O Despertar de Andra: Capítulo 10 - O Coquetel de Vênus

Da série Slave andrea
Um conto erótico de Andrea
Categoria: Trans
Contém 717 palavras
Data: 05/03/2026 09:53:10

A manhã de segunda-feira chegou com a agressividade de uma ressaca física. O despertador tocou às 6h, mas eu já estava acordado, ou melhor, a Andrea já estava desperta dentro de mim. O corpo doía em lugares que eu nem sabia que existiam. A gaiola plana de metal, agora limpa mas ainda apertada, parecia ter se tornado parte da minha anatomia. Ao me levantar, o desconforto da penetração de ontem à tarde me fez caminhar de forma hesitante até o banheiro.

Olhei-me no espelho. O batom vermelho fora removido, mas meus lábios pareciam mais inchados. Chegou a hora de me preparar para o treino. Abri a gaveta de roupas esportivas e, ignorando as peças mais discretas, escolhi um shorts de lycra rosa-chiclete, de cintura alta e com aquela costura "empina bumbum" que Valquíria tanto apreciava. Ele era extremamente curto, deixando minhas pernas — que apesar de eu ser baixo, eram proporcionalmente longas — totalmente à mostra. Depiladas, sedosas e agora mais volumosas pelo treinamento intenso, elas brilhavam sob a luz do quarto. Para completar, coloquei uma tiara preta delicada para segurar meus cachos, um toque inegavelmente feminino que emoldurava meu rosto suado.

Às 7h em ponto, Ricardo estava na minha porta. Ele não sorriu, mas seus olhos brilharam ao ver o traje. — Bom dia, Andrea. Vejo que hoje você decidiu vir pronta para trabalhar o que realmente importa.

Fomos para a academia. O treino de glúteos foi impiedoso. A cada agachamento sumô e a cada elevação pélvica, eu sentia a lycra rosa esticar ao limite, desenhando as curvas que o Ricardo vinha esculpindo sob as ordens de Valquíria. — Mais baixo, Andrea! — ele gritava. — Se você quer sustentar o que a Dona planejou, precisa de base.

O suor fazia a tiara preta escorregar levemente, e a consciência de ser chamado pelo meu nome feminino em público, enquanto exibia minhas coxas grossas e lisas, era uma mistura de humilhação e prazer que me deixava tonto.

À tarde, o expediente no escritório foi interrompido. Valquíria apareceu na minha sala às 14h. — Pegue suas coisas, Andrea. Temos uma consulta.

Ela me levou a um prédio clínico discreto e luxuoso. O médico, um homem de meia-idade que tratava Valquíria com extrema deferência, mal olhou para o meu rosto; ele focou nos meus exames de sangue e na minha estrutura física. Após uma breve conversa sobre "ajustes estéticos e hormonais", saímos de lá com uma receita que parecia um testamento de liberdade para a Andrea.

Fomos direto à farmácia de manipulação. Valquíria comprou uma caixa de bloqueadores de testosterona de uso diário e um frasco para aplicação injetável. No estacionamento, dentro do carro, ela abriu a embalagem. — Não vamos esperar chegar em casa. Quero que isso comece a correr nas suas veias agora.

Ela mesma preparou a seringa com uma habilidade fria. — Baixe a calça, Andrea. De bruços.

Ali mesmo, no banco do passageiro do SUV, senti a picada aguda na minha nádega esquerda. O líquido viscoso entrou lentamente, trazendo uma sensação de queimação que se espalhou pelo meu quadril. Foi a minha primeira dose injetável de estrogênio. Logo em seguida, ela me fez engolir o primeiro comprimido bloqueador.

— A partir de hoje, o André morre um pouco a cada manhã — ela sussurrou, acariciando o local da aplicação. — Sua testosterona será silenciada. Sua pele vai ficar ainda mais macia, seus seios vão começar a brotar e sua mente... ah, sua mente vai se tornar tão dócil quanto eu sempre desejei.

O trajeto de volta para casa foi silencioso. Eu sentia o local da injeção latejar, um lembrete físico de que o processo químico de transformação havia começado oficialmente. Eu não era mais apenas um homem brincando de se vestir; eu era um organismo sendo reprogramado pela vontade de Valquíria.

Ao me deixar na porta de casa, ela me olhou com um brilho sádico. — Amanhã você toma o próximo comprimido em jejum. E na sexta-feira, na festa da Câmara de Comércio, quero que o mundo veja o início dessa floração. Prepare-se, Andrea. Você nunca mais sentirá a força de um homem novamente.

Entrei no meu apartamento e desabei na cama. O formigamento nos mamilos e a dormência nas pernas pareciam sinais de que a "química de Vênus" já estava trabalhando. O que restaria do André quando chegasse a hora de enfrentar os outros executivos na sexta-feira?

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Foto de perfil de Sayuri MendesSayuri MendesContos: 81Seguidores: 66Seguindo: 4Mensagem uma pessoa hoje sem genero, estou terminando medicina e resolvi contar a minha vida e como cheguei aqui, me tornei que sou depois de minhas experiencias, um ser simplismente inrrotulavel

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