Espero que tenham gostado do capítulo 1 - Moldada pelo sapateiro, essa parte igualmente foi inspirado na parte 2 do autor original que também está no site casa dos contos. Vamos agora à história.
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Muita coisa mudou desde aquela tarde de tempestade na sapataria. Adriana e eu finalmente trocamos alianças. Agora somos oficialmente marido e mulher, morando no nosso apartamento em São Paulo. A traição dela com o Ricardo foi um baque pra mim, uma coisa era a fantasia a outra a realidade, eu não vou mentir que as fantasias me deixam louco de tesão mas eu nunca tive coragem de realizar nenhuma, levou um tempo para superar a traição e tudo voltar ao normal, mas com o tempo nós conseguimos voltar ao que éramos antes da traição. Tinha passado mais de 6 meses desde aquele ocorrido e Adriana agora tem 24 anos, e parece que cada dia que passa ela floresce mais, tornando-se uma mulher ainda mais consciente do poder que tem.
Aos poucos as fantasias voltaram também, não nego que eu adoro nossas brincadeiras e fantasias. Mas, apesar de toda a fantasia, ainda eu não tinha coragem de levar a coisa para o "mundo real" novamente. Até que surgiu uma viagem de trabalho que eu não tive como recusar.
— Amor, eu sinto muito mesmo — eu disse, enquanto fechava minha mala na manhã de sábado. — É um cliente importante no interior. Se eu não for agora, perdemos o contrato.
— Mas Adilson, e o casamento da sua prima e hoje à noite? — ela perguntou, sentada na beira da cama, usando apenas um hobby de seda que deixava suas pernas morenas à mostra. — Minha prima veio de longe só para irmos todos juntos.
— Eu sei, querida. Mas vocês duas vão se divertir. A Márcia é ótima companhia. Eu volto amanhã à noite, prometo.
Eu saí de casa com um aperto no peito, mas admito: uma parte de mim, aquela parte sombria que gosta de testar os limites, estava curiosa. Eu sabia que, sozinha com a prima e livre da minha vigilância, o perigo estaria à espreita.
O que eu não sabia é que o destino — ou o azar da prima dela — daria um empurrãozinho.
Enquanto eu estava na estrada, as duas se preparavam. Foram ao salão, fizeram cabelo, unhas, o ritual completo. Por volta das duas da tarde, já em casa, a prima de Adriana foi experimentar o look final. Foi nesse momento que o estalo seco ecoou no quarto: o fecho da sandália preferida da moça simplesmente arrebentou.
— Eu não acredito! — a prima gritou, em pânico. — Eu não vou com outra sandália, Adriana! Essa é a única que combina com o vestido!
Adriana tentou oferecer outras quatro opções, mas a prima, sendo extremamente vaidosa e difícil, recusou todas. Ela estava com o cabelo pintado, no meio do processo de secagem, e se recusava a colocar os pés na rua para não estragar a produção.
— Calma — Adriana disse, sentindo aquele frio na espinha que ela conhecia bem. — Eu conheço um lugar aqui na rua de trás. O sapateiro é... eficiente. Eu vou lá ver se ele conserta isso rápido.
Desde o dia da traição a Adriana evitou de todas as forma voltar na sapataria do Ricardo, ela não conseguia encarar ele, quando não era possível e tinha que passar por lá, sempre evitada ficar olhando pra sapataria. Mas naquele momento ela sabia que o único que poderia ajudar ela seria ele.
Adriana se vestiu para matar, talvez inconscientemente, ou talvez sabendo exatamente o que estava fazendo. Escolheu uma minissaia preta curtíssima, que subia perigosamente quando ela andava, e uma blusinha branca de alças finas que se cruzavam no pescoço, deixando suas costas e ombros completamente nus. Nos pés, apenas um chinelinho simples, o que deixava seus dedos feitos e bem cuidados à mostra.
