No jardim, Belchior cortava a mais bela rosa e a entregava para Isaura.
— Isaura, minha linda flor do meu jardim. Essa rosa é para você.
— Obrigada, Belchior. É muito bonita.
— Ela simboliza a pureza. Igual à senhorita.
— Belchior, não gosto quando me chama de senhorita. Eu sou uma escrava.
— Para mim, sempre será mais do que uma escrava. É a deusa do meu jardim — disse Belchior, sorrindo com seus dentes manchados. Era a figura mais excêntrica daquela fazenda; Leôncio, com crueldade, costumava chamá-lo de “O Corcunda de Notre Dame”.
Isaura agradeceu a rosa com um beijo na bochecha.
— Isaura, eu nunca mais vou lavar o rosto.
Nesse momento, Malvina surgiu.
— Saia daqui seu monstro. Quero ficar sozinha com a escrava.
Belchior fechou a expressão e se afastou, lançando um último olhar contrariado antes de desaparecer entre as árvores. Ainda assim, permaneceu escondido entre os arbustos, observando à distância.
— Não fale assim com ele — disse Isaura. — Não gosto quando maltrata Belchior. Veja, ele me deu esta rosa.
Malvina aproximou-se devagar. Tocou o rosto de Isaura com a ponta dos dedos e, num impulso contido, beijou-a nos lábios. Belchior, escondido, arregalou os olhos em espanto.
— Isaura… eu estava morrendo de saudade dos seus beijos.
— Eu também estava, sinhá…
Malvina segurou-lhe o queixo, fitando-a com intensidade.
— Não precisamos fingir. Estamos sozinhas.
Elas se abraçam para matar a saudade daquela intimidade. Sentaram-se no banco do jardim. Belchior continuava a ouvir toda a conversa atrás da árvore.
Isaura levantou lentamente o vestido, mantendo os olhos fixos na patroa, revelando pouco a pouco as pernas sob o tecido pesado. Malvina ajoelhou-se diante dela e ergueu o enorme vestido com as duas mãos, aproximando-se devagar.
Enfiou a cabeça entre as pernas de Isaura e começou a chupar a buceta de sua amante. Enquanto isso, Belchior, que observava a cena, não aguentava mais. Ele tirou seu pequeno pênis para fora e começou a se masturbar, assistindo a tudo como um verdadeiro voyeur.
Malvina abriu a buceta da escrava com firmeza, espalhando os lábios úmidos e brilhantes, e começou a chupar o clitóris inchado, sugando e lambendo cada gota de líquido que escorria, deixando o sabor da excitação preencher a boca. Seus dedos se enfiavam no ânus de Isaura, alternando dedadas profundas e rápidas, enquanto a outra mão segurava firme as coxas, abrindo ainda mais a escrava para cada investida da língua.
Isaura arfava, gemendo alto, a pele brilhando de suor, o corpo tremendo sob a atenção voraz de Malvina. Cada sucção, cada chupada nos lábios, cada dedada no ânus enviava ondas de prazer e dor ao mesmo tempo, fazendo Isaura perder o controle sobre seu próprio corpo, entregando-se completamente ao prazer que Malvina administrava sem piedade.
— Ah… sinhá… não vou aguentar…
— Não aguenta, Isaura… não aguenta… — Malvina chupou o dedo molhado e o enfiou no ânus da escrava, penetrando fundo e dando várias dedadas, enquanto continuava a sugar a vagina úmida com voracidade.
Isaura tremia, arfando, sentindo o orgasmo prestes a explodir, mal conseguindo se segurar no banco de tanta excitação.
— Não pode ser… é minha Isaura, minha flor… minha pura e inocente flor… — Belchior chorava, ejaculando nas flores do jardim, entregando-se à sua punheta mais melancólica e intensa de toda a vida.
Belchior se afastou, levando consigo a própria melancolia, enquanto o quarto permanecia cheio de gemidos e suspiros de prazer.
Malvina se ergueu, puxando com dificuldade o enorme vestido que marcava suas curvas generosas.
— Vai, Isaura… ajoelha e chupa sua sinhá! — ordenou, a voz carregada de desejo.
