A vitória de Samuel - Cap.2

Um conto erótico de ThiThe
Categoria: Heterossexual
Contém 1953 palavras
Data: 09/03/2026 09:24:47
Última revisão: 09/03/2026 10:16:46

Natália parou diante do portão simples da casa de Lucy e caminhou até a porta. A rua estava silenciosa naquela tarde. Ela ajeitou levemente o vestido rosa que usava — leve e elegante, marcando a cintura e caindo alguns centímetros acima dos joelhos — e bateu duas vezes.

— Dona Lucy? — chamou.

Do lado de dentro, Samuel demorou alguns segundos para reagir. As mãos estavam úmidas de nervosismo. Respirou fundo antes de abrir a porta.

— O-oi… Natália.

Ela ergueu as sobrancelhas, surpresa.

— Samuel? — disse, olhando rapidamente para dentro da casa. — A dona Lucy me mandou mensagem… disse que precisava falar comigo sobre uma questão jurídica.

Samuel engoliu em seco.

— Ah… sim… ela comentou comigo. Só que… é… ela precisou sair rapidinho.

— Sair? — Natália perguntou, franzindo a testa.

— É… coisa de família. Mas ela disse que você podia esperar um pouco, se quisesse… talvez ela volte logo.

Natália olhou para o relógio.

— Eu tenho pouco tempo.

Enquanto ela falava, Samuel não conseguia evitar observá-la com atenção.

O vestido rosa destacava ainda mais a pele morena clara e o corpo bem cuidado. As pernas, longas e bem definidas, apareciam a cada pequeno movimento que ela fazia ao mudar o peso de um pé para o outro. Os cabelos pretos e compridos desciam pelas costas, e um perfume suave — delicado e feminino — parecia acompanhar cada gesto dela.

Samuel sentiu o coração bater mais rápido.

— É… você pode entrar… se quiser — disse ele, abrindo mais a porta.

Natália entrou com passos firmes, olhando discretamente o interior da casa. Enquanto caminhava, também observou Samuel de relance. O aspecto dele parecia descuidado como sempre. O cabelo estava mal cortado, As olheiras profundas davam ao rosto dele um ar cansado. A camisa estava um pouco amarrotada e, quando ele levantou o braço para fechar a porta, ela notou rapidamente o suvaco exposto, cheio de pelos escuros, o cheiro de cerveja misturado ao ambiente abafado da casa.

Em pensamento, fez uma careta discreta. 'Ele realmente não mudou nada', pensou. 'Continua desleixado.'

— Então… — disse ela, cruzando os braços — qual era exatamente a dúvida da dona Lucy?

Samuel passou a mão na nuca.

— Ah… era… sobre um negócio de documento… herança… essas coisas.

— Herança? — Natália inclinou levemente a cabeça. — De quem?

Samuel hesitou por um instante.

— De… de um primo distante dela.

Natália o encarou em silêncio por alguns segundos.

— Entendo — respondeu, de forma seca.

O ambiente ficou silencioso por um momento e Samuel tentou puxar conversa.

— Você… ainda mora naquela cidade grande, né?

— Moro.

— Trabalhando muito?

— Bastante.

— Deve ser… cansativo.

— É.

As respostas curtas dela pareciam encerrar qualquer tentativa de diálogo. Samuel limpou as mãos na calça, tentando parecer casual.

— Você quer… alguma coisa? Um café… água…

— Não precisa. Obrigada.

Ele caminhou até a cozinha e voltou pouco depois com uma xícara.

— Na verdade… minha avó tinha preparado um chá mais cedo.

Natália balançou a cabeça.

— Não precisa, sério.

— É rapidinho… — insistiu Samuel, colocando a xícara sobre a mesa. — Ela disse que era bom pra relaxar.

— Samuel, eu realmente—

— Foi ela que fez — interrompeu ele, tentando soar natural. — Ficaria chateada se soubesse que você recusou. Natália suspirou levemente.

'Isso está estranho', pensou. 'Por que ele está insistindo tanto?' Mesmo assim, não queria parecer indelicada com Lucy.

— Tá bom — disse por fim. — Só um pouco.

Samuel assentiu, tentando esconder o nervosismo. Ela pegou a xícara. O vapor subia com um cheiro doce de ervas.

— É diferente… — comentou.

— Receita antiga dela — respondeu Samuel rapidamente.

Natália tomou um pequeno gole. Depois mais um. Samuel observava cada movimento dela, atento.

