Um Desejo Atendido

Um conto erótico de SrtaAllegra
Categoria: Sadomasoquismo
Contém 1380 palavras
Data: 01/03/2026 13:52:38

Olho o relógio e já passa da hora marcada. Estou atrasada, ele vai me matar dessa vez. Mas as meninas insistiram para tomarmos algo e eu não pude negar. Deveria ter avisado. Dei de ombros, abrindo um sorriso daqueles de quem está com a cabeça entre a lucidez e a bebedeira… mas o celular dele estava desligado. Será que ele saiu também com os amigos? Amanhã eu ligo pedindo desculpas.

Entro no meu apê e, para minha surpresa, vejo um par de sapatos masculinos no meio da sala. Meu coração acelera num ritmo alucinado: meu anjo está aqui. Engraçado, pois o apartamento está em um silêncio profundo. Vou em direção ao meu quarto e o vejo estirado na minha cama, somente de cueca, uma mão atrás da cabeça e a outra sobre o peito. Fico admirando sua beleza. Com 1,80 — na verdade 1,79, mas ele adora arredondar — cabelos castanhos, boca carnuda e os olhos mais lindos que já vi. Ele é um pedaço de mau caminho.

Meu olhar para em seu peito. Automaticamente me vem aquele desejo tão conhecido, mas toda vez que toco no assunto ele desconversa. Ele parece mais jovem dormindo, parece um anjinho. Meu anjo… e completamente indefeso. Sim, completamente. Minha mente começa a arquitetar um plano. Mas será que tenho coragem de ir até o final?

Bem devagar, para não acordá-lo, preparo tudo. Tomo meu delicioso banho, coloco minha camisola rosa, altamente transparente, e procuro pelo apê o que preciso. Olho novamente: está tudo aqui. Agora é colocar em prática e acordar o dorminhoco, pedindo carinhosamente. Duvido que ele me negue.

Deito-me em seu peito e, como uma gatinha, passo meu rosto sobre seu peito peludo. Desço meus dedos até o abdômen, indo em direção ao membro. Mesmo dormindo, seu corpo reage ao meu toque. Um sorriso matreiro aflora em meus lábios: meu plano está começando muito bem. Dou um beijo naquele peito e o seguro entre minha mão. Ele começa a despertar, percebendo que o estou excitando, e retribui meu sorriso.

— Como é gostoso ser acordado assim!

Suas mãos se apoderam dos meus quadris enquanto me beija, subindo até encontrar meus seios. Ele os aperta, arrancando dos meus lábios um leve gemido de dor.

— Hum… você está quente, querida.

— É que você me deixa assim.

— Mentirosa!

Coloco minha perna sobre o quadril dele e esfrego meu sexo em sua coxa para mostrar como estou quente.

— Queria tanto você dentro de mim…

— É pra já, menina!

Fujo de suas mãos, dou uma leve mordida em seu lóbulo e sussurro:

— Deixa eu fazer aquilo, querido… por favor. Prometo que você vai adorar.

— Vai doer, menina… e não é uma dorzinha, não. É bem grande.

Levo minha mão ao seu membro enquanto mordisco sua orelha.

— Prometo que o prazer vai ser maior que a dor.

Sua força de vontade começa a ceder aos meus carinhos.

— Prazer para quem? Você?

Dou uma leve gargalhada.

— Nosso, querido. Nosso. Deixa… por favor!

Não resistindo às minhas carícias e querendo estar dentro de mim, sua única resposta é um “sim”. Vibro com aquele momento, pois é a realização de um desejo que carrego desde que o vi. Corro para pegar os utensílios já preparados.

— Feche os olhos.

— Como assim, fechar os olhos?

— Não precisa desconfiar… só vou apimentar a brincadeira.

Meio desconfiado, ele fecha os olhos, confiando em mim. Fico ainda mais excitada, pois estou no controle. Pego as cordas e amarro seu pulso direito, passo entre os vãos da cabeceira e termino o nó no pulso esquerdo. Testo para ver se não está machucando ou prendendo a circulação. Monto aquele homem como um garanhão que precisa ser domado.

— Agora pode abrir os olhos.

— Você é louca, sabia?

Dou um sorriso malicioso e mordo os lábios. Vou me esfregando em seu abdômen, peito, até chegar ao pescoço, passando a língua até o lábio inferior e dando uma leve mordida.

— Se quiser, eu paro.

Ele está ofegante. Está gostando de ser dominado daquele jeito; nunca outra mulher fez isso. E eu amo a sensação de proporcionar algo novo ao meu amado. Como resposta, recebo apenas um movimento de cabeça negando.

