História de Carol - Pt. 14

Um conto erótico de Carol Neves
Categoria: Crossdresser
Contém 603 palavras
Data: 04/03/2026 23:43:29

Na hora do almoço, Júlia pegou o celular e disse com naturalidade:

— Vou pedir comida pra gente. Mas já aviso… você que vai pegar.

Carol arregalou os olhos.

— Eu? Júlia, você tá louca? E se…

— E se nada. Você tá linda. Tá natural. Tá segura. Confia no que você tá vendo no espelho.

Carol respirou fundo, mas o coração já estava acelerado só de imaginar.

O pedido foi feito. Agora era esperar.

Cada notificação do aplicativo fazia o estômago gelar um pouco mais.

— Tá chegando — anunciou Júlia, divertida.

— Eu vou tremer.

— Tremendo ou não, você vai. E vai arrasar.

---

A campainha tocou.

O som pareceu ecoar pelo apartamento inteiro.

Carol ficou imóvel por um segundo.

— Vai — Júlia sussurrou, sorrindo de incentivo.

Ela caminhou até a porta sentindo a rasteirinha tocar o chão de forma quase alta demais. Ajustou a blusinha. Passou a mão pelos cabelos ondulados.

Olhou pelo olho mágico.

Um rapaz jovem, mochila térmica nas costas. Até bonito.

O coração quase saiu pela boca.

Abriu a porta.

— Boa tarde… — disse, forçando suavidade na voz.

O entregador olhou para ela por um segundo a mais do que o necessário. Sorriu.

— Boa tarde. Pedido pra Júlia?

— Isso… obrigada.

Pegou as marmitas com cuidado para não deixar as mãos tremerem demais.

Ele ainda a encarava com um meio sorriso.

— Você é… amiga dela?

— Sou sim.

— Ah… — ele inclinou levemente a cabeça. — Então tá explicado.

Carol piscou, confusa.

— Explicado o quê?

Ele deu um sorriso rápido.

— Nada não. Só que a casa dela é bonita… agora eu vi que as visitas também são.

O rosto dela esquentou instantaneamente.

— Obrigada… — respondeu, quase sussurrando.

Quando estava fechando a porta, ele piscou discretamente.

A porta se fechou.

Silêncio.

Carol encostou as costas nela por um segundo, tentando processar o que tinha acabado de acontecer.

Júlia apareceu na sala com um sorriso enorme.

— Eu vi essa piscadinha!

— Júlia! — Carol levou a mão ao rosto. — Você viu?!

— Vi! Minha filha, você tá arrasando corações na entrega de marmita!

Carol começou a rir, ainda nervosa.

— Para! Eu quase deixei cair a comida!

— E ele ainda te elogiou. Se isso não é validação, eu não sei o que é.

Carol entrou na brincadeira:

— Olha… se for assim, talvez eu me saia bem com os homens mesmo, hein? — disse, rindo.

— Talvez? Eu tenho certeza!

As duas foram para a mesa.

Enquanto almoçavam, Júlia começou a dar pequenas dicas:

— Quando for se servir, movimentos mais suaves. Não precisa exagerar, é naturalidade.

— Eu fico com medo de parecer forçado.

— Então pensa menos no gesto e mais na intenção. Postura reta, ombros relaxados. E mastiga devagar, sem pressa.

Carol tentava aplicar tudo, rindo de si mesma quando exagerava sem perceber.

— Eu tô em aula intensiva — comentou.

— Curso completo, querida.

---

Depois do almoço, foram para o sofá.

A TV ligada em volume baixo. Conversa leve. Risadas.

O corpo relaxou.

Sem perceber, acabaram cochilando.

Quando Carol abriu os olhos, a luz já estava diferente.

— Que horas são? — perguntou, ainda sonolenta.

Júlia olhou o celular.

— Quase 17h.

Carol sentou de repente.

— Nossa!

Júlia esticou os braços e sorriu de canto.

— Hora de se preparar pra noite.

O coração de Carol acelerou outra vez.

— Preparar… como assim?

Júlia levantou, caminhando em direção ao quarto.

— Eu disse que hoje era dia inteiro. A tarde foi leve. Mas a noite… — ela parou na porta e virou o rosto com um olhar misterioso — a noite pode ser especial.

Carol sentiu aquele friozinho conhecido na barriga.

O que será que Júlia estava planejando?

Ela levantou do sofá, ajeitou o cabelo e seguiu a amiga pelo corredor, sabendo que aquele dia ainda estava longe de terminar.

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