A semana começou sob o signo de uma angústia asfixiante. No café da manhã daquela segunda-feira, o ar no apartamento da Tijuca parecia feito de chumbo. Eu observava minhas irmãs: Ana Beatriz, a sentinela da lógica, mal conseguia segurar o garfo sem que ele tilintasse contra a louça; Mariana, sempre solar, estava pálida, com os olhos fixos na xícara de café. Elas sabiam. O plano estava traçado. Camila, porém, sorria. Ela comentava sobre o novo imóvel na planta, alheia ao fato de que seus três filhos haviam conspirado para estraçalhar sua última máscara de moralidade no dia seguinte.
A terça-feira chegou como uma sentença. No final do expediente na imobiliária, o silêncio do prédio vazio era interrompido apenas pelo zumbido do ar-condicionado. Eu e Camila estávamos no escritório. A urgência nela era quase palpável; ela precisava daquele pecado para esquecer o luto que o Ricardo deixou. O sexo começou com uma selvageria faminta. Eu a joguei sobre a mesa de mogno, entre contratos e carimbos, esfolando-a com uma força que fazia o móvel ranger.
— "João... me marca! Acaba com o meu cu, meu filho! Eu sou sua puta!" — ela urrava, o rosto enterrado nos braços, enquanto eu a penetrava com estocadas violentas.
Foi nesse momento, no auge do delírio dela, que o estalo seco da porta ecoou. Ana Beatriz e Mariana entraram, conforme o combinado. Eu havia deixado a porta destrancada propositalmente.
Parei o movimento brusco, meu caralho ainda enterrado profundamente no cu dela. Camila deu um solavanco, virando o rosto devagar, o suor nos olhos nublando a visão. Quando ela focou nas filhas paradas no batente, o mundo dela não apenas caiu — ele foi implodido. O grito que saiu de sua garganta foi um urro de agonia pura. Ela se desvencilhou de mim com um empurrão desesperado, caindo no chão entre os papéis, tentando inutilmente cobrir a nudez com a blusa de seda rasgada, soluçando de forma histérica.
— "NÃO! NÃO! MINHAS FILHAS! PELO AMOR DE DEUS!" — ela soluçava de forma histérica, o rosto escondido entre os braços. — "Eu sou um monstro... eu sou um lixo imundo! O que eu fiz com vocês? O que eu fiz com a nossa casa?"
— "Mãe, calma..." — tentei dar um passo, ainda despido, a pele brilhando sob a luz fria do escritório. Ela recuava, rastejando pelo tapete.
— "NÃO ENCOSTA EM MIM!" — o grito de Camila rasgou o silêncio do escritório, um som carregado de uma agonia quase animal. Ela se encolheu no chão, os olhos azuis arregalados de um pavor indescritível enquanto tentava, em vão, juntar os pedaços da sua dignidade. — "Vejam o que eu me tornei... olhem para mim! Eu deixei o meu próprio filho me possuir na frente de vocês! Eu arrastei o nome desta família para o lixo! Eu acabei com tudo... eu destruí a nossa casa!"
Ana Beatriz deu um passo à frente. Não havia horror em seu rosto, apenas uma rigidez gélida e um brilho de verdade que Camila não estava pronta para processar. A "Sentinela" da casa não carregava mais o escudo da moralidade; ela o havia quebrado.
— "Para com esse teatro de culpa, mãe. Você não destruiu nada que já não estivesse em ruínas," — a voz da Ana saiu firme, cortando o ar como uma lâmina fria, apesar do pânico que ainda vibrava sob sua pele. — "O João não é só o seu amante, Camila. Ele é o nosso homem também. Você acha que é a única pecadora sob aquele teto? Faz meses que a gente se entrega para ele no escuro daqueles quartos. A gente foi para o motel, mãe. A gente abriu mão da nossa alma para ele muito antes de você."
Camila parou de soluçar instantaneamente. O ar pareceu faltar no escritório. Ela olhou para a filha mais velha, depois para o filho nu ao seu lado, o rosto pálido como mármore. O nocaute não veio de um golpe físico, mas daquelas palavras que subvertiam toda a ordem do seu mundo.
