ver que é possível sair muita porra dali."

Ela demorou a responder. Ela mordeu o lábio.

"Considerando que nunca mais vou ver por que a gente combinou, obvio que tenho curiosidade, mas não vou ver mais então não me importa seu babaca."

"Ta certo kkkkk. Além de ver as bolas, que tamanho você acha que tem?"

A pergunta veio do nada, mas já vinha martelando na cabeça dela há dias. Desde a primeira noite, desde as fotos, desde cada vez que fechava os olhos e via aquilo.

"Como assim?"

"O tamanho. Quanto você acha que tem? Você viu, né? Naquela noite. Deve ter pelo menos um palpite, uma ideia, alguma noção."

Ela pensou, revivendo a imagem gravada na memória como se fosse um filme em loop. A haste grossa, as veias, a cabeça rosada.

"Uns 20? 22? Parecia grande, mas também era de noite, tudo meio escuro, a gente tava acelerado... pode ter sido impressão."

"Impressão? Aquilo não é impressão, mulher. Aquilo é fato."

"Errou, então. Quanto é?"

"Adivinha."

"Jonas, não tô com paciência pra jogo."

"Tá, mas eu tô. Chuta."

Ela suspirou, derrotada.

"Não sei. 25?"

"Quase. Passa perto."

"Quanto, então? 26? 27?"

"Chega, chega. Tá quente."

"Jonas, fala logo. Tô cansada de adivinhar, de ficar nessa novela."

"Que pressa, rabuda. Tô criando suspense. Tô fazendo você pensar em mim."

"Tô pensando em você é o tempo todo, idiota. Não precisa criar suspense pra isso."

Ele ficou em silêncio por um segundo, processando.

"Pensa em mim?"

"Você sabe que sim. Não fala besteira."

"Então me dá um minuto de graça."

"Tô dando. Mas fala logo."

"E se eu disser que não sei?"

"Como assim não sabe?"

"Nunca medi."

Ela arregalou os olhos, a incredulidade estampada na voz.

"Como assim nunca mediu, Jonas? Isso é informação básica. É tipo não saber a própria altura, o próprio peso, o número do sapato."

"Sei que é grande. Sempre foi. Desde novo. As mulheres reagem, os amigos zoam, eu vejo no espelho. Nunca precisei de número pra confirmar nada."

"Mas agora fudeu pra ti. Eu quero saber."

"Por quê?"

Ela demorou a responder, sentindo o peso da pergunta.

"Porque tô curiosa. Porque quero entender. Porque parece irreal, como se não pudesse existir algo tão grande de verdade."

Ele riu, um riso baixo, rouco.

"É real. Pode acreditar. E responde a primeira pergunta: ia doer um pouco, mas depois passa. Ia caber, com jeito. E ia ser bom. Muito bom."

Ela sentiu o calor subir, as pernas se apertarem.

"Você não pode falar essas coisas."

"Você perguntou."

"Não perguntei."

"Perguntou sim. Nas entrelinhas."

"Tá bom, filósofo. E o tamanho?"

"Uma foto sua e eu te conto."

"Que foto?"

"Uma sua. De bunda. Daquele ângulo que você fez na outra noite."

Ela sentiu o rosto queimar, mas também sentiu uma ponta de excitação.

"Você é louco."

"Louco, mas com informação privilegiada. E você quer saber. Negócio justo."

Ela respirou fundo. Levantou da cama com cuidado, tentando não acordar André. Foi até o banheiro, fechou a porta, ligou a luz. Olhou no espelho por um longo momento, os olhos nos próprios olhos.

**O que eu tô fazendo?**

Mas a mão já estava no short.

Tirou uma foto de costas, de short mesmo, empinando, a curva aparecendo.

"Pronto."

"Linda. Mas quero mais."

"Mostra primeiro."

O celular vibrou. Uma foto. Ele de cueca box. O volume enorme marcado, a luz do quarto destacando cada centímetro daquela curva.

"Safado. Isso não é o pau."

"É a embalagem. O presente ainda tá guardado."

"Quero ver o produto."

"Então mostra mais."

Ela tirou outra foto. Agora só de calcinha, a bunda inteira, a pele branca brilhando sob a luz do banheiro. **o que estou pensando, eu prometi, é só uma curiosidade ele já viu eu pelada mesmo**

"Caralho, Ana. Que linda."

"Mostra."

Outra foto. A cueca puxada pra baixo, mas só um pouco. Metade do pau aparecendo, grosso, as veias já saltadas, a base da haste.

