[…]
— Bom dia, Marina — Thiago sorriu, o olhar dele descendo sem o menor pudor do rosto dela para a curva exposta dos seios sob a seda. — O Gustavo me chamou. Parece que a gente vai suar bastante juntos a partir de agora.
[…]
Parado na porta, segurando uma pequena prancheta de avaliação e vestindo roupas de compressão que marcavam o volume obsceno entre as pernas, estava ele.
O homem do Glory Hole.
O homem que gozado em sua boca.
O homem fascinado por sua bunda durante os agachamentos.
O novo brinquedo do casal.
Antes que ela conseguisse articular qualquer palavra, Gustavo surgiu na sala, parando logo atrás dela.
— Thiago! Que bom que chegou pontualmente — Gustavo disse, aproximando-se e pousando a mão de forma protetora na base das costas da esposa. — Entra, cara. Pode ficar à vontade. Aceita um expresso antes de começarmos a avaliação?
— Aceito, valeu.
Thiago entrou e encostou-se no balcão da cozinha americana. Marina fechou a porta lentamente, o coração espancando as costelas. Ela se sentia estupidamente vulnerável e frustrada com aquela roupa básica e sem graça de quem ia treinar no prédio.
Gustavo caminhou até a máquina de café. Havia um prazer silencioso em seus movimentos. Ele estava servindo o homem que havia jorrado sua porra na garganta da sua mulher na noite anterior. E que, se tudo corresse bem, iria comer Marina de todos os jeitos.
O cinismo da situação fez o sangue do marido ferver.
— A Marina tem muita energia, Thiago — Gustavo comentou, encostando-se no balcão ao lado da esposa, o tom de voz brando e casual. — Achamos que só o treino na academia é pouco.
— Pode deixar, Gustavo — Thiago respondeu após um gole do café, o tom estritamente profissional. — Vamos treino pesada pra ela.
Marina não conseguia falar. Ela apenas assentia, intercalando o olhar entre a calma letal do marido e o sorriso do professor.
Thiago terminou o café, deixou a xícara na pia e tirou a fita métrica e o adipômetro da mochila.
— Vamos lá, Marina. Fica ali no centro do tapete. Afasta um pouco as pernas e relaxa os braços — ele orientou.
O professor ajoelhou-se na frente dela para medir a circunferência das pernas. A mão grande e quente de Thiago tocou a pele nua da coxa de Marina, deslizando a fita métrica perigosamente perto da barra do short. O arrepio que subiu pela espinha dela foi elétrico.
A proximidade forçou Marina a inalar o perfume dele novamente. A pele dela queimava onde os dedos do professor apertavam. A memória física do pau dele rasgando a garganta dela colidiu violentamente com a formalidade daquele toque clínico.
Gustavo assistia do sofá, em silêncio absoluto. Ele via o peito da esposa subindo e descendo rápido, os mamilos marcando o tecido do top simples, os punhos dela cerrados para conter o tesão absurdo que a dominava.
— Tudo certo. Estrutura ótima — Thiago concluiu alguns minutos depois, anotando os dados na prancheta. — Amanhã a gente desce pra academia e começa a focar nesses seus agachamentos.
Ele se despediu, a porta se fechou e o clique da fechadura ecoou na sala.
O silêncio reinou por três segundos.
A respiração de Marina estava pesada. Com os olhos negros e em chamas, ela caminhou até a gaveta da mesinha de centro. Puxou o consolo realista e absurdamente grosso de lá de dentro.
Sem explicar absolutamente nada, Marina caiu de joelhos no exato local do tapete onde Thiago estivera de pé minutos antes. Ela prendeu a ventosa no chão, cuspiu na cabeça do brinquedo, segurou a base com as duas mãos e o enfiou na boca com violência. Ela começou a chupar a borracha de forma frenética, babando, engasgando de propósito e jogando a cabeça para frente e para trás, com a mente completamente imersa no escuro do Glory Hole.
— Eu sei muito bem de quem você tá lembrando — Gustavo sussurrou, a voz rouca, agarrando o cabelo dela pela nuca.
Com um movimento abaixou short e calcinha e estocou sua rola de uma única vez. Era o que faltava para completar a cena.
