Capítulo 7: Sítio Olho d’Água: O Triângulo de Prazer com minha Madrasta e Irmã

Um conto erótico de Raimundo
Categoria: Heterossexual
Contém 2631 palavras
Data: 30/03/2026 09:40:21

O estalo da porta de correr ainda ecoava quando o mundo de Sônia desmoronou. Ela ficou estática, o peito subindo e descendo sob a camisola fina, os olhos alternando entre o meu pau ainda pulsante e o sêmen que escorria pelos seios de Lúcia.

— "Mãe...?" — O sussurro dela foi um fio de voz, carregado de uma dor que se transformou em fúria em um piscar de olhos. — "O que... o que é isso? O que vocês estão fazendo?!"

— "Sua... sua vagabunda!" — Sônia gritou, a voz falhando pelo choque.

Ela avançou como uma loba ferida para cima da mãe. Lúcia, num reflexo de autoridade e vergonha, levantou-se num salto, tentando inutilmente se cobrir com os braços, mas o tapa que ela desferiu no rosto de Sônia interrompeu o grito da filha. O estalo cortou o ar frio da madrugada.

— "Cale a boca!" — Lúcia sibilou, os olhos faiscando. — "Você não tem direito de me cobrar nada! Eu ouvi vocês ontem! Eu vi da janela o que você fez com o seu próprio irmão na varanda! Vocês se pegando como animais... Como teve coragem?"

Sônia recuou um passo, a mão no rosto ardendo, os olhos arregalados pelo choque de saber que a mãe tinha visto tudo. Por um segundo, a culpa a paralisou, mas o ciúme foi mais forte.

— "E você?! Você é como a mãe dele! Você o criou!" — Sônia gritou de volta, partindo para cima de Lúcia. — "Pelo menos eu não sou uma hipócrita que assiste escondida para depois fazer igual! Você queria o que era meu! Você queria o meu irmão!"

As duas se agarraram, uma confusão de unhas, xingamentos e respiração ofegante sobre o sofá de couro. Era o fim da linhagem Lira se estraçalhando ali mesmo.

— "CHEGA!" — Berrei, saltando entre as duas e separando-as com um empurrão bruto que as jogou em lados opostos da varanda. — "Olhem para nós! Minha família foi dizimada. Meu pai está morto, vários homens leais foram executados e o Delegado está vindo para cortar nossas cabeças. Se a gente se matar aqui dentro, estaremos fazendo um favor a nossos inimigos!"

Fiquei entre as duas, ofegante. Olhei para Sônia, desolada, e para Lúcia, que tremia de adrenalina e humilhação.

— "Eu amo as duas," — eu disse, a voz baixa e carregada de uma autoridade que as calou.

— "De formas diferentes, mas com a mesma intensidade. O amanhã pode ser apenas uma bala na testa para qualquer um de nós. Não temos tempo para moralidade de um mundo que já nos expulsou. Precisamos um do outro. Precisamos ser um bloco de chumbo unido, ou não passaremos de alvos fáceis na estrada para Petrolina."

Segurei a mão de Sônia e a de Lúcia, forçando o contato.

— "Nós chegamos ao ponto sem retorno. Eu preciso de vocês. Preciso do amor e do corpo das duas para ter forças de reconstruir esse império. Aceitem isso, ou morreremos sozinhos."

Lúcia soltou uma risada amarga, as lágrimas misturando-se ao suor que ainda brilhava em seu colo. — "Você enlouqueceu de vez, Raimundo! Olhe para nós! Eu sou a mulher que te criou, e ela... ela é sua irmã de sangue! O que Antônio pensaria? Ele confiou a segurança dessas mulheres a você, não para que você as transformasse em seu harém particular!"

— "O que Antônio pensaria não importa mais, Lúcia!" — rebati, apertando os dedos delas com força. — "Antônio está morto porque confiou em quem não devia. O mundo dele ruiu. O que ele pensaria sobre o Jurandir sendo executado? O que ele pensaria sobre o Epaminondas tentando nos passar a perna? As leis do meu pai não nos protegeram das balas do Delegado, e não vão nos proteger agora."

