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Marina piscou devagar, o sobressalto inicial sendo instantaneamente substituído pelo mais puro e animalesco tesão. O nível de loucura do marido havia ultrapassado todos os limites conhecidos. Ela deu um sorriso devastador para o homem do bar.
— Que... coincidência maravilhosa. Seja bem-vindo.
[…]
O homem sentou-se à mesa, certo que havia encontrado a chance de ouro. E com a ajuda de um marido inocente.
Gustavo, no auge de sua atuação, chamou o garçom e pediu uma rodada dupla de caipirinhas. O marido falava alto, sorria largo e virava os copos com uma velocidade assustadora sob o sol do meio-dia.
Marina observava tudo por trás das lentes escuras. Entendendo o jogo do marido, bebericava sua bebida lentamente. A saída de banho arrastão não deixava nada para a imaginação, e ela sabia perfeitamente que o olhar do recém-chegado estava cravado nas curvas de seu corpo.
— E aí, amigão, aproveitando bem o último dia? — Gustavo perguntou, batendo de leve no ombro do homem. — A gente tá sugando até a última gota dessa viagem. Não queremos deixar nada pra trás.
O homem deu um gole na sua caipirinha, os olhos escuros deslizando rapidamente do rosto de Gustavo para o decote de Marina.
— Com certeza. A vista aqui é espetacular — ele respondeu, a voz grave carregada de intenção. — Tem atrações na cidade que realmente prendem a atenção da gente. Coisas que você não encontra em qualquer lugar.
Marina apoiou o cotovelo na mesa alta, inclinando-se levemente para frente de uma forma que fez a fenda do arrastão se abrir um pouco mais. Ela deu um sorriso indecifrável.
— Mas as melhores atrações são aquelas que exigem um pouco de... coragem para explorar, não acha? Aquelas que fogem totalmente do roteiro turístico tradicional.
O homem sustentou o olhar dela, sentindo a adrenalina subir. Ele achava que estava flertando com a esposa por debaixo do nariz do marido idiota.
— Eu sou um homem que não costuma desperdiçar boas oportunidades quando elas aparecem na minha frente — ele rebateu, o tom de voz baixando um tom.
Gustavo riu alto, a voz já levemente alterada pela bebida, fingindo não captar absolutamente nada do subtexto que pairava pesado no ar.
— Isso! Falou tudo, cara! — Gustavo ergueu o copo, animado. — Eu sempre falo pra Marina: o segredo de uma viagem boa é se jogar! Sair da rotina, conhecer gente nova...
Quem fica cheio de frescura não aproveita nada. Eu sou um cara tranquilo, adoro fazer amizade, dividir a mesa com gente bacana! Né, amor?
Marina olhou para Gustavo com uma adoração letal escondida atrás dos óculos, antes de voltar os olhos para o convidado.
— É verdade. O meu marido é ótimo em fazer sala. Ele adora garantir que as visitas sejam muito bem recebidas.
A frase dúbia de Marina foi seguida de um beijo leve no marido. Mas os olhos de Marina mantiveram-se nos olhos do homem.
Ele deu um meio sorriso presunçoso. Ele levantou a própria taça, brindando com Gustavo, usando a situação a seu favor, crente de que havia tirado a sorte grande.
— Um brinde às novas amizades, então.
Eles brindaram. O som do vidro batendo selou o teatro.
— Amor, vou dar um pulinho no banheiro pra retocar o protetor solar — Marina anunciou, quebrando o contato visual e descendo da banqueta com uma elegância magnética. Ela olhou diretamente para o homem uma última vez, um olhar demorado e pesado. — Já volto.
Ela caminhou rebolando pelo deck da piscina, a tornozeleira de pimenta brilhando a cada passo, capturando a luz do sol.
O homem na mesa aguentou apenas dois minutos ouvindo Gustavo falar animadamente sobre amenidades. A respiração dele já estava curta. O sangue fervia com a conversa de minutos atrás e com a imagem de Marina sumindo no corredor.
Ele ajeitou a camisa de linho e deu um sorriso enviesado para Gustavo, armando a desculpa perfeita para ir atrás dela.
— Cara, acho que vou dar uma circulada por aqui no pagode — ele mentiu, o tom de voz carregado de falsa camaradagem. — Tô solteiro, último dia na cidade... quem sabe eu não encontro alguém interessante pra fechar a viagem com chave de ouro, não é?