A mulher soltou um gemido abafado pelo consolo na boca e empinou o quadril, indo de encontro às estocadas furiosas do marido. O sexo foi animalesco, mudo e intenso. Gustavo fodia a esposa sem piedade, no ritmo em que ela engolia a borracha, até que os dois chegaram ao clímax em uma explosão caótica de espasmos e fluidos no meio da sala.
Quando recuperaram o fôlego, Marina tirou o consolo da boca, ofegante. Um sorriso perverso e cheio de segundas intenções desenhou-se em seu rosto.
— Eu tava horrível... parecendo uma qualquer com essa roupa idiota — ela murmurou, ajeitando o cabelo bagunçado enquanto olhava para Gustavo, os olhos brilhando de luxúria e ambição. — Da próxima vez que ele vier na minha casa, eu vou estar deliciosa pra ele. E quem sabe... eu não faço finalmente o agachamento direto no pau dele.
Gustavo soltou uma risada grave e fascinada, maravilhado com a mulher que tinha em seus braços. Ele deu um tapa leve e carinhoso na bunda nua dela, beijando o seu pescoço.
— Vai tomar um banho, meu amor. A gente resolve esse problema do seu guarda-roupa no final do dia.
A segunda-feira correu com a normalidade caótica de sempre. Gustavo enfrentou uma maratona de reuniões na agência, enquanto Marina passou a tarde imersa no estúdio coordenando sua equipe. Mesmo de longe, a tensão daquela manhã faiscava nas mensagens curtas e carregadas de duplo sentido que trocavam pelo celular ao longo das horas.
Quando a noite caiu, eles se reencontraram no apartamento para a ida ao shopping. Marina escolheu um top cropped preto bem justo e uma saia longa de tecido leve e fluido.
Mas, antes que Gustavo pudesse pegar as chaves do carro, ela parou na frente da porta, encostando-se na madeira e cruzando os braços com um sorriso malicioso.
— Meu maridinho não esta esquecendo nada? — ela perguntou, erguendo uma sobrancelha.
Gustavo parou, confuso por um segundo.
— O nosso combinado da viagem, Gustavo — ela sussurrou, a voz arrastada, afastando levemente as pernas. — Você nunca mas me chupou antes de sairmos de casa.
O sorriso de Gustavo se abriu, um brilho de adoração e luxúria tomando conta de seus olhos escuros. Ele não respondeu com palavras. Apenas largou as chaves no aparador, ajoelhou-se na frente da esposa e ergueu o tecido leve da saia longa, puxando a lateral da calcinha dela para baixo.
Marina suspirou fundo, jogando a cabeça para trás contra a porta quando a língua quente e experiente do marido encontrou o seu clitóris. Gustavo a saboreou com calma, reverência e uma fome devota. Ele explorou cada milímetro da intimidade dela, bebendo seus fluidos até que as pernas da esposa tremessem lentamente.
Foi ela que interrompeu antes do gozo chegar. — Acho que já estou pronta pra sair. — ela sorriu, dando um beijo com o próprio gosto nos lábios do marido.
Faltavam pouco menos de quarenta minutos para o encerramento do expediente no shopping quando eles entraram em uma badalada loja de grife esportiva. Os corredores já esvaziavam, e a loja contava apenas com dois funcionários arrumando as araras para o fechamento.
Foram abordados por Lucas, um vendedor de vinte e poucos anos, atlético e de olhar descarado. Ele secava Marina abertamente, inflando o próprio ego, crente de que o marido não percebia nada. Gustavo apenas assistiu, escolhendo leggings hiper justas e tops cavados para a esposa experimentar.
Após Marina desfilar três vezes para Gustavo sem se importar com os olhares do vendedor, ela voltou para o último provador do corredor escuro para se trocar.
Gustavo aproveitou o momento.
Ele pegou um macacão branco hiper justo, de tecido fino e cavado nas laterais.
— Lucas, faz um favor? — Gustavo pediu, olhando apressado para o relógio e apontando para fora da loja. — Leva essa última peça pra minha esposa provar? Preciso correr e pegar uma encomenda na loja aqui da frente antes que o shopping baixe as portas. Volto em cinco minutos.
Lucas piscou, incrédulo com a própria sorte e com a conveniência do horário.
— Claro, senhor. Pode deixar.