Ela caminhou até a sapataria sob o sol forte de São Paulo. Quando entrou no estabelecimento, o cheiro de couro a atingiu como uma bofetada de nostalgia. Ricardo estava lá, debruçado sobre a bancada. Ele levantou os olhos azuis e um sorriso lento, predatório, surgiu em seu rosto.
— Quem é viva sempre aparece — ele disse, com a voz rouca que Adriana nunca esqueceu.
Ele deu a volta no balcão e, ignorando qualquer protocolo, cumprimentou-a com um beijo demorado no canto da boca, sentindo o perfume dela.
— Você está linda, Adriana. O casamento te fez muito bem.
— Obrigada, Ricardo... Você continua o mesmo gentil de sempre — ela respondeu, sentindo as pernas bambearem. — Eu preciso de um favor urgente. É a sandália da minha prima, temos um casamento hoje.
Ricardo pegou o calçado, analisando-o com as mãos calejadas.
— Isso é fácil. Em vinte minutos está novo.
Ele chamou um assistente nos fundos e entregou o serviço. Depois, voltou-se para Adriana, cruzando os braços sobre o peito largo.
— Vinte minutos é muito tempo para ficar aqui parada nesse calor, não acha? Você parece com sede.
— Estou morrendo de sede, na verdade.
— Então esquece a água. Vou te levar para tomar um suco por minha conta, aqui na esquina. É o tempo do meu rapaz terminar o serviço.
Adriana hesitou por um segundo.
— Ricardo... eu sou casada agora. Se algum vizinho me ver saindo com você...
— Meu carro está ali na porta. Um Ecosport preto. O insulfilm é tão escuro que ninguém consegue ver quem está dentro. Também gostaria de conversa com você, já que faz tanto tempo que você não vem mais aqui, você é a minha cliente favorita. — ele deu uma piscadinha.
Adriana olhou para a rua deserta sob o calor senegalescente e depois para o homem que a possuíra de forma tão bruta meses atrás. A tentação de entrar naquele carro escuro, no território dele, foi irresistível.
— Tudo bem — ela sussurrou. — Só um suco.
Ela sabia, ao entrar naquele carro o "suco" seria a última coisa em que ambos pensariam.
[…]
Assim que entrei no carro do Ricardo, o cheiro de couro do estofamento se misturou ao perfume dele, criando uma redoma de masculinidade que me deixou tonta. Ele não deu a partida imediatamente. Ficou ali, com as mãos grandes no volante, olhando para a frente, enquanto eu sentia o suor escorrer entre meus seios, por baixo daquela blusinha branca fina.
— Você não faz ideia de quantas vezes eu imaginei você entrando nesse carro, Adriana — ele disse, a voz vibrando baixo, fazendo o ar ao meu redor estalar.
Ele deu a partida e dirigiu apenas alguns quarteirões até uma praça arborizada, parando sob a sombra de uma árvore, bem em frente à casa de sucos. Mas ele não desligou o carro, nem fez menção de sair. O insulfilm era realmente escuro; o mundo lá fora era apenas vultos, mas para quem olhava de fora, o carro era um bloco preto impenetrável.
— Ricardo, o suco... — eu comecei a dizer, mas a frase morreu quando senti a mão dele, quente e áspera, pousar na minha coxa nua, logo acima do joelho.
— O suco pode esperar. Eu quero saber se você ainda tem o mesmo gosto daquela tarde de chuva.
Ele subiu a mão pela minha coxa, fazendo minha minissaia preta deslizar para cima, revelando a renda da minha calcinha. Eu devia ter protestado, devia ter lembrado que o Adilson estava viajando por nós, mas o toque do Ricardo era como um ímã. Eu no fim estava com saudade daquela brutalidade que eu tive naquela sapataria no dia da chuva.
O silêncio dentro do Ecosport era quebrado apenas pelo chiado baixo do ar-condicionado. Olhei para a minha mão esquerda, onde a aliança de ouro brilhava sob a luz que filtrava pelo para-brisa. Um nó se formou na minha garganta. Eu não era mais aquela noiva curiosa; eu era uma mulher casada. O Adilson confiava em mim, ele perdoou a minha traição com o Ricardo na primeira vez.
