Cap. 04: À flor da pele - O quarto proibido.

Da série À flor da pele.
Um conto erótico de Gustavo Prado Torres
Categoria: Heterossexual
Contém 2453 palavras
Data: 05/03/2026 14:49:50

Marina acordou nua, nos braços de Gustavo, ainda sob o efeito da noite anterior. Era impressionante como, em tão pouco tempo, eles tinham experimentado tanta coisa nova. O exibicionismo em público, o flerte com outro homem, a troca de fotos, o domínio que exercia sobre o marido. E como tudo isso a deixava completamente excitada. E era só o começo.

Olhou o celular; uma última mensagem sem ler do rapaz do bar dando boa noite e alguma outra cantada barata... agora não parecia tão interessante.

Olhou para o lado e Gustavo dormia um sono leve. Marina sentiu sua buceta umedecer. Tocou com a ponta dos dedos no pau ainda flácido do marido, que imediatamente começou a reagir. Trocou a ponta dos dedos pela língua e passou a sentir endurecer em sua boca. Até finalmente engoli-lo completamente. Sentia o gosto do gozo do dia anterior. Seu e dele. Gustavo acordou surpreso.

— Vou querer um despertador desse lá em casa — brincou.

Marina nada respondeu, apenas intensificou a chupada. Babando, colocando todo o pau dele na boca. Massageando suas bolas. Quando percebeu que Gustavo não iria mais aguentar, soltou a frase derradeira:

— Goza na minha boca, goza.

Gustavo gozou de forma farta e, mais uma vez, se surpreendeu com Marina engolindo toda sua porra. Com um sorriso no rosto, Marina beijou a barriga dele, o peito, o pescoço, até finalizar com um beijo intenso na boca, compartilhando gostos e sabores.

Sentir o gosto de si mesmo na boca dela o deixou vulnerável, desarmado e ainda mais submisso ao controle de Marina.

Ele adorou.

— Vamos perder o café da manhã assim — falou, quase sussurrando em seu ouvido.

O restaurante do hotel era amplo e de frente para o mar. Mesas espalhadas, som de talheres, risadas, o cheiro de café fresco misturado com protetor solar. Corpos bronzeados cruzavam o salão de biquíni e sunga como se fossem uma extensão da praia.

Marina caminhava à frente de Gustavo.

Biquíni novo. Preto. Minimalista. Não vulgar. Mas menor que os que costumava usar.

O tecido marcava mais do que escondia. A saída de praia transparente era só um detalhe.

Ela sentou-se de frente para o salão. Não por acaso.

Gustavo percebeu.

— Você escolheu essa mesa estrategicamente?

Ela fingiu inocência enquanto passava manteiga no pão.

— Gosto da vista.

Ele sorriu.

— Da vista ou dos olhares?

Marina ergueu os olhos lentamente.

— Dos dois.

Ela já sentia. Homens olhando. Algumas mulheres também.

Antes aquilo a deixaria desconfortável. Agora… aquecia.

Inclinou-se sobre a mesa para pegar a jarra de suco, consciente da postura. Consciente da curva formada pelo biquíni. Voltou ao lugar.

— Acho que me arrependi… — disse casualmente.

— Do quê?

— Poderia ter comprado um biquíni menor.

Gustavo riu baixo.

— Menor que isso?

Ela apoiou o queixo na mão.

— Vai que eu resolvo fazer uma marquinha… — pausa leve — …e precise mandar foto depois.

Ela engoliu o café, dando uma piscada para o marido.

O celular vibrou sobre a mesa.

Ambos olharam. Ela virou a tela para si.

Mensagem dele.

“Bom dia… acordei pensando na foto de ontem.”

Marina mordeu o lábio.

— Ele está animado.

— Está achando que está conquistando você — comentou Gustavo.

Ela digitou.

“Bom dia… estou indo para a praia agora. Talvez você ganhe uma melhor hoje.”

Imediatamente a resposta:

"Tenho um passeio de barco agendado para hoje. Quem sabe depois não lhe encontro 'ocasionalmente' na praia. Mas fiquei curioso para ver como você fica de marquinha de biquíni."

Marina leu em voz alta.

— Quem sabe... — ela digitou de volta.

E sem esperar resposta, bloqueou a tela do celular e o colocou de cabeça para baixo sobre a mesa, encerrando o assunto.

