⚠️ AVISO IMPORTANTE AOS LEITORES
Para que você aproveite ao máximo esta nova jornada, é fundamental saber que esta série é uma continuação direta de "Carnaval em Família".
Além disso, a trama se correlaciona consideravelmente com os eventos de "O Retorno do Rebelde à Casa das Três".
Essencial: Ler Carnaval em Família para entender a origem da história.
Recomendado: Ler O Retorno do Rebelde para uma imersão completa neste novo arco.
Todas as séries mencionadas estão disponíveis no meu perfil. Boa leitura!
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A rodovia Via Lagos parecia interminável sob o sol escaldante da tarde de quinta-feira. Dentro do SUV, o ar-condicionado tentava, em vão, anular o mormaço que vinha de fora, mas o calor que realmente importava estava concentrado no banco de trás. Meu pai, Otávio, segurava o volante com uma alegria quase infantil, cantarolando um samba que tocava no rádio e contando, pela décima vez, como o Tio Jorge quase perdeu a vara de pesca para um robalo gigante. Ele estava em seu mundo de comercial de margarina, totalmente alheio à perversão que ocorria a poucos centímetros dele.
Minha mãe, Helena, estava sentada ao meu lado. Para quem olhasse de fora, ela era apenas uma mãe cansada da viagem, olhando fixo para a estrada. Mas, por baixo do lençol de casal que tínhamos jogado sobre nossas pernas para "esconder a bagunça das mochilas", a realidade era outra. A mão dela, aquela mão de atleta com unhas impecáveis, estava fechada em volta do meu pau, movendo-se em um ritmo frenético e silencioso.
Eu encostei a cabeça no vidro, observando os carros passando como borrões na estrada, e fechei os olhos. Naquele momento, minha mente foi tragada por um flashback violento. As imagens de Cabo Frio passavam como um filme proibido: o cu dilatado da Tia Valéria na mesa da cozinha, os gritos abafados da minha prima Letícia no beco do casarão, e a visão surreal da minha própria mãe, Helena, de quatro na areia da praia, implorando para que eu a possuísse como um animal. O cheiro de sexo, suor e protetor solar parecia impregnado na minha pele. O Carnaval não tinha sido uma viagem; tinha sido um batismo de depravação que reescreveu o meu DNA.
Senti o aperto da mão de Helena aumentar conforme o meu flashback atingia o ápice. Ela não me olhava, mas eu sentia a respiração dela ficando curta, sincronizada com a minha. O risco de ser pego ali, com meu pai a um braço de distância, injetava uma adrenalina que tornava o prazer insuportável. Em um espasmo contido, eu descarreguei. Gozei jatos quentes e pesados que inundaram a palma da mão dela, sentindo meu corpo afundar no banco de couro.
Helena, com uma maestria que só o vício proporciona, usou um canto do lençol para limpar o excesso com movimentos discretos, enquanto eu fechava o zíper da bermuda com o coração martelando contra as costelas. A viagem seguiu em um silêncio cúmplice. O "pirata" de Cabo Frio estava voltando para o porto, mas ele não era mais o mesmo.
Chegamos ao nosso apartamento no Recreio no final da tarde. O prédio de alto padrão, a poucos metros da areia, exalava uma normalidade que agora me parecia estranha, quase sufocante. Assim que entramos, meu pai jogou as chaves no aparador e foi direto para o banho, ainda falando sobre o churrasco que queria marcar para o próximo fim de semana.
Eu me joguei na minha cama, no meu quarto que agora parecia pequeno para o tamanho dos meus segredos. Meu celular não parava de vibrar. Eram notificações do WhatsApp e do Instagram:
Kadu: "Pô, Bruno! Já chegou? Brota no Posto 10 amanhã, as gringas de Búzios desceram pro Rio. O fervo tá rendendo!"
Teco: "Irmão, festa na laje hoje no Vidigal, esquema VIP. As ninfetas estão perguntando por você."
Eu era o "cara". O surfista popular, o garanhão que as meninas do Recreio disputavam. Mas, ao olhar para aquelas mensagens, eu não sentia vontade de sair. As garotas da praia pareciam sem sal, os flertes de balada pareciam infantis. O que eu queria estava a poucos metros dali, no final do corredor.