— Ricardo, para... — eu disse, tentando afastar a mão dele que ainda descansava na minha coxa. — O que aconteceu naquela tarde... foi um erro. Eu estava vulnerável, estava chovendo... mas agora eu sou casada. Eu amo meu marido.
Ricardo não tirou a mão. Em vez disso, ele apertou os dedos, sentindo a maciez da minha pele contra a palma áspera dele. Ele deu uma risada curta, carregada de uma confiança que me irritava e me excitava ao mesmo tempo.
— Um erro, Adriana? — ele perguntou, virando o rosto para me encarar com aqueles olhos azuis gélidos. — Erros não deixam a gente sem dormir por meses. Erros não fazem a mulher ficar molhada só de ouvir o barulho de uma porta de aço descendo. Você pode usar o anel que quiser, mas seu corpo ainda lembra tenho certeza daquele dia.
Ele se inclinou para frente. Eu tentei recuar contra a porta, mas não havia para onde ir. Ele segurou minha nuca com firmeza e, em vez de me beijar, começou a distribuir beijos lentos e quentes pelo meu pescoço, exatamente onde a pulsação estava mais forte.
— Não... por favor — eu murmurei, mas minha voz saiu fraca, sem autoridade.
Ele subiu a mão e, com uma destreza de quem conhece cada curva, deslizou os dedos por baixo da minha blusa branca. Ele encontrou meu seio e começou a massagear com uma força bruta, apertando o mamilo entre o polegar e o indicador. O choque elétrico foi imediato. Eu fechei os olhos, sentindo minha resistência derreter como cera no fogo.
— Sente isso? — ele sussurrou no meu ouvido. — Seu coração está disparado. Seus peitos estão gritando por mim. O seu marido te toca assim, Adriana? Com essa fome?
Antes que eu pudesse responder, ele soltou o cinto, abriu a calça e libertou o pau. Ele saltou para fora, imenso e pulsante, preenchendo o espaço entre os bancos. Eu tentei desviar o olhar, juro que tentei, mas meus olhos foram atraídos para aquela visão como um imã. Era a mesma peça bruta que tinha me dominado meses atrás. Latejava, vivo, e eu conseguia sentir o calor que emanava dele mesmo sem tocar.
— Olha para ele, Adriana. É isso que você quer. É disso que você sente falta nas suas noites bem comportadas.
Eu respirei fundo, tentando recuperar a sanidade.
— Ricardo, a sandália! — eu disse, num último esforço desesperado. — Minha prima está me esperando. Estamos no meio da rua, perto da minha casa... alguém pode ver o carro balançando.
Ele deu um sorriso de lado e ligou o motor.
— A sandália vai demorar. O meu ajudante é bom, mas é lento. E a gente não vai ficar aqui na rua. Eu moro a três quadras. É um lugar simples, mas a gente vai ter toda a privacidade do mundo.
— Eu não posso ir para a sua casa... — eu disse, mas ele já estava engatando a marcha.
— Você já veio, Adriana. No momento em que você sentou nesse carro e deixou eu tocar o seu mamilo, você já decidiu. Confessa para mim... você está louca para sentir o gosto do meu pau de novo, não está?
Eu olhei para a janela, vendo os vultos da rua passarem. Meu baixo ventre latejava em sincronia com o pau dele.
— Sim... — confessei, num fio de voz, sentindo uma mistura de vergonha e um prazer avassalador.
Ele não disse mais nada. Dirigiu rápido até um conjunto de casas humildes, mas bem cuidadas. Estacionou na frente de uma portinha de madeira e me levou para dentro. A casa era pequena, com cheiro de sabão em pó e café fresco, impecavelmente limpa. Assim que a porta se fechou e a chave girou na fechadura, o teatro acabou.
