Passeio de Moto

Um conto erótico de Mateus
Categoria: Gay
Contém 2021 palavras
Data: 31/03/2026 21:33:23
Última revisão: 31/03/2026 21:42:34

Outro passo. A distância diminuiu. O vento passou entre nós, mas não levou nada, só intensificou. Senti, com muita força, o impulso, aquele mesmo, antigo e familiar, de recuar, de racionalizar, de colocar distância entre o que sentia e o que fazia. Mas não me mexi um passo do lugar.

Marcelo inclinou levemente o rosto, não havia pressa, mas também não havia dúvida. Deslizou as mãos pelos meus braços, os dedos traçando veias e tendões até chegarem aos meus pulsos, onde a pele era mais fina, quase translúcida.

O primeiro contato foi sutil, quase testando. Como se ambos precisássemos confirmar que aquilo estava realmente acontecendo. E estava. Sem dramatização, sem exagero, mas com uma intensidade silenciosa que parecia maior justamente por isso.

Marcelo era diferente de Rodrigo. Mais direto, mais consciente, menos conflito. Não havia hesitação, não havia inocência, só intenção. Controle. E uma curiosidade quase analítica sobre as minhas reações.

— Você não devia estar aqui comigo — ele murmurou, próximo demais, sem se afastar.

Não respondi, porque sabia que era verdade. E porque, naquele momento, responder significaria admitir mais do que eu estava disposto. Apenas inclinei levemente a cabeça e depois mais um passo.

Dessa vez, o espaço entre nós desapareceu. Marcelo me segurou devagar, como se temesse que eu fosse quebrar, e quando nossos olhares se encontraram, não havia mais espaço para fingimentos. O mundo ao redor pareceu se afastar, o vale, o sol, o vento. Tudo ficou em segundo plano. Restava apenas a presença, a proximidade, o instante. Percebi que não havia mais neutralidade possível. Aquilo exigia escolha, mesmo que fosse uma escolha silenciosa.

— Você sabe por que a gente veio aqui, não sabe? — perguntou Marcelo, a voz áspera.

Mordi o lábio inferior. Não respondi com palavras. Em vez disso, ergui as mãos e as coloquei no peito de Marcelo, sentindo o coração dele bater forte sob a camisa, roçando as palmas das minhas mãos sobre os mamilos dele.

Marcelo exalou, um som gutural, quase um gemido, quando eu o empurrei levemente contra a moto. O metal quente pressionou suas costas, e ele deixou que eu o dominasse naquele momento, minhas mãos subindo pelos braços dele, pelos ombros, até se enterrarem nos cabelos escuros.

Marcelo levantou a mão, como se fosse me tocar, mas parou antes. Esperando. Não recuei, nem avancei. Fiquei. E, naquele gesto mínimo, ou na ausência dele, algo se definiu. Marcelo encostou a testa de leve na minha. Um contato breve, quase cuidadoso. Inesperado.

— Eu não gosto de dividir — murmurou.

A frase caiu entre nós com um peso novo. Não era mais provocação, era aviso. Senti o impacto antes de entender completamente. Porque aquilo mudava a natureza do jogo. Não era mais só tensão. Era disputa (de novo?). E, pela primeira vez desde que chegamos ao sítio, percebi com clareza: aquilo não envolvia apenas a mim.

Antes que eu pudesse reagir, as mãos de Marcelo já estavam no meu rosto, me puxando para um beijo que não era suave, era molhado, urgente. O primeiro beijo (nosso primeiro beijo, tendo em vista que na foda da madrugada anterior ninguém havia se beijado), foi desajeitado, lábios colidindo com urgência, dentes batendo. Marcelo abriu a boca, a língua me invadindo como se quisesse provar cada canto, com uma fome que não tentava mais esconder.

Gemi contra os lábios dele, as mãos descendo pelas costas de Marcelo até encontrarem a cintura dele. Meus dedos tremiam ao puxarem o short. Marcelo arqueou o quadril para frente, o cacete já duro pressionando contra mim, procurando atrito.

— Porra, Mateus — sussurrou Marcelo, quebrando o beijo só para morder o meu lábio inferior, me puxando entre os dentes — Você tá me deixando louco.

Marcelo desceu a boca pelo meu pescoço, os dentes mordiscando a pele sensível logo abaixo da minha orelha. Eu me arqueei todo, meu corpo reagindo como se tivesse sido ligado numa tomada elétrica. As mãos de Marcelo desceram, puxando a minha camisa, os dedos quentes deslizando pela minha barriga lisa, parando só quando encontrou o cós do meu calção.

