A ordem de Ayandara foi um gatilho.
— Rasga, Malik...
Não precisei ouvir duas vezes. Avancei como um predador faminto. Minha boca encontrou o tecido delicado da renda preta, bem no centro, onde a umidade dela já tinha transformado o material em algo translúcido e pegajoso.
Mordi.
Senti a resistência da renda nos meus dentes, o som do tecido se rompendo, rrraassggg, misturado ao gemido rouco que escapou da garganta dela. O gosto do tecido sintético se misturou imediatamente com o sabor salgado e doce da minha mulher.
Não parei.
Com o buraco aberto, enfiei a língua. Senti a textura áspera da renda rasgada roçando no meu rosto, os pelos fartos dela fazendo cócegas no meu nariz, e a carne quente e exposta da buceta dela me recebendo.
Chupei.
Foi um ataque feroz. Minha língua invadiu o canal dela sem pedir licença, sem hesitar, fodendo a buceta dela com uma voracidade que eu não sabia que tinha.
Com os dedos das duas mãos, afastei as bordas do buraco que fiz, abrindo caminho para aprofundar minha língua, explorando cada dobra, cada canto daquele abismo úmido.
Meus olhos, porém, não fecharam. Ficaram abertos, fixos nela.
Eu observava a fêmea indomável se desfazer. Ayandara gemia alto, a cabeça jogada para trás, o corpo estremecendo e se movendo na poltrona como uma cobra hipnotizada. Seus lábios carnudos estavam entreabertos, deixando escapar os sons que ela teve que reprimir na casa dela por causa do filho.
Aqui, não havia criança. Aqui, a fêmea estava liberta.
Ela estava no limite. O corpo dela arqueou, os dedos cravando no estofado da poltrona, pronta para explodir em êxtase na minha boca.
Foi quando eu parei.
Maliciosamente, tirei a boca e me afastei milímetros. O gemido dela morreu num suspiro frustrado. Ela abriu os olhos, turvos de tesão, e encontrou os meus, límpidos e desafiadores.
— Ainda não — sussurrei.
Levantei-me num movimento rápido. Minha calça já estava aberta, mas agora eu a chutei para longe. Libertei meu pau, que pulsava furioso, a cabeça roxa e inchada vertendo gotas de pré-gozo que brilhavam na luz da sala.
Com mãos firmes, agarrei a cintura dela e a puxei da poltrona para o tapete felpudo da sala. Não houve delicadeza. Caímos juntos, o impacto abafado pelo tecido macio.
Beijei a boca dela com urgência, devorando o grito de protesto que ela ia soltar. Nossos sexos se encontraram. A buceta dela, encharcada e aberta, tocou a cabeça do meu pau.
Apenas o toque. Apenas a fricção da pele quente e úmida.
Isso foi o suficiente.
Ayandara explodiu. O corpo dela convulsionou nos meus braços, um orgasmo violento que veio sem penetração, apenas com a promessa do que estava por vir. Ela tremeu, a buceta contraindo e expulsando fluidos, desfeita em gozo antes mesmo de ser tomada.
— Me tome... — ela ordenou, a voz falhando, os olhos revirando. — Agora, Malik!
Não esperei.
Soquei meu pau nela de uma única vez. Fundo. Até a base.
O diafragma de Ayandara expulsou todo o ar num grito abafado contra o meu ombro.
O corpo dela, já em descontrole, não respondia mais à Rainha racional, mas ao toque brutal do seu homem. A buceta dela envolveu meu pau como uma luva apertada e quente, massageando, sugando, apertando.
As ondas de choque a cada socada reverberavam nos nossos ossos. Nossas peles suadas estalavam ao se chocar. Meus olhos fitavam os dela, beijando a alma dela enquanto eu fodia o corpo.
Mas nada daquilo era suficiente.
A sala parecia pequena para o tamanho do nosso desejo.
Eu precisava ver. Eu precisava que ela visse.
Tomado por um êxtase puro, parei as estocadas por um segundo. Olhei nos olhos dela, selvagens e dilatados. Subi minha mão pelas costas suadas dela, segurei seu cabelo com firmeza, puxando a cabeça dela para trás. Minha outra mão apertou a cintura dela com posse.
— Levanta — rosnei.
Levantei Ayandara apressadamente, tropeçando em roupas e tapetes, e a levei até o grande espelho que cobria a parede da sala de jantar.
Virei-a de costas para mim.
— Olha — ordenei, forçando-a a encarar o próprio reflexo enquanto eu entrava nela de novo, fundo e sem piedade.
A imagem no espelho era brutal. A Rainha nua, descabelada, com os lábios inchados e a buceta escorrendo, sendo tomada por trás.
Soquei nela com força, vendo os olhos dela no reflexo se arregalarem e a boca se abrir num gemido mudo. Aproximei meus lábios do ouvido dela e decretei:
— Olha agora, quem é seu homem.
E ali, diante da nossa própria imagem, eu fodi minha Deusa até que o espelho embaçasse com o calor dos nossos corpos.