Sônia desviou o olhar, o peito subindo e descendo em soluços contidos. — "É errado, Raimundo... é tudo tão errado. Eu senti que era só nosso... ontem... e agora ver você com ela..."

— "Nada mais é 'só nosso', Sônia," — virei-me para ela, forçando-a a me encarar. — "Nós somos três restos de um naufrágio. Se tentarmos nadar sozinhos, vamos afundar. Vocês querem sobreviver? Querem ver o Delegado de joelhos? Então aceitem que a única coisa que sobrou de real no mundo é o que sentimos aqui dentro. A moralidade é um luxo para quem tem paz. Nós só temos a guerra."

Lúcia tentou puxar a mão, mas eu a mantive firme. — "Você quer que eu aceite dividir o homem que eu acabei de possuir com a minha própria filha?" — ela sibilou, a voz trêmula.

— "Eu quero que você aceite que eu sou o único homem que pode manter vocês vivas," — respondi com uma frieza gélida. — "Eu amo a selvageria da Sônia e amo a força da sua experiência, Lúcia. Eu não vou escolher. Eu não posso escolher. O novo império dos Lira vai ser erguido sobre nós três, ou não será erguido sobre nada."

Houve um silêncio denso, apenas o som da mata e a respiração pesada de três pessoas cujas vidas estavam ligadas pelo pecado. Sônia foi a primeira a ceder. Ela olhou para a mãe, depois para mim, e um brilho de resignação selvagem surgiu em seus olhos.

— "Ele tem razão, mãe," — Sônia sussurrou, a voz ainda acanhada, mas decidida. — "Se a gente se separar, eles nos pegam. Se a gente brigar, o Delegado vence. Eu... eu não quero perder o Raimundo. Se o preço para ter ele é aceitar que ele também é seu... que seja. Antes com você do que enterrado numa cova rasa."

Lúcia olhou para a filha como se a visse pela primeira vez. A rigidez de sua postura desmoronou. Ela olhou para mim, viu a determinação nos meus olhos e a urgência do meu pau que ainda denunciava o desejo.

— "Que Deus nos perdoe," — Lúcia murmurou, fechando os olhos e deixando a cabeça cair no meu ombro. — "Porque o mundo nunca vai perdoar. Está bem, Raimundo. Se é esse o sacrifício para esmagar quem nos traiu... eu aceito."

O ar na varanda estava saturado de eletricidade e do cheiro acre do desejo misturado ao suor do combate. Lúcia ainda estava nua, com os rastros brancos do meu sêmen secando sobre o relevo de seus seios fartos, uma marca de posse que Sônia encarava com uma mistura de repulsa e fascinação. Sônia, por sua vez, permanecia com a camisola de seda rasgada, revelando o contorno de seu corpo jovem e sedento.

— "Venham cá," — ordenei, sentando-me no centro do sofá de couro.

A evitação no início era quase física. Sônia se aproximou pelo meu lado esquerdo, evitando olhar para a mãe, enquanto Lúcia sentou-se à direita, mantendo a coluna rígida. O toque inicial foi tímido, os dedos de Sônia roçando meu ombro enquanto Lúcia pousava a mão na minha coxa. Mas eu não ia permitir que aquele muro de vergonha permanecesse de pé.

Segurei a nuca de Sônia e a puxei para um beijo profundo, ao mesmo tempo em que minha outra mão buscava o mamilo escuro de Lúcia. O som das línguas se encontrando e o suspiro pesado da minha madrasta quebraram o gelo.

— "Olhe para ela, Sônia," — sussurrei entre os beijos. — "Toque na sua mãe. Sinta como ela está quente. Ela é parte de nós agora."

Com uma hesitação que logo se transformou em curiosidade febril, Sônia estendeu a mão e tocou o ombro de Lúcia. O contato fez ambas estremecerem. Lúcia fechou os olhos, aceitando o toque da filha, e logo as duas estavam se explorando, as mãos de Sônia descendo para os seios melados de Lúcia, espalhando a minha porra pela pele madura da mãe como se fosse um óleo sagrado de consagração.

— "Você é tão gostosa, mãe... eu nunca imaginei..." — Sônia murmurou, sua voz subindo uma oitava pelo tesão.

— "Cale a boca, menina... e me ajude com ele," — Lúcia respondeu, a voz rouca, entregando-se à luxúria.