— Você tá duro pra caralho, né?

Não respondi. Em vez disso, empurrei a camisa de Marcelo para cima, os nós dos dedos roçando na barriga definida pelo trabalho na roça, onde um rastro de pelos escuros descia até desaparecer sob a cueca.

Marcelo ergueu os braços, deixando que a camisa fosse tirada, o ar fresco da tarde acariciando sua pele quente. Baixei a cabeça, minha língua traçando um caminho úmido pelo pescoço de Marcelo, descendo até o peito, onde os mamilos já estavam duros. Quando os meus lábios se fecharam em torno de um deles, Marcelo arfou, as costas arqueando, as mãos se enterrando nos meus cabelos.

— Isso — murmurou, a voz quebrada — Chupa, porra.

Obedeci, minha boca quente e úmida trabalhando no mamilo enquanto a minha mão descia, finalmente libertando o pau de Marcelo da prisão da cueca. O cacete saltou para fora, grosso e vermelho, a cabeça já brilhando com um fio de sêmen.

O ar frio fez Marcelo estremecer, mas foi o meu toque que quase o derrubou: meus dedos firmes envolvendo a base, meu polegar espalhando a babinha pela cabeça sensível. Marcelo gemia, as mãos caindo para trás, se apoiando na moto enquanto eu começava a o masturbar com movimentos lentos, a palma da minha mão girando sobre a glande a cada subida.

— Você quer mais, não quer? — perguntei, a voz rouca, meus lábios ainda molhados do beijo no peito dele.

Marcelo não conseguiu responder. Em vez disso, me empurrou para baixo, me guiando até que eu me ajoelhei na terra macia, o cheiro de mato e umidade subindo ao nosso redor. Não hesitei. Abri a boca, a língua saindo para lamber a ponta da pica de Marcelo, minhas mãos segurando a base do pau enquanto a minha boca se fechava sobre a glande, minha língua girando em círculos antes de engolir tudo, centímetro por centímetro, até sentir a cabeça batendo no fundo da minha garganta.

Marcelo soltou um gemido longo, jogando a cabeça para trás, as coxas tremendo, as mãos se fechando nos meus cabelos, me guiando em um ritmo que era quase insuportável.

— Isso, assim, chupa esse pau — sussurrou, os quadris começando a se mover sozinhos, empurrando mais fundo — Engole tudo, sua putinha safada.

Obedeci, uma mão subindo para massagear os testículos de Marcelo, meus dedos pressionando a pele sensível atrás deles. Senti meu rosto esquentar de vergonha, mas não parei. Pelo contrário, levei a outra mão até meu próprio pau, o apertando através do calção enquanto continuava a sugar a vara de Marcelo, meus lábios esticados ao redor da grossura dele, a saliva escorrendo pelos cantos da boca.

Marcelo gemia, os quadris empurrando para frente em pequenos solavancos. Quando sentiu o orgasmo se aproximando, uma onda quente subindo pela espinha, ele não queria gozar ainda. Com um esforço, me puxou para cima, a vara escorregando para fora da minha boca com um estalo úmido.

— Agora é minha vez — disse, a voz grossa de desejo.

Ele me virou, me empurrando contra o tanque da moto, o metal quente pressionando a minha barriga. Marcelo se ajoelhou atrás de mim, as mãos descendo para deslizar o meu calção, o puxando para baixo junto com a minha cueca, num movimento só.

Minha bunda era redonda, firme, a pele clara. Marcelo não resistiu. Baixou a cabeça, a língua saindo para lamber o sulco úmido das minhas nádegas, do períneo até o meu ânus, que estremeceu ao contato. Sua boca quente se fechou sobre meu saco, chupando as bolas com uma pressão que me fez ver estrelas, antes que a língua subisse pelas minhas nádegas.

— Caralho — arfei, minhas mãos se fechando no guidão da moto, os nós dos meus dedos brancos de tão forte que segurava — Marcelo, porra…

Marcelo não parou. Separou as minhas nádegas com os dedos, a língua pressionando contra o meu anelzinho, úmido e quente. Empurrei a bunda para trás, gemendo, a respiração ofegante. Marcelo aproveitou, a língua me penetrando levemente, os lábios se fechando em torno da minha entradinha apertada, me chupando e lambendo até sentir meus quadris tremendo violentamente.