Eu o empurrei contra a parede da sala pequena. Minhas mãos foram direto para o pau dele, que logo coloquei para fora da calça. Eu o segurei com força, sentindo a textura das veias.
Eu me ajoelhei no chão de lajota fria e limpa. Envolvi aquela cabeça quente com os lábios, fechando os olhos e me entregando ao pecado. Eu o chupava com uma fome acumulada, indo até o fundo, sentindo o gosto amargo e masculino que eu tanto fantasiei. Ricardo gemia alto, as mãos espalmadas na parede, a cabeça jogada para trás.
Depois de alguns minutos, ele me puxou para cima.
— Minha vez — ele disse, a voz trêmula de tesão.
Ele me deitou no sofá pequeno da sala. Arrancou minha minissaia e minha calcinha com uma urgência que me fez vibrar. Ele abriu minhas pernas e mergulhou o rosto na minha menininha. A língua dele era como uma ferramenta de precisão, explorando cada dobra, cada centímetro da minha grutinha que já transbordava mel. Eu me contorcia, agarrando as almofadas do sofá, gritando o nome dele naquela casa humilde onde, por um momento, o meu casamento não passava de uma lembrança distante.
Depois o chupar a minha menina e me ver ficando louca o Ricardo parou e me pegou pelo braço e me levou para o quarto dele. O Ricardo me jogou naquele colchão como se eu fosse um pedaço de couro velho. Ele não estava para brincadeira. Quando ele tirou a roupa e aquele pau gigante, latejando com veias que pareciam cabos de aço, eu senti um frio na espinha que se transformou em um incêndio imediato na minha boceta.
— Abre logo essas pernas, sua puta — ele ordenou, subindo na cama. — Quero ver se o seu marido frouxo te abriu como se deve ou se eu vou ter que abrir novamente.
Ele me segurou pelos calcanhares e me puxou até a beira da cama. Sem cuspe, sem carinho, ele empurrou a rola de uma vez. Eu soltei um grito que deve ter ecoado no quarteirão inteiro. Parecia que ele ia me rasgar ao meio.
— Ahhh! Ricardo, devagar... dói! — eu choraminguei, sentindo a espessura dele me esticando toda.
— Dói o caralho! Você gosta é assim, sua puta! — ele deu um tapa estalado na minha cara, não muito forte, mas o suficiente para me deixar tonta. — O que foi? O Adilson te trata como uma princesa, né? Aquele otário deve passar a língua com medinho de te machucar...
— Não fala dele... — eu tentei dizer, a voz falhando enquanto ele começava a socar com um ódio que eu nunca vi. — O Adilson é um bom homem... ele me respeita...
— Respeita? — Ricardo deu uma risada de escárnio, aumentando a velocidade das estocadas. O som da carne batendo era obsceno. — Ele é um corno, isso sim! Um frouxo que casou com uma viciada em pica! Enquanto ele trabalha pra te dar vida boa, você tá aqui, com as pernas pro alto, recebendo a rola bruta do sapateiro!
Ele me virou de costas num movimento brusco, me deixando de quatro, e começou a me foder por trás com uma força desumana. Cada estocada fazia meu corpo inteiro balançar. Eu sentia que ele estava atingindo órgãos que eu nem sabia que tinha.
— Eu vou te deixar toda arrombada, Adriana! — puxando meu cabelo com tanta força que meu couro cabeludo queimava. — Você vai voltar pra casa com a boceta toda alargada, escorrendo meu leite. Quero ver se aquele merda vai perceber que o buraco tá maior quando ele tentar te comer amanhã.
— Para... ele não merece isso... — eu gemia, mas meu corpo me traía, empurrando a bunda contra cada investida dele.
— Merece sim! Merece porque é cego! E você é uma vadia imunda que precisa de um homem de verdade pra te colocar no lugar! Olha como você tá apertando meu pau, sua vadia! Você tá adorando ser tratada assim!
