Tio, foi sem querer querendo.

Um conto erótico de Daniel Malin
Categoria: Heterossexual
Contém 1749 palavras
Data: 07/03/2026 18:26:55

Meu nome é Ricardo, 37 anos, solteiro, morando sozinho num apartamento confortável no Bairro Alto, Lisboa. A vida aqui é tranquila: trabalho remoto, rotina organizada, liberdade de não ter ninguém para prestar contas. Quando aceitei hospedar a Larissa por indicação da Carol (minha amiga de infância), pensei que seria só uma ajuda prática — um quarto vazio virando morada temporária para uma jovem de 19 anos vinda do interior de São Paulo para estudar turismo. Não imaginei que, aos poucos, a presença dela iria transformar o silêncio da casa em algo vivo, cheio de pequenas tensões que eu tentava ignorar por respeito.

As primeiras semanas foram de adaptação mútua. Ela chegava das aulas cansada, mas com os olhos brilhando de novidades: o sotaque dos professores, o cheiro de castanhas assadas nas ruas, o jeito como os portugueses dizem “obrigado” de forma arrastada. Eu fazia questão de preparar jantares simples para nós dois — arroz, feijão, frango grelhado com ervas, ou um bacalhau que ela provava com curiosidade. Depois do jantar, ficávamos na sala: eu no sofá com o notebook no colo respondendo e-mails, ela no outro canto com livros ou o celular, às vezes perguntando coisas inocentes sobre a cidade.

Uma noite, depois de uns 10 dias, notei que ela ainda usava as mesmas roupas pesadas do Brasil: moletom largo, calças de moletom, camisetas folgadas. O apartamento é antigo, mas bem aquecido, e setembro em Lisboa já tem noites frescas, mas não geladas. Eu comentei casualmente, tentando ser acolhedor:

— Larissa, aqui em casa você não precisa ficar de roupa pesada o tempo todo ta bem, Somos só nós dois, o aquecedor fica ligado à noite. Pode usar roupas mais leves, confortáveis… pijama, short, o que for mais confortavel pra você. Eu quero que se sinta em casa de verdade, sem ficar desconfortável.

Ela sorriu tímida, olhando pro chão.

— Tá bem… é que lá em casa eu não tinha muita liberdade pra escolher roupa. Mãe que comprava tudo, e era sempre assim: confortável, mas nada que mostrasse muito. Eu nem sei se tenho algo mais leve aqui.

— Relaxa. Se precisar, a gente compra. Ou usa o que tem. O importante é você se sentir bem. A partir daí, ela começou a experimentar roupas mais casuais dentro de casa. Primeiro foram shorts de algodão antigos e camisetas largas que usava para dormir no Brasil. Depois, veio a camisola de algodão que ela trouxe: uma peça simples, branca com bordas de renda velha, comprida até o meio da coxa, mas já bem usada — o tecido fino em alguns pontos, quase transparente quando a luz batia de certa forma. Era inocente, típica de quem cresceu sob regras rígidas: nada sensual, só prático.

Uma noite, umas três semanas depois da chegada dela, estávamos na sala assistindo a um filme qualquer na TV. Eu no sofá, ela no outro, pernas dobradas, a camisola estava cobrindo as coxas. O filme era leve, uma comédia romântica antiga. Em algum momento, ela se ajeitou melhor, esticando as pernas e abrindo um pouco os joelhos para ficar mais confortável. Não foi nada intencional — era só o jeito natural de quem tá relaxada em casa. Mas a camisola subiu sutilmente, e de onde eu estava, sentado de frente, e perto o suficiente vi tudo por um instante: a calcinha branca de algodão, velha, desbotada nas bordas, com um pequeno rasgo na frente. O rasgo era discreto, mas suficiente para deixar à mostra um tufo pequeno de pelos pubianos escuros, naturais, sem depilação. Meu coração acelerou na hora. Desviei o olhar rápido, sentindo o calor subir pelo pescoço, mas mantive a compostura. Não queria constrangê-la, nem dar a entender que estava olhando.

Ela percebeu meu olhar rápido, fechou as pernas de imediato, puxando a camisola para baixo com as mãos trêmulas. O rosto ficou vermelho como tomate.

— Ai meu Deus… desculpa, Ricardo. Eu… eu não vi que tava mostrando, ai que vergonha.

Eu respirei fundo, mantendo a voz calma e carinhosa, sem julgamento.

— Não tem problema nenhum, Larissa. Acontece. Essas coisas são normais quando a gente tá relaxado em casa. Não precisa ficar envergonhada. Ela baixou a cabeça, voz quase um sussurro.

— É que… minha mãe nunca comprava roupa íntima nova pra mim. Dizia que era supérfluo, que eu tinha que me contentar com o que tinha. Essa calcinha é de uns 3 anos…, mas eu não tinha como nao trazer, porque tenho bem poucas e todas velhas. Me sinto boba agora. O que vai pensar de mim, vou tomar mais cuidado, voce nao precisa ver essas calcinhas velhas e rasgadas.

Eu me inclinei um pouco para frente, falando devagar, com sinceridade.

— Você não é boba. É só que você cresceu com regras muito rígidas, e isso limita as coisas. Olha só, Aqui você pode mudar isso aos poucos, se quiser. Se sentir vontade de comprar coisas novas, mais confortáveis, me diz e eu te levo no shopping. Sem pressão, só se você achar bom. Por minha conta ta bem, tudo que voce quiser me diz que compro pra voce.

Ela concordou devagar, ainda vermelha, mas com um brilho de alívio nos olhos.

— Obrigada… por não fazer graça. Eu fico com vergonha de falar dessas coisas.

