O Despertar de Andra: Capítulo 9 - O Olhar do Outro

Da série Slave andrea
Um conto erótico de Andrea
Categoria: Trans
Contém 1105 palavras
Data: 04/03/2026 10:19:15

O ar condicionado do SUV de Valquíria soprava uma brisa gelada, mas eu sentia o meu rosto queimar em um tom de carmim que nem a base mais cara conseguia esconder. O trajeto até o clube privado foi um exercício extenuante de autoconsciência sensorial. A cada curva, o sutiã rosa meia-taça com rendas delicadas pressionava o meu peito; o enchimento de silicone criava uma volumetria tão convincente que eu sentia o peso do meu novo "corpo" a cada solavanco. Era uma sensação inebriante e aterrorizante; o sutiã não apenas moldava a minha silhueta por fora, mas forçava a minha postura, obrigando-me a manter as costas arqueadas e os ombros para trás para sustentar a ilusão feminina que Valquíria criara.

Sob o vestido, a realidade era mais dura. A gaiola plana de metal polido era um lembrete gélido de que a minha masculinidade estava literalmente achatada, reduzida a um segredo doloroso sob a seda. Valquíria olhou para mim de soslaio, um sorriso brincando em seus lábios pintados.

— Mantenha as pernas fechadas, Andrea. Uma dama não se senta de qualquer jeito, especialmente quando está a serviço — disse ela, enquanto estacionava.

Ao descermos no valet do clube, o som dos meus saltos brancos de 10cm no asfalto soou como um anúncio definitivo. Eu me sentia nua, apesar de estar vestindo um dos trajes mais elegantes que já toquei. O vestido de alfaiataria azul-marinho subia até ao pescoço numa gola alta que emoldurava a coleira de couro, mas a ausência total de mangas deixava os meus ombros e braços depilados — agora macios como seda — expostos ao mundo. O mais perturbador era o vento: a cada brisa que entrava pelas cavas abertas do vestido, o ar resfriava o metal da gaiola plana que me comprimia. O gelo do metal contra a minha pele quente era um contraste que me mantinha em um estado de alerta e submissão constante.

Ao cruzarmos o hall, senti o peso do "olhar". Eu recebi o olhar de predação que o mundo reserva às mulheres que parecem feitas para servir. O sutiã rosa empurrava o meu peito para cima, criando um decote discreto mas magnético sob o tecido azul. Sentamos no terraço. Valquíria me fez ficar de pé ao seu lado, como uma estátua, enquanto ela desfrutava de seu almoço e da atenção dos sócios. A humilhação de ser uma "empregada" ali fez meus furos nas orelhas latejarem, mas eu apenas permaneci imóvel, sentindo a renda rosa do conjunto me espetar suavemente a cada respiração trêmula.

O almoço terminou e voltamos para casa por volta das 15h. O silêncio no carro era tenso. Valquíria olhou para mim, meu batom vermelho ainda intacto, meu cabelo volumoso e o sutiã rosa destacando o peito sob o vestido azul. — Você se saiu muito bem hoje, Andrea. Tem tudo para ser uma sissy perfeita. Mas agora chega de exibição. Chegou a hora de eu me divertir de verdade.

Assim que entramos, ela me guiou para o quarto. — Vá até a gaveta do armário, Andrea. Pegue o brinquedo que você preferir. Escolha bem, porque você vai sentir cada centímetro dele.

Abri a gaveta com as mãos trêmulas. Era um arsenal de dominação: vários consolos com engate, de todas as cores e tamanhos. Meus olhos saltaram ao ver as proporções. Engoli em seco e, em um ato de rendição total, escolhi um dos maiores. Era um modelo moreno, por volta de 20cm, grosso e com veias esculpidas — um tipo de pênis que o "André" nunca sonharia em encarar.

Voltei para o quarto e Valquíria já estava sem o robe, com a cinta pronta para ser presa à cintura. Ela me olhou com um orgulho predatório ao ver minha escolha. — Uma sissy corajosa... Não escolheu o menor. Gostei disso.

Ela prendeu o consolo na cinta com um estalo seco e ordenou que eu ficasse de joelhos. Valquíria segurou meu cabelo com força e começou a foder minha boca com o objeto. O plástico rígido invadia minha garganta, borrando o batom vermelho, enquanto o som dos nossos saltos batendo no chão — o dela firme, o meu tentando encontrar apoio — preenchia o quarto.

Depois de me engasgar várias vezes, ela me jogou de quatro no tapete. — Tira isso — ordenou, referindo-se ao vibrador que ainda estava em mim. Eu obedeci, sentindo um vazio súbito. Valquíria posicionou-se atrás de mim e, com um empurrão brutal, começou a enfiar o consolo de 20cm. A sensação era de que eu seria rasgado ao meio. Enquanto o meu próprio pênis estava humilhado e preso na gaiola plana de metal frio, meu corpo era invadido por algo avassalador.

— Sinta isso, Andrea! Sinta a sua Dona! — ela exclamava, o ritmo aumentando. A dor e o prazer forçado se misturavam. Eu via meus dedos com unhas rosas enterrados no tapete e sentia o sutiã de renda apertar meu peito falso a cada estocada. Valquíria rebolava com vigor, sua satisfação evidente no suor que brotava em sua testa. Ela ligou novamente o vibrador contra o metal da minha gaiola plana enquanto me possuía com força total.

O ápice veio de forma violenta. Valquíria soltou um grito de triunfo ao gozar intensamente enquanto me preenchia, e o estímulo elétrico na minha gaiola foi tão forte que meu corpo entrou em colapso. Eu gozei ali mesmo, preso, sem poder me expandir, uma explosão de fluido que se espalhou pelo metal da gaiola plana, deixando-me em um estado de exaustão e entrega absoluta. Ficamos ali por alguns minutos, o silêncio sendo quebrado apenas pelas nossas respirações pesadas.

Valquíria levantou-se, limpou-se com a frieza de sempre e começou a se vestir. — Acabou por hoje, Andrea. Pode ir para o seu apartamento. Lave-se, tire esse vestido e descanse.

Eu tentei falar, mas ela me cortou com um olhar autoritário. — Não se esqueça: amanhã é segunda-feira. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Às 7h em ponto você tem treino com o Ricardo, e ele já sabe que deve ser o treino mais pesado da sua vida para compensar o luxo de hoje. E às 9h, quero você no escritório, impecável, com o uniforme de seda e a postura de um auxiliar de elite. A Andrea se diverte no domingo, mas o André trabalha para mim na segunda.

Saí da casa dela trêmulo, sentindo o rastro da penetração e o peso da gaiola agora suja e gelada. O prazer da tarde estava se transformando na rigidez da rotina. Enquanto eu caminhava até o Uber sob o olhar dos vizinhos, eu só conseguia pensar no que Ricardo prepararia para minhas pernas na manhã seguinte. A diversão de Valquíria tinha um preço, e eu estava apenas começando a pagá-lo.

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Foto de perfil de Sayuri MendesSayuri MendesContos: 80Seguidores: 66Seguindo: 4Mensagem uma pessoa hoje sem genero, estou terminando medicina e resolvi contar a minha vida e como cheguei aqui, me tornei que sou depois de minhas experiencias, um ser simplismente inrrotulavel

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