Centro de Reabilitação - Capítulo 1: Condenado

Um conto erótico de Zur
Categoria: Crossdresser
Contém 1905 palavras
Data: 11/03/2026 12:32:06

Sentado em uma cela fria e úmida, meus pensamentos oscilam entre a indignação e a revolta. Como pude cair tão baixo?

Eu sou Marcelo — o prodígio de 26 anos, CEO de uma das maiores empresas do país.

Ex-CEO, agora reduzido a essa condição humilhante: condenado a cinco anos de prisão por assédio sexual.

Eu, que já tive o mundo aos meus pés, agora me vejo enjaulado como um criminoso qualquer. As paredes de concreto e as grades enferrujadas ao meu redor são um insulto à minha grandeza.

Minha mente retorna incessantemente ao dia que me trouxe até aqui. Uma festa da empresa, onde o álcool era abundante e os limites, naturalmente, esquecidos.

Aquela jovem funcionária ostentava um vestido que fazia questão de revelar o seu corpo exatamente o que todo mundo queria ver. A bebida me desinibiu e, em um instante de desejo, eu a empurrei contra uma poltrona do escritório e enfiei a mão em um de seus seios.

Ela congelou por um momento. E depois gritou — como se não fosse exatamente isso que aquele decote baixo estivesse pedindo — e fugiu, denunciando o incidente.

Meia dúzia de outras mulheres se manifestaram logo depois, todas com histórias parecidas.

Muito conveniente — aparecerem meses depois, em busca de holofotes.

Como se não fossem elas mesmas que, com tão pouca insistência, se ajoelharam diante de mim em troca de uma chance de promoção.

O escândalo se espalhou e, em questão de dias, minha carreira desabou.

O julgamento foi um espetáculo deplorável.

Cada detalhe das acusações daquelas vagabundas foi dissecado diante das câmeras.

A juíza, uma mulher de semblante severo, pronunciou a sentença com um prazer que não fez questão de esconder:

“Você merece cada segundo da sua pena.”

Mas, semanas depois, uma proposta inesperada muda tudo.

“...estamos testando um programa de reabilitação, e acreditamos que o senhor tem o perfil ideal para participar...”

A voz dela ecoa pela cela durante uma visita surpresa. Eu, sentado no beliche, mal consigo conter o desprezo. Não quero ouvir uma palavra sequer do que essa vaca tem a me dizer.

“…a anulação da sua condenação ocorreria após a conclusão do programa, sendo assim…”

Espera.

O que ela acabou de dizer?

Minha condenação… anulada?

“Repita isso.” Interrompo, seco.

“Preste atenção,” ela adverte, franzindo a testa. “Só vou repetir mais uma vez. O senhor tem uma proposta de anulação da sua condenação, se aceitar participar de um programa de reabilitação por um ano.”

Ela faz uma pausa, depois continua:

“O local é uma espécie de resort, com várias áreas de lazer. Você será livre para fazer o que quiser. A única condição é o uso de uma gaiola de castidade, devido à natureza do seu crime. Afinal, o ambiente também contará com civis.”

“Que diabos é uma gaiola de castidade?” pergunto, impaciente.

“A gaiola de castidade é um dispositivo de controle de ereção,” explica ela com firmeza. “Será instalado assim que você chegar lá. A chave ficará com sua supervisora. Você será liberado do dispositivo periodicamente, se demonstrar bom comportamento.”

Anulação da condenação.

Apenas um quinto da pena original, cumprido em um resort.

Mesmo com essa condição ridícula, parece uma oferta boa demais para recusar.

Assinto com a cabeça, sentindo a esperança reacender. Sorte como a minha não é comum — e eu estou disposto a aceitar qualquer coisa para sair dessa cela imunda.

A juíza me entrega o contrato. Examino cada cláusula com atenção, como sempre fiz com qualquer documento legal. Tudo está detalhado, preciso, garantindo a validade do programa. Lá está, claro como o dia: a anulação da pena após um ano, sem outras exigências além da tal gaiola de castidade.

“Então, Sr. Marcelo, está tudo claro para você?” pergunta, observando-me com o olhar avaliador de quem mede mais do que palavras.

“Sim, tudo parece em ordem,” respondo, olhando para ela, confiante. “A mudança é para amanhã, correto?”