— Pronto — disse. — Agora, se a dona Lucy demorar muito, eu realmente vou precisar ir.

Samuel apenas concordou com a cabeça, tentando controlar a ansiedade que crescia dentro dele.

O chá doce e herbal tinha um sabor inocente o suficiente, mas o calor que se seguiu era tudo menos isso. Natália colocou a xícara vazia sobre a mesa de centro desgastada, oferecendo a Samuel um sorriso educado que não chegava aos seus olhos. 'Só uma rápida consulta jurídica para a querida Lucy', pensou ela, alisando o vestido rosa sobre as coxas.

Então veio a primeira onda.

Não era um calor sutil. Era uma onda, um fogo líquido que começou no estômago e irrompeu, inundando suas veias. Sua pele formigava, repentinamente hipersensível. O algodão macio do vestido parecia seda áspera contra seus mamilos, que se endureceram, formando pontas doloridas, sem sua permissão. Um suspiro suave e involuntário escapou de seus lábios.

— Tudo bem, Natália? — A voz de Samuel estava mais perto do que ela se lembrava.

Ela piscou, tentando se concentrar. A pequena sala de estar, cheia de objetos, parecia pulsar.

— É… está um pouco quente. O chá…

— É especial — murmurou ele.

Ele estava parado bem ao lado do sofá agora, sua pequena figura projetando uma sombra desproporcional. O cheiro familiar, ligeiramente azedo, de roupas sujas e cerveja velha que normalmente a repelia, agora parecia ter um tom escuro e almiscarado que fez suas narinas dilatarem. Seu olhar, contra a sua vontade, desceu para a frente de suas calças manchadas. Um volume proeminente já se formava.

'Não. O que é isso?' O pânico, agudo e nítido, cortou a névoa de calor. Ela tentou se levantar, mas suas pernas estavam bambas. — Onde está sua avó? Acho que devo ir.

Uma mão, surpreendentemente forte, pousou em seu ombro nu, pressionando-a para trás. O toque foi eletrizante. Uma onda de puro prazer, sem diluição, disparou do ponto de contato direto para o seu âmago, que se contraiu, vazio e desesperado. Um gemido, baixo e vergonhoso, vibrou em sua garganta.

— Ela não voltará hoje — disse Samuel, sua respiração quente contra sua orelha. — Somos só nós dois.

A repulsa lutava com a necessidade monstruosa e crescente dentro dela.

— Tire a mão de mim — ela exigiu, mas sua voz era um sussurro trêmulo.

Ela o empurrou contra o peito, suas mãos encontrando a parede sólida e peluda de sua barriga. A sensação dos pelos ásperos do corpo dele através do tecido fino da camisa enviou outra onda traiçoeira de umidade entre suas pernas. 'Deus, não'.

Ele ignorou seu empurrão fraco, sua outra mão subindo para acariciar seu queixo, o polegar roçando seu lábio inferior. Seus olhos, geralmente baixos e sombrios, ardiam com um fogo possessivo.

— Sempre foi minha. Sempre te observei.

— Você é doente — ela cuspiu, virando o rosto, mas o movimento apenas pressionou sua bochecha com mais firmeza contra a palma da mão dele.

O calor era sedutor. Seu corpo a estava traindo, cada célula gritando por mais do seu toque. O calor entre suas pernas era uma dor latejante e insistente. Ela podia sentir sua própria lubrificação cobrindo a parte interna das coxas.

Com um grunhido, Samuel rasgou a própria camisa por cima da cabeça, revelando o torso pálido e peludo e a enorme barriga de cerveja. A visão deveria tê-la horrorizado. Em vez disso, sua boca salivou. Então, seus dedos encontraram a alça fina do vestido dela e puxaram. O tecido rasgou com um som nauseantemente erótico, expondo um seio perfeito e redondo ao ar úmido.

A frieza em seu mamilo foi um choque, seguida instantaneamente pelo calor escaldante da boca dele. Ele a abocanhou, sugando avidamente, os dentes raspando o mamilo sensível. Natália gritou, as costas arqueando-se com a sensação, as mãos voando para a cabeça dele não para afastá-lo, mas para agarrar seus cabelos oleosos. O prazer, bruto e avassalador, irradiava de seu seio, sincronizando-se com a pulsação em seu clitóris. 'Isso… isso é errado… mas…'

A resistência desmoronou, derretida pelo inferno em seu sangue. A poção não apenas a excitava; ela a reprogramava. A feiura de Samuel — os dentes amarelados, o cheiro azedo, o corpo grotesco — tornou-se o afrodisíaco mais potente que ela já conhecera. Cada defeito era uma tentação sombria. Sua própria repulsividade era o que sua carne amaldiçoada agora desejava.