A escalada foi rápida e obscena. Lúcia ajoelhou-se à minha frente, envolvendo meu pau latejante com as duas mãos, enquanto Sônia subia no sofá, sentando-se atrás de mim e mordendo meu pescoço. O contraste era surreal: a experiência técnica de Lúcia, que engolia meu pau com uma profundidade que me fazia arquear as costas, e a selvageria de Sônia, cujas mãos pequenas exploravam meu peito e puxavam meu cabelo.

Mudei as posições com a voracidade de quem queria devorar o mundo. Joguei meu corpo no sofá de couro e ordenei que Lúcia assumisse o controle. A madrasta não hesitou; ela montou no meu quadril, guiando meu pau latejante para dentro daquela intimidade quente e madura. O contraste da pele dela, marcada pelo âmbar e pelo suor, contra o meu corpo era um convite ao abismo.

Enquanto Lúcia começava a cavalgar com uma técnica que só os anos de experiência deram, puxei Sônia para cima do meu peito. Ela entendeu o comando antes mesmo de eu abrir a boca. Sônia se agachou sobre o meu rosto, as pernas firmes e atléticas prendendo minha cabeça, enquanto sua boceta durinha e completamente encharcada descia sobre a minha boca.

Eu a devorava com uma fúria selvagem, sentindo o gosto da minha irmã, enquanto o peso de Lúcia martelava meu quadril lá embaixo. O som da carne batendo ritmicamente contra o couro era a única música naquele vale isolado. Minhas mãos não paravam: uma apertava a bunda monumental de Lúcia, forçando-a a descer com mais força no meu pau, enquanto a outra buscava os seios firmes de Sônia lá em cima, puxando-a para mais perto do meu rosto.

— "Olha para ela, Lúcia!" — a voz saiu abafada contra a carne de Sônia, mas o comando foi um chicote. — "Olha como sua filha gosta de ser usada pelo irmão enquanto eu fodo você!"

Lúcia soltou um grito de prazer puro, as unhas cravando nos meus ombros, os olhos vidrados na bunda empinada da filha que subia e descia diante do seu rosto. Não havia mais vergonha, apenas a sede que o sangue Lira tinha despertado em nós três.

— "Encha ela, Raimundo! Quero ver você arrebentar a boceta da minha mãezinha safada!"

— Sônia gritava, esfregando sua boceta molhada na minha boca enquanto eu martelava Lúcia.

— "Eu sou a sua cadela madura, Raimundo... fode a gente!" — Lúcia gemia, as pernas envolvendo minha cintura, os olhos vidrados de prazer enquanto via a própria filha se entregar ao mesmo homem.

Eu as possuí em todas as variações possíveis. Coloquei as duas de quatro, lado a lado, as bundas empinadas — a de Sônia firme e empinada, a de Lúcia larga e pesada. Eu alternava as estocadas, entrando em uma e logo em seguida na outra, sentindo o calor diferente de cada uma, ouvindo os gemidos em coro que denunciavam que ambas estavam no limite.

— "Vocês são minhas vadias Lira," — rosnei, puxando o cabelo de ambas. — "O império começa aqui, nesse sofá."

Levei as duas ao orgasmo simultâneo. Sônia gritava o meu nome enquanto o corpo dela entrava em convulsão sobre o meu pau, e Lúcia, logo abaixo, contraía-se inteira, gozando tão forte que suas unhas deixaram marcas sangrentas nos meus braços. O vigor que o sangue do meu pai me deu parecia infinito; eu tinha fodido Lúcia antes e agora as duas, e ainda sentia que podia derrubar uma floresta.

O ápice final chegou com a força de um tiro de fuzil. Puxei meu pau para fora e as fiz ajoelharem-se unidas, uma ao lado da outra, com as línguas de fora.

— "Abram a boca para o Rei," — ordenei.

Com um rugido, gozei jatos espessos e quentes, atingindo a boca de Sônia e logo em seguida a de Lúcia. Elas aceitaram tudo, saboreando o selo do nosso pacto, limpando os lábios uma da outra com beijos molhados e carregados de sêmen. Não havia mais mãe, filha ou enteado. Havia apenas os Lira.