Mariana deu um passo à frente, aproximando-se da mãe com uma possessividade melancólica, o olhar cor de mel injetado de uma luxúria que já não tinha mais filtros.
— "O João é a nossa raiz, mãe... ele é o que nos mantém vivas," — Mariana sussurrou, a voz arrastada e densa. — "A gente divide o corpo dele, o suco dele, a vida dele. Às vezes, nós três nos trancamos e fazemos juntos, na mesma cama, sob o mesmo teto onde você achava que éramos 'santinhas'. Você não está sozinha no inferno, Camila. Nós construímos o nosso próprio santuário de pecado enquanto você ainda chorava pelo papai."
O silêncio que se seguiu foi devastador. Camila ficou estática, a boca entreaberta, processando a imagem das filhas impecáveis se entregando à mesma perversão que ela acabara de ser flagrada. A revelação foi o golpe de misericórdia; a máscara de mãe protetora caiu, revelando uma mulher que agora percebia que sua linhagem inteira pertencia ao mesmo homem.
— "O quê? Vocês... meus próprios filhos... se perdendo como animais?" — Camila balbuciou, a voz falhando enquanto ela olhava para as mãos, como se pudesse ver a mancha do pecado nelas. — "Isso é abominável! A culpa é toda minha... eu falhei como mãe, eu deixei essa podridão criar raiz sob o meu teto! Isso não existe, não pode existir no mundo real! Nós somos uma aberração!"
A conversa arrastou-se por mais de uma hora, transformando o escritório em um tribunal de almas expostas sob a luz fria do teto. João havia vestido a calça e Camila, com as mãos ainda trêmulas, fechara a camisa de seda de qualquer jeito, tentando inutilmente recuperar a casca de autoridade que o flagra havia estraçalhado. Não houve gritos histéricos depois do choque inicial, apenas uma clareza cortante e cruel. Camila resistia com o que restava da sua fé na "família tradicional", soluçando que éramos doentes, que a sociedade nos caçaria se soubesse daquela sujeira. Ana Beatriz, com a frieza de quem já havia julgado a própria alma, argumentava sobre a liberdade que sentia ao ser possuída por mim; Mariana, com o rosto banhado em lágrimas, descrevia como o meu corpo era o único pilar que impedia aquela casa de desmoronar no abismo da solidão deixado pelo Ricardo.
— "O quê? Vocês... meus próprios filhos... se perdendo como animais?" — Camila balbuciou, a voz falhando enquanto ela olhava para as mãos, como se pudesse ver a mancha do pecado nelas. — "Isso é abominável! A culpa é toda minha... eu falhei como mãe, eu deixei essa podridão criar raiz sob o meu teto! Isso não existe, não pode existir no mundo real! Nós somos uma aberração!"
A conversa arrastou-se por mais de uma hora, transformando o escritório em um tribunal de almas nuas sob a luz fria do teto. Não houve gritos histéricos depois do choque inicial, apenas uma clareza cortante e cruel. Camila resistia com o que restava da sua fé na "família tradicional", soluçando que éramos doentes, que a sociedade nos caçaria se soubesse daquela sujeira. Ana Beatriz, com a frieza de quem já havia julgado a própria alma, argumentava sobre a liberdade que sentia ao ser possuída por mim; Mariana, com o rosto banhado em lágrimas, descrevia como o meu corpo era o único pilar que impedia aquela casa de desmoronar no abismo da solidão deixado pelo Ricardo.
— "Eu ainda não consigo acreditar..." — Camila disse, uma hora depois, sentada no tapete persa com os ombros curvados, o olhar perdido no vácuo. — "Meus filhos agindo como se essa depravação fosse a coisa mais normal do mundo... e eu, entregando o meu ventre ao meu próprio sangue. É errado em todos os sentidos, João. É um crime contra a natureza!"