Gustavo saiu. Lucas imediatamente cutucou o colega do caixa, sussurrando: — Cobre aí, irmão. O marido saiu e a gostosa tá lá atrás. Vou levar a roupa e ver o que rola.
O garoto caminhou pelo corredor vazio até a cabine e deu duas batidas leves na porta.
— Marina? Seu marido pediu pra eu te entregar esse macacão...
A cortina se abriu apenas uma pequena fresta. Marina esticou o braço para pegar o cabide. Ela não estava vestida. Usava apenas uma calcinha fio-dental preta, os braços cruzados estrategicamente na frente dos seios nus. Pelo reflexo do espelho no fundo do provador, Lucas teve a visão privilegiada e perfeitamente iluminada da bunda grande e suculenta dela, engolindo a tira fina de tecido.
Ele abriu um sorriso de canto de boca, os olhos escurecendo de malícia. Entregou a peça sem desviar o olhar do rosto dela.
— Se precisar de ajuda pra vestir, é só chamar — ele ofereceu, a voz grave, macia e totalmente carregada de segundas intenções.
Ela fechou a cortina sem responder. Minutos depois, a voz de Marina soou novamente pelo corredor.
— Lucas? Pode vir aqui tirar uma foto pra mim? Quero mandar pro meu marido aprovar.
O vendedor entrou, fechando a porta atrás de si. O macacão branco parecia pintado no corpo dela. Marina virou de costas para o espelho, empinando a bunda de forma absurdamente provocante enquanto olhava para ele por cima do ombro.
— E você Ludas, o que achou? — ela perguntou.
— Com todo respeito, ficou excelente. Muito gostosa — ele elogiou com a ousadia de quem estava acostumado a devorar clientes, secando a curva dos quadris dela e batendo a foto.
Ele saiu do provador achando que a provocação acabaria ali. Mas, assim que ficou sozinha, Marina preparou a verdadeira armadilha. Ela posicionou a bolsa de couro no banquinho, abriu o zíper, alinhou a lente do celular perfeitamente com o espelho e apertou o botão de REC.
Em seguida, ela forçou o macacão branco para baixo, travando o tecido propositalmente na altura da cintura.
— Lucas! Ai, me ajuda aqui, por favor! Travou, eu não tô conseguindo tirar!
O garoto voltou num sobressalto e, dessa vez, trancou a porta.
Marina estava de costas. O tecido branco do macacão abaixado formava um contraste absurdo e obsceno com a pele bronzeada da lombar. Lucas não hesitou.
Ele se ajoelhou atrás dela, segurando o tecido para puxá-lo para baixo. À medida que baixava, a bunda ia sendo revelada a centímetros do rosto dele. Confiante, ele encostou os lábios na pele quente da nádega dela, deixando um beijo demorado e quente.
Marina soltou um suspiro e empinou ainda mais o quadril contra o rosto dele, abrindo um pouco as pernas.
O convite era claro.
Lucas puxou a tira fina da calcinha preta de lado e afundou o rosto no meio das pernas dela. A língua ávida do garoto atacou a intimidade de Marina, chupando-a com uma fome que a fez fechar os olhos. Ela jogou a cabeça para trás, deliciando-se com o choque entre a audácia daquele moleque e o tesão de saber que a câmera gravava tudo.
— Me fode... — ela sussurrou, a voz rouca, olhando para o garoto pelo reflexo do espelho. — Rápido.
Lucas levantou num pulo, abriu o zíper da calça e tirou o pau duro para fora. Ele a penetrou por trás com fúria, socando a bunda de Marina contra o vidro frio. O sexo foi sujo, intenso e ritmado pela pressa clandestina.
Foi no auge das estocadas que a voz de Gustavo ecoou na entrada da loja. Ele havia voltado.
— E aí? Minha esposa já provou? — Gustavo perguntou em bom tom.
No provador, o coração de Lucas falhou uma batida. O pânico cruzou o olhar do vendedor, mas o quadril dele continuou socando por puro instinto animal. Lá fora, o colega do caixa entrou em ação rapidamente, bloqueando o corredor para dar cobertura ao amigo.
— Opa, senhor! Ainda não, ela tá terminando de tirar o macacão. Vem cá dar uma olhada nesses tênis de lançamento que chegaram hoje, acho que faz bem o seu estilo...