Isaura ajoelhou e mergulhou na buceta cabeluda de Malvina, lambendo o clitóris inchado com voracidade, sugando e chupando cada centímetro úmido enquanto a língua explorava os lábios carnudos, provocando gemidos altos de prazer. Malvina apoiava a perna no banco, segurando firme a cabeça da escrava, apertando os seios e mordendo os lábios em êxtase.
Malvina dava cheia demais e acabou liberando o xixi. Isaura foi surpreendida com rajada de mijo no rosto. Malvina observou a chuva de xixi caindo no rosto da escrava e ela lambuzada toda de seu mijo dourado.
— Abra a boca e beba, escrava.
Isaura abriu a boca e engoliu o xixi quente da sua sinhá como se fosse água, sentindo o jorro escorrer pelo rosto e descer pelo decote, lambuzando cada centímetro de sua pele. Quando Malvina terminou, abaixou-se e envolveu Isaura em um abraço, beijando a boca molhada da escrava com intensidade. As duas caíram no chão, ainda cobertas pelo xixi, agarradas e se beijando vorazmente.
Malvina segurou as pernas da escrava e chupou cheio de tesão aquela buceta, e a escrava vez a mesma coisa com as pernas de sua sinhá, lambuzando a enorme buceta cabeluda. Fazendo meia nova no chão, ambas satisfazendo.
As duas se moviam no chão, lambuzadas e molhadas, satisfazendo-se mutuamente, perdidas no desejo mais puro e intenso, como se não houvesse amanhã.
***
Mais tarde, Belchior encontrou Isaura na cozinha.
— Ai que susto, Belchior.
— Minha feiura te assustou, Isaura?
— Não, você apareceu de repente. Deseja alguma coisa? Preparei o café, está bem quentinho.
— Quero você, Isaura.
— Já falei mil vezes, Belchior. Somos amigos.
— Amigos podem se beijar… e fazer outras coisas.
— Belchior, para com isso. Não gosto dessa intimidade.
— Só porque sou um jardineiro feio e de boca torta?
— Pare de falar isso!
— É verdade, sou uma aberração. Se fosse bonito como Leôncio, elegante e rico, aposto que você me olharia com outros olhos.
— Belchior, estou ficando irritada contigo. Não faça a gente perder a amizade que tenho com você.
— Talvez nem precise ser um homem para satisfazer seus desejos, Isaura. Às vezes, uma buceta dá mais prazer que um pênis.
— Belchior, que coisa feia de se falar!
— Para de fingir inocência, Isaura. Eu vi você e Malvina fazendo safadeza no jardim. Imagina se o sinhozinho Leôncio descobrir.
Isaura correu até Belchior, sua voz e expressão mudando de repente.
— Por favor, Belchior, espere. Vamos conversar. Não é nada do que você está pensando.
— O que seria, hein? Malvina te chupando no jardim… o que poderia ser isso, Isaura? Eu não sou burro. Você é a amante da Malvina.
— Se você abrir a boca, verá com a sinhá Malvina…
— O que ela vai fazer? Me colocar no tronco e mandar o Chico me chicotear até a morte? Não tem saída. Qualquer jeito, Leôncio vai saber da verdade, e você e a sinhá vão ficar ferradas.
— O que você quer, Belchior?
— Quero aquilo que sempre desejei, Isaura… quero você. Quero um beijo na sua boca.
Isaura respirou fundo, tentando convencer a si mesma de que não seria tão difícil beijar Belchior. Mas, ao se aproximar, não pôde deixar de notar os dentes podres do jardineiro. Ainda assim, inclinou-se e finalmente cedeu ao beijo.
Belchior a agarrou com força, enfiando a língua na boca dela de maneira rude e desajeitada, lambuzando cada canto como se não soubesse beijar.
— Ponto, já beijei. Agora você prometeu não contar nada — disse Isaura, afastando-se e limpando a boca com nojo.
— Eu não prometi porra nenhuma.
— Eu te beijei…
— Foi só a primeira parte. Depois vou querer mais.
— Belchior, você está me chantageando…
— Ou quer que eu conte tudo pro sinhô Leôncio?
Belchior percebeu que tinha encontrado sua mina de ouro. Aproveitaria ao máximo aquela situação. Isaura, por sua vez, não sabia como reagir além de ceder às chantagens do jardineiro, presa entre o medo e o desejo.