“Exatamente. Um policial estará aqui cedo para acompanhá-lo até sua casa, onde poderá pegar algumas roupas e pertences pessoais. Depois, será levado diretamente ao centro de reabilitação.”

A ideia de voltar a vestir minhas próprias roupas, deixando para trás esse moletom bege ridículo, soa como o primeiro bônus do acordo.

Faço uma rubrica em cada página e assino a última. A caneta arranha o papel áspero enquanto eu me esforço para conter a euforia.

“Está feito,” digo, entregando os papéis assinados à juíza.

No dia seguinte, depois de passar em casa para pegar minhas roupas e finalmente trocar o uniforme da prisão por algo mais familiar, sigo em direção ao resort. O carro me deixa em frente ao meu quarto — um chalé, na verdade — que, embora modesto para meus padrões anteriores, parece um alívio luxuoso depois de semanas naquela cela.

Ao entrar, minha atenção é imediatamente capturada por uma figura no centro do ambiente, parada elegantemente à minha espera. Uma mulher mais velha, bonita e imponente — deve ter por volta de quarenta e cinco anos. O corpo curvilíneo e firme parece feito sob medida para o vestido vermelho que a envolve como uma segunda pele. O tecido justo acentua suas formas, e o recorte generoso no busto revela um vislumbre provocante de decote, destacando os seios fartos sustentados por um pequeno detalhe dourado que brilha sob a luz suave do ambiente. Seus cabelos ruivos descem em ondas reluzentes sobre os ombros, mesclando-se com o vermelho vivo da sua roupa e constrastando com brilho sutil da pele clara.

Ela se aproxima com passos lentos e calculados, o som dos saltos marcando o ritmo entre nós. O suave balançar de seus quadris é um convite silencioso ao meu olhar. Cada movimento dela é uma provocação silenciosa — e eu não fujo de provocações.

Ela estende a mão.

"Olá, Sr. Marcelo. Sou Vanessa, sua supervisora aqui no resort", diz com voz suave, porém firme, que ecoa pelo quarto com natural autoridade.

"Olá, Vanessa", respondo com um sorriso leve, mantendo um tom confiante e ligeiramente provocador enquanto aperto sua mão firmemente. Seus olhos se estreitam ligeiramente, como se estivesse avaliando minha atitude.

Seu aperto de mão é firme e profissional, mas sua proximidade desperta uma sensação de antecipação em mim. "Parece que estou em boas mãos aqui no resort," comento, com um sorriso malicioso brincando nos lábios.

Vanessa apenas assente com seriedade, mantendo sua postura. "Certamente, Sr. Marcelo. Meu papel aqui é garantir que o senhor cumpra sua reabilitação da forma mais adequada possível."

Ela faz um gesto sutil em direção às malas. "Por favor, deixe suas coisas aqui. Uma funcionária irá guardá-las para o senhor. Precisamos ir até minha sala para que possa cumprir as obrigações do acordo."

A lembrança da gaiola de castidade mencionada pela juíza ainda ecoa na minha cabeça — um pequeno preço pelo acordo praticamente perfeito. Tento focar na sensação de liberdade que o novo ambiente proporciona, lembrando que a outra opção seria muito pior.

Caminhamos por um caminho de pedras ladeado de flores vibrantes e jardins meticulosamente cuidados até chegarmos a uma porta de madeira escura com uma placa que diz: “Vanessa Dias – Supervisora de Reabilitação”. Ela abre a porta e me convida a entrar. O escritório é sóbrio e elegante, com uma mesa de madeira maciça, duas poltronas e prateleiras cheias de livros organizados com precisão quase militar.

"Então, Sr. Marcelo," começa ela, sentando-se com elegância e cruzando as pernas, " como mencionado, parte das condições do programa é o uso da gaiola de castidade. É um dispositivo instalado para garantir a segurança dos outros hóspedes aqui no resort."

"Tá, que seja…" murmuro, tentando soar indiferente.

"Perfeito", responde Vanessa, a serenidade intacta. "Agora, por favor, abaixe suas calças."

"Você quer que eu faça isso aqui?" pergunto, incrédulo.