Ela gemeu baixo, um som involuntário. **quer saber, foda-se**

"Mais."

Outra foto dela. Agora sem calcinha, de costas, a bunda enorme, a curva perfeita, a pele lisa.

"Porra. Isso é arte."

"Mostra tudo."

Visualização única. O pau inteiro, enorme, na mão dele. A cabeça rosada, brilhando, a pele esticada, o líquido brilhando na ponta.

Dois segundos. A tela escureceu.

Ela gemeu, frustrada.

"Safado! Por que apagou?"

"Pra você valorizar. Pra não esquecer."

"Mas eu queria ver mais."

"Quer ver de novo?"

"Quero."

"Manda mais você."

Ela hesitou, os dedos tremendo sobre a tela. Olhou para o próprio corpo no espelho. A pele arrepiada. Os mamilos duros. A calcinha já úmida.

Depois, num impulso que veio de algum lugar profundo, tirou outra foto. Deitada no chão do banheiro, os peitos de fora, os mamilos duros, a mão deslizando pela barriga, os dedos quase tocando a buceta encharcada.

"Pronto."

Visualização única. Ele mostrando o pau de novo, agora de um ângulo diferente, e ela pôde ver melhor. A haste grossa, as veias pulsando, a cabeça lisa. Mas ainda faltava uma coisa.

"Jonas."

"Fala."

"Você prometeu."

"Prometi o quê?"

"As bolas. Você falou que ia mostrar. Que saía muita porra dali. Eu quero ver."

Ele demorou a responder. Os pontinhos apareceram e sumiram, apareceram e sumiram, como se ele estivesse pensando, hesitando.

"Tá curiosa mesmo, hein?"

"Não deu pra ver muito bem no dia. Você falou e ficou gravado. Eu fiquei imaginando. Quero ver se é tudo isso."

"E se for?"

"Aí eu confirmo."

Outra pausa. Depois, a notificação chegou.

Visualização única.

As bolas.

Gigantes.

Cheias.

Pesadas.

Pendendo entre as pernas dele como dois punhos fechados, cobertas por uma pele fina, levemente enrugada, pulsando com uma vida própria. O peso delas era visível, a forma como pendiam, a textura, o volume.

Ela prendeu a respiração.

A boca dela salivou. A boceta dela molhou. Os olhos fixos na tela mesmo depois da imagem sumir, gravada agora na memória como ferro em brasa, como tatuagem na retina.

**Era dali. Era daquelas bolas que tinha saído tudo aquilo na primeira noite. Tanta porra. Tanta. Como cabia? Como algo tão pesado, tão cheio, cabia num corpo?**

Ficou imóvel, sentindo o próprio corpo responder, o calor subindo, os dedos coçando para descer, a respiração ofegante.

O celular vibrou.

"Gostou?"

Ela demorou a responder, a voz saindo num fio.

"São enormes."

"Falei."

"Não é normal, Jonas. Isso não é normal."

"E você acha que sua bunda é normal?"

Ela riu, um riso nervoso, misturado com excitação.

"Não. Somos dois fenômenos."

"Somos."

"Meu Deus, Jonas."

"O quê?"

"Nada. Só... são perfeitas. Pesadas. Cheias. Dá vontade de..."

Ela parou.

"De quê?"

"Nada."

"Fala."

"De tocar. De sentir o peso. De ver de onde sai. De... muita coisa"

Ele riu, um riso baixo, gutural.

"Nunca ninguém chamou minhas bolas de perfeitas."

"Primeira vez pra tudo."

Ficaram em silêncio por um momento, apenas a respiração um do outro preenchendo a ligação.

"Ana?"

"Fala."

"Você ta se masturbando?"

Ela não respondeu. A mão dela já estava lá, os dedos deslizando, o corpo respondendo.

"Imbecil. Vai se foder. Tô indo dormir."

"Tá bom. Boa noite, rabuda."

"Boa noite, pé de mesa idiota boludo."

Ela desligou e ficou ali, no chão do banheiro, a luz fraca, o corpo pegando fogo. A mão desceu. Os dedos encontraram o clitóris inchado.

**As bolas. As bolas enormes. Tanta porra. Tanta.**

**25, 26 centímetros. Ou mais. Ou menos. Quem sabe. Só eu poderia descobrir.**

A mão desceu de novo. Sozinha, no escuro, ela se tocou pensando nele. Nas fotos. No tamanho. Nas bolas enormes. Na quantidade absurda de porra.