— Vamos — murmurou Marcelo, se levantando — Você quer, não quer?

Assenti, minha cabeça batendo contra o ombro de Marcelo quando ele se encostou em mim, o pau duro se esfregando entre as minhas nádegas. Marcelo cuspiu na mão, espalhando a saliva pelo próprio cacete antes de o guiar até a minha entrada. Arqueei as costas, tentando relaxar ao máximo os músculos enquanto Marcelo pressionava, a cabeça larga da pica forçando a passagem pelo meu cuzinho tensionado.

— Respira — ordenou Marcelo, a voz um rosnado no meu ouvido — Relaxa, porra... deixa eu te abrir.

Os dedos de Marcelo deslizaram pelas minhas nádegas, até encontrar o meu buraquinho apertado. Ele cuspiu novamente, antes de pressionar um dedo contra o meu cuzinho, que se contraiu instintivamente.

Eu choraminguei, meu cuzinho ainda estava dolorido da foda de poucas horas atrás (afinal, havia dado para os três), mas obedeci, ou pelo menos tentei, soltando o ar devagar enquanto Marcelo trabalhava o dedo para dentro, devagar, girando, até que um segundo dedo deslizou junto, me esticando de um jeito que doía e ardia, mas que também fazia meu pau vazar mais gozo.

Marcelo me virou sobre a moto, a mão empurrando minhas costas até que eu estivesse dobrado, a bunda no ar, exposta, e, então, a pressão grossa do seu pau contra o meu cuzinho, empurrando devagar, mas sem piedade, centímetro por centímetro, até que a cabeça passou pelo meu anelzinho, entrando toda, me fazendo gritar e sentir meu cuzinho aflito se fechar em torno da base do seu pau.

— Porra, Marcelo! —berrei, minhas mãos se fechando em punhos, mas Marcelo não parou.

Ambos gememos, o som se misturando ao rumor das folhas. Marcelo segurou os meus quadris, os dedos afundando na minha carne, antes de começar a se mover, devagar no início, depois com mais força, cada estocada fazendo a moto tremer.

Ele empurrou até o fundo, as bolas batendo contra o meu saco, antes de começar a me foder com estocadas longas e profundas, cada uma arrancando um gemido rouco da minha garganta, meu pau esmagado contra o couro do banco da moto, dolorido de tanto que precisava gozar.

— Toma, seu viadinho… toma esse pau no seu cuzinho apertado — Marcelo grunhiu, os quadris batendo com força — Vai, dá pra mim, caralho.

— Isso — arfei, a voz quebrada — Me fode, Marcelo. Me fode forte.

Marcelo não precisou de mais incentivo. Aumentou o ritmo, o som de pele batendo em pele ecoando no silêncio da natureza. Uma das mãos desceu, encontrando o meu pau, duro e latejante, e começou a bater uma pra mim no mesmo ritmo das estocadas. Eu gritei, meu corpo tensionando, quando Marcelo atingiu aquele ponto dentro de mim, minha próstata inchada sob a pressão.

— Vou gozar — avisou Marcelo, continuando a me foder, cada estocada agora mais descontrolada, os dentes afundando no meu ombro — Vou gozar dentro de você, de novo.

Não respondi. Em vez disso, empurrei a bunda para trás, encontrando cada estocada com um gemido, até sentir a vara de Marcelo pulsar dentro de mim, o calor do sêmen me enchendo por dentro, os dedos cravados nos meus quadris como se quisesse nos fundir em um só. Marcelo continuou se movendo, mais devagar agora, espremendo cada gota, enquanto eu gozava entre seus dedos, meu esperma quente jorrando sobre a mão de Marcelo.

Quando finalmente parou de meter, foi para ficar ali, ofegante, o pau ainda duro dentro de mim, a boca colada na minha nuca, os dentes mordendo levemente a minha pele suada. Por um longo momento, ficamos assim, ofegantes, o suor colando nossos corpos.

Marcelo finalmente se retirou de dentro de mim, a rola mole escorregando para fora, uma gota de sêmen escorrendo pela minha coxa. Ele me virou, me puxando para um beijo longo, onde o gosto salgado de ambos se misturava. Meus lábios estavam inchados, os olhos semicerrados, o corpo ainda tremendo com os últimos espasmos do orgasmo.

Eu sorria, preguiçoso, os dedos brincando com os pelos do peito de Marcelo. O tempo pareceu suspenso. O sol descendo, o silêncio ao redor, a proximidade que já não precisava de explicação.

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