— Então vamos começar a nossa brincadeira.

Pego a cera fria e passo na folha preparada para a depilação. Minhas mãos tremem — esse sempre foi o meu desejo. Agora tenho esse homem ao meu bel prazer. Passo a folha em seu peito, aliso até aderir aos pelos e, sem avisar, puxo. Fecho os olhos e me delicio com o grito do meu macho abaixo de mim. Montada sobre seu membro, jogo a cabeça para trás e solto um pequeno gemido: meu sexo está completamente molhado pelo som que ouvi de seus lábios.

Sua pele fica vermelha e sem pelos. Fico admirando o que acabei de fazer e, sem resistir, passo a língua. Quando olho para o rosto do meu cativo, vejo uma lágrima descendo. Sinto receio de tê-lo machucado demais e resolvo agraciá-lo com um prêmio. Suas lágrimas salgadas são sugadas por mim; beijo seus olhos e desço até seus lábios. O beijo com carinho para tirar de sua mente a dor que causei. Aliso seu rosto e murmuro palavras carinhosas, esperando sua respiração voltar ao normal.

— Bom menino… nem se contorceu muito. Merece um prêmio.

Ofereço meus seios por cima da camisola, querendo que ele perceba que também estou excitada com aquela loucura. Ele não recusa: passa a língua e morde um dos bicos até eu lhe dar um leve tapa, fazendo-o largar imediatamente.

Preparo outra folha e faço o mesmo processo. Montada naquele corpo, sinto seu estremecimento e novamente o grito de dor. Dessa vez não dou prêmio; apenas me esfrego nele, remexendo como se estivesse num rodeio. Ele tenta arrebentar as cordas, mas não consegue. A cada dor que causo, amenizo com um carinho. Ofereço meu outro seio, que ele morde de propósito, deixando a marca dos dentes. Olho chocada e lhe dou um tapa no rosto, deixando-o vermelho.

— Puta! Piranha! Quando eu sair daqui você vai ver.

Dou uma gargalhada.

— Pouco me importa o que você vai fazer depois.

E a sessão de depilação continua. A cada folha arrancada, uma parte do meu corpo é oferecida. Uma vez, passo o dedo em mim mesma; noutra, ofereço minha língua para que ele sugue e morda a pontinha. Continuo montada nele, esfregando, remexendo, saracoteando como num rodeio.

Não havia depilado nem metade do torso quando senti que ele queria estar dentro de mim. Parei o que fazia. Nem precisei estimulá-lo: tirei-o da cueca e o abocanhei. Não o degustei como de costume; simplesmente o engoli, faminta. Estava com pressa — queria senti-lo dentro de mim também. Passei a cabeça dele na entrada da minha gruta, lambuzando-o com meu líquido, e o coloquei dentro de mim. Comecei a mexer os quadris, alternando a velocidade, e ele correspondeu. Ora lento, ora forte. Eu parecia uma domadora sobre aquele homem.

— Puta… me desamarra.

— Não.

— Pelo amor de Deus, mulher, me desamarra agora!

— Cala a boca, cretino… e me fode!

Ele se retesou e me invadiu com força. Vi estrelas. Arfei de dor, mas queria mais. Sentei de pernas abertas e senti seu corpo me preencher. Minhas entranhas o apertavam, e mesmo assim ele resistia. Eu queria senti-lo explodir dentro de mim. Abri ainda mais as pernas e toquei meu prazer enquanto lambia meus seios.

— Cadela! Vadia!

— Isso, safado… xinga a sua puta!

Ele aumentou os movimentos. Agora era ele quem comandava. Movia-se com intensidade, punindo e possuindo ao mesmo tempo, até chegarmos juntos ao gozo. Eu, com o dedo em mim; ele, profundo dentro de mim. Seu prazer me inundou. Fiquei parada até ele amolecer e, como previ, seu líquido começou a escorrer por minhas pernas. Passei o dedo e lambi.

— Quente e salgada… do jeito que eu gosto.

— Puta gostosa! Agora me desamarra.

Como pediu, o desamarrei. Nos abraçamos e trocamos um beijo delicioso. Seus pulsos estavam marcados. Naquele momento percebi o que causei a esse homem tão acostumado a mandar. Eu o humilhei tomando seu lugar… e prometi que nunca mais faria isso. Ele riu e disse o quanto gostou de ser dominado por mim — e que sempre estaria à minha disposição para ser domado novamente.

Olhei emocionada para aquele homem tão generoso em me proporcionar prazer.

— Te adoro, anjo!

— Também, menina!

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