— Pode falar o que quiser comigo. Eu tô aqui pra ajudar, não pra julgar. Fique muito tranquila aqui, aqui agora tambem é sua casa, e aqui só tem nós dois, pode ser livre pra falar comigo, sobre qualquer coisa, e roupa intima é bobagem, esquece sua vida no brasil e as barreiras que voce tinha, aqui voce pode ser a mulher que voce deseja ser.

Naquela noite, depois que ela subiu pro quarto, eu fiquei pensando. O tesão estava lá, inegável — ver aquele vislumbre inocente, natural, me deixou com a mente acelerada. Mas ao mesmo tempo, sentia o peso da responsabilidade. Ela era jovem, inexperiente, confiando em mim como uma figura segura. Eu não podia — e não queria — avançar nada. Só observar, respeitar, deixar as coisas fluírem no tempo dela se assim fosse pra ser.

No dia seguinte, aproveitei que ela tinha aula só à tarde. Fui ao centro comercial Colombo, um shopping grande e moderno em Lisboa. Comprei coisas pensando nela, mas com cuidado para não exagerar: camisolas de algodão leve e cetim suave (uma branca curta, outra rosa clara com alcinhas finas), babydolls simples mas femininos (um preto de renda discreta, outro azul claro), lingeries confortáveis para casa (calcinhas de algodão com renda nas bordas, mas mais novas e justas; sutiãs sem bojo, macios). Entre outras coisas de mulher. Tudo escolhido para ser sensual sem ser vulgar — peças para usar em casa, confortáveis, mas que realçassem o corpo dela de forma natural.

Coloquei tudo numa sacola bonita e deixei no quarto dela com um bilhete simples:

“Larissa,

Comprei algumas coisas pra você usar em casa, mais confortáveis e novas. Se não gostar de alguma, é só guardar ou devolver. O importante é você se sentir bem e à vontade.

Ricardo”

Quando ela chegou da aula e viu, ficou surpresa. Abriu a sacola devagar, tocando os tecidos com os dedos. Veio na sala com os olhos marejados.

— Ricardo… você não precisava. Isso é… lindo. Eu nunca tive nada assim.

— É só pra você se sentir melhor aqui Lari.. Experimenta quando quiser.

Ela sorriu, um sorriso tímido mas genuíno, e subiu pro quarto para guardar tudo.

Os dias seguintes foram mais leves. Ela começou a usar as peças novas aos poucos: primeiro as camisolas de algodão, depois um babydoll azul claro numa noite mais quente. Eu elogiava de forma sutil e carinhosa:

— Fica bonito em você. Te deixa mais relaxada.

Ela corava, mas sorria. A confiança foi crescendo, as conversas foram ficando mais longas, muitas risadas compartilhadas, toques acidentais no braço ao passar o sal na mesa.etc…

E então, quase um mês e meio depois da chegada dela —, veio o momento que mudou o ar da casa de vez. Era uma manhã de sábado. Eu estava na cozinha preparando café quando ouvi a voz dela do banheiro, tímida, chamando:

— Ricardo… você pode me ajudar? Esqueci a toalha no quarto. Pode pegar uma limpa e trazer pra mim?

— Claro, já vou.

Peguei uma toalha grande e branca do armário do corredor. Cheguei na porta do banheiro, que estava entreaberta uns 10 centímetros — provavelmente porque ela não esperava que eu chegasse tão rápido. Bati levemente.

— Larissa? Trouxe a toalha.

— Pode entrar um pouquinho… só pra passar… a t…

Abri a porta devagar. O vapor do chuveiro quente ainda pairava no ar, o cheiro de sabonete floral preenchendo o pequeno espaço. Ela estava de costas para a porta, nua, pegando o shampoo na prateleira. O corpo molhado brilhava sob a luz do teto. A curva das costas, a cintura fina, a bunda redonda e firme, as pernas grossas ligeiramente afastadas para manter o equilíbrio. Pelo espelho grande na parede à frente, vi o reflexo frontal: os peitos médios empinados, bicos rosados endurecidos pelo frio que entrava pela porta aberta, a barriga lisa, o triângulo escuro de pelos pubianos naturais e bem aparados pela natureza.

Nossos olhares se cruzaram no espelho por um segundo. Ela arregalou os olhos, mas não gritou nem cobriu. Só ficou parada, como se o tempo tivesse congelado.

Eu engoli em seco, estendi a toalha com o braço esticado, sem entrar mais.

— Aqui… sua toalha.

Ela esticou a mão para trás, pegando a toalha sem virar o corpo. A voz saiu baixa, trêmula:

— Obrigada… eu… não esperava que você viesse tão rapido.

— Desculpa. Não foi de propósito. Vou esperar na sala.

Fechei a porta devagar, coração batendo forte no peito. Voltei pra cozinha, mãos tremendo um pouco enquanto servia o café. Minutos depois, ela apareceu na sala enrolada na toalha, cabelo molhado pingando, rosto vermelho.

— Ricardo… eu… não sei o que dizer. Foi sem querer.

Eu sorri suave, mantendo distância.

— Eu sei. Acontece. Não precisa ficar envergonhada. Aqui é sua casa também.

Ela assentiu, mordendo o lábio.

— Você… viu tudo?

— Vi. Mas não importa, Larissa. E eu respeito você demais pra te deixar desconfortável.

Ela baixou os olhos, mas havia um brilho diferente neles — uma mistura de vergonha, curiosidade e algo mais profundo.

— Obrigada… por ser assim.

Naquela tarde, o ar da casa mudou. Não falamos mais sobre o incidente, mas eu sentia: a tensão sutil, o olhar dela demorando um segundo a mais quando passava por mim, o jeito como ela se ajeitava na camisola nova. Algo estava se construindo, devagar, inevitavelmente.

E eu sabia que, se continuasse assim, as próximas semanas seriam diferentes.

Continua…

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