Seguiram com o café entre risadas e pequenos toques sob a mesa.

O dia era de praia. Um Beach Club famoso e bem frequentado próximo ao hotel.

Vento salgado. Sol alto. Música animada.

Gustavo sentou-se em uma espreguiçadeira próximo ao mar. Marina quis dar um mergulho para refrescar antes de sentar-se. Ambos sabiam que, na verdade, ela só queria ser vista.

Gustavo observava com orgulho.

Sempre sonhou em ver sua esposa assim: segura e livre.

Ela deu um breve mergulho e voltou.

Sentou-se, colocou seus óculos escuros e relaxou, ouvindo o barulho do mar e sentindo o sol esquentar sua pele.

— Você quase parou a praia com seu desfile até o mar — brincou Gustavo.

— Foi, nem percebi — Marina devolveu com um sorriso no rosto.

Gustavo apontou com a cabeça para um grupo de jovens jogando bola na areia: — Aqueles ali só faltaram quebrar o pescoço pra lhe olhar.

— Muito novinhos. E aquele ali, não olhou, não? — Marina apontou para um moreno, forte, de sunga, costas largas e tatuagem nos braços.

— Não observei... mas, pelo visto, você queria que tivesse olhado, né? Acho que você está pegando gosto por malhados tatuados, né?

— Talvez eu sempre tenha gostado… Mas, olhando-o de frente... acho que prefiro o nosso tatuado de ontem... Este tem braços grandes. Nosso amigo do barzinho tinha outras coisas grandes além do braço.

Os dois caíram na risada.

Ouvir a esposa comparar o pau de outro homem com tamanha naturalidade fez o estômago de Gustavo dar um salto de excitação. Ele estava vivendo o que sempre sonhou.

— Quer avisar ao nosso amigo em que praia estamos para vocês se encontrarem ocasionalmente? — perguntou Gustavo, dando liberdade e poder à sua esposa.

— Não. A manhã é nossa — respondeu Marina, piscando para o marido. — Mas acho que uma mensagem ele merece, né... — continuou.

Pegou o celular.

Posicionou o aparelho na altura do colo.

Foto simples. Sentada. Mar ao fundo. A marquinha começando a aparecer.

Legenda:

“Talvez eu esteja ficando com uma marquinha… você gosta?”

Enviou.

Guardou o celular antes que a resposta chegasse.

Gustavo observava tudo.

— Você está ficando ousada.

Ela sorriu, recebendo o segundo drink do garçom.

— E você está adorando.

O telefone vibrou.

Ela mostrou para Gustavo.

“Você fica bonita até sob o sol. Queria estar aí para ver de perto.”

Marina inclinou-se para ele.

— Ele acha que é pra ele.

— E não é? — Gustavo provocou.

Ela passou o dedo lentamente pelo queixo dele:

— Tudo é pra você, maridinho.

Aquela palavra sussurrada com aquele tom doce e dominador fez a respiração de Gustavo mudar de ritmo instantaneamente. O olhar entre eles deixou de ser de um casal relaxando na praia e voltou a ser o do jogo.

E naquele momento, ele sentiu que era verdade.

Eles voltaram da praia ainda com sal na pele.

O sol já descia quando decidiram ficar mais um pouco na piscina do hotel. O movimento já havia reduzido. Aos poucos, os hóspedes começavam a subir para se arrumar para o jantar.

Marina estava sentada na borda, os pés dentro d’água, enquanto Gustavo nadava preguiçosamente.

Foi então que ela reparou nele.

Um homem ainda dentro da piscina, mais ao fundo. Sozinho. Apoiado na borda. Observando o entorno com calma demais.

— Acho que ele não queria ir embora — comentou casualmente.

Gustavo olhou discretamente.

— Persistente.

Ela não disse mais nada.

Mas notou quando ele saiu da água.

Notou que pegou a toalha devagar.

Notou que, antes de ir embora, passou ao seu lado lentamente. Olhou diretamente para ela. Ela sustentou o olhar. Ele seguiu.

Quando a piscina ficou quase vazia, Marina levantou-se.

— Vamos dar uma volta antes de subir?

Caminharam pela área lateral do hotel. A luz agora era mais baixa. O silêncio, maior.

Foi quando encontraram o corredor ao lado do spa e o pequeno vestiário envidraçado, parcialmente protegido, mas visível sob certo ângulo da área externa.

