A chácara parecia um matadouro sob luz vermelha.
Neon piscando nas árvores, funk proibido estourando nos alto-falantes, cheiro pesado de maconha, suor, cerveja barata e sexo cru no ar.
A piscina iluminada com luzes submersas vermelhas refletia tudo como sangue líquido.
Uns vinte caras armados espalhados: fuzil na mão, pistola na cintura, risadas altas, mulheres seminuas dançando nos cantos, corpos suados se esfregando.
No centro de tudo, a mesa de sinuca virou altar de sacrifício.
Marcela já tava lá, dopada com a pílula preta permanente que o Cezar tinha dado mais cedo.
Olhos vidrados, boca entreaberta babando, buceta pingando sem parar, corpo tremendo de desejo insano.
Algemada de costas, de quatro na mesa, bunda empinada, coxas grossas abertas, peitos esmagados no feltro verde, gemendo baixo como se estivesse em transe eterno.
O Coronel Valdir – irmão do Cezar – tava sentado numa cadeira de plástico, charuto na boca, camisa social aberta, cicatriz cortando o rosto da testa ao queixo, olhando tudo com um sorriso frio de psicopata.
— Tragam os moleques — ele ordenou, voz calma, mas carregada de maldade.
Dois capangas armados empurraram a gente pra frente: eu, Zé e Mayer.
Pílulas azuis já fazendo efeito: pau duro latejando na calça, tesão misturado com pavor puro, coração na boca.
Cezar tava ao lado do irmão, regata branca suada, corrente de ouro brilhando, sorriso sádico.
— Comecem o show. Comam a professora na frente de todo mundo. Façam bonito. Se o meu irmão gostar, compro a produção toda. Se não... — ele passou o dedo na garganta — ... vocês viram comida pros porcos.
Valdir bateu palma uma vez, lento.
— Agora.
A gente foi empurrado pra mesa.
Marcela já tava implorando, voz rouca, quebrada:
— Mete... por favor... mete em mim... quero rola... quero tudo...
Eu fui o primeiro.
Segurei a cintura dela, mãos tremendo, enfiei de uma vez na buceta melada.
Ela gritou alto, prazer insano, corpo convulsionando na hora.
Comecei a socar, forte, a bunda dela tremendo a cada estocada, som molhado ecoando, porra e mel escorrendo pelas coxas grossas.
Zé foi na frente, enfiou na boca dela.
Ela chupou com fome animal, garganta engolindo tudo, baba escorrendo pelo queixo, pingando nos peitos grandes.
Mayer pegou o cu, cuspiu na mão, enfiou devagar, depois meteu até o talo, ela gritando abafado com o pau do Zé na garganta.
Os três ao mesmo tempo: eu na buceta, Zé na boca, Mayer no cu.
A mesa rangia, batendo na parede, luz vermelha refletindo no suor, nos corpos, na porra escorrendo.
Marcela gozava sem parar, esguichando na mesa, no chão, gemendo rouco:
— Mais... mais rola... me arrombem... me destruam...
Valdir aplaudiu devagar, charuto na boca:
— Isso, moleques! Arrombem ela! Mostrem pro meu irmão que vocês valem o investimento!
O Coronel riu baixo, olhos frios:
— Tá bom... mas quero ver mais. Tira as algemas. Deixa ela livre pra se entregar de verdade.
Um capanga abriu as algemas.
Marcela, livre, virou de costas, empinou a bunda, abriu as pernas, implorando:
— Vem... todos ao mesmo tempo... me fode...
A gente continuou, ritmo insano, pau entrando e saindo, gemidos altos, tapas na bunda, puxões de cabelo, porra transbordando.
Ela gozava de novo e de novo, corpo tremendo, olhos revirando, gritando:
— Goza dentro... goza tudo... me enche...
De repente as luzes apagaram.
Um segundo depois, holofotes brancos fortes acenderam do lado de fora do muro.
Gritos cortaram a noite:
— POLÍCIA FEDERAL! MÃOS AO ALTO! DEITEM NO CHÃO AGORA!