"Sim, por favor"

"Não! Me dê essa coisa que eu coloco no chalé!"

Ela balança a cabeça. "Isso não será possível. Para garantir que o dispositivo esteja bem colocado, eu mesma preciso instalar."

"Você!?" A indignação sobe como fogo. "Nem pensar!"

"Isso é necessário, senhor Marcelo."

"Não!"

Vanessa respira fundo, mantendo a compostura. "Muito bem. Não instalaremos sua gaiola, então. Mas, se não me engano, isso seria considerado quebra de contrato. Devo informar à juíza?"

A lembrança fria da cela e da juíza me atravessa como uma lâmina. A revolta se mistura ao medo.

Suspiro. "Tudo bem", digo, num tom derrotado. "Vamos acabar logo com isso."

Com mãos trêmulas, começo a desabotoar a calça. Sinto o olhar dela fixo em mim, inabalável. Quando abaixo a bermuda e a cueca num só movimento, o ar parece desaparecer do quarto.

Vanessa mantém-se impassível por um instante. Depois, um sorriso lento e debochado surge em seus lábios. "Isso é sério, senhor Marcelo?" Sua voz ganha um tom de escárnio afiado. "É com essa salsichinha que o senhor se acha homem o bastante para assediar alguém?"

Meu rosto ferve. "Isso não é da sua conta!", exclamo, tentando recuperar alguma dignidade.

“Claro, claro…” Comenta Vanessa ainda sorrindo. "Nesse caso, precisaremos de um modelo "Mini" de gaiolinha. Felizmente eu tenho algumas por aqui. Venha, se aproxime." Ela abre uma gaveta e tira de lá um pequeno dispositivo metálico.

A vergonha me queima por dentro quando vou até Vanessa e, de maneira completamente indiferente, ela leva as mãos ao meu pênis para instalar o equipamento. Suas mãos firmes tocam minha pele fria, e o fechamento acontece direto na parte superior da peça, sem necessidade de cadeado. Com um movimento seco dos pulsos, ela tranca o dispositivo.

"Pronto", ela diz, levantando-se e ajeitando a saia. "Isso deve garantir que o senhor se mantenha dentro dos limites apropriados."

Ergo a bermuda em silêncio, o orgulho despedaçado.

Vanessa volta à mesa, e continua no mesmo tom profissional: "Muito bem, Sr. Marcelo. Vamos falar das atividades disponíveis no resort." Ela me entrega um folheto. "Temos piscina, spa, aulas de yoga, pilates, dança... Leia com calma e veja o que mais lhe agrada."

Dou uma olhada rápida. A maioria das atividades parece voltada para mulheres, mas há opções que me interessam. Apesar da humilhação recente, lembro-me de que continuo com sorte — ainda estou longe de uma cela.

Vanessa continua, "Mas não marque nada nas manhãs. Haverá sessões de reabilitação às oito, todos os dias, aqui mesmo. É de bom grado chegar dez minu…”

"Ei, ei, espera aí", interrompo.

"Sim, senhor Marcelo?"

"No meu contrato está claro que minha única obrigação é usar essa gaiola. Nada fala sobre sessões de reabilitação." Digo isso com um sorriso satisfeito; li o contrato com atenção, e finalmente encontro algo a meu favor.

Ela me encara em silêncio por um instante. "Você está certo, Sr. Marcelo. As sessões são opcionais. Mas seria muito bom que o senhor participasse. Elas são projetadas para ajudar no seu desenvolvimento pessoal e garantir uma conduta adequada.”

"Sim, sim... Talvez eu dê uma passada", respondo, vitorioso. "Agora posso ir?"

Vanessa mantém o sorriso, mas há um brilho diferente em seus olhos. "Claro, Sr. Marcelo. Como bem lembrou, o senhor é livre para fazer o que quiser aqui dentro."

Levanto-me, confiante. "Então é isso, Vanessa. Se precisar de mim, sabe onde me encontrar. Tenho preferência pelo horário noturno."

Vanessa observa enquanto me viro e me afasto, seu rosto permanece sereno, mas seus olhos revelam um sentimento diferente. Eu posso sentir o peso do meu desafio refletido no olhar dela, imaginando que não será fácil para ela lidar comigo durante esse ano de convivência que teremos juntos.

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