Ouvi o som do chuveiro da suíte principal parar. Imaginei Helena tirando a roupa da viagem, o corpo de Mulher-Maravilha ainda quente do sol, a pele marcada pelo biquíni branco. O desejo de possuí-la novamente, ali, na nossa casa, no território do meu pai, era uma queimação que nenhuma água gelada apagaria.
Eu estava mergulhado nesses pensamentos quando meu pai bateu na porta, já vestido com uma roupa leve de casa. — "Bruno, descansa hoje. Mas amanhã cedo quero conversar sério com você. O Dr. João Lacerda me ligou. Ele abriu uma vaga de estágio no escritório dele e eu já dei minha palavra de que você vai se apresentar na segunda-feira. Chega de ser só o 'cara da praia'. Tá na hora de virar homem, meu filho."
Dei um sorriso forçado, aquele tipo de máscara que eu já dominava bem. — "Pode deixar, pai. Segunda-feira eu tô lá, focado," — respondi, vendo-o fechar a porta com um olhar de aprovação.
Assim que o som dos passos dele se afastou, meu rosto relaxou para uma expressão de puro tédio. Que saco. Estava demorando para a "vida real" vir cobrar o preço. Eu sabia que esse estágio ia acabar com a minha liberdade, transformando minhas manhãs de surf em manhãs de terno e café ruim.
A verdade é que eu nunca tive muita escolha. Meu pai, o Dr. Otávio, enxerga o Direito como o único caminho digno. Ele forçou a barra desde o início para que eu seguisse seus passos. Hoje, aos 21 anos, estou no quarto período da faculdade. Entrei com 18, meio empurrado, mas logo percebi que a faculdade era um ótimo cenário para mim. Eu era esperto, tirava boas notas sem precisar me matar de estudar e, no campus, eu era o cara. Todos queriam ser meus amigos, e as garotas... bom, elas sempre foram a melhor parte do curso.
Há tempos o meu pai vinha buzinando no meu ouvido sobre esse tal de João Vítor. Ele falava desse cara com um orgulho que às vezes até me irritava. Dizia que o João Vítor Lacerda era um "jovem prodígio" que ele mesmo ajudou a lapidar no passado, orientando seus primeiros passos quando ele ainda era um iniciante. Hoje, o cara é dono de um escritório gigante, o Lacerda & Associados, uma potência que domina os casos mais caros da Barra da Tijuca.
Na minha cabeça, esse João Vítor deveria ser um baita de um mala, um desses caras que vivem para o trabalho e esquecem de viver a vida. Mas se o meu pai tinha dado a palavra dele, eu não tinha muita saída. Eu teria que vestir a carapuça de estagiário exemplar na segunda-feira.
Pelo menos eu ainda tinha o final de semana. Olhei para as mensagens no celular e depois para a porta, sentindo o rastro do perfume da Helena ainda impregnado no ar do corredor. Eu tinha três dias de pura curtição no Recreio antes de ter que encarar aquela entrevista e o ar condicionado gelado do mundo corporativo. O Carnaval tinha acabado, mas eu ainda não estava pronto para as cinzas.
Passei o restante daquela quinta-feira largado na cama, sentindo o corpo pesado e a mente flutuando entre a ressaca de Cabo Frio e o tédio da segunda-feira que se aproximava. O celular não parava, mas eu mal respondia. Eu estava em transe, revivendo cada toque proibido.
No jantar, a cena era quase cômica de tão perversa. Meu pai, sentado na cabeceira, discorria sobre a ética jurídica e a importância do Lacerda & Associados, enquanto eu e Helena travávamos um duelo silencioso por cima dos pratos. Cada vez que ela levava o garfo à boca ou tomava um gole de vinho, seus olhos azuis — agora escurecidos pelo desejo — encontravam os meus. Eu via o brilho de luxúria nela; via como ela ajeitava a alça da blusa de seda só para me provocar. Sob a mesa, eu buscava o pé dela, sentindo a pele macia roçar na minha canela, tudo isso enquanto o Otávio planejava meu futuro profissional.
