Capítulo 2: O Retorno às Águas: Ondas, Gringas e o Último Gole de Liberdade

Um conto erótico de Bruno
Categoria: Heterossexual
Contém 1412 palavras
Data: 11/03/2026 12:00:58

O despertador nem precisou tocar. Às seis da manhã, o sol já começava a riscar o céu do Recreio e meu corpo, ainda vibrando pela madrugada com a Helena, já estava no automático. Levantei, tomei um café preto extra forte na cozinha silenciosa — apenas o som da geladeira e o ronco abafado do meu pai no fim do corredor — e peguei minha prancha. Saí sem fazer barulho, sentindo o ar fresco da manhã no rosto.

O sol das sete da manhã já ardia nas costas enquanto eu caminhava pela areia clara do Posto 10. A prancha debaixo do braço esquerdo e a parafina na mão direita eram o meu kit de sobrevivência. De longe, vi o jipe Troller do Kadu estacionado rente ao calçadão. Ele estava escorado no capô, com aquele jeito de quem não tem um boleto para pagar na vida.

Kadu era meu melhor amigo desde a infância, um "vagabundo" nato e profissional. Aos 22 anos, ele era a imagem do estilo de vida que eu idolatrava: cabelo loiro quase branco de tanto sol e parafina, pele curtida pelo mar e um corpo seco, mas rasgado de tanto remar. Ele vivia bancado pelos pais, donos de uma rede de postos, que despejavam grana na conta do filho achando que ele estava "networkando" no Rio, quando na verdade o único trabalho do Kadu era checar a previsão das ondas e a agenda das festas vips.

— "Fala, pirata! Sobreviveu ao mormaço da Região dos Lagos ou as ondas de lá te engoliram?" — Kadu gritou, vindo ao meu encontro com um sorriso de orelha a orelha.

— "Sobrevivi, irmão. Mas confesso que o Rio de Janeiro é outro nível," — respondi, batendo na mão dele.

Kadu me mediu, soltando uma risadinha debochada. — "Pô, Bruno, eu te vi lá no bloco da Praia do Forte aquele dia... Tu tava parecendo segurança de boate, grudado na sua prima Letícia. Que isso, cara? Tava com medo de que eu chegasse perto e pegasse sua priminha gostosa, né? Relaxa, sangue do meu sangue não se mexe... mas tu não dava um passo sem a garota."

Senti um frio na espinha, mas mantive a cara de malandro. — "Que nada, pô. O Tio Jorge é que ficava pedindo pra eu vigiar. Sabe como é, paulista no Rio se perde rápido."

— "Sei, sei..." — Kadu piscou, duvidando. — "Mas ó, esquece a família. Quem sempre te deixa forte com a mulherada sou eu. Olha lá no nosso guarda-sol o que o destino trouxe de Buenos Aires só pra gente."

Ele apontou para a beira da água. Duas argentinas estavam estendendo as cangas. Martina era a morena: 1,70m de pura tentação, pele cor de jambo, cabelos negros batendo na cintura e um biquíni preto minúsculo que realçava o corpo formato violão. A outra, Sol, era a loira: olhos verdes, pele levemente dourada e uma bunda perfeitamente redonda e empinada que o biquíni fio-dental branco fazia questão de destacar. Eram divinas.

Caminhamos até elas com a ginga de quem é dono da areia. Kadu já chegou abrindo o sorrisão e soltando o seu espanhol de sobrevivência.

— "¡Hola, chicas! Este aqui é o Bruno, o melhor surfista do Recreio. Ele veio ver se vocês precisam de umas aulas particulares," — Kadu brincou, já sentando na canga e abrindo uma latinha.

Martina me mediu de cima a baixo, ajeitando a alcinha do biquíni preto que mal continha o volume dos seios. — "¿Surfista? Mirá vos... Me parece que sos mais do tipo que gosta de ondas grandes e perigosas, Bruno," — ela disse com um sotaque arrastado, soltando uma risadinha maliciosa enquanto me entregava uma cerveja trincando.

— "¡Yo prefiero el sol!" — Sol completou, a loira, virando-se de costas para passar protetor, exibindo aquela bunda monumental que parecia uma obra de arte. — "Brasil es increible, los chicos são muy calientes."

Passamos a manhã inteira naquele clima. Entramos no mar, surfamos e a alegria foi total. Eu e Martina dividimos a mesma prancha em um momento, com o corpo dela colado no meu enquanto a água gelada batia na gente, mas o fogo era interno. Voltamos para a areia e o cooler do Kadu parecia não ter fim. Bebemos, rimos e, a certa altura, o Kadu ligou uma caixinha de som. Começamos a dançar ali mesmo, um reggaeton baixo. Eu segurava a cintura da Martina, sentindo a pele dela salgada e quente, enquanto ela rebolava devagar, sussurrando no meu ouvido que o Rio era "muy perigoso".

