Era um dia muito quente e abafado. Branca não aguentava mais o calor naquela cama pequena. O suor descia por sua testa e escorria pelo enorme decote. Sua respiração tornava-se cada vez mais ofegante, enquanto suas pernas se contorciam sem controle numa siririca. A cama rangia sob seu corpo, e gemidos abafados se misturavam ao canto dos pássaros no telhado.
Aquele calor e aqueles gemidos tinham um motivo.
— Aaaan… não vou aguentar… aaaannnn…
De repente, surgiu entre as pequenas camas um boneco de madeira, que subiu apressado para ajudá-la.
— Branca, Branca, estás bem? Ouvi seus gritos…
Ao se aproximar, o boneco ficou paralisado, assustado com o que via. Era algo que ele não conseguia descrever. Era a primeira vez que via aquela visão estranha: algo grande, com uma abertura profunda ao centro, cercada por pelos, que aos seus olhos parecia um monstro gigantesco.
— Pinóquio, você chegou em bom momento. Venha cá, me ajuda…
— Mas… mas… que ajuda, Branca?
— Conte uma mentira.
— Mentira?
— Qualquer coisa.
— Não, mentira é feio. Eu nunca contei nenhuma mentira…
De repente, seu nariz de madeira cresceu.
— Isso, continue… agora vem aqui… bem no meio das minhas pernas… Já viu uma buceta?
— Sim, já vi várias…
De repente, seu nariz cresceu de novo e, dessa vez, entrou inteiro dentro da buceta de Branca. Ela soltou um gemido ao sentir aquele nariz de madeira penetrar nela.
— Isso… agora quero que conte uma verdade e uma mentira…
— Eu… eu e meu nariz já entramos em várias bucetas de princesas nesses reinos. Sou conhecido como o Nariz Fodedor! — o nariz dele começou a crescer. — Na verdade, eu sou virgem, é a primeira vez que vejo uma buceta de perto… — de repente, o nariz começou a diminuir.
E assim foi o dia todo: crescendo e diminuindo, entrando e saindo dentro da buceta de Branca de Neve, até finalmente gozar e se satisfazer. Pinóquio ficou tonto, com o nariz cheirando a buceta por um tempo.
— Foi a melhor sensação que tive nos últimos tempos… eu não imaginava que pudesse ser tão intenso. Minha madrasta nunca permitia esse tipo de coisa, mas agora que estou longe do castelo, que se foda-se tudo. Finalmente estou descobrindo os prazeres do meu próprio corpo…
— Que bom, princesa. Fico feliz por ter ajudado a senhorita — disse ele, limpando o nariz no lençol.
— Pinóquio, você já se masturbou?
— Princesa, eu sou feito de madeira. Não sinto o que os humanos sentem.
— Deve ser triste viver sem sentir prazer algum. A vida acaba ficando mais chata, mais insuportável.
— Pelo contrário, princesa. Eu me sinto feliz ao satisfazer os prazeres dos humanos, ainda mais os da minha princesa.
— Você e essa mania de me chamar de princesa…
— Desde o dia em que a senhorita me salvou das mãos daqueles bandidos, eu serei sempre grato, minha princesa. Ainda mais por me deixar ficar aqui com você. Me deu abrigo.
— Está ouvindo essa cantoria?
— Devem ser os pássaros no telhado…
— Não… esse canto parece de trabalhadores voltando para casa depois de um longo dia… Ah, meu Deus, agora lembrei… preciso arrumar a casa e fazer a comida. Me ajuda, Pinóquio, rápido…
Enquanto isso lá fora se ouvia a cantoria:
"Eu vou, eu vou,
pra casa agora eu vou,
pararatimbum, pararatimbum,
eu vou, eu vou, eu vou!
Eu vou!
Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou,
pararatimbum, pararatimbum,
eu vou, eu vou!"
A porta se abriu de supetão, e os anões entraram fazendo uma algazarra danada. Botas sujas de lama marcaram o chão, ferramentas, capacetes e casacos largados pelos cantos. Chegaram à cozinha morrendo de fome e, ao entrarem, viram a mesa já posta, cheia de comida.
— Estou morrendo de fome! — disseram, pulando sobre a mesa e devorando tudo com as mãos, derrubando migalhas e virando copos.
— Podem se servir… mas vão com calma, a comida não vai fugir.
Um dos anões deu um tapa na bunda de Branca.
— Estava com saudade desse traseiro quente e macio.
— Quer repetir? Tem mais comida na panela.
— Hum… prefiro outro tipo de comida.
— Meu marido não está cansado? Trabalhou muito hoje. Não quero te cansar também.
— Me fazer cansar? — ele riu alto, exibindo as mãos grandes e calejadas. — Olha esses calos, isso é de ferro e pedra todo santo dia na mina. Cansaço não me vence fácil.
— Está bem… meu marido é quem manda… — disse ela num tom resignado.
Branca ergueu o vestido azul com calma, apoiou-se na mesa ainda desarrumada, entre pratos vazios e migalhas, e se inclinou para a frente derrubando os pratos no chão com sua enorme tetas.
O anão subiu no pequeno banco e alcançou o enorme traseiro de Branca. Segurou firme aquela carne macia e quente. Abriu com as duas mãos e avistou aquele enorme cu piscando.
— Irei precisar de ajuda de vocês… esse rabo é tão grande que meu cacete não alcança.
Os outros anões ajudaram. Ele subiu entre os ombros deles até finalmente alcançar e penetrar dentro dela.
— Ah… ain… que gostoso, amor… sua pica é tão grande, tão grande que está me machucando… ain, para, amor, meu cuzinho não aguenta uma rola tão enorme e grossa como a sua. A sua rola é tão grande, mais tão grande que é capaz de cutucar o meu coração com a cabeça… ain, ainnn, amor… aaaaaaahhhhh…
— Branca, BRANCA!!!
— Ah? O que aconteceu? — disse ela, virando a cabeça para trás e vendo ele caindo exausto, sendo abanado.
— Eu já gozei faz cinco minutos… — disse ele, tentando recuperar o fôlego.
— Ah, já? Nem percebi, amorzinho. Que bom que está satisfeito… Já é tarde, todos para a cama, hora de dormir!
Todos foram para a cama. Um dos anões percebeu que sua cama estava fora do lugar.
— De novo… sempre a minha cama está fora do lugar. Veja só, estou achando que vai quebrar; a madeira parece podre. Estranho, eu acabei de arrumar essa cama semana passada. Branca, você está dormindo na minha cama de novo? Sabe muito bem que essa cama não suporta o seu peso.
— Sou culpada, amorzinho. Eu gosto de tirar um soninho. Sua cama é tão gostosa e macia.
— Vou ter que preparar uma cama só para você. Mas, para isso, vou precisar de muita madeira. Você é tão enorme que sua cama não vai caber aqui dentro.
— Vemos isso depois. Agora, já para a cama.
Um por um, ela foi dar beijo de boa‑noite.
— Beijo, meu marido número um… beijo, meu marido número dois… número três… quatro, cinco, seis… e beijo, meu marido número sete. Dormem com as fadas e tenham bons sonhos.
— Boa noite, minha esposa! — disseram os sete anões.
As tochas foram apagadas, e eles dormiram como pedra.