Olá meu nome é ricardo, faço academia a anos e sempre soube que minha presença não passava despercebida. Tenho 1,90m de altura, ombros largos e uma estrutura física que construí com anos de treino pesado; sou o que chamam de um cara imponente. Para completar, sou casado com uma mulher que é um espetáculo à parte, daquelas que param o trânsito e me fazem sentir o cara mais sortudo do mundo toda vez que saímos juntos.
Mas a história que vou contar não é sobre meu casamento, e sim sobre como a curiosidade alheia pode criar situações inesperadas.
A noite estava quente, daquelas que pedem cerveja gelada e as janelas todas abertas. Eu, Ricardo, estava sentado no sofá da sala enquanto o Diego, meu melhor amigo desde a época da faculdade, tinha acabado de levantar para buscar mais uma rodada na cozinha.
O Diego sempre foi um cara... peculiar. Nos últimos meses, as conversas dele tinham tomado um rumo estranho. Ele falava demais sobre "liberdade", sobre como eu era um cara de sorte e, principalmente, sobre como a Miriam, a esposa dele, andava "radiante".
Miriam é uma mulher de 22 anos que possui uma presença delicada . Com 1,65 m de altura, branquinha feito leite, tem um seios pequenos e um bumbum médio arrebitado.
Ela estava vestida com uma blusinha de tecido leve que realçava seu seios pequeno e uma saia curta jeans
Miriam estava sentada na poltrona à minha frente, cruzando as pernas de um jeito que parecia ensaiado para me deixar sem fôlego. Quando o barulho da porta da geladeira ecoou lá no fundo, ela se inclinou para frente, baixando o tom de voz.
— Ele está demorando de propósito, sabia? — ela sussurrou, com um brilho malicioso nos olhos.
— Como assim? — perguntei, sentindo o suor brotar na nuca.
— O Diego... ele fica lá, escondido, fingindo que está escolhendo a cerveja mais gelada. Mas ele está é ouvindo. Ele quer saber se a gente está conversando, se eu estou te dando corda. Ele quer isso, Ricardo. Ele quer ser corno, mas tem medo de pedir do jeito certo.
Eu gelei. Olhei para o corredor e não vi sinal do meu amigo. A Miriam se levantou, caminhou até mim e sentou-se no braço do sofá, tão perto que eu conseguia sentir o perfume da pele dela.
— Ele me disse ontem que não se importaria se você... — ela fez uma pausa dramática, passando a mão pelo meu ombro — ...se você me "cuidasse" um dia desses. Na verdade, ele morre de vontade de ver o melhor amigo dele me possuindo enquanto ele assiste de camarote, ou até escondido pela fresta da porta.
Minha respiração falhou. A safadeza na voz dela era palpável, um convite direto ao caos. Ela se aproximou do meu ouvido, a voz agora num fio de seda:
— Ele quer que você me coma, Ricardo. Sem pressa. Com toda a vontade que eu sei que você guarda quando olha pra mim. E ele quer estar por perto, sentindo o peso da traição que ele mesmo planejou.
Nesse momento, ouvimos o estalo de uma lata sendo aberta na cozinha. O som pareceu um tiro no silêncio da sala. Miriam sorriu, aquele sorriso de quem sabe que o jogo já começou.
— Escuta... — ela continuou, a mão descendo perigosamente pelo meu peito — Ele vai voltar agora com as latinhas e aquele sorriso de quem não sabe de nada. Mas a gente sabe. E na próxima vez que ele "esquecer" de comprar gelo ou for buscar mais uma rodada, eu não quero só conversa.
Ela se afastou milímetros antes do Diego aparecer no corredor, segurando duas latas de alumínio suadas e com uma cara de quem tinha acabado de ganhar na loteria.
— Demorei, né? — Diego disse, entregando uma cerveja para mim e outra para ela, com um olhar que alternava entre nós dois, cheio de uma expectativa doentia. — Do que vocês estavam falando?
Olhei para a Miriam, que deu um gole na cerveja, deixando uma marca de batom na lata, e depois olhou para mim.
— Coisas nossas, Diego — respondi, sentindo o sangue pulsar — Coisas que um bom amigo faz pelo outro.