O que ele faria se eu fosse lá? Como seria? Como seria sentir?

Os dedos aceleraram.

Ele ia querer mais. Eu ia querer mais. A gente ia acabar fazendo.

O prazer subiu.

E o André? O que o André faria?

Gozou com um gemido abafado, mordendo a mão, as lágrimas escorrendo pelo rosto.

Ficou ali, sentada, tremendo.

O que eu tô fazendo? O que eu tô me tornando?

Levantou, lavou o rosto. Olhou no espelho. A mulher que olhava de volta tinha olheiras fundas e uma expressão que ela não reconhecia.

Voltou para o quarto. Deitou ao lado de André. Ele murmurou alguma coisa no sono e virou de lado, o braço procurando por ela.

Ela encostou nele. Sentiu o calor familiar. O amor.

Eu amo ele. Amo de verdade.

Mas a imagem não saía. O pau de Jonas. As bolas enormes.

Queria tanto saber.

Ficou olhando para o teto até o dia clarear.

---

NOTA DO AUTOR:

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Interessante o conto e suas variáveis

1- Amor e tesao não tem relação, é perfeitamente normal amar alguém e sentir tesao em outras pessoas, isso é humano.

Agora se é certo deixar esse tesao e vontade tomar conta aí já é outra conversa.

2- A esposa, ao meu ver, em nenhum momento se coloca no lugar do marido ou realmente se preocupa com os sentimentos dele. Ela está mais focada nela mesmo e na sua própria imagem. O que dá a personagem uma camada bem egoísta.

3- Provavelmente essas conversas e insinuações entre a esposa e o "amante" vai escalar. Agora como isso será feito vai ser importante para a história.

Não dá pra transformar o marido em uma ameba enquanto as coisas esquentam entre os dois né ? Acredito que seria mais realista que o desenvolvimento na relação dos dois acontecesse longe do marido e não em baixo da vista dele.

A presença do marido seria interessante como uma espécie de peso na relação dos amantes.

Pois ele poderia ser o marido carinhoso e prestativo para a esposa // e o amigo fiel em relação ao amante.

Trabalhar a postura dos dois em relação às virtudes do marido seria algo interessante.

(E por um lado diminuiria a reclamação dos leitores, já que o marido de fato estaria sendo traído sem culpa).

4- A questão de comparação entre o amante e o marido sempre dá um toque especial, mas não adianta apenas comparar o tamanho do pau, se o amante tem o pau grande, algum ativo positivo do marido deve entrar nessa conta também, para que seja trabalhado um equilíbrio em relação a esposa e para que o amante tenha uma espécie de barreira que não conseguiria atravessar mas persistirá apenas para ter o ego de homem inflado.

Poderia ser as virtudes de bom marido x a pegada e o dote do amante.

5- A história é muito boa e bem escrita, mas trabalhar o tema da culpa, do remorso, do amadurecimento dos personagens, da dor, da tristeza, da perca, da quebra de confiança é muito bom também.

Pensa nisso...

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valeeu pelas dicas, nos próximos capítulos vou escrever pensando melhor nestes pontos, críticas assim são muito válidas.

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Corroboro com os pontos do Osório.

Dr.Jakyll6, espero que não leve para o pessoal e, lembre-se, a história é sua e é soberana. Você escreve muito bem.

Fico na torcida pela reviravolta do André, mas independente disso, quero ler o que você está planejando para essa história. Fiquei muito interessado mesmo, enredo bom e personagens interessantes.

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Obra de arte! Que conto maravilhoso, fiquei de pau duro, só não gozei pois estou preso na gaiola.

Amo contos com diálogo!

Sou corno manso e também escritor de contos. Dê uma conferida, acho que vai gostar!

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Valeeu, obrigado pelo elogio, me inspiro muito em historias reais, fantasias e hentais, se quiser trocar uma ideia me chama no insta @dr.jakyll6

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Ela dizendo que ama o André kkkkk

Pelo amor de Deus, ela não se escuta mesmo.

Tá na cara que ela está encantanda pelo pau imenso do cara e ele vai ser amante dela.

O amante se fingindo de compreensivo, mas está manipulando ela pra meter a vara e vai conseguir.

E o corno... das duas umas: ou vai aceitar, ser corno manso e os três vão viver num trisal ou ele vai surtar e talvez até cometer uma tragédia.

Não tem como ter meio termo diante de tamanha humilhação pro André.

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