Agora é o vai e o vem

Um conto erótico de SrtaAllegra
Categoria: Heterossexual
Contém 1129 palavras
Data: 08/03/2026 17:24:39

— Olha a cobra!

Adoro o mês de julho… Isso me lembra o Marcelo, meu lindo menino. Não, ele não é um menino — ele até é mais velho do que eu —, mas adoro provocá-lo desse jeito. Bem, como vocês sabem, Marcelo é um amigo muito querido na minha vida, com quem vivo me esbarrando. E, quando nos esbarramos, é um fogo só.

Num desses esbarrões, tudo aconteceu em um arraial famoso aqui da minha cidade. Todos os moradores que se prezam têm que ir a essa festa. Penduramos bandeirinhas, as crianças correm para catar madeira para a fogueira, as cozinheiras se esmeram para caprichar nas comidas típicas. E as barraquinhas? Nem se fala! Tem pescaria, morder a maçã, corrida de ovo na colher, corrida de saco… Temos até o correio do amor. Pena que nunca ninguém me mandou um desses correios. Aff! Mas voltando à história…

Nessa época, Marcelo estava com vinte e cinco anos e eu com dezoito. Eu estava linda nessa festa, pois seria madrinha da noiva no casamento. Meu vestido foi confeccionado em tecido de chita vermelho, cinco dedos acima do joelho, mas com a armação ele ficava curtinho, chegando a mostrar minhas ceroulas. O decote em formato de “U” tinha um babadinho e, claro, não podiam faltar as trancinhas. Todas as meninas estavam vestidas assim.

Só que, nessa época, Marcelo estava namorando, e confesso que senti um pouco de ciúme quando ele levou a namorada à nossa festa.

O forró começou e todos fomos dançar. Era tal de arrasta-pé, mão aqui, mão ali, coxa batendo em coxa e muitas risadas. Por pura pirraça, ignorei Marcelo e fiquei dando esperança ao Ronaldo, mas na verdade era só para provocar ciúmes nele. Não adiantou nada. Vi que meu plano não deu certo, então deixei os dois de lado e fui curtir a festa.

A quadrilha começou, e o marcador ia dizendo os passos:

— Olha a chuva! É mentira…

— Olha a cobra! É mentira…

— Agora é o vai e vem… batendo palmas… quero ver muita animação este ano!

Todos sorriam e dançavam sem esquentar a cabeça.

Quando a quadrilha acabou, meu pé estava me matando, mas eu sorria de um lado a outro. Mesmo assim, Marcelo não saía da minha cabeça. Ele e a namorada…

Foi então que recebi um recadinho do correio do amor. Meu coração disparou ao pensar que alguém gostava de mim. O bilhete trazia um versinho lindo:

Batatinha quando nasce

Esparrama pelo chão

Com esse vestidinho

Está me deixando com tesão

Estou com fome

E você é a minha refeição

Marcelo.

Dei uma gargalhada e olhei para ele. Mesmo com a namorada ao lado, não parava de me desejar. E por que seria diferente?

Pare de esquentar a cabeça, pensei.

Se ele estava com fome, eu iria alimentá-lo.

Com a maior naturalidade, comprei uma linda maçã do amor e convenci algumas amigas a fazerem o mesmo. Coloquei o grupo bem em frente ao Marcelo, e todas começaram a lamber a maçã vermelha, deixando os lábios tingidos de açúcar.

Olhei para ele e dei um dos meus sorrisos mais inocentes. A minha maçã ainda estava embrulhada.

No alto-falante começou a tocar minha música preferida.

É agora.

Desembrulhei a maçã e, ao som de Luiz Gonzaga, comecei a lamber a camada açucarada. Só a pontinha da minha língua tocava a fruta, ficando ali por alguns segundos, até que minha língua inteira subia lentamente, sujando meu queixo. Fazia tudo com os olhos semicerrados.

Marcelo começou a ficar nervoso.

A namorada, que estava à sua frente, se afastou para o lado. Será que ele estava gostando do meu apetite pelas comidas típicas? Não sei dizer, só sei que eu estava adorando perturbá-lo.

Foi então que Ronaldo apareceu pedindo uma mordida da maçã. Claro que eu dei. Mas, no instante em que ele tirou o pedaço, eu também mordi, e nossos lábios se tocaram. Como Ronaldo não era bobo, aproveitou e me beijou.

Beijando Ronaldo, eu olhava para Marcelo. Alisei as costas de Ronaldo, desci até a bundinha dele e apertei sem dó. Juro por Deus: se pudesse, Marcelo teria me batido ali mesmo.

As meninas começaram a se entediar de ficar paradas, e eu fui com elas. Não vi a expressão de ira de Marcelo.

Mais tarde, fui comprar um refrigerante. Foi nesse momento que Marcelo segurou meu braço e começou a me arrastar. Eu tentava me soltar, mas não podia chamar a atenção de todos.

Ele me levou para trás da casa paroquial, colocou-me sobre seus joelhos e começou a bater nas minhas nádegas. Quanto mais eu esperneava, mais fortes ficavam os tapas.

— Sua puta quer se comportar como criança? Então vai ser castigada como tal. E nem pense em gritar.

Ele abaixou minha ceroula até os joelhos e continuou a bater na minha bunda já ardida. Perdi a noção de quantas vezes fui castigada. Lágrimas de humilhação encheram meus olhos, mas eu engolia o choro, sabendo que qualquer reação pioraria tudo.

Os tapas foram ficando mais brandos, alternados com carinhos na pele quente.

Marcelo estava excitado. De bruços sobre seus joelhos, com a bunda empinada e a ceroula abaixada, minha bocetinha aparecia entre as pernas, já molhada de tesão. Ele começou a me tocar ali também: tapa na bunda, carinho nas nádegas ardidas, mão deslizando pelo meu sexo.

Um dedo me penetrou. Depois dois. E os tapas continuavam.

Sem perceber, eu já estava de quatro, e os dedos foram substituídos pelo caralho grosso e pulsante de Marcelo dentro de mim.

Ele não foi gentil como das outras vezes. Como punição pelo beijo em Ronaldo, me deu um tapa no rosto, puxava minha trança com uma mão e batia na minha bunda com a outra.

— Pede para ser fodida, cadela.

— Me fode…

— Não ouvi, sua puta.

— Me fode!

— Peça com mais vontade!

— Me fode, porra!

Ele gozou, me ensopando com seu sêmen escorrendo pelas minhas coxas.

De repente, aquele homem violento sumiu. Ele ajeitou minha ceroula e meu vestido, limpou meu rosto com o lenço, me beijou nos lábios, me colocou em seu colo e ficou me ninando. Eu chorei em seu ombro enquanto ele me acalmava com palavras doces.

Quando percebeu que eu estava melhor, me colocou de pé. Baixei a cabeça, envergonhada. Como explicaria à minha mãe as marcas nas nádegas?

— Desculpa por hoje, Mimy. Se você não me provocar, prometo que isso nunca mais vai acontecer. Combinado?

Assenti com a cabeça.

— Boa menina. Nunca mais beije outro na minha frente e ficaremos bem.

Voltamos para a festa como se nada tivesse acontecido. Não sei o que Marcelo disse à namorada, mas ela não brigou com ele.

Aquela noite eu evitei Ronaldo.

E aquela cena nunca mais saiu da minha cabeça.

Se eu voltei a beijar outro na frente de Marcelo?

…Isso já é outra história.

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