Minha válvula de escape na praia

Um conto erótico de Ju
Categoria: Heterossexual
Contém 535 palavras
Data: 08/03/2026 16:50:35
Assuntos: Heterossexual

Ainda consigo sentir o gosto do café misturado ao dele na minha boca. A noite tinha sido um inferno; os gritos do Henrique ainda ecoavam na minha cabeça como uma enxaqueca latejante. Quando ele bateu a porta às seis da manhã para "esfriar a cabeça" na areia, eu só senti alívio. E quando a Alice apareceu na sala, toda montada no look de academia, dizendo que ia correr 10km, eu soube que o destino estava me entregando um presente perverso.

A casa ficou em silêncio, mas era um silêncio pesado, elétrico.

Fui para a cozinha, com a minha camisola de seda, aquela que o Henrique nem nota mais, e encontrei o Fábio. Ele estava de pé, encostado no balcão, só de bermuda, olhando o mar. O jeito que os músculos das costas dele se moviam enquanto ele respirava... eu sempre notei, mas hoje era diferente. Não havia ninguém para nos vigiar.

"Ele é um idiota por ter te deixado sozinha assim, Ju", ele disse, sem se virar. A voz dele era num tom baixo que pareceu ressoar direto no meu estômago.

Eu me aproximei. O frio do piso de porcelanato contrastava com o calor que subia pelo meu corpo.

"Eu não estou sozinha agora, estou?", respondi, a ousadia vindo de um lugar de pura raiva e desejo acumulado.

Quando ele se virou, os olhos dele devoraram cada centímetro de pele que a seda mal cobria. O Fábio não é de falar muito, ele é de agir. Ele deu um passo, diminuindo o espaço, e eu senti o cheiro de pele limpa e maresia. A mão dele subiu pela minha cintura, os dedos firmes, quase possessivos, apertando o tecido fino contra o meu corpo.

Eu o puxei pela nuca, descontando cada frustração da madrugada naquele beijo. Foi faminto, desesperado. As mãos dele desceram, me suspendendo com uma facilidade que o Henrique nunca teve, e me sentou no mármore gelado da ilha da cozinha.

O contraste era enlouquecedor: o gelo da pedra nas minhas coxas e o calor absurdo do corpo dele entre as minhas pernas.

Eu ouvia o som das ondas lá fora, mas meu foco era o som da respiração dele no meu pescoço, os dentes dele roçando a minha orelha enquanto ele sussurrava o quanto queria aquilo. Minhas mãos se perderam no cabelo dele, puxando, sentindo a adrenalina de saber que a Alice poderia abrir aquela porta a qualquer segundo. Esse perigo... esse risco de sermos pegos transformou o desejo em algo violento, urgente.

Fábio arrancou minha camisola e pelos próximos aproximados 40 minutos me comeu fortemente. Fizemos coisas naquele balcão que eu nunca imaginei ter coragem de fazer na casa de amigos. Cada toque dele era uma descoberta; ele sabia exatamente onde apertar, como provocar. Eu me sentia viva pela primeira vez em anos, vibrando com a transgressão.

Quando terminamos, ainda ofegantes, o silêncio da casa voltou, mas agora era cúmplice. Eu me ajeitei, limpei o rosto e olhei para ele. Não havia arrependimento, apenas uma fome que eu sabia que não seria saciada com apenas uma manhã.

E até hoje, Fábio está sempre perto o suficiente para tirar o estresse que os dias me trazem.

Falem comigo no e-mail knigjulianna@gmail.com

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Comentários

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Adorei esse conto. Vc escreveu tudo o que o leitor precisa saber... e excitou com sua forma direta. Espero que esse seja o primeiro de muitos contos.

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