Gustavo olhou para o vestiário… olhou para Marina… olhou para os lados…

— Acho que o destino está nos ajudando. O desafio do quarto proibido…

Marina, já levemente alta pelas caipirinhas do dia, concordou: — Bem, se é do destino, acho que temos que aproveitar.

Entraram.

A porta não trancava completamente. O vidro permitia reflexos.

Foram para o canto. Conseguiriam ver se alguém passasse, mas dificilmente conseguiriam disfarçar a situação.

Mas isso não importava.

O beijo começou intenso, urgente, carregado do dia inteiro de tensão acumulada.

Gustavo a encostou na parede fria. As mãos exploravam sob o tecido ainda úmido do biquíni. Um seio exposto. Gustavo chupava avidamente enquanto dedilhava a buceta da esposa.

Ainda de costas para a parede, Gustavo girou a esposa de costas para si, abaixou-se, inclinou o corpo dela para a frente, afastou a calcinha para o lado e iniciou uma chupada profunda. Ela adorava ser chupada daquele jeito. A língua dele penetrava fundo em sua buceta, depois percorria até o cu de Marina, fazendo-a delirar de olhos fechados.

Até que os olhos se abriram. Marina viu movimento pelo reflexo. Uma sombra atrás da divisória que dava para o spa. Ela se deu conta de que conseguiam ver a entrada do vestiário, mas haviam esquecido de ver se já tinha alguém dentro do spa.

Passado o susto inicial, ela forçou a vista enquanto Gustavo seguia em seu trabalho.

Era ele.

O homem da piscina.

No início, ele tentou parecer discreto, escondido na sombra.

Mas os olhos estavam ali.

Nela.

Marina sentiu um arrepio subir pela coluna.

Ela poderia se afastar.

Em vez disso, rebolou na cara do marido e olhou fixamente para o visitante.

— Está gostoso? Aproveite! — O tom de voz de Marina era alto o suficiente para ser ouvido da entrada. Não foi só a fala. Marina retirou o sutiã do biquíni, ficando completamente exposta.

— Está uma delícia, minha gostosa — respondeu Gustavo, um dos ouvintes daquela frase de Marina.

O homem também respondeu. Mas de outro jeito. Saiu levemente da sombra. Encarou-a diretamente. Colocou o pau pra fora e iniciou uma punheta lenta. Era um pau não muito grande, mas extremamente grosso. Ele mal conseguia fechar a mão durante a punheta.

Gustavo não havia sido o primeiro homem de Marina. Mas certamente, nos últimos 10 anos, era a primeira vez que via um pau ao vivo que não era o do próprio marido.

E gostava do que via.

Marina encarava.

Sem sorrir.

Sem acenar.

Sem desviar.

Apenas permitindo que ele entendesse que estava sendo visto.

A postura dele mudou.

De discreto, passou a confiante.

Aproximou-se alguns passos.

Ela mergulhou as mãos nos cabelos de Gustavo e puxou de leve, interrompendo a chupada dele.

— Levanta… — sussurrou, em um tom que não admitia recusa.

Gustavo obedeceu na hora. Marina não deu tempo para ele pensar. Girou o próprio corpo, apoiando as mãos espalmadas no vidro frio do vestiário, empinando a bunda e oferecendo-se de costas para ele. E de frente para o homem que assistia do lado de fora.

— Me fode… forte… — ela ordenou para Gustavo. Mas olhando para o homem.

Ele não entendeu completamente o motivo da intensidade na voz dela, mas obedeceu.

Gustavo a invadiu. A cada estocada, Marina mantinha os olhos cravados no homem que se punhetava diretamente para ela. Ele também se exibia. Ela conduzia a cena.

Marina sentiu a respiração de Gustavo falhar no seu pescoço. Ele estava no limite. Mas ela não queria que acabasse ali. Ela queria dar o golpe final de domínio.

— Para — ela ordenou, ofegante, impondo as mãos sobre as dele.

Gustavo congelou na hora, submisso à vontade dela.

Marina se desvencilhou dele, virou-se e o empurrou suavemente até que as costas de Gustavo batessem contra a parede do vestiário. Ela o olhou de cima a baixo com um sorriso de poder absoluto. Então, devagar, desceu pelas pernas dele até ficar de joelhos.