Gustavo abriu um sorriso largo e farto. Por dentro, o coração do marido disparou com a ironia deliciosa daquela mentira. Ele sabia exatamente quem o estranho estava indo "encontrar". E a adrenalina pulsava forte ao dar a própria bênção para o abate.
— É isso aí, amigão! — Gustavo deu um tapinha animado nas costas dele, erguendo o copo de caipirinha. — Vai lá caçar! Não desperdiça a chance de jeito nenhum. Acha a sua presa e vai com tudo! Se eu fosse solteiro certamente estaria na caça. Quem sabe você não encontra uma mulher tão linda como a minha!
“Não vai ser TÃO linda como a sua. Vai ser A SUA!” Pensou o homem enquanto ssentiu, crente de que havia enganado o marido idiota de forma brilhante. Virou as costas, caminhando apressado na mesma direção que Marina havia tomado.
Assim que ele sumiu no corredor do spa, a postura de Gustavo mudou completamente. A expressão de bêbado inocente desapareceu. Ele deixou o copo na mesa e o seguiu em absoluto silêncio, movendo-se como uma sombra pelas dependências do hotel. Ele sabia o que estava por vir!
Após alguns metros o homem visualiza Marina andando a passos lentos até parar no corredor que dá acesso ao spa. Ela olha para trás. Quer ter certeza que está sendo observada pelo homem antes de sumir no corredor vazio.
No corredor uma única porta. Entrada para o spa. Já na parte interna duas portas. Uma levemente aberta. O convite perfeito.
No canto da sala Marina aguardava de costas.
O homem respirou fundo, os olhos escuros brilhando com um misto de predação e pânico.
— Você é louca... o seu marido tá lá fora.
— E você está aqui dentro — ela sussurrou.
Barulho de tranca.
— Não! Deixa encostada. Se alguém chegar conseguimos ouvir. — Ela sabia que seria observada.
Ele caminhou até ela, que se manteve imóvel. Aproximou até encosta o volume que já formava em sua calça na bunda empinada de Marina. Um beijo suave no pescoço.
— Estou esperando esse momento desde o primeiro dia. Sussurrou ele pressionando seu pau já duro, enquanto sua mão penetra na fenda da saída de praia encontrando uma buceta encharcada mesmo por fora da calcinha.
Ela joga a cabeça para trás aplicando no peito dele. Rebola lentamente sua bunda tentando sentir toda extensão daquela rola já conhecida pelas fotos. — Esperando só pra isso? Achei que queria mais. — Seguiu dominante.
Sentindo-se desafiado ele vira o corpo de Marina como uma boneca. Encara ela por dois segundos. E finalmente um beijo repleto de tesão acumulado. As línguas travavam uma batalha intensa. As mãos grandes dele agarraram a bunda de Marina fazendo ela tremer.
Ela não ficou pra trás. Deslizou a mão sobre a calça como se medindo seu pau.
Quando finalmente se desgrudaram ela viu. Uma sombra na porta do vestiário protegido pela escuridão. Gustavo observava com um sorriso no rosto. Calça aberta. Pau na mão punhetando lentamente.
Ela viu o brilho do olho de Gustavo. O sorriso que brotou nos lábios dela foi puramente letal. Ao saber que o marido estava ali, assistindo a tudo, a performance de Marina mudou de nível.
— Precisamos ser rápidos. Não posso deixar meu maridinho esperando. — Falou alto o suficiente para ser ouvida da porta.
Ajoelhando-se no piso frio de porcelanato ela tomou a iniciativa de abrir a bermuda e baixar lentamente junto com a cueca. Um pau descomunal saltou em sua frente.
Uma rola grossa e imponente, veias saltadas, com um comprimento que rivalizava com o próprio antebraço de Marina. Uma discrepância humilhante e sádica em relação ao que ela tinha em casa. Nesse momento que Marina inclinou a cabeça levemente para o lado. Os olhos dela, felinos e cruéis, fitaram os olhos de Gustavo por dois segundos, seguindo para seu pau. — Nunca vi nada igual a isso. — Um sorriso milimétrico antes de engolir com uma urgência voraz a cabeça daquela rola.
Deslizava a língua da cabeça até a base. Chupou as bolas. Babou. E voltou a enfiar tudo que conseguia em sua boca.