Ele me puxou pelos braços, me obrigando a ficar de frente para ele, e depois me fez montar. Eu sentei naquilo com tudo, sentindo a rola entrar até o talo. Eu comecei a cavalgar de frente pra ele, chorando e gemendo, enquanto ele segurava meus seios com tanta força que ia deixar marcas de dedos roxas.
— Isso, sua puta! Cavalga na pica do seu dono! Goza logo, sua arrombada! Goza sentindo o peso de um homem que te fode de verdade!
Eu perdi o controle. Minha bocetinha deu um espasmo violento, esmagando o pau dele lá dentro. Eu gozei gritando, sentindo meu corpo inteiro desfalecer, enquanto o Ricardo ria da minha cara, me olhando com o mais puro desprezo.
— Olha só... — ele disse, enquanto eu ainda tremia no ápice. — Gozou toda, a santinha do Adilson. Você não vale o que come, Adriana. É só uma buraco pra meter e que eu uso quando eu quero. Agora limpa esse rosto e se prepara, porque eu ainda não terminei, agora eu vou comer esse seu cuzinho.
— Achou que ia embora só com a frente alargada, sua vadia? — ele rosnou, me virando de bruços com um solavanco. — Eu disse que ia te deixar arrombada, e eu sou homem de palavra.
Ele saiu de dentro da minha menininha e pegou um tubo de creme qualquer que estava na mesa de cabeceira. Senti o gelado do produto na minha entrada traseira, mas o que veio a seguir foi o calor bruto do polegar dele, pressionando, abrindo caminho sem a menor paciência.
— Ricardo... aí não... o Adilson... ele vai notar... — eu tentei balbuciar, minha última tentativa de manter um pingo de dignidade.
— Deixa que ele note! — ele deu um tapa seco na minha nádega direita, deixando a marca dos dedos vermelha na hora. — Quero que ele sinta que o caminho tá aberto. Quero que ele saiba que um pau de verdade passou por aqui e limpou o terreno.
Ele posicionou a cabeça da rola — que estava latejante e brilhando com o meu mel e o suor dele — bem no meu cuzinho. Ele não foi devagar. Ele deu uma estocada seca, certeira.
— AHHH! MEU DEUS! — eu gritei, enterrando o rosto no travesseiro dele para abafar o som.
— Cala a boca, sua puta! — ele gritou, segurando minha cabeça contra o colchão. — Sente a rola do sapateiro te alargando por dentro! Você não queria ser de um homem de verdade? Pois agora aguenta!
Ele começou a se mover com uma fúria cega. Era um movimento de vai e vem violento, rústico. Eu sentia cada centímetro dele me invadindo, me rasgando, desfazendo qualquer barreira que eu ainda tivesse. O prazer e a dor se misturavam de um jeito que eu não conseguia mais distinguir. Eu estava sendo possuída, humilhada na casa de um homem que me via como nada mais que um pedaço de carne, e o pior era que o meu corpo respondia com um tesão doentio.
— Isso... chora, sua vadia! — ele dizia, enquanto a cama batia freneticamente contra a parede. — Amanhã você vai estar sentada na mesa com o seu maridinho, comendo e fingindo que é santa, enquanto esse seu cu vai estar ardendo, lembrando do meu pau lá dentro! Você vai olhar pra cara dele e vai lembrar desse momento e como você gritou pra mim hoje!
Ele acelerou o ritmo até o limite. Eu sentia que ia desmaiar. A cada impacto, ele soltava um xingamento mais baixo, mais sujo. Quando ele sentiu que ia gozar, ele me puxou pelos cabelos, me obrigando a olhar para trás.
— Olha pra isso, sua cadela! Olha o que o seu dono tá fazendo!
Ele tirou a rola do meu cu no último segundo e começou a se masturbar com uma força bruta na minha frente.
— Abre a boca! Agora! — ele ordenou.
Eu obedeci. Eu estava em transe. O jato quente e espesso atingiu minha língua, minha garganta, meu rosto. Eu aceitei tudo, cada gota como se fosse o castigo que eu merecia. Ricardo deu uma última risada de escárnio, limpou o pau no meu rosto e se levantou como se tivesse acabado de consertar um sapato qualquer.