Quando finalmente todos foram dormir, o silêncio da casa tornou-se o meu combustível. Deitei apenas de cueca e peguei o celular. Uma notificação de Letícia brilhou na tela. "O quarto em SP tá um gelo, primo... sinto falta do seu calor."
Eu respondi na hora: "Não mais que eu. Seus gritos no casarão ainda não saíram da minha cabeça." A resposta veio em forma de imagem. Uma foto nua, tirada de baixo, focando naquela buceta ninfeta, rosada e depilada, com o dedo dela afastando os lábios. Meu pau latejou na hora, esticando a cueca. "Mal vejo a hora de te encontrar de novo e destruir essa sua buceta gostosa, Leti. Você é um vício", digitei, com o sangue fervendo.
Acabei pegando no sono com aquela imagem na mente, mas o descanso durou pouco. Por volta das três da manhã, senti um calor úmido e rítmico me arrancando do transe.
Abri os olhos devagar e vi o vulto de Helena ajoelhada entre as minhas pernas, com a camisola de cetim caída nos ombros. Ela estava me dando um boquete profundo, a cabeça subindo e descendo com uma voracidade que me fez arquear as costas no colchão. O som ruidoso da sucção era abafado pelo ronco constante do meu pai, que vinha do quarto ao lado através da parede de drywall.
Eu a puxei pelos cabelos, forçando-a a olhar para mim. — "Você não cansa, né, mãe?" — sussurrei, a voz rouca de sono e tesão.
— "Eu tentei dormir, Bruno... mas eu fecho os olhos e sinto você dentro de mim," — ela respondeu, os lábios brilhando de saliva.
Puxei-a para cima de mim com brutalidade. Helena montou no meu colo, guiando meu pau para dentro da sua boceta já encharcada. O encaixe foi um soco de prazer. Começamos um sexo silencioso e desesperado. Ela cavalgava com força, mas sem soltar um gemido alto, mordendo o próprio lábio ou o meu ombro para não acordar o Otávio.
Eu segurei sua bunda dura de atleta e a enterrei contra mim a cada estocada, sentindo o vácuo da carne dela me esmagando. O contraste era absurdo: o ronco do meu pai a poucos metros e a esposa dele sendo esfolada pelo próprio filho no escuro. Virei-a de costas, posicionando-a de quatro na beira da cama. Helena empinhou aquele rabo monumental e eu a possuí por trás com golpes secos e profundos. O som da carne batendo era ritmado; eu a pegava com a autoridade de quem era o dono daquela casa.
— "Isso... me fode, Bruno... me destrói," — ela sussurrava entre dentes, os olhos brancos de prazer.
No ápice da adrenalina, quando senti que ia explodir, eu a virei de frente e a peguei com as pernas nos meus ombros. Olhei fixo nos olhos dela enquanto descarregava jatos quentes de porra dentro dela, sentindo Helena tremer inteira, gozando em silêncio, com o corpo tendo espasmos que pareciam não ter fim.
Ficamos ali, colados, suados e ofegantes, ouvindo o silêncio da madrugada voltar a reinar. Helena me deu um beijo rápido, ajeitou a camisola e saiu do quarto na ponta dos pés, deixando para trás apenas o cheiro de sexo e o calor de um corpo que agora parecia me pertencer mais do que ao meu pai.
Deitei novamente, sentindo o peso do cansaço finalmente vencer a adrenalina. Ajeitei o travesseiro, satisfeito por saber que o final de semana estava apenas começando. Amanhã, assim que o sol desse as caras, eu estaria na água. O plano era simples: surfar até os braços pesarem, encontrar o Kadu e as garotas no Posto 10 e esquecer que o mundo existia.
Fechei os olhos, ignorando o ronco do meu pai no quarto ao lado. Eu ia sugar cada gota de diversão desses dois dias. Na segunda-feira, infelizmente, a diversão daria lugar ao tédio absoluto. Eu já conseguia imaginar a cena: o ar-condicionado no máximo, pilhas de papéis, o terno me apertando e esse tal de João Vítor falando sobre leis e prazos. Um saco. Mas, até lá, o Recreio ainda era meu.