Aproximei-me dela com uma lentidão predatória, ajoelhando-me à sua frente. Segurei suas mãos trêmulas e frias, forçando-a a sentir o calor da minha pele. Usei aquele tom protetor e grave, a voz que eu sabia que desarmava qualquer rastro de autoridade materna que ela ainda tentava sustentar.
— "Não é pecado amar quem nos resgatou do necrotério, Camila. O amor supera qualquer lei hipócrita que o mundo inventou para manter as pessoas infelizes e sozinhas," — sussurrei, olhando fixamente na profundeza do azul dos seus olhos. — "Olha para nós três. Nós somos o seu sangue, a sua vida. Somos uma família unida agora pela verdade, e não por mentiras. O Ricardo te deu a moralidade e te deu a dor. Eu te dei o pecado e te dei a vida. Escolha, Camila. Sem segredos."
— "Mas João... entre irmãs? Nós quatro, como uma... matilha? Isso não existe!" — ela balbuciou, a cabeça balançando em negação, buscando nos olhos de Ana Beatriz um veredito jurídico ou moral que a proibisse de ceder.
— "Existe porque nós decidimos que a nossa felicidade vale mais que a opinião do mundo, mãe," — Ana Beatriz rebateu, aproximando-se e tocando a nuca da mãe com uma ternura sombria. — "Eu me culpei cada segundo no começo. Eu me senti um lixo, eu rezei por um perdão que não vinha. Mas a verdade é que o papai nos deixou em ruínas! O João nos deu vida, Camila. Ele nos fez sentir mulheres quando éramos apenas sombras morrendo de tristeza naquele apartamento gelado. Por que você quer nos condenar ao silêncio de novo?"
— "Sela esse pacto conosco, mãe," — Mariana sussurrou do outro lado, roçando o rosto no ombro de Camila, o perfume de baunilha se misturando ao cheiro de suor e sexo que já impregnava o ar. — "Deixa a vergonha morrer aqui hoje, no chão desse escritório. O mundo lá fora é o inferno. Aqui dentro, somos um só. Para sempre. Não há pecado em ser feliz com quem nos ama de verdade."
Camila olhou para as duas filhas, nuas de alma e de pudor, e depois voltou-se para mim. O muro de arrimo da sua consciência, construído por décadas de repressão, cedeu com um estrondo silencioso. Ela não via mais o "filho" ou as "filhas"; via os únicos seres humanos que compartilhavam a sua perdição. O choro dela mudou; o pavor foi substituído por um alívio agônico, a rendição de quem finalmente para de lutar contra a própria natureza.
— "Eu... eu não tenho mais forças para lutar contra o que o meu corpo grita," — ela murmurou, fechando os olhos e deixando o corpo pender pesadamente na minha direção, como uma rainha que entrega sua coroa ao conquistador.
Eu a capturei em um beijo profundo, devastador e possessivo, selando a sua entrada definitiva na nossa nova realidade. Ali, naquele beijo, a "mãe" morreu para que a "amante" pudesse finalmente despertar.
Afastei-me apenas o suficiente para olhar no fundo dos seus olhos nublados. Com uma calma autoritária, levei minhas mãos aos botões da sua camisa de seda, abrindo-a novamente. Camila estremeceu, os ombros subindo em um reflexo de timidez diante do olhar fixo de Ana Beatriz e Mariana. Eu a despi devagar, deixando que o tecido deslizasse pelos seus braços até revelar seus seios fartos, cujos bicos já estavam rígidos pelo contraste do ar-condicionado e da adrenalina.
— "Vejam como a mãe de vocês é linda," — sussurrei, enquanto minhas mãos apertavam sua cintura madura.
As irmãs não se moveram, mas o som da respiração delas preenchia o escritório. Camila mantinha o rosto baixo, a face corada por uma vergonha que começava a ser vencida pelo calor que emanava de mim. Eu a guiei de volta para a mesa de mogno, sentando-a na borda e abrindo suas pernas. Entrei no meio delas, sentindo o meu caralho pulsante, agora totalmente livre da calça, cutucar a entrada da sua intimidade ensopada.
