SEXO NÃO É AMOR

Um conto erótico de Enrabador
Categoria: Heterossexual
Contém 655 palavras
Data: 31/03/2026 15:09:38
Última revisão: 31/03/2026 15:19:45

Esse não é um texto sobre sexo. Não leia se estiver procurando outra coisa.

Ontem, encontrei uma amiga angustiada por não conseguir arrumar um bom parceiro para curtir e passar momentos memoráveis. Saudosista, lembrou dos homens românticos que faziam toda uma corte antes de pegarem em cama. Para piorar, reclamou do choque cultural, pois é quase impossível conseguir o relacionamento com alguém afinado com a idade e as vivências dela.

Estamos vivendo a época dos amores líquidos, aqueles sem cheiro, sem cor e sem sabor. São relações necessárias, como a água, que matam a sede, mas se vão, na primeira urina.

Com toda essa temática, querer um amor e um especialista em fuder no mesmo personagem é quase uma utopia.

Os contos do site mostram isso. As pessoas, em sua maioria, buscam um pouco de cada em diversas pessoas e, principalmente, não entram de cabeça numa relação que sabem que não serão duradouras.

São Paulo é uma cidade que tem se destacado nesse quesito. As pessoas demoram pra casar e, as vezes; não casam mesmo.

Vão morar sozinhos e lugares minúsculos e evitam toda e qualquer relação que extrapole a cama.

Eles simplesmente separaram a cama do coração.

E nem tentem mudar isso. É o imponderável. O indivíduo é mais importante que o casal e o casal, para se tornar um, vai precisar de documentos e contratos voluosos, com cláusulas mil, para protegerem o patrimônio, não os sentimentos.

Se isso é pouco, ainda temos um pluralismo sexual, onde cada um escolhe onde quer estar e com quem.

Enfim, não vai ser nenhuma surpresa que, em pouquíssimo tempo, o casamento, símbolo do amor, se torne só um retrato na parede.

Se isso é bom?

Não sei, mas o mundo mudou e ou você muda ou será engolido.

Depois desta longa explicação, ela relatou o seu caso pra mim. Está chegando aos 50 anos, saudades desta minha idade, e passou a ser cortejada por um garotão, que nem era tão garoto assim, já na faixa de 30 anos.

Eles nunca foram vistos juntos na rua e ele se aproveitou do fato dela morar sozinha para visitá-la em dias aleatórios, normalmente no meio de semana.

Começaram com o que chamamos de rolo, onde ninguém declara o que é e poucos sabem o que acontece.

Com boa lábia e pica dura, ele foi ficando.

A primeira foda deixou Vânia moída. Ele era acelerado e batia forte na buceta.

Ela sempre foi precavida e toma a injeção de anticoncepcional, exatamente para esses lances aleatórios. O problema é quando eles se tornam duradouros e sem garantia de sucesso.

Às vezes, ele aparecia três vezes na semana, outras nenhuma. Ela só conhecia a tia dele, que morava perto, mas tinha vergonha de perguntar, porque nem a tia sabia que ele visitava o prédio dela, pois ele tinha amigos que moravam no prédio também.

Com o tempo, ela foi fazendo as loucas concessões, algumas financeiras, mas aumentando a carga pessoal.

Ele era um atleta do sexo.

Ensinou Vânia a fuder em pé, a gemer alto, a dar o cu sem medo e finalmente tomar porra.

Ela estava adorando satisfazer o garotão, mas ele considerava tudo um bom relax.

Teve um dia que bateu o desespero, a buceta gotejando e nada do Roberto.

A crise de meia idade, aliada à sensação de abandono, fez a cabeça dela pirar.

Mandou mensagem, ligou, esperneou e xingou.

Prometeu a si mesma que não faria mais aquilo, mas fez mais vezes e ele voltou tantas vezes e a deixou saciada na cama, sem dar maiores explicações.

O que ela pensava ser amor, virou isso, mas ela se agarrou com tanta força à esses momentos que não via saída.

Eu disse simplesmente: troque as fechaduras da casa, coloque tudo dele numa sacola grande e entregue a um amigo.

Pegue um ônibus pra longe e esqueça.

Não procure sapos em alto mar e viva a sua realidade.

Ele ja era.

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Foto de perfil genéricaenrabadorContos: 48Seguidores: 51Seguindo: 17Mensagem 65 anos, casado, escorpiao e apreciador das boas coisas. Escrever é minha paixão

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