Em uma galáxia distante, onde as estrelas parecem pulsar no mesmo ritmo do coração, existe um mundo chamado Andros.Um planeta inteiro habitado apenas por homens.
Todos gerados em úteros artificiais de cristal, cada corpo desenhado para ser perfeito, desejável e insaciável.Não há vergonha.
Não há tabus.
Não há “não”.O sexo é ar que se respira.
É conversa de elevador.
É cumprimento de boa noite.
É a forma mais natural de dizer “eu te vejo, eu te quero”.Andros é lindo.
Oceanos turquesa se espalham entre florestas densas e luminosas.
Cidades futuristas de vidro e luz flutuam sobre lagos espelhados, enquanto vilarejos charmosos de pedra e madeira se aninham entre montanhas cobertas de névoa.
Não existe pobreza extrema, nem desigualdade que machuque.
Alguns homens vivem em coberturas de vidro no coração das metrópoles, outros escolhem casas acolhedoras nas cidades menores, com varandas viradas para o mar ou para as estrelas.Todos compartilham a mesma liberdade: o corpo é templo, o prazer é religião, o desejo é lei.A sociedade se organiza por funções — engenheiros que constroem naves, cientistas que descobrem novos orgasmos, médicos que prolongam o prazer, construtores que erguem palácios de luxo —, mas o que une todos é o prazer compartilhado.As festas e bailes do sexo são o coração pulsante do planeta.Nas noites quentes das grandes cidades, os salões flutuantes se abrem ao céu estrelado.
Corpos nus ou quase nus dançam sob luzes que mudam de cor conforme o ritmo dos gemidos coletivos.
Um homem alto, pele bronzeada e músculos definidos, segura outro pela nuca e o beija profundamente enquanto uma terceira mão desce para acariciar seu pau já duro, escorregadio de lubrificante.
Ao lado, dois homens se entrelaçam em pé, um penetrando o outro devagar, ritmado pela música, enquanto um terceiro se ajoelha e chupa as bolas do que está sendo fodido, língua explorando cada centímetro.Não há fila.
Não há espera.
Basta um olhar, um toque, um sussurro.Em um canto, um círculo se forma: cinco homens de joelhos ao redor de um Doador de pele clara e mamilos grandes, rosados e sensíveis.
Eles chupam, lambem, mordem de leve, alternando, enquanto o Doador goza pela primeira vez, jatos grossos espirrando nos rostos e peitos ao redor.
Ninguém para.
Eles continuam, bocas famintas, até que ele goze de novo — e de novo —, enchendo bocas, peitos, barrigas.Nos templos menores, em cidades charmosas, o prazer é mais íntimo, mas não menos intenso.
Salas de mármore com almofadas macias, luzes suaves, incenso doce.
Um homem deitado de costas, pernas abertas, enquanto outro o penetra devagar, beijando seu pescoço, sussurrando o quanto ama sentir ele apertar ao redor do pau.
Um terceiro se junta, lambendo os mamilos endurecidos, sugando com força, enquanto um quarto acaricia as bolas pesadas, rolando-as entre os dedos.Não há pressa.
O orgasmo pode durar minutos, horas.
Goze uma vez, continue.
Goze de novo, continue.
Corpos suados se entrelaçam, gemidos se misturam à música suave, sêmen escorre por coxas, peitos, costas — e ninguém limpa, porque o cheiro, o gosto, a sensação de estar marcado é parte do prazer.Nos templos maiores, as orgias são coletivas.
Dezenas de homens em um salão circular, mãos, bocas, paus, bundas, tudo em movimento constante.
Um homem é penetrado por dois ao mesmo tempo, gemendo alto enquanto outro chupa seu pau e um quinto lambe suas bolas.
Outro grupo forma uma corrente: cada um fodendo o da frente, bocas se encontrando, línguas se entrelaçando, gozos simultâneos explodindo em ondas.Em Andros, o prazer não pede permissão.
Ele simplesmente acontece.
Sempre.