Portas explodiram.
Vidro voou.
Tiros pro alto, balas traçantes cortando o céu.
Anderson entrou primeiro, fuzil na mão, máscara balaclava, colete pesado, seguido por uns quinze federais de colete, capacete, armas apontadas.
Tiroteio começou na mesma hora.
Capangas atirando desesperados, balas ricocheteando nas paredes, no chão, na piscina.
Gritos, sangue, corpos caindo.
Anderson correu direto pro Coronel Valdir, que já tinha sacado uma .45.
Valdir atirou primeiro – errou por pouco.
Anderson rolou no chão, levantou num pulo, chutou o pulso dele (muay thai puro), a arma voou longe.
Valdir tentou socar, Anderson desviou com ginga de capoeira, contra-atacou com cotovelo no rosto, quebrando o nariz do Coronel.
Sangue espirrou.
Valdir caiu pra trás, Anderson pulou em cima, joelhada no fígado, chave de braço com jiu-jitsu, algemado em dois segundos, rosto no concreto.
Cezar tentou fugir pra dentro da casa, arrastando Marcela dopada no colo, pistola na mão.
— Solta ela, seu filho da puta! — Anderson gritou.
Cezar virou, apontou pra cabeça da Marcela:
— Se alguém se mexer, eu mato ela!
Silêncio mortal.
Só sirene distante e respiração pesada.
Anderson abaixou o fuzil devagar, mãos abertas:
— Solta ela, Cezar. Acabou. Você perdeu.
Cezar riu louco, dedo no gatilho:
— Acabou quando eu disser, seu preto filho da puta!
Foi quando Júlio apareceu na porta principal, megafone na mão, terno cinza impecável:
— Cezar, aqui é o promotor Júlio Tanaka. Você tá cercado. Solte a refém e se entregue. É sua última chance.
Cezar olhou pra ele, reconheceu na hora.
O ódio explodiu nos olhos dele:
— Você... seu japonês de merda... você destruiu tudo!
Ele apertou o gatilho.
Mas Anderson foi mais rápido.
Um tiro só.
Bem no meio da testa.
Cezar caiu pra trás como boneco de pano, Marcela despencando no chão, ainda dopada, nua, porra escorrendo pelo corpo, olhos vazios, tremendo de desejo eterno.
Os federais invadiram, algemando quem restou vivo.
Tio João tentou resistir, sacou a pistola.
Anderson pulou nele, krav maga puro: cotovelo no rosto, joelhada no fígado, chave de braço.
João caiu gritando, algemado em dois segundos.
Valdir, algemado, olhou pra Anderson com ódio:
— Você não sabe com quem tá mexendo...
Anderson se abaixou, cara a cara:
— Eu sei exatamente. E você tá acabado.
Marcela no chão, nua, tremendo, buceta pingando sem parar, gemendo baixo, efeito permanente da pílula preta ativado pra sempre.
Anderson cobriu ela com a jaqueta dele, verificou pulso:
— Tá viva. Mas o efeito da preta... é permanente. Ela nunca mais vai ser a mesma.
Eu, Zé e Mayer ficamos parados, olhando o corpo do Cezar no chão, sangue se espalhando na terra, o quintal virando cena de guerra.
Porra, mel, sangue, pólvora – tudo misturado.
Júlio se aproximou, voz calma, mas firme:
— Acabou, meninos. Vocês fizeram o certo. As gravações, as testemunhas, as drogas apreendidas... isso acaba com a rede toda.
Anderson colocou a mão no meu ombro, voz baixa:
— Vocês foram corajosos. Agora vão pra casa. A vida continua.
Olhei pra Marcela sendo levada numa maca, coberta, olhos vazios, corpo ainda tremendo de desejo que nunca ia acabar.
Olhei pro sangue do Cezar no chão.
A gente tinha ganhado.
Mas tinha perdido muita coisa.
Saímos dali sob sirene, luzes piscando, o cheiro de pólvora e sexo ainda no ar.
