Encoxado, Apertado, Assediado, todos querem a minha bunda

Um conto erótico de C0nt0s.Divers0s
Categoria: Gay
Contém 456 palavras
Data: 09/03/2026 15:55:01

A metamorfose foi silenciosa para quem via de longe, mas para mim, cada passo agora tinha um peso diferente. O mormaço continuava o mesmo, mas eu não tentava mais me camuflar no bege das roupas largas. Comecei a usar calças que desenhavam melhor a minha cintura, shorts que não escondiam o fato de que minha bunda era firme e "equipada", como o Rodrigo dizia. Eu ainda era o Igor de óculos, o "nerd do canto", mas agora eu carregava um segredo que me dava um poder novo. Eu me sentia liberto.

​Na escola, o clima mudou. Onde antes havia indiferença, agora havia uma tensão elétrica. Eu passava pelos corredores e sentia os olhares. Eu continuava discreto, o gay que ninguém confirmava, mas que todos começavam a testar.

​Nas aulas de Educação Física, no calor escaldante da quadra de cimento, a liberdade se tornava tátil. Durante um jogo de vôlei, quando eu me abaixava para receber a bola, sentia uma mão "acidental" deslizar pela minha coxa. No tumulto para guardar os materiais, o Lucas, um lateral do time de futebol da escola, aproveitava o aperto do depósito e me dava uma encoxada firme por trás.

​— Sai da frente, Igor — ele soprava no meu pescoço, mas o corpo dele, quente e suado sob o uniforme de treino, se pressionava contra a minha bunda por segundos a mais do que o necessário.

​Eu sentia o volume dele através do tecido fino do short, e aquilo me deixava louco. Meus óculos embaçavam. Eu não reclamava. Eu apenas soltava um suspiro curto e seguia em frente, sentindo meu corpo pulsar.

​Mas o auge eram os "tapas de amizade". No interior, os caras têm esse costume de se cumprimentar com tapas na bunda, uma brincadeira de vestiário que, para mim, era combustível puro. Quando o treino acabava e a gente estava guardando a rede, eu sentia um estalo seco e ardido na minha nádega esquerda.

​— Tá ficando forte, hein, nerd? — o Gabriel, um dos caras mais populares, dizia rindo, enquanto a mão dele ficava um segundo a mais ali, apertando a carne macia que ele acabara de golpear.

​O ardor do tapa se misturava com o prazer da humilhação pública e silenciosa. Eu ficava ali, com o rosto fervendo, a pele branca denunciando o meu estado, enquanto sentia minha bunda vibrar. Cada aperto discreto no corredor, cada esbarrão calculado na fila da cantina, me fazia lembrar do João na mercearia e do Rodrigo no quarto.

​Eu estava me tornando um viciado em ser desejado no escuro. O "menino do canto" agora tinha um segredo em cada centímetro da pele, e o fato de ninguém saber — mas todos sentirem — era o que me mantinha vivo e perigosamente excitado durante as aulas de matemática.

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