— Agora se limpa e cai fora — ele disse, a voz fria de novo. — Sua sandália deve estar pronta. E vê se não demora pra voltar, porque esse corpo precisa de um homem de verdade.
Eu me vesti trêmula, sentindo o líquido escorrer por entre minhas pernas. Minha saia estava amassada, meu rosto inchado. Saí daquela casa humilde sentindo que minha alma tinha ficado naquele colchão. Voltei para a sapataria, peguei a sandália da prima com o ajudante — que nem me olhou nos olhos, apenas entregou o calçado — e caminhei de volta para casa.
Cada passo que eu dava, eu sentia o ardor lá atrás. A marca do Ricardo estava em mim. Eu era uma mulher casada, mas naquele momento, eu era apenas a arrombada do sapateiro. E o mais louco de tudo? Eu não conseguia entender como fui capaz de trair a Adilson novamente com o sapateiro, como me entreguei a ele tão facilmente e agora na tinha a desculpa da chuva, como eu ia encarar o meu marido depois do que acabei de fazer.
[….]
No domingo no fim da tarde eu entrei no apartamento e o silêncio me pareceu um insulto. Adriana estava encolhida no sofá, a penumbra da sala escondendo seu rosto, mas não a tensão que emanava dela. Deixei minhas malas de lado e parei na frente dela, cruzando os braços. Eu não precisei de muitas palavras; o jeito que ela se encolheu quando me viu já entregava tudo.
— O que foi agora, Adriana? — perguntei, a voz gélida. — O que você aprontou enquanto eu estava fora?
Ela começou a soluçar, um choro rasteiro, de quem sabe que o castelo de cartas ruiu. Entre frases desconexas e pedidos de desculpa, a verdade veio à tona: ela tinha voltado à sapataria. Pior, tinha ido para a casa do Ricardo. Novamente.
— Eu não acredito... — Eu ri de nervoso, uma risada seca, sem humor. — Você conseguiu se superar. Eu perdoei aquela palhaçada quando éramos noivos porque achei que era uma fantasia que saiu do controle. Mas agora? Casados?
— Adilson, por favor... foi um momento de fraqueza, eu não sei o que deu em mim, eu juro, eu te amo!
— Não, Adriana. Acabou. Eu não sou palhaço de ninguém. Amanhã mesmo eu procuro um advogado e a gente resolve esse divórcio. Eu quero você fora daqui.
Ao ouvir a palavra divórcio, ela se desesperou. Jogou-se no chão, abraçando meus pés, o rosto banhado em lágrimas e maquiagem borrada.
— Divórcio não! Por favor, Adilson! Eu morro se você me deixar! Eu faço qualquer coisa, qualquer coisa que você me pedir para me perdoar! Eu juro, eu faço o que você quiser!
Parei por um tempo. Olhei para ela ali, humilhada no tapete da sala. A raiva era imensa, mas o tesão doentio que aquela confissão despertou em mim era como um veneno correndo nas veias.
— Qualquer coisa? — perguntei, olhando-a de cima.
— Sim! Qualquer coisa! Eu sou sua, Adilson, eu faço o que você mandar!
— Então levanta. Agora.
Segurei-a pelo braço com firmeza e a arrastei para o quarto. O trajeto foi curto, mas o clima era de uma sentença de morte. Empurrei-a para cima da cama e fiquei de pé, na frente dela, com as mãos na cintura.
— Você diz que faz qualquer coisa? Então vamos começar pela verdade nua. Tira a roupa. Eu quero que você me mostre exatamente o que aquele animal fez com você.
— Adilson... não... por favor, eu tenho vergonha — ela implorou, tentando se encolher.
— Vergonha você devia ter de dar novamente para o sapateiro enquanto o seu marido trabalha! — gritei, irredutível. — Ou você mostra tudo agora, ou eu saio por aquela porta e você nunca mais me vê. Escolha.