Eu a penetrei com uma lentidão sádica, saboreando cada milímetro do aperto daquela buceta madura. Camila soltou um gemido longo, a cabeça jogada para trás, os dedos cravando-se na madeira da mesa.
— "Ah... João... elas estão olhando... meu Deus," — ela balbuciava, enquanto eu impunha um ritmo firme, fazendo seus seios balançarem ritmicamente.
Nesse momento, o silêncio das irmãs foi quebrado. Mariana, incapaz de conter a própria luxúria ao ver a mãe sendo possuída, começou a se despir com pressa, jogando o short e a blusa no chão. Ana Beatriz a seguiu, sua frieza de advogada derretendo-se enquanto revelava o corpo escultural e atlético sob a luz âmbar. Mariana puxou Ana para um beijo selvagem, e ali, no tapete aos pés da mesa, as duas irmãs começaram a se devorar. Mariana mergulhou o rosto entre as pernas de Ana, as mãos apertando as nádegas da irmã mais velha com uma sede animal.
Camila abriu os olhos e o choque a paralisou. Ela viu as próprias filhas nuas, emaranhadas em línguas e carícias lésbicas, celebrando o mesmo pecado que ela.
— "João... olha o que elas estão fazendo... elas... elas se amam assim?" — Camila perguntou, a voz falhando em um misto de espanto e fascinação.
Eu a segurei pelos ombros e a virei de quatro na mesa, forçando-a a olhar diretamente para baixo, para a cena no tapete.
— "Olha para elas, Camila! Olha como as suas filhas são safadas, como elas desejam o que você deseja!" — eu disse, desferindo um tapa estalado na sua nádega direita, o som ecoando como um tiro no escritório. — "Agora não há mais volta. Somos uma matilha."
Enfiei meu caralho com força total no rabo dela, um impacto seco que a fez urrar de prazer. A visão das filhas se pegando foi o combustível final; Camila perdeu qualquer filtro. Ela começou a rebolar contra mim, buscando a dor e o prazer da penetração anal, enquanto gritava palavras que nunca ousaria dizer no café da manhã.
— "ISSO! ME RASGA, MEU FILHO! OLHA PRA MAMÃE, ANA! OLHA PRA MIM, MARIANA! EU SOU A PUTA DO MEU FILHO!"
O escritório tornou-se um cenário de depravação absoluta. Ana Beatriz levantou-se e subiu na mesa, engatinhando até o rosto da mãe. As duas se beijaram, um beijo de língua denso e proibido entre mãe e filha, enquanto eu continuava a esfolar o cu da Camila. Mariana posicionou-se atrás de mim, lambendo minhas costas e massageando meu saco, criando uma engrenagem de carne e fluidos.
Inverti as posições em um redemoinho de suor. Comi a Mariana sobre os contratos da imobiliária enquanto Camila e Ana se masturbavam uma à outra assistindo; depois possuí a Ana Beatriz enquanto a mãe e a filha do meio se chupavam em um 69 intenso.
No auge da noite, mandei as três se ajoelharem em semicírculo no tapete. Eu estava no centro, pulsante, o eixo daquela nova família. Elas dividiram o meu membro, trocando-o entre as bocas em uma dança faminta. Camila, com a maestria de décadas, usava a língua com uma técnica que levava meu vigor ao limite absoluto.
No momento supremo, segurei a nuca da minha mãe com força.
— "VOU SELAR O PACTO AGORA!" — eu gritei, a voz rouca.
Disparei jatos quentes, espessos e intermináveis de sêmen sobre o rosto da Camila e dentro de sua boca aberta. Ela engoliu tudo com uma sofreguidão diabólica, limpando os cantos da boca com o dedo e selando a união com um beijo triplo nas filhas, dividindo o gosto do meu fluido com elas em uma comunhão profana.
Ficamos ali, os quatro, jogados no tapete manchado. O cheiro de sexo e perfume floral era o novo aroma da nossa linhagem. A Casa das Três havia morrido para sempre. Ali, entre o mogno e o tapete persa, a República do Pecado havia sido oficialmente batizada. Eu era o mestre, e elas eram as minhas devotas eternas.