Olhava no fundo dos olhos do marido enquanto batia com a rola na sua cara.
Voltou seu olhar para o homem que delirava de tesão e ordenou: — Fode minha boca.
O homem assumiu um papel dominante... pelo menos era o que ele achava. Segurou a cabeça dela com as duas mão enquanto socava no fundo de sua garganta sem dó.
— Sabia que você era uma putinha desde a primeira vez que lhe vi se exibindo com o marido na mesa. Agora tá aqui implorando minha rola enquanto o corno do seu marido está lá fora enchendo a cara.
— Sou uma puta para machos de verdade. Para o meu maridinho sou esposa recatada. — Falou alto entre chupadas e engasgos. Ela sabia o peso que essa frase teria em Gustavo.
Gustavo se controlava para não gozar imediatamente. Seu sonho cuckold estava tomando forma. Sua esposa tão amada estava agora ajoelhada no chão engolindo a maior rola que ele já tinha visto.
— Você é grande... é perfeito — Marina gemeu alto, a voz arrastada, fazendo questão de que cada palavra cruzasse a porta divisória e atingisse o ouvido do marido. — É tão diferente do meu maridinho.
O homem soltou um gemido sufocado, os dedos cravando-se nos cabelos dela, completamente rendido, crente de que as palavras de Marina eram apenas para alimentá-lo, sem jamais imaginar o verdadeiro alvo daquela tortura psicológica.
Em poucos minutos, ele endureceu as pernas, a respiração falhando.
— Enche minha boca vai. Me da leitinho.
O homem goza fartamente. Marina suga até a ultima gota. Olha para o homem, mostra a boca cheia, engole, e volta a mostra a boca vazia.
Marina levantou-se devagar, limpando o excesso de porra no canto dos lábios com o polegar, mas fez questão de deixar um brilho úmido e inegável na boca. Olhou para porta. Gustavo já não estava lá.
— Volta pra mesa — ela ordenou, a voz baixa e autoritária, ajeitando a saída de banho como se nada tivesse acontecido.
— Eu quero mais! — Implorou o homem.
— Calminha. Meu maridinho está me esperando. Mas a festa está só começando.
Após alguns minutos da saída do homem, Marina se dirigiu até a porte. Passando por onde Gustavo estava observou uma poça de porra no chão. Seu alvo foi atingido.
O homem caminhou até o bar par apegar outra caipirinha antes de chegar na mesa e encontrar Gustavo.
Alguns segundos depois Marina chegou. Sem dizer uma palavra, ela segurou o rosto do marido e deu-lhe um beijo profundo, de língua, intenso e demorado. Gustavo sugou a boca dela com avidez, sentindo o gosto ardente, inconfundível e cru do segredo que ela trazia. O marido e a esposa separaram-se milímetros apenas para trocar um olhar incendiário, um pacto silencioso de excitação e loucura.
O homem do bar deu um sorriso cínico. A boca que acabará de engolir sua porra agora beijava o marido corno e inocente. Era o que ele pensava.
— Meu amor, nosso amigo saiu a cassa. — Falou brincalhão Gustavo.
— Foi mesmo? E aí, achou alguma presa? — Provocou Marina.
— Sim! Tem uma turista que eu já estava conversando. Encontrei ela agora a pouco. — Falou olhando fundo nos olhos de Marina. — Ela vinha me enrolando. Mas tenho certeza que hoje ela não me escapa.
— hahaha Muito bem! Aproveita que está solteiro e vai com tudo.
Marina leva o canudo a boca sensualmente olhando para o homem com um sorriso de canto de boca.
A meia hora que se seguiu foi uma tortura psicológica meticulosamente calculada. Gustavo pediu mais caipirinhas, falando cada vez mais alto e gesticulando de forma exagerada.
Marina, por outro lado, parecia a esposa mais devotada e apaixonada do mundo. Ela se aninhou contra o ombro de Gustavo, rindo das piadas dele. Em um dado momento, ela abraçou o pescoço do marido e começou a distribuir beijos lentos pelo maxilar dele. Mas, por trás dos óculos escuros e por cima do ombro de Gustavo, os olhos dela estavam fixos no homem do bar. Frios. Desafiadores.