O Diego sorriu largo. Ele sabia. E, pelo jeito que a Miriam me olhava, aquela noite era apenas o começo de uma bagunça deliciosa que nenhum de nós três pretendia evitar.
O silêncio que se seguiu à minha frase foi denso, carregado de uma eletricidade que eu quase podia tocar. Diego não recuou; pelo contrário, ele se acomodou no sofá ao meu lado, mas não de um jeito relaxado. Ele estava atento, como um espectador na primeira fila de um espetáculo proibido.
— "Coisas de amigo", é? — Diego repetiu, a voz levemente embargada por uma excitação que ele mal tentava esconder. — Gosto disso, Ricardo. Sempre soube que a nossa amizade era baseada em confiança total.
Ele deu um gole longo na cerveja, os olhos fixos em Miriam. Ela, por sua vez, não se sentou de volta na poltrona. Permaneceu ali, de pé, entre nós dois. A saia jeans curta subia um pouco mais enquanto ela se apoiava na mesa de centro, deixando as pernas torneadas e claras em evidência sob a luz quente da sala.
— O Ricardo é muito protetor, Diego — Miriam disse, passando a língua levemente pelos lábios marcados pelo batom. — Ele estava me dizendo que... bom, que um homem como ele sabe exatamente como cuidar do que é precioso.
Senti o peso do olhar dela. Era um desafio. Eu, com meus 1,90m e toda aquela estrutura física, me sentia subitamente vulnerável diante daquela mulher pequena, mas de uma audácia gigante. Meu coração martelava contra as costelas. Eu olhava para o meu melhor amigo e via, não um marido traído, mas um cúmplice ansioso.
— Sabe o que eu acho? — Diego soltou, deixando a lata sobre a mesa com um estalo. — Acho que está muito quente aqui dentro. Miriam, por que você não mostra para o Ricardo aquele "presente" que eu te dei? Aquele que você disse que só usaria para alguém que realmente impusesse respeito?
O convite foi como um gatilho. Miriam sorriu, um sorriso lento que desarmava qualquer moralismo que eu ainda tentasse manter.
— Você acha que ele quer ver, querido? — ela perguntou, mas seus olhos nunca deixaram os meus.
— Eu tenho certeza que ele precisa ver — Diego respondeu, a voz agora num sussurro rouco. Ele se inclinou para trás, abrindo os braços no encosto do sofá, deixando o espaço entre nós livre.
Miriam deu dois passos na minha direção. O perfume dela, uma mistura de baunilha com algo mais selvagem, invadiu meus sentidos. Ela levou as mãos à barra da blusinha leve, os dedos pequenos e delicados começando a subir o tecido devagar, revelando a pele alva da barriga.
— Ricardo... — Diego chamou minha atenção, sua voz vibrando de expectativa. — Olha bem. Eu quero que você veja o que é seu, se você tiver coragem de pegar.
Eu não conseguia desviar o olhar. A mão dela parou bem na altura onde o tecido começava a revelar a curva dos seios. O jogo de cena era torturante. O suor agora escorria pelas minhas testa, e a frieza da lata de cerveja na minha mão era o único contraste com o calor que subia pelo meu corpo.
Ela não tirou a blusa. Não ainda. Em vez disso, ela se inclinou sobre mim, as mãos apoiadas nos meus joelhos maciços, e sussurrou de modo que nós dois pudéssemos ouvir:
— A próxima rodada de cerveja vai demorar muito mais para chegar, Ricardo. E o Diego... ele prometeu que não vai sair daquela cozinha até ouvir o primeiro gemido.
Ela se virou para o marido, que assistia a cena com a respiração ofegante.
— Não é, meu amor?
Diego apenas assentiu, os olhos vidrados na interação. Ele se levantou lentamente, pegou as duas latas vazias e começou a caminhar em direção à cozinha, mas parou no batente da porta, olhando para trás uma última vez.
— Não se reprima pela minha presença, amigão — ele disse, com um brilho de loucura e prazer nos olhos. — Finja que eu sou apenas uma sombra na parede.
E, com um estalo metálico da porta da cozinha encostando, ficamos apenas eu e ela, sob o zumbido do ventilador de teto e o peso de uma promessa que não tinha mais volta.