— Sim.

A palavra foi um suspiro rouco de rendição enquanto ele arrancava o resto do vestido dela. Ela estava nua no sofá da avó dele, com as pernas abertas.

Ele tateou o cinto, as mãos tremendo de urgência. Quando as calças caíram, os olhos de Natália se arregalaram. Era impossível. A ironia de seu corpo pequeno e patético coroado por aquele membro monstruoso e grosso era quase risível. Era venoso, avermelhado e enorme, projetando-se orgulhosamente de um ninho de cachos escuros. Uma pérola de líquido pré-ejaculatório brilhava na ponta. O último resquício de sua mente racional sussurrou sobre doença, gravidez, mas foi abafado por uma fome visceral e primitiva. Ela precisava ser preenchida por aquele pênis específico e feio.

Ele não perguntou. Posicionou-se entre as coxas abertas dela, a cabeça grossa do pênis roçando sua entrada úmida. Ela estava encharcada, seu corpo mais do que pronto, mas ele era tão grande. Ele olhou para ela de cima, o rosto uma máscara de luxúria triunfante.

— Minha! — rosnou.

Então, empurrou.

O alongamento foi imediato e de tirar o fôlego. Natália gritou, um som de dor e profundo alívio. Ele não parou, não suavizou as estocadas. Envolveu-se nela com uma investida brutal e possessiva, a parte inferior do abdômen batendo contra o clitóris dela. Ela estava preenchida de uma forma que nunca havia experimentado, esticada até um limite delicioso e ardente. Suas paredes internas vibraram ao redor da grossura invasiva, tentando acomodá-lo, apenas intensificando a sensação.

— Caralho... tão apertada… — Samuel gemeu, os quadris iniciando um ritmo frenético e punitivo.

Cada estocada o enterrava até o fundo, o osso púbico roçando contra ela. Os sons úmidos e crus da relação sexual preenchiam a sala. Natália envolveu as pernas em volta da cintura grossa dele, os calcanhares cravando na parte inferior das costas peluda, puxando-o para mais fundo. Ela correspondia a cada investida dele, os quadris se elevando do sofá, buscando um clímax que se acumulava em seu ventre, rápido e intenso.

O cheiro dele, o suor, a visão da barriga flácida balançando a cada estocada — tudo se fundia em um potente coquetel de degradação e êxtase. Ela arranhou as costas peludas dele com as unhas, deixando rastros vermelhos.

— Mais! Porra, mais forte! — implorou, a vulgaridade estranha em sua língua.

Ele a fodia como um possuído, o que de fato era. Anos de desejo voyeurístico, de amarga inveja, se derramavam em cada movimento de seus quadris. Ele se inclinou, capturando sua boca em um beijo molhado e com gosto de cerveja, a língua invadindo seus lábios. Ela sentiu o gosto do descaso dele e retribuiu o beijo com ferocidade.

A pressão se rompeu. Seu orgasmo a atravessou sem aviso, uma convulsão sísmica que prendeu seu corpo ao redor do membro invasor dele. Ela gritou em sua boca, sua visão embaçando, seu centro ordenhando seu pênis em pulsos violentos e rítmicos.

Sentir o aperto dela o levou ao clímax. Com uma estocada final, profunda como um osso, ele se enterrou o máximo que pôde.

— Vai tomar minha porra, sua puta linda! — ele rugiu.

Segurou seus quadris e ejaculou. Natália sentiu o jato quente e espesso penetrando fundo em seu útero, pulso após pulso, preenchendo o espaço vazio que ele havia esculpido dentro dela. A sensação era profundamente íntima, uma posse mais total do que qualquer outra que ela já havia experimentado. Um terror distante e racional — período fértil, sem camisinha — surgiu, mas foi instantaneamente sufocado pelo brilho drogado e saciado que se seguiu à injeção de seu sêmen.

Ele desabou sobre ela, seu peso esmagando-a, seu pênis ereto ainda tremendo dentro dela, vazando sua essência em suas profundezas. Eles jaziam ali, um emaranhado de suor no sofá velho, o único som sendo a respiração ofegante deles. A realidade do que ela tinha feito, do que tinha gostado, começou a se infiltrar na névoa da poção. Seus olhos, fixos no teto manchado de água, se encheram de uma confusão que lentamente se cristalizava em pavor.

Continua...

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