— Sabe o que eu mais amo na minha mulher? — Gustavo murmurou, a voz começando a arrastar, a mão boba apertando a cintura de Marina. — Ela é minha parceira pra tudo. A gente tem uma química que ninguém entende.
— Nós temos uma conexão... profunda — Marina concordou, a voz aveludada, esfregando o nariz no pescoço do marido.
Foi nesse exato momento que o homem do bar sentiu o contato. Por debaixo da mesa alta, a mão livre de Marina deslizou de forma displicente, mas cirúrgica, pousando diretamente sobre o pau dele que reagiu na hora.
— Eu amo você meu maridinho. — A fala foi coreografada com aperto suave na rola do homem.
Ele olhou para o rosto de Marina, mas ela continuava focada em Gustavo, fazendo carinho nos cabelos do marido, a imagem perfeita da inocência. Por baixo da mesa, no entanto, os dedos dela apertavam levemente o tecido da bermuda dele, em uma promessa muda e perigosa. O contraste entre a esposa amorosa e a predadora tateando sua perna em segredo fez o cérebro do estranho entrar em curto-circuito.
Gustavo soltou a cintura de Marina de repente. Piscou forte duas vezes, balançando a cabeça como se tentasse espantar uma nuvem espessa. Arrastando as palavras, ele deitou a cabeça pesadamente nos braços sobre a mesa alta.
— Puta merda... o sol bateu forte... o mundo tá girando — Gustavo murmurou, a voz pastosa e convincente. Simulou um desequilíbrio.
Marina retirou a mão da perna do homem e revirou os olhos, encarnando perfeitamente a imagem da esposa frustrada e sem paciência.
— Toda vez é isso. Ele não sabe beber — ela bufou, irritada. — Acabo sempre ficando sozinha. — Desferiu a ultima frase olhando diretamente para o homem.
— Eu não consigo carregar ele sozinha. Você se importa de me ajudar a levar ele pro nosso quarto?
O coração do homem deu um salto no peito. O convite estava feito. O marido apagado. A suíte liberada.
— Claro. Deixa comigo.
Ele passou o braço de Gustavo por cima do ombro, sentindo o peso morto do marido. Marina caminhava na frente, guiando-os pelo saguão do hotel rebolando sensualmente.
Ela abriu a porta com o cartão magnético.
A suíte era espaçosa e elegante, banhada pela luz da tarde que entrava pela varanda. O ambiente era dividido: uma antessala com uma poltrona de leitura moderna e um pequeno sofá macio, separada do quarto principal por uma pesada porta dupla de madeira ripada.
Eles entraram com dificuldade e jogaram Gustavo no sofá. Ele caiu mole, o rosto virado para o encosto de linho, respirando pesadamente, a imagem exata de um homem completamente nocauteado pela bebida.
O homem endireitou a postura, passando as mãos na camisa, ofegante pelo esforço físico e pela antecipação.
Em pé ao lado do marido Marina finalmente se entrega por completo. — Vem. Agora sou sua. Faz o que quiser comigo.
O homem pega Marina no colo com extrema facilidade. Ela entrelaça as pernas na cintura dele. Um beijo delicioso.
A cena era um misto de tesão e humilhação. Aquele Home de quase dois metros carregava Mariana a centímetros do marido caído no sofá.
— Acabei de perceber que ainda não sei seu nome. Meu nome é... — ele começou a falar, a voz rouca, tentando criar algum tipo de conexão com a mulher que dominava seus pensamentos.
— Shhh... — Marina colocou o dedo indicador nos lábios dele, cortando-o na mesma hora. A voz dela era fria, cortante e impiedosa. — Não importa. Eu não quero saber o seu nome. E você não precisa saber o meu.
Me leva para aquela cama e me fode.
Ao entrar no quarto o homem jogou Marina na cama com alguma violência e começou a se despir. Marina assistiu ao show. Aquele corpo, aqueles braços, aquele peito. Tudo fazia a buceta de pulsar. Mas aquela rola saltando da cueca fez ela quase gozar.
Neste exato momento os olhos de Gustavo se abriram.
A bebedeira sumiu instantaneamente de seu rosto, substituída por uma expressão de pura e insana adrenalina.
Ele deslizou para o chão sem fazer um único ruído, rastejando pelo carpete até se posicionar perfeitamente na fresta da porta.
O espetáculo estava prestes a começar, e ele tinha o melhor lugar da casa.