Por volta das 18h, o sol começou a cair e o Kadu deu o xeque-mate: — "A resenha tá boa, mas o mormaço tá pedindo um ar-condicionado. Bora pro meu apê tomar umas tequilas?"

O loft do Kadu era um templo da solteirice de luxo. Assim que entramos, ele já foi preparando os shots. O clima, que na praia era sugestivo, ali dentro virou predatório. Martina e Sol estavam soltíssimas, dançando na sala, as saídas de praia caindo "acidentalmente". Em pouco tempo, estávamos divididos: Kadu e Sol num sofá, eu e Martina no outro, trocando amassos vorazes. Martina beijava como se quisesse me engolir, alternando entre o português e o espanhol: — "¡Qué rico, Bruno... sos un fuego!"

Kadu, percebendo que o terreno estava fértil, deu um grito: — "Ô Bruno, pra que essa distância toda, irmão? O tapete é grande e essas gringas vieram pra conhecer o Brasil de verdade. Bora fazer uma roda!"

Martina sorriu e me puxou pela mão para o centro da sala. As roupas viraram apenas lembranças. A orgia começou num ritmo lento, exploratório. Eu comecei possuindo a Martina por trás, as mãos dela espalmadas no vidro da varanda, enquanto a Sol, a loira, se ajoelhava na minha frente para me dar um boquete, com o Kadu vindo por trás dela. O som dos gemidos em espanhol preenchia o loft. — "¡Sí, Bruno! ¡Dáme mais, carajo!" — Martina gritava enquanto eu a esfolava.

Invertemos as posições. Peguei a Sol de quatro, e enquanto eu mirava naquele cu loiro e perfeitamente depilado, minha mente deu um salto proibido. Ao sentir o aperto seco e viciante da argentina, a imagem da Tia Valéria na cozinha em Cabo Frio veio como um raio. O prazer era idêntico. Eu socava com ódio e desejo, sentindo o corpo da loira tremer. — "¡Ay, qué grande! ¡Me estás matando, brasileño!" — Sol gemia alto, com a cabeça jogada para trás.

Kadu e eu fizemos até uma dupla penetração na Martina; eu no rabo e ele na frente. Nos olhávamos e ríamos, dois lobos dividindo a presa sob o luxo bancado pelo pai dele. No ápice, descarregamos tudo. Gozamos nos rostos e nos seios delas, um festival de leite sobre a pele bronzeada que elas limpavam uma na outra com beijos lascivos.

Tomei um banho rápido no apartamento do Kadu, tentando lavar a exaustão e o cheiro de suor das gringas. Me despedi da galera e caminhei até em casa, a poucas quadras dali.

Cheguei tarde, o silêncio era absoluto. Quando entrei na sala, o vulto no sofá me fez parar. Helena estava deitada, dormindo profundamente de lado. Ela devia ter ficado me esperando e o cansaço a venceu. Usava uma camisola de cetim que tinha subido completamente, deixando aquela bunda de atleta, dura e dourada, totalmente à mostra sob a luz da tevê no mudo.

Ver a minha própria mãe ali, vulnerável depois de um dia de excessos com as gringas, fez meu pau endurecer como uma rocha no mesmo segundo. O prazer de comer as argentinas foi incrível, mas nada chegava perto da excitação doentia e indescritível de possuir a Helena. Era um vício de sangue.

Me aproximei em silêncio, ouvindo o ronco do meu pai na suíte. Encoxei minha mãe com força, sentindo o calor da pele dela. Helena acordou com um susto, mas ao sentir meu volume e o cheiro de mar em mim, ela apenas relaxou com um gemido abafado. Ali mesmo, no sofá, eu a possuí com uma urgência animal. Helena mordia a almofada enquanto eu a esfolava por trás, sentindo o risco de ser pego pelo marido dela a poucos metros. No final, ordenei que ela abrisse a boca e jorrei tudo. Helena não derramou uma gota; limpou meu pau com a língua com uma dedicação de quem não queria perder nada do filho.

Ela foi para o quarto do marido e eu para o meu. Deitei na cama, o corpo pesado, mas a alma em paz. Minha sexta-feira foi um triunfo. Segunda-feira o tédio me esperava, mas até lá, o rei do Recreio ainda estava no trono.

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