Pedalamos pra casa em silêncio, o vento frio da madrugada batendo no rosto, o coração pesado.
Cheguei em casa já de madrugada.
A porta da frente entreaberta, luz da sala acesa.
Minha mãe tava no sofá, regata branca fina colada no corpo suado, short jeans aberto, pernas abertas, mão dentro da calcinha, gemendo baixo, olhos vidrados.
Tinha tomado a pílula preta que o Cezar deixou antes de tudo desabar.
Efeito permanente.
Ela me viu, sorriu estranho, voz rouca e carregada de desejo:
— Filho... vem cá... mamãe tá pegando fogo... não aguento mais...
Eu parei na porta, coração apertado.
A droga tinha vencido ela de vez.
Mas eu não fugi.
Entrei, fechei a porta, sentei do lado dela.
— Mãe... acabou. O Cezar morreu. A gente venceu.
Ela me olhou, lágrimas nos olhos, mas o desejo ainda queimando forte:
— Então... me ajuda... só mais uma vez... por favor...
Eu abracei ela, forte, sentindo o tremor do corpo dela contra o meu.
— Não, mãe. A gente vai procurar ajuda. Médico, tratamento. Você vai melhorar.
Ela chorou no meu ombro, apertando minha camiseta, corpo tremendo.
— Filho... eu não consigo parar... eu preciso... todo dia... toda hora...
Naquela noite, não resisti.
Ela me puxou pra cima dela no sofá, regata levantada, seios grandes livres, mamilos duros.
Beijou minha boca com fome, língua dançando, mão dentro do meu short, apertando meu pau que já tava duro.
Eu tirei o short dela, calcinha preta molhada, buceta pingando.
Entrei nela devagar, sentindo o calor apertado, ela gemendo alto:
— Isso... filho... mete na mamãe... me fode...
Comecei devagar, depois mais forte, sofá rangendo, seios balançando na minha cara.
Ela gozou rápido, esguichando na minha barriga, gritando meu nome.
Eu gozei dentro, porra enchendo ela, transbordando.
Ficamos abraçados, ofegantes.
— Desculpa, filho... eu não consigo parar... — ela sussurrou, chorando.
— Eu sei, mãe. Amanhã a gente procura ajuda. Médico de verdade. Você vai ficar bem.
Ela assentiu, apertando minha mão.
Semana seguinte:
Júlio abriu inquérito, apreendeu tudo: drogas, gravações, contas bancárias.
Valdir e João pegaram prisão perpétua.
Marcela foi internada em clínica psiquiátrica especializada, tratamento experimental pra tentar reverter o efeito permanente – sem garantia.
Minha mãe começou terapia intensiva, grupo de apoio, medicação forte pra conter o vício.
Ela tinha tomado pouca pílula rosa antes da preta, então o médico disse que havia chance real de reverter – lento, doloroso, mas possível.
Ela ainda tinha crises fortes, todo dia pedia pra transar, às vezes implorava no sofá, na cozinha, no banheiro.
Eu resistia o máximo que dava, mas nem sempre conseguia.
Transávamos quase todo dia – ela cavalgando no sofá, eu metendo na cozinha enquanto ela lavava louça, no banheiro com o chuveiro ligado, gemidos abafados pra não chamar atenção do vizinho.
Era errado, era doentio, mas era o que mantinha ela viva enquanto o tratamento funcionava.
Lentamente, as crises diminuíram.
Depois de meses, ela conseguiu passar dias sem pedir.
Chorava muito, pedia desculpa, dizia que tava voltando a ser ela mesma.
Eu ficava do lado dela, segurando a mão, dizendo que tava tudo bem.
Eu, Zé e Mayer nunca mais fomos os mesmos.
Mas sobrevivemos.
E isso já era vitória.
Às vezes, à noite, eu ainda sonho com a piscina, com os gemidos da Marcela, com o sangue no chão, com minha mãe tremendo no sofá.
Mas acordo.
E sigo em frente.
Porque a vida, mesmo quebrada, continua.
(FIM)