Ouvindo a distração lá fora, Marina olhou para o próprio reflexo suado e sorriu. A adrenalina do marido a poucos metros de distância, enquanto ela era fodida pelo vendedor encostada no espelho, levou o tesão ao limite.
O garoto levou a mão até á boca de Marina para abafar os gemidos. Rapidamente ela abocanhou dois dedos dele e passou a chupar no ritmo das estofadas.
Sentindo que o garoto estava prestes a explodir de nervoso e excitação, ela se soltou de Lucas com um empurrão leve. Virou-se e caiu de joelhos no chão estreito do provador.
— Goza minha boca agora que meu marido está esperando — ela ordenou, os olhos negros cravados nos dele, puxando o quadril do garoto na direção do seu rosto.
Lucas não aguentou a pressão. Ele segurou a nuca dela e jorrou tudo na boca de Marina, tremendo das pernas à cabeça. Ela engoliu com maestria, levantou-se e limpou o canto dos lábios com as costas da mão. A transição foi brutal: a mulher sedenta sumiu, dando lugar a uma esposa fria e no controle.
— Se veste e sai logo daqui — ela murmurou com desdém, voltando a vestir sua saia e o top.
Dois minutos depois, Marina abriu a cortina e caminhou até o caixa, perfeitamente arrumada, com os cabelos no lugar e uma expressão de pura inocência. Gustavo estava encostado no balcão, fingindo avaliar um tênis, enquanto o colega de Lucas suava frio ao lado dele. Lucas apareceu logo depois no fundo da loja, ainda ofegante, fingindo arrumar uma arara de camisetas.
Marina colocou as roupas novas sobre o balcão e deu um sorriso deslumbrante para o marido.
— Amor, pode pagar. O caimento daquele último macacão branco ficou simplesmente perfeito.
No carro, voltando para casa, Marina mostrou o vídeo para Gustavo. Ver o vendedor iludido comendo a própria esposa enquanto ela sorria sutilmente para a câmera fez o sangue de Gustavo ferver novamente.
Na manhã seguinte, o plano final foi executado. O primeiro treino oficial com Thiago estava marcado para dali a meia hora.
— Vamos brincar com ele. — Falou Gustavo segurando o celular enquanto dirigia uma cena.
Colocou Marina em pé, de costas para o espelho usando apenas uma calcinha fio dental preta. Nas mãos o macacão branco recém comprado.
Marina tirou uma foto do espelho.
O enquadramento era cuidadosamente focado em sua bunda.
— Agora — Gustavo sorriu, os olhos brilhando —, abre o WhatsApp do Thiago. Manda a foto. E escreve o texto.
Marina arregalou os olhos, o coração disparando com o risco, mas os dedos digitaram exatamente o que haviam ensaiado:
"Vida, quero usar aquele macacão branco de ontem com a calcinha preta que você me deu. Será se vai marcar demais pra ir treinar com o Thiago? Quero saber se você aprova antes de eu descer."
Ela apertou enviar. A imagem foi entregue. Dois tiques cinzas.
Dois tiques azuis. Ele viu.
— Manda a segunda mensagem, rápido — Gustavo instruiu, rindo baixo da maldade.
Ela digitou com os dedos trêmulos de excitação:
"Ai meu Deus! Thiago! Que vergonha! Era pro Gustavo, eu cliquei no contato errado na pressa! Apaga isso pelo amor de Deus, finge que não viu!"
Eles se entreolharam no quarto, em silêncio, esperando. Nenhuma resposta imediata veio do outro lado, apenas o peso do silêncio de um homem que acabara de ter a mente em curto-circuito. O veneno havia sido plantado.
Uma resposta. — Não se preocupe. Acontece. Você está ótima. Os agachamentos estão dando resultado. Até mais tarde.
O coração do casal descompassou.
— Não ouse trocar de roupa. Você vai descer pra treinar exatamente assim — ele sussurrou no ouvido dela. — Vamos ver quanto tempo o profissionalismo dele aguenta olhando pra essa calcinha ao vivo.
O sorriso de Marina se alargou pelo reflexo do espelho. A armadilha estava perfeitamente armada para quando ela pisasse na academia do prédio.
A caçada havia começado.