História de Carol - Pt. 15

Um conto erótico de Carol Neves
Categoria: Crossdresser
Contém 594 palavras
Data: 04/03/2026 23:45:19

No caminho para o quarto, Carol ainda tentou arrancar alguma pista:

— Júlia… qual é o plano da noite?

A amiga abriu um sorriso misterioso.

— Surpresa. Só digo uma coisa: se veste bem.

— Isso não ajuda em nada! — Carol riu, nervosa.

— Confia em mim.

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Depois de um novo banho demorado, com direito a hidratante e perfume aplicado com intenção, Carol apareceu no quarto enrolada na toalha presa ao busto.

O guarda-roupa parecia ainda mais convidativo agora.

Ela pensou por alguns segundos… e decidiu ousar.

Primeiro, uma lingerie vermelha de renda, mais chamativa. Ao vestir, sentiu aquele misto de poder e vulnerabilidade.

Por cima, escolheu:

* Saia curta de couro, ajustada ao corpo.

* Cropped de oncinha com bojo, marcando o colo.

Quando se olhou no espelho, o visual tinha atitude.

Júlia, encostada na porta, analisou com olhar crítico divertido.

— Tá poderosa… mas vai sentir frio nessas pernas todas de fora.

— Eu nem pensei nisso.

— Meia-calça. Resolve e ainda deixa mais elegante.

Carol colocou a meia-calça preta, ajustando com cuidado, e depois calçou uma bota de salto alto que alongava ainda mais a silhueta.

Virou-se para Júlia.

— E aí?

Júlia levantou o polegar devagar.

— Aprovadíssima.

Carol sentiu o peito aquecer.

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Veio a maquiagem da noite.

Dessa vez, mais marcada.

Base bem construída. Contorno mais definido. Olhos com delineado gatinho intenso. Sombra escura esfumada. Cílios volumosos.

Nos lábios, batom vinho matte.

— À noite, você pode pesar mais. A luz pede isso — explicou Júlia enquanto trabalhava com precisão.

Por fim, a peruca foi ajustada em um penteado incrível, levemente volumoso, com ondas marcadas e uma divisão lateral sofisticada.

Quando Carol abriu os olhos e viu o resultado final no espelho…

Ficou em silêncio.

Era forte.

Era confiante.

Era feminina de um jeito decidido.

— Júlia… — sussurrou. — Eu tô…

— Linda. Eu sei.

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Enquanto Júlia se arrumava também, Carol aproveitou para treinar passos pelo quarto.

Caminhava de um lado para o outro, sentindo o salto bater firme no chão.

— Postura — lembrava a si mesma. — Ombros relaxados. Passos firmes.

Tentava suavizar os movimentos das mãos, cruzar as pernas ao sentar, mexer no cabelo com naturalidade.

— Tá indo muito bem — comentou Júlia, já pronta.

Por fim, ela entregou uma pequena bolsa para Carol.

— Isso aqui completa o look. Tem batom, espelhinho, lencinho, essas coisinhas básicas.

Carol segurou a bolsa como se fosse um símbolo.

Estavam prontas.

---

Na garagem, o ar da noite parecia diferente.

Entraram no carro.

— Vai ser no seu tempo, tá? — disse Júlia antes de sair. — Se quiser só dar volta de carro, a gente só dá volta.

Começaram a circular pelas ruas.

No início, Carol mantinha o vidro só um pouco aberto, o coração acelerado. Observava as pessoas nas calçadas, os carros passando.

Nenhum conhecido.

Nenhum olhar estranho.

Só… normalidade.

Ela respirou fundo e, num impulso, abaixou todo o vidro.

O vento tocou o rosto maquiado. Mexeu levemente nos cabelos ondulados.

Alguns olhares vieram.

Um assobio distante.

Uma cantada jogada de longe.

Um sorriso de um grupo que passou.

Nada invasivo. Nada ameaçador.

Mas suficiente para fazer o coração dela disparar.

— Tá vendo? — Júlia disse, orgulhosa. — Você tá sendo vista.

Carol sentiu algo diferente.

Não era só adrenalina.

Era confiança.

Chegando perto da praça, as luzes dos postes iluminavam o movimento tranquilo de pessoas caminhando, casais conversando, grupos sentados nos bancos.

Júlia estacionou.

Olhou para Carol com calma.

— E aí… vamos?

O mundo parecia esperar a resposta.

Carol olhou para o próprio reflexo no espelho do carro.

Depois para a praça iluminada.

O coração batia forte.

Mas, pela primeira vez, o medo não era maior que a vontade.

Ela respirou fundo.

— Vamos!

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