Ela não olhou para Gustavo. Virou o rosto lateralmente, sustentando o olhar do homem do lado de fora mais uma vez. O recado era claro: veja o que eu faço com o meu marido.

— Goza pra mim… — ela murmurou.

O homem ouviu.

Marina sabia que ouviu.

O instante que se seguiu foi quase sincronizado.

Gustavo preencheu a boca de Marina, no exato momento em que o homem do lado de fora gozou fartamente no chão.

Marina viu.

Viu o instante preciso.

E não desviou, mesmo enquanto engolia a porra do marido.

O homem demorou alguns segundos para se recompor. Depois, se afastou rapidamente, olhando para os lados.

E desapareceu.

Enquanto se recompunham, Gustavo percebeu que algo estava diferente.

— Você estava… intensa.

Ela sorriu.

— É? Acho que gosto mesmo de ser observada.

Gustavo parou.

— Como assim?

— Tínhamos plateia… O homem da piscina.

Silêncio.

— Ele viu tudo.

— E você deixou?

Marina sustentou o olhar.

— Eu queria que ele visse.

A revelação não tinha culpa.

Tinha descoberta.

Passado o susto inicial, Gustavo começou a entrar no jogo: — Será que ele gostou do que viu?

Marina deu um sorriso suave: — Posso provar que sim. Quer ver?

Gustavo ficou sem entender quando foi guiado pelas mãos até o ponto onde o homem estivera parado.

Uma poça de porra acumulada no piso frio.

— Ele gozou aqui — constatou Gustavo. — E você viu tudo?

Marina assentiu com a cabeça, mantendo um sorriso triunfante.

— Então viu o pau dele… e gostou do que viu? — encarou Gustavo.

— Adorei, meu maridinho. Ele gozou para sua esposa.

No chão, próximo à parede, havia um cartão.

Marina abaixou-se e pegou.

Quarto 402.

E uma frase escrita à mão:

“Hoje é minha última noite no hotel. Estou sozinho.”

Gustavo sentiu o impacto daquilo.

Marina riu. — Acho que ele quer mais…

Ela dobrou o cartão sem dizer nada.

No caminho até o elevador, nada foi dito. O cheiro de sexo era perceptível.

A espera pelo elevador foi interminável.

Eles entraram.

Ela apertou o quarto andar, olhando diretamente nos olhos do marido.

O quarto deles era no quinto.

O elevador parou.

O quarto 402 era exatamente na frente do elevador.

Marina saiu na frente ordenando: — Espere. Segure o elevador.

Gustavo, curioso, obedeceu.

Marina aproximou-se da porta. Corredor vazio.

O som de uma música relaxante vinha do apartamento. Ele estava esperando por ela.

Marina parou diante da porta. A mão dela pairou sobre a maçaneta. Gustavo, segurando a porta do elevador, prendeu a respiração. Ela vai bater? Ela vai entrar? O coração dele disparou com o peso do que aquilo significaria.

Em vez de bater, Marina deslizou os dedos pela calcinha do biquíni, pressionando o tecido contra sua buceta ainda molhada pela excitação.

Olhou fundo nos olhos do marido, lendo perfeitamente o desespero e o tesão no rosto dele.

Retirou lentamente a peça e a pendurou na maçaneta.

Agora ela estava apenas com a parte de cima do biquíni e uma saída de praia transparente, revelando sua nudez.

— Acho que ele merece mais uma lembrança.

Sem bater.

Sem tocar a campainha.

Sem esperar resposta.

Uma provocação silenciosa.

No quarto deles, a atmosfera era outra.

Mais densa.

Mais madura.

— Ele acha que estava participando — disse Gustavo com um leve sorriso.

Marina aproximou-se devagar.

— Ele só estava assistindo.

Pausa.

— Quem decide sou eu.

E naquela noite, pela primeira vez, Gustavo percebeu que o jogo não era mais apenas fantasia dele.

Marina tinha descoberto o próprio poder.

E estava gostando.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 3 estrelas.
Incentive GustavoPradoTorres a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil genérica

Conto tesudo, o cacetão parece que vai estourar, tá babando igual cachorro doido, pensando nessa putinha na minha frente, e o corno olhando.

Mande algumas fotos da sua putinha que está doida pra levar ferro.

jlprodutor@hotmail.com

0 0