Adriana tremeu. Vi o conflito nos olhos dela, mas o medo de me perder venceu. Com as mãos trêmulas, ela começou a se despir em cima da cama. Quando ficou nua, ela se sentou, abriu as pernas diante de mim.
A visão era brutal. A boceta dela estava de um rosa escuro, quase roxo, visivelmente inchada e sensível ainda. Dava para ver que tinha sido usada sem nenhuma delicadeza.
— Foi só isso que o sapateiro fez? — perguntei, minha voz saindo num rosnado, o pau já latejando sob a calça. — Ele só usou a frente? Porque eu duvido que ele só fez isso.
— Não... — ela sussurrou, soltando um soluço engasgado.
— Então me mostra o que mais ele fez. Agora!
Ela obedeceu. Ficou de quatro na beirada do colchão, mas virou o rosto para frente, encarando a parede porque não tinha coragem de olhar nos meus olhos naquele estado de degradação. Ela levou as mãos às nádegas e as abriu com força para mim. Meu mundo parou naquela imagem.
O cuzinho da minha esposa estava completamente arrombado. A pele em volta estava vermelha, inflamada, e o orifício, que antes era tão fechado e protegido, agora estava visivelmente dilatado, que ainda denunciava a espessura da rola do Ricardo. O sapateiro tinha alargado ela por completo, deixando-a com a marca da sua brutalidade bem diante dos meus olhos.
Eu estava no limite. Ver aquele cuzinho arrombado, aberto e pulsando com a marca de outro homem, destruiu qualquer rastro de cavalheirismo que eu ainda tinha. O ódio e o tesão se fundiram em uma massa bruta. Sem aviso, sem lubrificante e sem um pingo de paciência, eu baixei a calça e empurrei meu pau duro com toda a força naquele buraco maltratado.
— AHHH! ADILSON! — Adriana soltou um grito agudo, enterrando as unhas no lenço. — Para! Tá ardendo... tá machucado!
— Cala a boca! — rosnei, socando com uma violência que eu nunca tinha usado. — O sapateiro teve dó quando te fodeu desse jeito? — Ela ficou muda, apenas soluçando contra o colchão. — Responde, Adriana! — gritei, puxando a cabeça dela para trás pelo cabelo. — Ele teve dó de você?
— Não... ele não teve... — ela confessou, num fio de voz.
— E você reclamou com ele? Pediu pra ele parar?
— Não... eu não reclamei...
Aquelas palavras foram como gasolina na raiva que já estava sentido. Eu comecei a usá-la como a puta que ela provou ser. Cada estocada era um castigo. Eu queria que ela sentisse o peso de um marido traído.
— Então agora você vai aguentar o meu! Se você deu esse rabo pra um estranho, vai dar pra mim sem frescura! Vou te tratar como a vagabunda que você é!
Eu esperava que ela chorasse de dor, mas o que vi me deixou ainda mais puto. Adriana, mesmo sofrendo com a agressividade, começou a gemer de um jeito diferente. Ela enfiou a mão por baixo do corpo e começou a tocar uma siririca frenética enquanto eu a comia por trás.
— Você está gostando, sua vagabunda do caralho? — perguntei, incrédulo. — Eu nunca te tratei assim porque eu te amava, porque você era minha esposa! Mas já que você quer ser usada, eu vou te mostrar que eu também posso ser bruto e um estúpido!
Adriana soltou um gemido longo, vibrante, e eu senti os espasmos do orgasmo dela prendendo meu pau. Ela tinha gozado com a minha raiva e a sua humilhação.
— O sapateiro gozou dentro desse seu cu? — perguntei, saindo de dentro dela com um estalo.
— Não... — ela respondeu, em êxtase, com o rosto enfiado no colchão.
— Onde ele gozou, Adriana? Onde aquele filho da puta descarregou? — Ela não respondeu de imediato. Eu a puxei pelo cabelo com força, obrigando-a a me encarar. — Fala!