Ficamos ali, jogados no sofá de couro, um emaranhado de membros, suor e respiração ofegante. O silêncio que se seguiu não era mais de choque, mas de uma ressaca moral que pairava no ar como a fumaça de um disparo. Lúcia foi a primeira a quebrar o transe, afastando uma mecha de cabelo grudada no rosto e olhando para as próprias mãos, ainda trêmulas.

— "O que tem de errado comigo?" — ela sussurrou, a voz carregada de uma melancolia súbita. — "Como eu me permiti chegar a esse ponto? Com meu enteado... com minha própria filha... O que Antônio pensaria de mim se visse a Rainha do Ferro reduzida a isso? Ele me confiou o nome da família, e eu o arrastei para o assoalho de uma varanda."

Sônia se aninhou no meu peito, a pele jovem contrastando com o couro escuro do sofá. Ela olhou para a mãe e depois para mim, com um brilho de lucidez nos olhos que eu ainda não tinha visto.

— "Eu não sei o que deu na gente, mãe... mas acho que quando a morte vira nossa única vizinha, a estrutura da alma racha," — Sônia disse, a voz ganhando firmeza. — "O perigo constante, o cheiro de pólvora e a certeza de que o amanhã é uma miragem... isso despertou um instinto que a gente não controla. A gente não está mais vivendo, estamos sobrevivendo, e no meio desse caos, o único lugar seguro que sobrou foi um no corpo do outro. O mundo lá fora morreu para nós; só restou o que arde aqui dentro."

Eu as puxei para mais perto, sentindo o calor das duas fundindo-se ao meu. Olhei para o teto da varanda, pensando no homem que me ensinou tudo, menos a como lidar com o que eu sentia agora.

— "Eu sei que isso é um crime perante a sociedade, e sei o peso do tabu que quebramos,"

— comecei, minha voz soando grave e absoluta. — "Eu amava meu pai, e o respeito que sinto por ele é o que me mantém de pé. Vou honrar o legado dele mandando cada um daqueles traidores para o inferno, mas não vou fazer isso sozinho. Antônio amava vocês duas mais do que qualquer rota ou carregamento. Cuidar de vocês, proteger vocês e, sim, amar vocês com cada fibra da minha alma é a minha nova missão. Chega de tabus. O mundo que nos julgava não existe mais. Agora, nós três somos um só bloco de chumbo. Eu serei o escudo e a espada de vocês, até o fim."

Lúcia ainda balançou a cabeça, uma última centelha de resistência brilhando em seus olhos úmidos. — "Ainda é errado, Raimundo... é uma loucura que vai nos perseguir até a cova."

— "Pode ser," — respondi, roçando meus lábios nos dela e depois nos de Sônia. — "Mas você vai negar que foi a coisa mais real e gostosa que já sentiu na vida?"

Houve um segundo de hesitação. Lúcia olhou para Sônia, que assentiu com um sorriso cúmplice e pecaminoso. A madrasta soltou um suspiro longo, deixando o peso do mundo cair de seus ombros.

— "Não... eu não posso negar," — ela confessou, rendendo-se finalmente. — "Foi... divino e profano ao mesmo tempo."

Ali, sob o céu estrelado do sertão, o pacto foi selado. Não havia mais volta, não havia mais culpa. Éramos os Lira, unidos pelo sangue, pelo ferro e por um desejo que queimaria qualquer obstáculo em nosso caminho.

Lúcia e Sônia se entreolharam, um entendimento silencioso passando entre mãe e filha enquanto se anilhavam a mim. Decidi que não partiríamos imediatamente. Ainda tínhamos o terceiro dia de trégua planejado no Sítio Olho d’Água, e eu pretendia aproveitar cada segundo dele.

Precisávamos de mais vinte e quatro horas para organizar os mapas, revisar a Agenda Negra e, acima de tudo, esgotar cada gota de prazer antes de encararmos o incerto. Petrolina era uma aposta de alto risco: Severino poderia honrar a velha dívida com meu pai ou simplesmente nos triturar para herdar as rotas sozinho. Mas isso era um problema para depois do amanhecer. Por enquanto, o sítio era nosso santuário profano, e o último dia seria dedicado inteiramente a nós três.

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