— Foi na minha boca... — ela confessou, com os olhos perdidos.
Eu a soltei o cabelo dela. O ódio me cegou. Eu continuei a comê-la por mais alguns minutos, descontando toda a minha frustração naquele cuzinho alargado, até que decidi encerrar o ritual. Saí de dentro dela e apontei para o chão.
— Ajoelha. Agora. Vou encher essa sua boca de porra.
Ela obedeceu. Ajoelhou-se entre minhas pernas, nua, com o olhar submisso. Comecei a me masturbar na frente dela e, em segundos, descarreguei tudo no seu rosto e dentro da sua boca aberta.
— Engole tudo. Não desperdiça uma gota — ordenei.
Ela hesitou, surpresa com o comando, ela nunca engolia, sempre jogava fora, mas dessa vez ela percebeu que não teria escolha, ela fixou os olhos nos meus e engoliu tudo. Limpou o canto da boca e continuou me olhando, esperando o perdão que ela achava que viria com a submissão.
Eu apenas me vesti em silêncio, sentindo um vazio imenso onde antes havia admiração por ela. Peguei uma mala no alto do armário e comecei a jogar minhas roupas dentro, sem critério.
— Adilson? O que você está fazendo? — O desespero na voz dela era real. — Por favor, você disse que se eu fizesse qualquer coisa...
— Eu não disse nada disso, quem disse foi você, eu apenas perguntei se você realmente faria qualquer coisa. — respondi, fechando o zíper da mala. — Eu preciso de um tempo, Adriana. Você me traiu duas vezes, com o mesmo cara, próximo da nossa casa. Eu acabei de te tratar como lixo e você gozou. Eu não conheço a mulher com quem eu me casei.
Ela começou a gritar, a se jogar na minha frente, tentando me impedir de sair.
— Eu te amo! Eu morro sem você! Não vai embora!
— No momento, é o melhor para nós dois — eu disse, afastando-a com cuidado, mas com firmeza. — Adriana, no momento eu não confio em você. E sem confiança, eu não sei se quero continuar.
Saí do apartamento ouvindo o som do choro dela ecoar pelo corredor. Fui para um hotel barato na zona sul, um lugar barulhento que combinava com o caos na minha cabeça. Passei os dias vigiando-a. Eu precisava saber se o sapateiro ia se aproveitar da minha ausência ou se ela iria procurar ele novamente enquanto eu estivesse ausente. Não atendi nenhuma ligação dela, também não atendi de nenhum parente meu ou dela, não iria atender ninguém.
Em uma tarde, vi Adriana passando perto da sapataria. O Ricardo estava lá fora, com aquele sorriso de deboche, ele mexeu com ela, provavelmente chamando-a para mais uma vez. Adriana parou, olhou para ele e, em vez de entrar, começou a chorar e a soluçar alto no meio da calçada. Ela saiu correndo, deixando o sapateiro com cara de idiota, sem entender nada.
Depois de uns 15 dias afastado, vendo que nada aconteceu e vendo ela mau, eu falei que precisávamos conversa, marquei de encontrar ela no apartamento. O apartamento cheirava a tristeza.
— Eu vou ficar — eu disse, quando ela abriu a porta com o rosto visível de choro, olhos inchados. — Mas entenda bem: se houver uma terceira vez, eu nunca mais olho na sua cara. Você vai sumir da minha vida.
Desde que voltamos, nosso casamento nunca mais foi o mesmo. O sexo mudou. Não há mais carinho excessivo ou delicadeza. Eu a trato na cama do jeito que ela provou que gosta e merece: com rispidez, domínio, brutalidade. Ela aceita tudo, silenciosa, tentando reconquistar um respeito que ela mesma jogou no lixo. A sombra do sapateiro sempre está presente entre nós desde então, não sei se vamos conseguir levar a diante esse casamento, mas estamos tentando, estamos ao menos por hora procurando um jeito de conseguir.